Meia Wagner acerta saída da China e negocia com o Corinthians para 2017

Jogador de 31 anos estava no Tianjin Teda desde julho do ano passado e rescindirá contrato que tinha mais seis meses de validade. Ele já conversou com pessoas da diretoria do Timão

Em busca de reforços mais experientes e acostumados a grandes clubes e jogos decisivos, o Corinthians decidiu um novo alvo para 2017: o meia Wagner, ex-Cruzeiro e Fluminense, hoje com 31 anos. Membros da diretoria do Timão já conversaram diretamente com o jogador em mais de uma oportunidade e as negociações estão avançadas no momento. O jogador, que não tem um empresário fixo, foi sondado por outros clubes brasileiros e deve aguardar até o fim do Brasileirão para decidir seu destino a partir de 2017, mas o clube paulista é favorito.

A boa notícia para os clubes interessados, principalmente o Corinthians, é que Wagner está prestes a rescindir seu contrato com o Tianjin Teda, clube da China que defende desde 2015, e assim deixar o caminho livre para os interessados. A tendência é que o jogador obtenha a rescisão seis meses antes do fim do contrato na China, já que não vinha sendo utilizado com frequência e a equipe decidiu apostar em outro estrangeiro para preencher a cota de três jogadores de outras nacionalidades no torneio nacional local em 2017.

Wagner está na China desde julho de 2015, quando foi vendido pelo Fluminense com participação dos empresários Ricardo Mello, Pedro Pereira e Rafael Scheidt (o ex-zagueiro, com passagem pelo próprio Timão). Sem espaço, ele foi liberado para passar férias no Brasil e aguarda a definição de seu futuro. Com apoio de um advogado, ele pleiteou e recebeu indicação positiva nesta segunda-feira sobre a rescisão contratual do vínculo que duraria até julho de 2017 sem multa.

Por esse motivo, o meia conversou ao menos duas vezes com pessoas do Timão nos últimos dias e gostou dos valores e condições apresentados. Wagner foi revelado no América-MG, defendeu Cruzeiro, Al Ittihad (ARS), Lokomotiv de Moscou (RUS), Gaziantepspor (TUR), Fluminense e Tianjin (CHN) e deseja voltar ao futebol brasileiro na próxima temporada.

JÔ ASSINA. SÓ QUE NÃO? – Também de saída da China, o atacante Jô esteve no CT Joaquim Grava nesta segunda-feira para acertar os detalhes finais de seu contrato de três anos com o Corinthians. Segundo o estafe do jogador de 29 anos, ele finalizou o acordo e assinou contrato. O Corinthians, porém, disse que ainda não houve assinatura por meio de sua assessoria de imprensa. A diretoria não se posicionou sobre o assunto.

De saída da China, Wagner interessa ao Timão De saída da China, Wagner interessa ao Timão De saída da China, Wagner interessa ao Timão De saída da China, Wagner interessa ao Timão De saída da China, Wagner interessa ao Timão

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De saída da China, Wagner interessa ao Timão Foto: Divulgação/Fluminense / LANCE!

 

Gabriel Carneiro
LANCE!

Cuca avalia o revés no clássico e diz que derrota ‘não abala em nada’

Treinador palmeirense vê derrota como normal e pede foco para voltar a vencer na reta final

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Foto: Divulgação/SE Palmeiras

O Palmeiras saiu derrotado do clássico diante do Santos no último sábado (29) na Vila Belmiro. Apesar disso, o time da capital permanece líder do Brasileirão com cinco pontos do segundo colocado, o Flamengo-RJ, faltando cinco rodadas para o encerramento do torneio.

O resultado negativo não afetou a confiança do técnico Cuca, que já estava a 15 jogos sem perder no Brasileirão. “Não abala nada. Temos equilíbrio e sabedoria para lidar com a derrota. Foi uma derrota que só diminuiu nossa vantagem em um ponto. Santos, Flamengo e Atlético Mineiro também são candidatos. Mas temos uma boa vantagem. Faltam cinco jogos e três são dentro da nossa casa. A rodada foi boa, apesar da derrota. Jogamos dentro do possível aqui na Vila. Perdemos num lance de infelicidade”, analisou o treinador.

