Furacão decide contra o Junior Barranquilla para se consolidar como ‘El Paranaense’

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Atlético deve repetir formação da primeira partida (Miguel Locatelli/CAP)

Com a expectativa de receber 40 mil torcedores e incendiar a Arena da Baixada em busca de um título inédito e reconhecimento, o Atlético Paranaense encara o Junior Barranquilla, da Colômbia, a partir das 21h45 (de Brasília), para saber quem conquistará a Copa Sul-americana. Na partida de ida, empate em 1 a 1, que deixa a disputa totalmente em aberto, já que uma vitória simples de qualquer um dos lados garante a taça.

Melhor campanha da competição, com oito vitórias em 11 jogos, melhor ataque, com 21 gols marcados, e apenas seis gols sofridos, além de um caldeirão fervendo, coloca o Furacão como virtual favorito para se consolidar no continente como ‘El Paranaense’. Porém, a força do adversário chegou a surpreender a ponto de a igualdade como visitante ter sido bastante comemorada.

O técnico Tiago Nunes, que conseguiu desde sua chegada à equipe principal construir uma filosofia de jogo sólida, recuperando alguns jogadores descreditados e fazendo uma mescla entre juventude e experiência, aparece como protagonista da decisão. E deverá ter força máxima em campo para tentar escrever seu nome na história do futebol brasileiro. Única dúvida, o atacante Pablo, com um desconforto na panturrilha, fez tratamento intensivo e deve ir para o jogo. Rony fica de sobreaviso.

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Com contrato renovado por mais uma temporada, o mais experiente jogador do clube, com título de Libertadores da América em seu currículo, Lucho González sabe o significado da decisão e promete um grupo determinado durante os 90 minutos na busca pelo título. “Vamos entregar tudo o que temos e mais um pouco, porque sabemos que podemos ficar na história do clube. É o que esse grupo quer. Muitas vezes, você se prepara para o jogo de uma maneira e nem sempre sai como o planejado. Mas coração e entrega não podem faltar”, avaliou.

O Junior chegou a decisão com moral, já que passou por três equipes argentinas, Lanús, Colón e Defensa Y Justicia, além do o rival Santa Fe. Além dos resultados, as boas apresentações do time, que também se destaca no campeonato nacional, chamaram a atenção. A equipe, que desembarcou no domingo em solo paranaense, pode reconhecer e admirar o palco da partida e treinar no CT do Caju.

Para reforçar o time na grande decisão, a principal estrela, o atacante Téo Gutiérrez foi liberado pela Conmebol após cumprir uma partida de suspensão pela expulsão diante do Santa Fe, está confirmado. O lateral-esquerdo Fuente, outro que ficou de fora na ida, pode ser a outra novidade entre os titulares.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO PARANAENSE-BRA X JUNIOR BARRANQUILLA-COL

Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Data: 12 de dezembro de 2018, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Tobar (Chile)
Assistentes: Christian Schiemann (Chile) e Claudio Rios (Chile)
Árbitro de vídeo: Julio Bascuñan (Chile)
Árbitros de vídeo assistentes: Piero Maza (Chile) e Carlos Astroza (Chile)

ATLÉTICO-PR: Santos; Jonathan, Léo Pereira e Thiago Heleno e Renan Lodi, Bruno Guimarães, Lucho González e Raphael Veiga, Nikão, Marcelo Cirino e Pablo (Rony).
Técnico: Tiago Nunes

JUNIOR: Viera; German Gutiérrez (Fuente), Rafael Pérez, Marlon Piedrahita e Jefferson Gómez; James Sánchez, Luis Díaz, Jarlan Barrera e Víctor Cantillo; Luis Narváez e Téo Gutiérrez
Técnico: Julio Comesaña

 

 

 

Do correspondente Luiz Felipe Fagundes – Curitiba, PR
Da Gazeta Esportiva SP

River faz dois na prorrogação e vence final histórica contra o Boca

 Foto: Gabriel BOUYS / AFPrre-000_1BH0DI-1-1024x630

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O duelo não foi no Monumental de Núñez nem mesmo na Argentina, perdeu encanto com os problemas fora de campo, mas não deixou de opor os dois maiores rivais do nosso país vizinho, uma das maiores rivalidades do mundo, ainda que tenha sido no Santiago Bernabéu, neste domingo, em Madri.

