Conta de luz de maio terá bandeira tarifária vermelha

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Conta de luz com aviso de bandeira vermelhaArquivo/Agência Brasil

As contas de luz de maio terão bandeira tarifária vermelha patamar 1, o que representa um acréscimo de R$ 3 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Este é o segundo mês em que a bandeira vermelha é ativada neste ano.

A bandeira tarifária vermelha é acionada quando é preciso ligar usinas termelétricas mais caras, por causa da falta de chuvas. Como o sinal para o consumo é vermelho, os consumidores devem fazer uso eficiente de energia elétrica e combater os desperdícios.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o uso consciente. As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade.

Recentemente, o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, disse que as contas de luz deverão continuar com a bandeira vermelha patamar 1 até o fim do período seco, que vai até novembro.

Como funcionam as bandeiras tarifárias

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração.

Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.

 

Da Agência Brasil

Conmebol denuncia Felipe Melo, os clubes e três uruguaios

Entidade aguarda as defesas de Palmeiras e Peñarol sobre a briga na arena Campeõn del Siglo, em Montevidéu, pela Copa Libertadores

A Conmebol anunciou nesta sexta-feira que abriu procedimentos disciplinares contra o volante Felipe Melo, do Palmeiras, e mais três jogadores do Peñarol envolvidos na briga da partida da última quarta, em Montevidéu. Matías Mier, Lucas Hernández e Nahitan Nandez foram os uruguaios denunciados pela entidade que organiza a Copa Libertadores.

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Felipe Melo e Matias Myer brigam em campo
Foto: Reuters

Os dois clubes também são alvos de denúncias e devem sofrer punições pela briga que envolveu atletas no campo e torcedores na arquibancada da arena Campeón del Siglo. As diretorias de Palmeiras e Peñarol têm 24 horas para apresentarem suas defesas. Nesta sexta, um advogado do Verdão já viajou para o Paraguai, onde fica a sede da Conmebol, com uma série de provas para defender o clube, que alega ter sido vítima de uma emboscada. Um vídeo feito do alto do estádio, feito pela comissão técnica do Verdão, mostra Willian sendo agredido e Melo sendo cercado por adversários ao fim do jogo.

Com as denúncias, o único jogador do Palmeiras que corre risco de gancho é mesmo Felipe Melo. O clube pode sofrer com multas de até 400 mil dólares e jogos com portões fechados, por exemplo. Após receber as defesas dos clubes, a Conmebol irá anunciar as penas para os envolvidos.

Conmebol denuncia Felipe Melo, os dois clubes e mais três uruguaios

Peñarol 2×3 Palmeiras – Felipe Melo e Prass Briga virou meme na internet Peñarol 2×3 Palmeiras A briga no Uruguai A briga no Uruguai

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A briga no Uruguai

Foto: Frame/Foxsports / LANCE!

LANCE!

Metrô e trens da CPTM voltam a circular parcialmente em São Paulo

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Os serviços do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) voltam a funcionar parcialmente na capital paulista. No início da manhã, houve bloqueio por manifestantes e os serviços ficaram parados também por causa da paralisação dos empregados das companhias, que aderiram à greve geral convocada por centrais sindicais em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência.

Na linha Azul do Metrô, que liga a zona norte à zona sul, os trens circulam entre as estações Ana Rosa e Luz, com exceção da Sé. Na linha 2 (Verde), região da Paulista, funciona o trecho entre Ana Rosa e Clínicas. Na linha 5- Lilás, está normal. O mesmo ocorrendo em relação à linha amarela, que liga a estação da Luz, na região central ao Butantã, na zona oeste. O Metrô de São Paulo recebe em média cerca de 4 milhões de passageiros por dia.

Estão ainda completamente paradas as linhas vermelha, na ligação leste-oeste e o monotrilho 15 prata, que atende a população da zona leste, na Vila Prudente.