O comandante optou por colocar Vinicius Silvestre na vaga de Jailson, que estava suspenso. A disputa era com Vagner, que teve algumas atuações, mas com falhas. “Observando os treinamentos, achei que o Vinicius estava mais solto, mais leve, apesar de ser sua estreia. Foi infeliz num lance com o Vitor Hugo, que originou o gol, mas seguro nos demais lances. Por ser um jogo difícil, complicado, de força, com o campo muito molhado, ele teve uma boa estreia”, completou Cuca.

Na próxima rodada o alviverde recebe o Internacional-RS para reencontrar a vitória após o revés no clássico e se manter na liderança. De acordo com Cuca, mais três vitórias são suficientes para o time conquistar o título nacional.

São Paulo encara o América-MG para olhar para a parte de cima da tabela

O tricolor paulista pode se livrar de vez do rebaixamento e ainda se aproximar da zona do G6

Foto: Divulgação/ SPFCspfc-8653

O São Paulo enfrenta o lanterna América-MG buscando um feito inédito no ano: conquistar três vitórias seguidas. O jogo será nesta segunda-feira (31), às 20h no estádio Independência, para fechar a 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O tricolor paulista possui 42 pontos e ocupa o 12º lugar na tabela. A vitória significa atingir a meta de 45 pontos, que é considerada ideal para escapar do rebaixamento. Além do distanciamento do Z4, o time da capital paulista ficará a apenas seis pontos da primeira equipe dentro do G6, fazendo mudar o foco e começar a se pensar em classificação para a Libertadores.

Para formular a equipe, Ricardo Gomes conta com apenas três desfalques. Os laterais Bruno e Carlinhos e o volante Hudson, todos lesionados, não poderão atuar. O treinador sinalizou uma equipe mantendo os garotos David Neres e Pedro no ataque.

O América-MG utilizará a força que tem jogando no Horto para tentar conquistar a primeira vitória contra o tricolor paulista na história. Alison, Roger e Osman são os desfalques do clube mineiro, que tem poucas pretensões na temporada por já estar praticamente rebaixado.

FICHAS TÉCNICAS
31.10.2016 
20h00-América-MG x São Paulo
Brasileirão
33ª rodada

Prováveis
Escalações

América-MG:João Ricardo,Christian (Jonas),Messias,Éder Lima,Danilo
Leandro Guerreiro,Juninho,Ernandes,Tony,Matheusinho,Nixon
Técnico
Enderson Moreira
São Paulo:Denis,Wesley (Buffarini)Maicon,Rodrigo Caio,Mena
Thiago Mendes,João Schmidt,Kelvin,Cueva,David Neres,Pedro
Técnico
Ricardo Gomes

Arbitragem

Árbitro: Joao Batista de Arruda (RJ)
Árbitro Assistente 1: Michael Correia (RJ)
Árbitro Assistente 2: Joao Luiz Coelho de Albuquerque (RJ)
Quarto árbitro: Rodrigo Nunes de Sa (RJ)

Local Estádio Independência, em Belo Horizonte, MG.

 

Da Agência FPF

 

PSDB conquistou 14 prefeituras no 2º turno; PT perdeu nas 7 cidades que disputou

O segundo turno das eleições municipais mostrou crescimento do PSDB e queda do PT na conquista de prefeituras.

O desempenho petista no segundo turno confirmou a tendência de queda que já havia sido apontada no primeiro turno. O partido não elegeu nenhum dos sete candidatos com os quais disputou hoje (30). Na região do ABC, onde nasceu o partido, nenhum dos dois candidatos conseguiram vitória.

No Recife, única capital em que disputou a prefeitura no segundo turno, o PT viu o atual prefeito Geraldo Júlio (PSB) vencer João Paulo (PT) por uma grande margem de votos, quase 200 mil. Já na gaúcha Santa Maria, a disputa foi apertada: o petista Valdeci Oliveira perdeu para o tucano Pozzobom por apenas 226 votos.

Candidatos petistas também disputaram em Mauá (SP), Anápolis (GO), Juiz de Fora (MG) e Vitória da Conquista (BA).

PSDB

Por outro lado, o maior rival do Partido dos Trabalhadores, o PSDB conseguiu eleger 14 das 19 prefeituras que disputou em segundo turno. Os tucanos concorreram em oito capitais e venceram em cinco delas: Porto Alegre (RS), Belém (PA), Maceió (AL), Porto Velho (RO) e Manaus (AM).