Em campo, o River Plate fez valer o seu melhor toque de bola, superou o gol de Benedetto no primeiro tempo e, com um a mais, viu Pratto, Quintero e Pity Martínez entrarem para a história do clube.

O 3 a 1, construído principalmente após a expulsão de Barrios, no primeiro tempo da prorrogação, deu aos riveristas o quarto título da sua história, juntando-se às taças de 1986, 1996 e 2015. E mais do que isso: um triunfo histórico da maior competição continental contra o maior adversário que podia existir. Impecável em campo.

Benedetto era o melhor em campo até ser substituído (Foto: Divulgação/Conmebol)
Benedetto coloca o Boca na frente

O primeiro tempo da partida foi marcado por um duelo individual: Benedetto, atacante, contra Maidana, zagueiro. Protagonistas na abertura do placar, eles começaram o embate logo nos primeiros minutos, com o centroavante sempre caindo mais pelo lado esquerdo e, invariavelmente, levando vantagem no pivô realizado sobre o defensor adversário.

Maidana, por sinal, promoveu o primeiro lance de perigo da partida ao rebater para trás um cruzamento em mandar por cima do gol de Armani. Na cobrança do escanteio, após desvio na segunda trave, Pablo Pérez chutou de primeira e Armani defendeu. Minutos depois, Nández quase roubou bola na entrada da área, mas sofreu falta de Ponzio. Benedetto bateu, a barreira desviou e Pérez só não marcou porque Casco conseguiu desviar o seu chute.

Dono da bola na maior parte do tempo, o River não conseguiu ser tão incisivo quanto o adversário e mais rodou a posse de lado a lado do que fez Andrada trabalhar. Uma das poucas boas escapadas foi em contra-ataque puxado pelo meio que caiu nos pés de Montiel. O lateral cruzou rasteiro para a entrada da área e Pity Martínez chutou forte, mas pegou mal e mandou por cima do gol.

Antes do intervalo, porém, sumiu o 0 a 0. Andrada errou na saída de bola, o River recuperou com Palacios e o meia cruzou rasteiro para a entrada da área, mas mandou para ninguém. Pavón pegou a sobra, acionou Pérez e o capitão deu para Nández. O uruguaio descolou lindo passe rasteiro a Benedetto. O centroavante ganhou de Pinola na corrida, deixou Maidana no chão e tocou de chapa no canto de Armani para enlouquecer sua torcida atrás do gol.


Pratto vibrou muito com o seu gol (Divulgação/River Plate)

Toque de bola do River dá resultado

A etapa final manteve um Boca mais incisivo no seu campo de ataque e perigoso para Armani, que precisou se mexer para evitar uma investida de Pavon pelo lado esquerdo. Em contra-ataque pouco depois, o jovem argentino limpou bem a marcação e cortou para o meio. Porém, mesmo com Villa passando livre pelo lado direito, preferiu chutar e mandou por cima do gol.

Duas alterações, no entanto, foram fundamentais para que o jogo mudasse de panorama. Visivelmente cansado, mas único atleta do Boca que conseguia aliviar a pressão sobre a defesa, Benedetto deu lugar a Ábila. Do outro lado, precisando do resultado, Gallardo deu a ordem para que o habilidoso Quintero substituísse o volante Ponzio, dando mais rapidez ao seu toque de bola.

Depois de Pratto ganhar dividida de Andrada e reclamar de pênalti, anotado como falta do atacante pela arbitragem, o River conseguiu vencer a defesa adversária justamente com seu toque de bola. Nacho Fernández recebeu no lado esquerdo, tocou para Enzo Pérez e recebeu ótima devolução, entre as pernas de Magallán. O canhoto, então, rolou para Pratto, com o gol aberto, deixar tudo igual.