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Na linha 7-Rubi, os trens circulam entre as estações Luz e Pirituba; na linha 8-Diamante (entre as estações Osasco e Palmeiras-Barra Funda); na linha 9-Esmeralda (entre as estações Pinheiros e Jurubatuba); na linha 10-Turquesa (entre as estações Brás e Tamanduateí); na linha 11-Coral (entre as estações Tatuapé e Luz) e na linha 12-Turquesa (entre as estações Brás e USP-Leste).

Os ônibus também não estão circulando, pois os rodoviários aderiram ao movimento.

Usuários recorreram aos transportes alternativos para chegar ao trabalho, como os ônibus do sistema de cooperados, que circulam apenas nos bairros em trajetos até os terminais de conexões com o Metrô. “Eu sabia que não tinha Metrô, mas vim até aqui porque a empresa onde eu trabalho ficou de nos buscar de carro aqui”, disse Patrícia Amaral, de 44 anos, que trabalha em uma empresa de segurança na região central e estava na porta da estação Tucuruví, na zona norte da cidade. Sobre a greve geral, ela disse não ser contrária desde que “fosse para defender uma causa e não por interesse político”.

Já Alex Albertino, de 27 anos, que trabalha em uma empresa de Vila mariana, na zona sul da cidade, informou que iria se atrasar, mas que a companhia iria lhe buscar no local. Ele disse ser favorável à manifestação contra as mudanças propostas na reforma trabalhista.

Em nota, o Metrô disse que a paralisação dos metroviários prejudica o transporte de mais de 4 milhões de usuários. Na última quarta-feira (26), o governo do estado conseguiu na Justiça uma liminar que determinava “que os sindicatos se abstenham de promover a greve total ou parcial dos serviços públicos de transporte metroviário e ferroviário”. O descumprimento da decisão acarretará multa de R$ 937 mil aos sindicatos.

Conforme o Metrô, a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT da 2ª Região) determinou que a categoria mantenha o funcionamento do sistema em 80% nos horários de pico e 60% nos demais horários sob pena de pagamento de multa no valor de R$ 100 mil. Segundo a empresa, o trabalhador que faltar hoje terá o dia descontado do salário.

Em comunicado publicado na internet, o Sindicato dos Metroviários diz que a categoria têm consciência de que somente uma ampla mobilização pode barrar as reformas da Previdência e Trabalhista e a terceirização e afirmam que as mudanças irão significar “o fim da aposentadoria e perda de direitos trabalhistas”. Conforme o sindicato, trabalhadores escalados para o plano de contingência também aderiram à greve.

 

 

 

Da Agência Brasil

Capitais registram greve de categorias e protestos nesta sexta-feira

Em várias cidades do país, trabalhadores de diversas categorias participam hoje (28) da greve geral convocada pelas centrais sindicais, em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência. Na maioria das cidades, o transporte público – metrô e ônibus – não funcionou e as escolas e agências bancárias estão fechadas. Os manifestantes protestam com bloqueios de vias e rodovias.

São Paulo

Ônibus, trens e a maioria das linhas de metrô estão paradas. Apenas um pequeno trecho da malha metroviária paulistana, a Linha 4 Amarela, que liga a Luz, na área central, até o Butantã, na zona oeste, funcionou durante a manhã. Os serviços do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) voltaram a funcionar parcialmente na capital paulista no início da tarde,

O comércio está funcionando na cidade. E algumas das principais vias da cidade estão bloqueadas por atos de protestos.

As linhas de ônibus urbanos também estão paralisadas e apenas pequenos ônibus coletivos fazem percursos curtos dentro dos bairros periféricos. Na zona sul da capital paulista, diversos passageiros se reuniram no terminal do Grajaú, que não tem ônibus. O mesmo ocorreu na estação Corinthians Itaquera onde os trens do metrô não circularam.

Grupos de manifestantes bloquearam vias da capital paulista, formando barricadas com pneus, que foram queimados. Policiais da tropa de choque da Polícia Militar e bombeiros apagaram focos de incêndio. Alguns pontos da cidade que ficaram bloqueados foram a Avenida 23 de Maio, uma das principais ligações entre o centro e a zona sul, a Avenida Tiradentes, que une a área central à zona norte, e também a Marginal do Tietê na altura do Terminal Rodoviário, além da Avenida Ipiranga, no centro.