Além disso, embora tenham sido derrotados em Belo Horizonte (MG), residência eleitoral do presidente do partido, senador Aécio Neves, os tucanos tiveram bom desempenho no ABC paulista. Em São Bernardo do Campo (SP), cidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Orlando Morando (PSDB) ganhou com 59% dos votos válidos.

Em Santo André, Paulo Serra (PSDB) teve 78% dos votos, enquanto o petista Carlos Grana alcançou apenas 21%. Os tucanos levaram ainda Ribeirão Preto, cidade do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, com Duarte Nogueira sendo eleito por 56% dos votos válidos.

PMDB

Já o PMDB, maior partido do país, elegeu prefeitos de três das seis capitais que disputou: Goiânia (GO), com Iris Rezende sendo eleito prefeito pela quarta vez; Florianópolis (SC), com Gean Loureiro; e Cuiabá (MT), com Emanuel Pinheiro.

No total, o partido levou oito das 15 cidades que disputou no segundo turno. Em Macapá (AP), residência eleitoral do ex-presidente da República e uma das principais lideranças peemedebistas, José Sarney, o partido perdeu a disputa da prefeitura para a Rede.

Comparação com 2012

Em 2012, quando a ex-presidenta Dilma Rousseff ainda governava, o desempenho do PT nas eleições municipais foi muito superior ao de agora. O partido tinha eleito, naquele ano, 630 prefeitos em primeiro tuno, e levou 21 para o segundo turno. Desses, oito foram eleitos.

Mantendo a tendência de crescimento já apresentada no primeiro turno desta eleição, o PSDB continuou em trajetória ascendente neste segundo turno em relação a 2012. Nas últimas eleições, o partido elegeu 686 prefeitos em primeiro turno e enviou 17 para o segundo turno, tendo eleito oito prefeitos na segunda fase. Este ano, foram eleitos 14 dos 19 candidatos tucanos que disputaram o segundo turno.

Nas eleições municipais passadas (2012), o PMDB elegeu 1.015 em primeiro turno e disputou com 16 candidatos o segundo turno, elegendo mais seis. Agora, o partido disputou o segundo turno com 15 candidatos e conquistou oito prefeituras.

 

 

Da Agência Brasil

Candidatos erram mais nas provas de matemática, física e química do Enem

Estudantes chegam à UERJ para realização do primeiro dia de provas do Enem 2014 (Tomaz Silva/Agência Brasil)

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Professores aconselham estudantes pesquisarem os conteúdos de matemática que mais têm caído nas provas do Enem (Tomaz Silva/Agência Brasil) 2.2 W

As disciplinas da área de exatas são as vilãs para muitos estudantes nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como mostra um levantamento sobre erros e acertos. Foi nas provas de matemática, física e química que os candidatos mais erraram questões no Enem entre os anos de 2009 e 2014. O levantamento foi feito pela plataforma AppProva a partir da análise de microdados do exame e o objetivo é auxiliar professores e estudantes para aprimorarem o desempenho nas provas. As provas do Enem serão realizadas nos dias 5 e 6 de novembro.

A taxa de acertos nestas três disciplinas foram as menores no período analisado. Em matemática, o índice de acerto foi de 29%. Tanto em química quanto em física, de 26%. Levando em conta apenas o exame de 2014, a taxa de acerto em química foi de 27% e em matemática e física, de 25%.

Dentro da matemática, os conteúdos que os estudantes mais erraram foram sistema de equações, funções do segundo grau e escala. Em física, o conteúdo campeão de erros é a dinâmica e em química há empate entre equilíbrio químico e estequiometria.

Matemática é a maior prova

O diretor do colégio e curso SEI, no Rio de Janeiro, Daniel Vitor Noleto, lembra que a prova de matemática é a maior do Enem, com 45 questões, e aponta algumas dicas para o candidato se sair bem. Ele aconselha os estudantes pesquisarem os conteúdos de matemática que mais têm caído nas provas do Enem para dedicar atenção a eles. Outra sugestão é também direcionar mais tempo de estudo para as áreas da matemática onde o estudante tem mais dificuldade.