O 1 a 1 deixou o duelo mais faltoso, com quatro cartões amarelos sendo distribuídos a partir dali. O lance de maior perigo veio em uma marcação de tiro livre indireto dentro da área do River, após Pinola travar chute de Nández com a sola. Depois de muito conversar e ensaiar, o Boca cobrou com Pavón rolando para Olaza, mas o lateral chutou em cima da barreira.

Jogo foi muito brigado no Santiago Bernabéu (Foto: Divulgação/Conmebol) 

River fica com um a mais e triunfa

A prorrogação começou com Nández, que havia terminado o duelo estirado no chão com câimbras, dando um pique de dar inveja aos atletas, mostrando que a final tirava o máximo de cada um dos jogadores. O problema para o Boca, no entanto, foi que Barrios, amarelado perto do fim do segundo tempo, levou outro cartão ao dividir com Palacios, sendo expulso e exigindo ainda mais dos seus companheiros.

A desvantagem deu mais espaço e pagou seu preço logo no início da etapa final do tempo-extra. O River trabalhou a bola na entrada da área, Quintero abriu para Fernández e se movimentou para receber na linha, de frente para o gol. O canhoto ajeitou para a perna esquerda e chutou muito forte, a bola ainda tocou no travessão e passou sem chances para Andrada.

O Boca foi com tudo para cima, ainda ficou com nove após Gago se machucar e chegou a mandar uma bola na trave após a série de displicências do ataque riverista, quando Jara chutou rasteiro. O desespero, no entanto, deixou o gol vazio para Martínez puxar contra-ataque e selar o triunfo do River.

FICHA TÉCNICA
RIVER PLATE 3 X 1 BOCA JUNIORS

Local: Estádio Santiago Bernabéu, em Madri (Espanha)
Data: 9 de dezembro de 2018 (Domingo)
Horário: 17h30(de Brasília)
Árbitro: Andres Cunha (Uruguai)
Assistentes: Nicolás Tarán (Uruguai) e Mauricio Espinosa (Uruguai)
Cartões amarelos: Ponzio, Fernández, Maidana (River); Pablo Pérez, Barrios (Boca)
Cartão vermelho: Barrios (Boca)
Gols:
RIVER: Pratto, aos 23 minutos do segundo tempo, e Quintero, aos três, e Pity Martínez, aos 16 minutos do segundo tempo da prorrogação
BOCA: Benedetto, aos 43 minutos do primeiro tempo

RIVER PLATE: Armani; Montiel (Mayada), Maidana, Pinola e Casco; Fernández (Zuculini), Ponzio (Quintero), Enzo Pérez e Palacios (Álvarez); “Pity” Martínez e Pratto
Técnico: Marcelo Gallardo

BOCA JUNIORS: Andrada; Buffarini (Tevez), Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nández, Wilmar Barrios e Pablo Pérez (Gago); Pavón, Villa (Jara) e Benedetto (Ábila)
Técnico: Guillermo Barros Schelotto

 

Da Gazeta Esportiva 

Importante para o elenco, Vilson sai silenciosamente do Timão

Sem jogar há dois anos e ofuscado pelas saídas de Danilo e Emerson Sheik, o zagueiro Vilson também deixou o Corinthians após a partida contra o Grêmio, pela última rodada do Brasileirão 2018. A última vez em que o defensor atuou oficialmente foi na derrota por 3 a 2 para o Cruzeiro, na Série A de 2016.

Ainda que não passe perto da história da dupla no Timão, Vilson era muito querido pelo elenco do Timão: o zagueiro foi homenageado por Marquinhos Gabriel quando o meia fez gol contra a Chapecoense, por exemplo, além de ser tido como um dos responsáveis pela guinada na carreira de Cássio, apresentando o goleiro à igreja.