“É importante ver o que você tem mais dificuldade dentro da matemática e estudar a fundo esse conteúdo, pesquisar o que mais tem caído em matemática, pegar esses assuntos que são mais importantes e estudar bem durante a reta final para garantir o máximo de pontos nesta que é uma a maior prova do Enem”, disse.

Taxas de acerto mais elevadas

Já as disciplinas com as maiores taxas de acerto no Enem entre 2009 e 2014 são língua portuguesa (44%), história (38%) e biologia (36%).

A prova do Enem é dividida em quatro áreas de conhecimento: ciências humanas; ciências da natureza; linguagens e códigos; e matemática. O levantamento também analisou os conteúdos que os candidatos mais acertaram dentro dessas áreas.

Em ciências humanas, houve mais acertos nos temas que envolvem ética e política, em ciências da natureza nos conteúdos de anatomia e filosofia. Na matemática, os estudantes acertaram mais progressões aritméticas e, em linguagens, a interpretação de propagandas.

A partir dos microdados do Enem divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a plataforma AppProva analisou as taxas de acertos dos alunos por grandes áreas, disciplinas, conteúdos, habilidades e questões.

 
Da Agência Brasil

Economia: Déficit de US$ 26,6 bi em contas públicas é o maior já registrado em setembro

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O resultado do mês superou o déficit primário de R$ 7,318 bilhões de setembro de 2015Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, registrou déficit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, de R$ 26,643 bilhões, em setembro, informou hoje (31) o Banco Central (BC). Esse foi o pior resultado para o mês na série histórica, iniciada em dezembro de 2001. O resultado do mês superou o déficit primário de R$ 7,318 bilhões de setembro de 2015.

Nos nove meses do ano, o resultado negativo chegou a R$ 85,501 bilhões, contra déficit de R$ 8,423 bilhão, em igual período de 2015.

Em 12 meses, encerrados em agosto, o déficit primário ficou em R$ 188,327 bilhões, o que corresponde a 3,08% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Em setembro deste ano, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) registrou déficit primário de R$ 26,499 bilhões. Os governos estaduais também apresentaram resultado negativo, com déficit primário de R$ 157 milhões, e os municipais, déficit de R$ 141 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras, acusaram superávit primário de R$ 154 milhões, no mês passado.

Em setembro, os gastos com juros nominais ficaram em R$ 40,458 bilhões, contra R$ 69,993 bilhões em igual mês de 2015. De janeiro a setembro, os gastos chegaram a R$ 295,033 bilhões. Em 12 meses encerrados em setembro, as despesas com juros ficaram em R$ 388,5 bilhões, o que corresponde a 6,35% do PIB.

O déficit nominal – formado pelo resultado primário e os resultados de juros – ficou em R$ 62,943 bilhões no mês passado, ante R$ 57,013 bilhões de agosto de 2015. Nos nove meses do ano, o resultado negativo foi de R$ 380,535 bilhões, contra R$ 416,742 bilhões em igual período de 2015. Em 12 meses encerrados em setembro, o déficit nominal atingiu R$ 576,827 bilhões, o que corresponde a 9,42% do PIB.

A dívida líquida do setor público – balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais – somou R$ 2,699 trilhões em setembro, o que corresponde a 44,1% do PIB, contra 43,3% de agosto. A dívida bruta (contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 4,329 trilhões ou 70,7% do PIB, com elevação de 0,6 ponto percentual em relação a agosto.

 

 

Da Agência Brasil

Melhores escolas em exames incentivam a leitura

Para celebrar o Dia do Livro, alunos contam como o contato com obras escritas os ajudaram

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Foto: Nelson Coelho/DiárioSP

Hoje é Dia Nacional do Livro. E, para comemorar a data, neste sábado (29), alunos das escolas estaduais de São Paulo que têm a melhor colocação em exames nacionais entre os colégios do estado, contaram como o contato com obras escritas os ajudaram nos resultados e como passaram a ver o saudável hábito da leitura como algo muito prazeroso.

A unidade Major Arcy, na Vila Mariana, Zona Sul, teve o melhor resultado do último Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) na capital (531,25, pontos). No local – com 277 alunos do 6 ano do Ensino Fundamental ao 3 ano do Ensino Médio – foi criada, no início de 2015, uma sala de leitura onde não há bibliotecário, e os alunos podem pegar livros no momento em que quiserem e sem terem prazo para devolvê-lo.

“Temos 1,2 mil livros, sendo 200 deles em constante circulação. E os estudantes sempre os devolvem para que outros possam ler”, disse o coordenador da sala de leitura, Felix Rogério Moreira Tomitan.

Harison Souza dos Santos, de 18 anos, do terceiro ano do ensino médio, começou a melhorar seu desempenho depois da abertura da sala. “Passei a ler mais romances, poesia e até livros de filosofia”, explica Harison.

Segundo ele, entender textos, desde matérias como história até enunciados de matemática ficou mais fácil. “Minhas notas melhoraram. Agora minha média é sete. E percebi que a leitura é libertária, no sentido de me fazer compreender que não preciso seguir doutrinas, e sim ver aquilo que estou mais de acordo.”

Pedro Manoel Simões da Rocha, 13, está no 7º ano e, desde que chegou ao Major Arcy, no ano passado, melhorou sua dicção e aumentou seu vocabulário. “Na outra escola tinha biblioteca, mas para entrar você tinha de ir acompanhado do professor, assinar uma folha e sair acompanhado. Ficava meio espantado. Em três anos, acho que só fui três vezes lá. Aqui, posso pegar um livro em qualquer intervalo de aula”.

O estudante Christian Saavedra, 13, também do 7º ano, se interessou pelos estudos após conhecer a sala de leitura. “Os livros trazem curiosidades, histórias verídicas que não conhecemos e afloram a imaginação”, contou.

Jornal é produzido por alunos na Zona Oeste

A Escola Estadual Henrique Dumont Villares, no Jaguaré, Zona Oeste, teve o melhor resultado no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) na capital entre as unidades da Secretaria Estadual de Educação (nota 7,7). São 740 alunos do 1 ao 5 anos do Ensino Fundamental. E parte do resultado se deu a por causa de uma parceria com um jornal para escolas particulares, que permitiu que alunos da unidade produzissem, em agosto, uma edição do “Mirante”, o jornal da escola.

“Nossos alunos são de bairros humildes, e muitos pais não leem muito. Com o nosso jornal e lições de casa de leitura, em que pedimos para os pais acompanharem, a família inteira se interessa mais por ler ”, explica a coordenadora da escola Nadia Brocardo.

“Não sabia que ler jornal era legal. As professoras passam exercícios com as matérias do Mirante a gente melhora nossa interpretação de texto. E é muita emoção ver nossas histórias no jornal”, contou o estudante Lucas Thorey, de 10 anos, do 4 ano.

“Antes não tinha interesse em assistir aula só com o professor e lousa. Agora me esforço para escrever melhor. Senão seria desperdício do que fazemos na escola”, finaliza a aluna Nathalia Rezende, 10, também do 4 ano.

A próxima edição do Mirante sai em novembro.

 

 

Por: Filipe Sansone
Diario SP

Doria enfrentará resistência de cicloativistas

Prefeito eleito já avisou que vias exclusivas para ciclistas ‘em calçada não dá’

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Foto: Nico Nemer/DiárioSP

São Paulo possui hoje, de acordo com a própria Prefeitura, 23 quilômetros de ciclovias sobre calçadas. E o prefeito eleito, João Doria (PMDB), já avisou que essas vias exclusivas para ciclistas “em calçada não dá”.

Se for mesmo cumprir a promessa de acabar com os espaços vermelhos onde deveriam circular os pedestres, Doria terá de se desfazer de estruturas cujo investimento médio feito na gestão Fernando Haddad (PT) é estimado em pelo menos R$ 5,3 milhões.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) calcula que a implantação das ciclovias nos passeios (ou com necessidade de obras) custaram, em média, R$ 230 mil por quilômetro. E nas que só precisavam de pintura e sinalização, o valor por quilômetro implantado foi de R$ 180 mil.

Com a retirada dos trajetos para as magrelas nas calçadas , Doria também vai ter de encarar a resistência de cicloativistas, que já realizaram protesto em frente à casa do futuro chefe do Executivo. E eles garantem que não vão aceitar “um centímetro a menos” delas (ciclovias) na cidade.

O tucano também vai ter de decidir como procederá a respeito de ciclovias que passam por praças e calçadões, que estão concentradas, em sua maioria, no Centro da cidade.