Vilson foi homenageado antes de sua última partida como membro do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr. /Agência Corinthians)

“Excelente para o grupo. Vocês (jornalistas) não têm ideia disso”, afirmou um dirigente corintiano quando perguntado sobre o jogador.

No último sábado, Vilson recebeu uma moldura da camisa 37, utilizada nos 23 jogos de sua passagem por três temporadas no Corinthians, além de aplausos de jogadores e comissão. O zagueiro deixou um recado em sua despedida e agradeceu ao clube.

“Agradeço a todos nesses anos difíceis que passei aqui, individualmente. Agradeço a compreensão de todos. Amadureci muito por ter passado por aqui. Aprendi a ajudar o próximo, ter mais consciência. Deixo o recado para vocês sempre acreditarem, independente da idade”, afirmou, antes de completar.

“Acreditem nos sonhos de vocês. Temos que acreditar para alcançar. Deem o melhor de vocês, porque a oportunidade de estar dentro de campo é única. Tenho muita gratidão a todos aqui no Corinthians”, concluiu.

Com a camisa do Timão, Vilson conquistou três títulos: Campeonato Paulista (2017 e 2018) e um Campeonato Brasileiro (2017). Um provável destino do atleta para o ano que vem é a Chapecoense.

 

Tomás Rosolino
Da Gazeta Esportiva – São Paulo, SP

Seleção da Série A tem três palmeirenses; Dudu é eleito melhor jogador

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Marcelo Lomba; Mayke, Victor Cuesta, Geromel e Renê; Bruno Henrique, Rodrigo Dourado, Lucas Paquetá e Arrascaeta; Gabigol e Dudu.

Esses foram os jogadores premiados, na cerimônia promovida pela CBF nesta segunda-feira, como integrantes da seleção do Campeonato Brasileiro.

O prêmio principal da noite, de melhor jogador da disputa nacional, ficou com Dudu. O atacante palmeirense confirmou o favoritismo e levou o troféu de craque do Brasileirão para casa.

O Prêmio Brasileirão 2018 aconteceu na sede da Confederação Brasileira de Futebol, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

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Melhor zaga do Brasileirão (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Com isso, além da premiação “carro-chefe” do evento, o campeão Palmeiras teve três representantes no “melhor onze” da Série A, com um membro em cada setor: Mayke (lateral direita), Bruno Henrique (meio de campo) e Dudu (ataque).

No setor defensivo, os jogadores eleitos para a seleção do campeonato foram o goleiro Marcelo Lomba, do vice-campeão Internacional; Pedro Geromel (Grêmio) e Victor Cuesta (Internacional) na dupla de zaga; e, nas laterais, Renê (Flamengo) e Mayke (Palmeiras).

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Meio de campo viu Bruno Henrique, Rodrigo Dourado, Lucas Paquetá e Arrascaeta serem premiados (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O meio de campo viu Bruno Henrique (Palmeiras), Rodrigo Dourado (Internacional), Lucas Paquetá (Flamengo) e Arrascaeta (Cruzeiro) serem premiados.

Por fim, a melhor dupla de ataque, eleita pela CBF, foi composta por Gabigol (Santos), artilheiro do campeonato, e Dudu (Palmeiras), tido como melhor atleta da competição.

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Gabigol e Dudu formaram o ataque do campeonato (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)
Confira todos os troféus do evento:

Confira todos os troféus do evento:

Seleção do Campeonato Brasileiro Feminino: Bárbara; Maurine, Thaila, Antonia e Yasmin; Brena, Djennifer, Gabi Zanotti e Adriana Leal; Dani Helena e Lelê
Melhor trio de arbitragem: Raphael Claus (árbitro), Kleber Lucio Gil e Danilo Manis (assistentes)
Seleção do Campeonato Brasileiro Masculino: Marcelo Lomba; Mayke, Victor Cuesta, Geromel e Renê; Bruno Henrique, Rodrigo Dourado, Lucas Paquetá e Arrascaeta; Gabigol e Dudu
Revelação feminina: Kerolin (Ponte Preta)
Revelação masculina: Pedro (Fluminense)
Gol mais bonito: Everton Ribeiro (Flamengo), em Cruzeiro x Flamengo
Prêmio Fair Play feminino: Sport
Prêmio Fair Play masculino: Corinthians
Melhor treinador feminino: Arthur Elias (Corinthians)
Melhor treinador masculino: Felipão (Palmeiras)
Craque da galera: Cuéllar (Flamengo)
Craque do Brasileirão feminino: Adriana (Corinthians)
Craque do Brasileirão masculino: Dudu (Palmeiras)

 

Da Gazeta Esportiva

Palmeiras levanta a taça do Brasileiro após triunfo sobre o Vitória

CAMPEONATO BRASILEIRO 2018: PALMEIRAS X VITÓRIA

Palmeiras levanta o troféu do título do Campeonato Brasileiro (Foto: Sergio Barzaghi/ Gazeta Press)

A comemoração do Palmeiras pelo decacampeonato brasileiro se iniciou no último domingo, ainda em São Januário, se estendeu ao longo da semana e foi coroada neste domingo, no Allianz Parque, após o triunfo por 3 a 2 sobre o Vitória para 41.256 pessoas, que marcou o novo recorde da arena alviverde. Capitão e responsável pelo gol que salvou o time de encerrar a temporada sem um resultado positivo, Bruno Henrique ergueu a taça.

Apesar da partida, a festa começou muito antes do apito inicial, com faixas, mosaico e queima de fogos. Ao longo da partida, a torcida viveu momentos de tensão, mas terminou comemorando mais uma vitória do time comandado por Luiz Felipe Scolari no Brasileiro, competição que o Verdão terminou com melhor ataque e como recordista de invencibilidade na era dos pontos corridos.

pal_palxvit_0212-1681-1024x636 pal_palxvit_0212-1469-1024x686Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Com um palco montado após o jogo, os jogadores receberam medalha, ergueram a taça, posaram para fotos e deram a tradicional volta olímpica. Enquanto isso, os presentes soltavam o grito de “campeão”, pediam pela permanência de Dudu e exaltavam a campanha de Felipão, chamando o treinador de “genial”.

Ao fim do jogo, quem também compareceu ao gramado foi o presidente eleito Jair Bolsonaro. Depois de cumprimentar todos os jogadores do elenco, o também torcedor fez festa com o grupo e foi alvo da torcida tanto com gritos de apoio quanto com protestos por parte dos opositores. Antes do jogo o presidente havia posado para fotos com Leila Pereira, mandatária da Crefisa/FAM, principal patrocinadora do clube.

 

 

Mateus Videira
Da Gazeta Esportiva – São Paulo, SP

COPA SUL-AMERICANA:Junior Barranquilla jogará final com Atlético-PR

Time colombiano venceu o Santa Fé na semi

O Junior Barranquilla confirmou seu favoritismo em cima do Santa Fe e garantiu vaga na grande final da Copa Sul-Americana. Depois de vencer em Bogotá por 2 a 0 no confronto de ida, o Junior voltou a se impor na noite dessa quinta-feira e fez a festa da sua torcida com um placar por 1 a 0, cravando uma superioridade de 3 a 0 no agregado.

A vitória no clássico colombiano credenciou o Junior Barranquilla a ser o adversário do Atlético-PR. Na quarta, o Furacão despachou o Fluminense e se manteve vivo na briga pela taça.

 

attt-201805162243483167Yimmi Chara em ação pelo Junior Barranquilla (Foto: Newton Menezes / Futura Press)

A primeira final está marcada para o dia 5 de dezembro, em Barranquilla. No dia 12 o campeão será conhecido na Arena da Baixada, em Curitiba. É a chance de um título inédito para ambas as equipes. O Junior, aliás, fará sua estreia em uma final de torneio internacional. Os rubro-negros, por outro lado, já foram vice da Libertadores, em 2005.