Esses espaços estão longe de obter um consenso. Tanto a permanência quanto a retirada é polêmica. Enquanto comerciantes e moradores querem que as ciclovias nas calçadas saiam, ciclistas alegam que elas são fundamentais para seus deslocamentos. Pedestres também estão divididos.

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Philippe Costa, vendedor: ‘A ciclovia na calçada não tem vantagens. Há risco de acidente com carros que estacionam’ / Foto: Nico Nemer/DiárioSP

No Jardim Helena, extremo da Zona Leste, a Prefeitura construiu, em 2014, uma ciclovia de 8,2 quilômetros. Em um trecho de cerca de 1,5 quilômetros, na Rua Cardon, parte da calçada foi ampliada para receber a pista para magrelas, e uma das faixas no sentido São Miguel da via de mão dupla deixou de existir.

“Ficou horrível de manobrar os carros, os veículos que seguem no sentido que perdeu uma faixa agora passam rente à calçada e os pedestres precisam se espremer, pois o espaço para eles dos dois lados ficou menor”, reclamou o dono de uma mecânica na rua, Ricardo Alves de Oliveira, de 40 anos.

Já o auxiliar administrativo Alexandre Ferreira Martins, 25, respondeu que a obra só trouxe melhorias. “Apesar de trabalhar perto de casa, não dá para ir a pé e com a bike eu economizo no ônibus. E fim de semana muitos pais com crianças vêm se divertir aqui, já que não tem outras opções de lazer”.

Na Zona Oeste, a ciclovia que gera polêmica é a de 4,2 quilômetros da Avenida Escola Politécnica, no Jaguaré. Nela há trechos em que pedestres e ciclistas têm de dividir espaços com árvores e postes. “A gente não foi consultado sobre essa pista na frente do nosso prédio. À noite, ela fica vazia e perigosa, pois tem pouca iluminação”, afirmou a agente de turismo Natália Pereira, 38.

Já na esquina entre as ruas São Bento e Libero Badaró, Centro, há um trecho da ciclovia na calçada perto do Metrô São Bento. Mas ele não parece incomodar quem passa por lá. “Não dá para o cilista vir muito rápido, pois muitos pedestres estão distraídos e pode dar acidente. Mas acho que em um lugar como esse não teria como a ciclovia ser de outro jeito. Basta quem está andando e quem usa bicicleta ter bom senso para compartilhar o espaço”, avaliou o programador Andrews Chiozo, 23.

Cicloativistas afirmam que não vão aceitar menos vias exclusivas na cidade

Os cicloativistas da capital garantem que não vão aceitar “nenhum centímetro a menos” de ciclovias na capital. E também não estão de acordo com a remoção de qualquer faixa exclusiva para bicicletas sem que a questão seja amplamente discutida e sejam definidas contrapartidas antes do início de obras.

“Em primeiro lugar, o percentual de ciclovias sobre calçadas é muito baixo. E muitas obras para essas vias foram realizadas a partir da expansão do passeio de pedestres”, afirmou Daniel Guth, diretor geral da Ciclocidade (Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo).

“Se há locais em que ficou comprovado que há conflitos entre pedestres e ciclistas, que sejam apresentadas propostas, como transferir a ciclovia para a faixa de rolamento dos veículos”, completou Guth.

Outro ponto questionado pelo diretor-geral da Ciclocidade é o posicionamento de Doria a favor da concessão da pistas voltadas para o pedal à iniciativa privada. “Ciclovias são parte da sinalização de uma via pública. Então fica complicado conceder a empresas particulares uma parte de uma rua ou avenida. Soa bizarro”, alfinetou. “Acreditamos que ele vai perceber que está com um entendimento conceitual equivocado. E deva recuar, até porque não tem ideia de que forma isso possa ser realizado.”

Guth foi um dos 30 ciclotivistas que pedalaram com o prefeito eleito na ciclovia da Avenida Faria Lima no último dia 9. Foi Doria quem os convidou após cerca de cem ciclistas realizarem um protesto em frente à casa dele, no Jardim Europa, Zona Oeste, Ele também ressaltou que a capital ainda tem orçamento previsto de R$ 30 milhões para a expansão da malha cicloviária. “Não manter o programa para expandir as ciclovias pela cidade parece grave.”