A vantagem que já era grande ficou ainda maior para o Junior com apenas 23 minutos de jogo nessa quinta. Téo Gutiérrez aproveitou cruzamento e, de barriga, mandou para as redes. O VAR foi acionado e apontou posição legal do atacante.

Dez minutos depois, a estrela do Junior de novo foi protagonista ao sofrer pênalti. Arboleda puxou Téo pela camisa e deu aos mandantes e oportunidade de ampliar o placar. James, Sánchez, porém, parou na defesa do goleiro Solís.

Os torcedores do Atlético-PR, a essa altura, já estavam conformados com o rival que teriam pela frente. Mas, de repente, um lance certamente fez muitos brasileiros vibrarem em Curitiba. Téo Gutiérrez, grande nome e capitão do Junior Barranquilla, acertou uma cotovelada em seu marcado e foi expulso de forma direta. Assim, o experiente jogador já é desfalque certo para a primeira final.

No segundo tempo, com um jogador a mais, o Santa Fe até apertou mais, criou algumas chances, reclamou de um pênalti. A situação, porém, era bem controlada pelo Junior, até que Fluentes resolveu atrapalhar Arboleda em uma cobrança de lateral. O árbitro novamente não titubeou e mostrou o cartão vermelho.

Nem mesmo com dois jogadores a mais em campo o Santa Fe conseguiu reagir. Pior, ainda teve Rodríguez e Guastavino Bentancourt expulsos. Com menos problemas do que poderia imaginar, o Junior se defendeu e esperou até o apito final para comemorar a classificação.

 

 

Gazeta Esportiva

Cássio deseja sorte a dupla e brinca: “Eu ainda tenho uma estrada boa”

corinthians_0-12-1024x682Foto:Djalma Vassão Gazeta Press

O goleiro Cássio vai perder dois companheiros históricos de Corinthians ao final do Campeonato Brasileiro, com a aposentadoria do atacante Emerson Sheik e a não renovação de contrato do meia Danilo, mas não se vê traçando esse caminho tão em breve. Surpreso ao ser questionado se espera homenagens do nível das que foram feitas à dupla quando sair do Timão, ele brincou com o tema.

“Pô, eu tenho 31 anos? Tem uma estrada boa ainda antes disso (risos)”, comentou o camisa 12, que chegou ao clube em 2012, dois anos após Danilo e um após Sheik. À época ainda um jovem que não conseguiu triunfar no PSV-HOL, o gigante corintiano mostrou todo o seu agradecimento à dupla.

“Esses caras são fáceis de falar, ajudaram o Corinthians a estar nesse patamar, são duas pessoas que fizeram muito pelo Corinthians dentro e fora de campo. Desejo sucesso a eles, vou participar do jogo do Sheik, mostra o respeito que a gente tem por ele. Ao Danilo vou desejar sorte onde ele for porque ele é um cara muito vitorioso. Tomara que não faça gol em mim”, brincou.

 

Na avaliação do ídolo corintiano, ambos só terão a noção exata do que fizeram pelo clube a partir desse momento. Confiante de que isso vai acontecer consigo também, Cássio disse que espera dividir a responsabilidade de liderar o elenco com outros nomes a partir de agora.

“Vale tanto para o Danilo quanto para o Sheik. Isso (idolatria) vai aparecer mais por ele ter parado de jogar ou sair. No meu caso vai ser a mesma coisa, quando eu parar de jogar vou ver o que eu fiz. Corinthians é muito grande para um jogar só ser referência. Acredito que devam chegar novos jogadores. Esses próximos jogadores que possam chegar vão se adaptar rapidamente”, concluiu.

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Tomás Rosolino
Da Gazeta Esportiva – São Paulo, SP

Nenê perde pênalti, São Paulo só empata com Sport e não entra no G4

spfc-fd_spxvit_2611-565-1024x681Foto: Fernando Dantas/ Gazeta Press

O São Paulo ficou mais distante da vaga direta na Copa Libertadores de 2019 na noite desta segunda-feira. Em sua despedida do Morumbi no ano, o time tricolor até se esforçou, mas perdeu chances, incluindo um pênalti, e não passou de um empate por 0 a 0 com o ameaçado Sport, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O São Paulo, que poderia finalmente retornar ao G4, permanece atrás do Grêmio, empatado em pontuação (63), mas atrás no número de vitórias (17 a 16). O Sport, por sua vez, segue ameaçado no 18º lugar, com 39 pontos, dois a menos que a Chapecoense, primeiro clube fora da zona de rebaixamento.

Pela 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro, o São Paulo enfrenta a Chapecoense, no próximo domingo, às 17 horas (de Brasília), em Santa Catarina. No mesmo dia e horário, o Sport tenta o milagre de escapar da degola diante do Santos, na Ilha do Retiro. O Grêmio, rival direto do Tricolor paulista, recebe o Corinthians em Porto Alegre.

O Jogo – Apoiado por pouco mais de 15 mil pessoas, o São Paulo começou ligado e criou a primeira chance de gol do jogo. Aos dois minutos, Everton recebeu na esquerda e cruzou na segunda trave. Helinho ajeitou para o meio e Diego Souza cabeceou no susto, rente à trave.

Com mais de 70% de posse de bola, o Tricolor continuou com o domínio das ações. Após rebote da zaga, Nenê arriscou de fora da área e por pouco não acertou o alvo. Em sua melhor chance no primeiro tempo, Reinaldo tabelou com Liziero e saiu na cara de Maílson, mas simulou pênalti ao tentar driblar o goleiro e ainda levou cartão amarelo.

Aos poucos, o Sport começou a se sentir mais à vontade em campo e ameaçar nos contra-ataques. Em um deles, Gabriel recebeu cruzamento de Mateus Gonçalves na direita e bateu forte, mas a bola desviou na zaga e saiu em escanteio. No fim, após boa trama entre Helinho e Liziero, o São Paulo chegou com perigo, mas Maílson pegou chute de Nenê.

Após ouvir as instruções de André Jardine no intervalo, o Tricolor voltou aceso para a etapa final. Após lançamento, Everton ajeitou de peito para Liziero, que tocou de calcanhar para Nenê. Dentro da área, o camisa 10 bateu de primeira, exigindo boa defesa de Maílson.

Com a torcida mais animada, o time da casa seguiu em cima. Aos dois minutos, após rebote da zaga, Helinho soltou a bomba de fora da área e viu a bola tirar tinta da trave. Pouco depois, o jovem atacante voltou a experimentar de longe e novamente levou perigo à meta rubro-negra.

Aos 29 minutos, o São Paulo desperdiçaria sua melhor chance na partida. Cobrando pênalti discutível sobre Everton, Nenê bateu mal, e Maílson fez a defesa. Na tentativa de tornar o time mais ofensivo, Jardine tirou Araruna e Nenê (vaiado pela torcida) para colocar Igor Gomes e Tréllez.

Nos minutos finais, Cláudio Winck ainda seria expulso por cotovelada em Liziero. Com um a mais, o São Paulo partiu para cima. Aos 46, após cruzamento de Everton, Tréllez testou na trave. O Tricolor, contudo, não aproveitou a vantagem numérica nem o tropeço do Grêmio contra o Vitória e só empatou com o Sport, permanecendo fora do G4.