Apesar da tensão iminente, na última terça-feira, em visita a Parelheiros, no extremo Sul, Doria reafirmou que não pretende manter ciclovias nos passeios de pedestres. “Sobre calçada não dá”, respondeu sobre a manutenção delas da maneira que estão.

Análise: Renato Boareto, coordenador de mobilidade do Instituto Energia e Meio Ambiente

Estudos antes de tomar medidas

Antes de retirar ciclovias sobre calçadas, é importante realizar um estudo sobre o volume de pedestres e ciclistas nesses trechos, o volume do tráfego de veículos na faixa de rolamento lindeira e a possibilidade de expansão do passeio de pedestres. Porque a política nacional de mobilidade urbana preconiza que devam ser priorizados modos coletivos de deslocamento e o transporte individual não motorizado. O pedestre sempre deve ser colocado em primeiro lugar, seguido dos ciclistas. Em seguida vem o transporte público motorizado e só então o transporte individual motorizado.

RESPOSTA DOS RESPONSÁVEIS

Avaliação anterior

Em nota, a CET informou que os 23 quilômetros de ciclovias sobre calçadas estão devidamente sinalizados, obedecendo aos regramentos de trânsito e foram implementadas em áreas avaliadas tecnicamente sobre a possibilidade de recebê-las. A nota afirma que a capital tem hoje 477,7 quilômetros de vias destinadas a bicicletas, dos quais mais de 379,4 quilômetros foram implementados na atual gestão, e a ampliação da rede era demanda antiga da população e segue tendência mundial nas metrópoles. Sobre o custo médio para a implementação de cada quilômetro das ciclovias, a autarquia disse que “os valores seguem patamar internacional”. A CET também informou que há 13 ciclovias em implantação, que totalizam aproximadamente 20 quilômetros nas Zonas Norte, Sul e Leste. E mais 21 quilômetros de vias exclusivas para bicicletas ainda não iniciados devem ser entregues até dezembro, além de outros 5,8 quilômetros que estão sendo implantados pelas subprefeituras. Também em nota, o prefeito eleito, João Dória, informou, através de sua assessoria, que as ciclovias que funcionam em canteiros centrais serão mantidas e aperfeiçoadas. As demais serão estudadas caso a caso, sendo que a tendência é remover todas aquelas que funcionam sobre as calçadas e as que prejudicam o comércio de rua. Mas nada será feito sem um estudo técnico.

 
Por: Filipe Sansone
Diario SP

Corinthians não joga bem e fica no empate com a Chapecoense

Em cobranças de pênaltis, Giovanni Augusto e Bruno Rangel balançaram as redes. Com tropeço, Timão deixa o G6

O torcedor do Corinthians reaprendeu a sofrer em 2016. Depois do título brasileiro no ano passado, jogando futebol envolvente e encantador, a Fiel estava até desacostumada a roer unhas, ver a equipe jogar mal, tropeçar em duelos considerados fáceis… Foi assim neste sábado. Com atuação ruim, o Timão empatou com a Chapecoense em 1 a 1, em Itaquera.

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Giovanni Augusto foi o autor do gol de pênalti do Timão contra a Chapecoense (Foto: Jales Valquer/Fotoarena)
Foto: LANCE!

Mesmo bem abaixo do que pode produzir, o Corinthians saiu na frente no placar, em cobranças de pênalti de Giovanni Augusto, aos 28 minutos do segundo. Porém, dez minutos depois, também de pênalti, Bruno Rangel empatou e deixou o resultado mais justo. Em partida de nível técnico tão fraco, ninguém merecia ganhar.

Com o tropeço em casa, o Corinthians deixou o G6 do Campeonato Brasileiro. A Chape segue no meio da tabela, com chances remotas de rebaixamento.

Foi-se o tempo em que cair em Itaquera, já era. O setor Norte da Arena não foi o único interditado neste sábado. O meio de campo alvinegro esteve igual. A bola passava pouquíssimo por ali, e a equipe de Oswaldo de Oliveira só chegava próxima ao gol adversário com lançamentos.

Já o time catarinense, por sua vez, conseguia trocar passes e até foi melhor na primeira etapa. O técnico Caio Júnior optou por não poupar titulares, mesmo na semifinal da Copa Sul-Americana, e a Chape levou perigo a Walter e depois a Cássio, que substituiu o goleiro titular, que voltou a sentir dores na coxa direita.

No segundo tempo, mais no desespero do que na técnica, o Corinthians tentou partir para cima, mas não criou tanto. Quando conseguiu, pecou nas finalizações.

Rildo entrou bem e cavou pênalti, bem marcado. Mas do outro lado Lucas Gomes conseguiria o mesmo, ao ser derrubado por Pedro Henrique. Haja sofrimento…

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 1 X 1 CHAPECOENSE

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data/horário: 29 de outubro de 2016, às 16h30
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Auxiliares: Elio Nepomuceno de Andrade Júnior e Leirson Peng Martins (RS)
Público/Renda: 25.064 pagantes/ R$ 1.247.140
Cartões amarelos : Lucca (COR), Gimenez e Denner (CHA);
Cartões vermelhos: -
Gols: Giovanni Augusto, aos 28′/2T (1-0); Bruno Rangel, aos 38′/2T (1-1)

CORINTHIANS: Walter (Cássio, aos 15′/1T); Fagner, Vilson, Pedro Henrique e Uendel; Camacho; Marquinhos Gabriel (Lucca, aos 13′/2T), Giovanni Augusto, Rodriguinho e Marlone (Rildo, aos 23′/2T); Romero. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

CHAPECOENSE: Danilo; Gimenez, Thiego, Neto e Dener Assunção; Matheus Biteco, Gil (Hyoran, aos 30′/2T) e Cleber Santana (Josimar, aos 37′/2T); Ananias (Lucas Gomes, aos 30′/2T), Bruno Rangel e Tiaguinho. Técnico: Caio Júnior.
Bruno Cassucci
LANCE!

“É preciso respeitar direitos”, diz Gilmar Mendes sobre ocupação de escolas

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Para Gilmar Mendes, protestos são legítimos, mas é preciso respeitar direitosMarcello Casal Jr/Agência Brasil
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, disse hoje (29) que protestos são legítimos, mas que é preciso respeitar direitos, ao ser questionado por jornalistas sobre as ocupações em escolas de todo o país. Alguns locais de votação para o segundo turno das eleições precisaram ser transferidos em razão das ocupações dos estudantes.

“Sem dúvida nenhuma, isso precisa ser pensado. É legítimo que se façam protestos, mas é preciso também respeitar direitos que devem ser exercidos. É preciso que haja a devida medida e devemos pensar nisso de uma maneira crítica”, avaliou Gilmar Mendes, após a conferência das assinaturas dos sistemas de gerenciamento e totalização de votos para o segundo turno.

Segurança reforçada

O ministro disse acreditar em um segundo turno mais tranquilo se comparado aos casos de violência registrados em diversos estados em meio ao primeiro turno das eleições.

“Todavia, tomamos todas as cautelas. Redobramos as cautelas em relação ao Rio de Janeiro; a São Luís, onde tivemos incidentes; e também agora voltamos os olhos para Porto Alegre, onde tivemos ataques a comitês. Estamos tomando todas as medidas em contato com os TREs [tribunais regionais eleitorais]para que não haja nenhum desdobramento negativo”.

Tranquilidade no segundo turno

Gilmar Mendes lembrou que poucos municípios brasileiros vão passar pelo segundo turno das eleições e que, portanto, a expectativa do TSE é de maior tranquilidade durante o pleito de amanhã (30). A expectativa do ministro é que, até as 20h, os resultados das urnas já estejam “devidamente avaliados”.

“Certamente, a tarefa maior foi a de fazer as eleições no primeiro turno com 5,6 mil municípios. Foi um grande desafio, 500 mil candidatos. Agora, temos um número menor. Certamente ocorrerá com maior precisão”.

Pacificação dos Poderes

Questionado sobre o mal-estar entre os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, ao longo da semana, Gilmar Mendes avaliou apenas que “não há nenhuma dificuldade”.

“O Brasil tem dado lições ao longo destes anos todos. Estamos vivendo 30 anos de normalidade institucional, isso deve ser sempre ressaltado. Não podemos esquecer, o presidente Temer sempre repete, que a Constituição prega, preconiza, determina a independência e a harmonia entre os Poderes. Portanto, não existe essa autonomia pensada como soberania. É preciso também que cultivemos a harmonia e o diálogo institucional. Ele é imperativo”, disse Gilmar Mendes.

Da Agência Brasil