SÃO PAULO 0 X 0 SPORT

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: Segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Horário: 20 horas (de Brasília)
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Cristhian Passos (GO) e Leone Carvalho Rocha (GO)
Público: 15.235 torcedores
Renda: R$ 454.321,00
Cartão Amarelo: Reinaldo (São Paulo); Mateus Gonçalves, Jair e Matheus Peixoto (Sport)
Cartão Vermelho: Cláudio Winck (Sport)
Gol: –

SÃO PAULO: Jean; Araruna (Igor Gomes), Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Jucilei, Liziero e Nenê (Tréllez); Helinho (Antony), Everton e Diego Souza
Técnico: André Jardine

SPORT: Maílson; Cláudio Winck, Ernando, Adryelson e Raul Prata; Marcão (Deivid), Jair, Michel Bastos (Hernane Brocador), Gabriel e Mateus Gonçalves; Matheus Peixoto (Marlone)
Técnico: Milton Mendes

 

 

José Victor Ligero
Gazeta Esportiva – São Paulo, SP

Sul-Americana x Libertadores: Santos e Atlético-MG se enfrentam na Vila

sfc-4327881728Santos e Atlético-MG voltam a se enfrentar (Foto: Bruno Cantini / Atlético)

Com objetivos distintos para a reta final do Campeonato Brasileiro, Santos e Atlético-MG se enfrentarão neste sábado, às 20h (de Brasília), na Vila Belmiro, pela penúltima rodada da competição nacional.

O Peixe precisa vencer o Atlético-MG para garantir presença na Sul-Americana em 2019 depois de quatro derrotas consecutivos e o fim do sonho da Libertadores.

O Galo sacramentaria a vaga na Libertadores se vencesse o Alvinegro na Baixada Santista. Primeiro no G6, o time mineiro tem 56 pontos, três a mais que o Atlético-PR.

O técnico Cuca, perto da despedida no Peixe, contará com os retornos de Bryan Ruiz, Carlos Sánchez e Derlis González, que estavam com as seleções da Costa Rica, Uruguai e Paraguai, respectivamente. Vanderlei é dúvida por conta de uma virose.

Renato, ídolo do Alvinegro, fará a sua despedida na Vila Belmiro. O contrato se encerra no dia 31 de dezembro e, a partir de 2019, ele desempenhará, oficialmente, a função de executivo de futebol.

O Atlético-MG de Levir Culpi terá os retornos de Elias e Fábio Santos, ambos suspensos na rodada anterior, diante do Internacional. Eles voltam ao time nos lugares de Matheus Galdezani e Patric. O Galo, porém, tem desfalque na zaga. Iago Maidana, suspenso, não vai para o confronto – Gabriel atuará.

No primeiro turno, em Belo Horizonte, o Atlético-MG venceu o Santos por 3 a 1, pela 18ª rodada.

FICHA TÉCNICA
Santos x Atlético-MG

Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 24 de novembro de 2018 (sábado)
Horário: 20h (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves e Jorge Eduardo Bernardi

SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique (Kaique Rocha) e Dodô; Alison (Renato), Diego Pituca e Carlos Sánchez; Gabigol, Rodrygo e Felippe Cardoso
Técnico: Cuca

ATLÉTICO-MG: Victor, Emerson, Léo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Adilson, Elias e Cazares; Luan, Chará e Ricardo Oliveira
Técnico: Levir Culpi

 

Da Gazeta Esportiva

Confira os jogos do Campeonato Brasileiro 2018

Da Redação
Veja os jogos da 37ª rodada do Brasileiro Série A

SÁB – 24/11/2018

Brasileiro Série A
Rodada 37
20H00-Santos x Atlético-MG-VILA BELMIRO

DOM – 25/11/2018

17H00-Cruzeiro x Flamengo-MINEIRÃO
17H00-Atlético-PR x Ceará-ARENA DA BAIXADA
17H00-Vitória x Grêmio-BARRADÃO
17H00-Vasco x Palmeiras-SÃO JANUÁRIO
19H00-América-MG x Bahia-INDEPENDÊNCIA
19H00-Corinthians x Chapecoense-ARENA CORINTHIANS
19H00-Internacional x Fluminense-BEIRA RIO

SEG – 26/11/2018

20H00-Botafogo x Paraná-NILTON SANTOS
20H00-São Paulo x Sport-MORUMBI