Houve bloqueio também no Km 15 da Rodovia Anhanguera e o trânsito foi interrompido. Houve confronto entre policiais e manifestantes. A PM usou bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar a manifestação. Os aeroportos de Congonhas e de Guarulhos funcionaram normalmente e não houve interrupção dos voos.

Pelo menos 16 pessoas foram presas até as 10h na capital paulista, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) por vários motivos – desde agressão a policiais a atos de vandalismo nas manifestações.

Rio de Janeiro

Manifestantes bloqueiam várias vias da cidade. Segundo o Centro de Operações da prefeitura, há bloqueios na Avenida Radial Oeste, Linha Vermelha, Avenida Dom João VI, Avenida Abelardo Bueno, Via Expressa do Porto e Túnel Marcello Alencar. A cidade do Rio de Janeiro entrou em estágio de atenção às 6h50 por causa dos bloqueios no tráfego.

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Terminal rodoviário Américo Fontenelle, na Central do Brasil, funciona parcialmenteTânia Rêgo

Manifestantes saíram do Largo do Machado em direção ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, sede do governo estadual, para participar de um ato liderado pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Rio (Muspe). Eles protestam contra a crise financeira no estado, que tem reflexos na prestação dos serviços essenciais à população e atraso no pagamento do salário dos servidores públicos.

Trens e metrô operam normalmente. Os ônibus urbanos funcionam parcialmente, mas segundo a concessionária Rio Ônibus, o sindicato das empresas de ônibus, a maior parte da frota está nas ruas. Os serviços de BRT de ônibus expressos, como a Transcarioca, a Transoeste e a Transolímpica, também estão funcionando. A concessionária informou que a operação ficou irregular em alguns momentos devido às manifestações.

Sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a circulação na Linha 1, que faz ligação entre a Rodoviária Novo Rio e o Aeroporto Santos Dumont, está parcialmente interrompida e os bondes circulam apenas entre a rodoviária e a parada dos museus, na Praça Mauá, zona portuária da cidade. A Linha 2, que faz o trajeto Saara – Praça Quinze, não está operando.

As barcas que fazem a travessia da Baía de Guanabara funcionam parcialmente, devido à um protesto na estação Praça Araribóia, em Niterói. Com isso, o serviço de barcas tradicional, que faz a ligação entre Rio e Niterói, não está operando. Já o serviço expresso feito com os catamarãs, que circulam mais rápido na travessia da Baía de Guanabara, com um preço mais alto, estão funcionando.

A situação na Ponte Rio-Niterói já está normalizada. Mais cedo, manifestantes bloquearam a pista no sentido Rio, pouco depois das 6h. A via ficou totalmente interditada por cerca de uma hora e meia e o tráfego foi normalizado por volta das 8h. No momento, o trânsito é intenso na via. A travessia no sentido Rio é feita em 40 minutos, três vezes mais que o normal, devido a bloqueios em vias da zona portuária da capital.

Na Rodoviária Novo Rio, houve enfrentamento entre a tropa de choque da Polícia Militar e manifestantes, que bloquearam a via expressa do Porto do Rio. Para dispersar os manifestantes, a Polícia Militar usou bombas de efeito moral. Os manifestantes reagiram, atirando pedras e quebraram o vidro traseiro de uma patrulha da PM. Em seguida, a manifestação fechou o acesso junto ao antigo Gasômetro, evitando a passagem dos motoristas em direção à Avenida Francisco Bicalho. O bloqueio foi rápido e a tropa de choque da Polícia Militar dispersou os manifestantes.

As agências bancárias no centro da cidade do Rio de Janeiro estão com as portas fechadas nesta sexta-feira (28). Na Avenida Rio Branco, que tem a maior concentração de agências bancárias na cidade, todas as 27 agências visitadas pela reportagem estavam fechadas.

Cerca de um terço dessas agências estava aberto apenas para uso dos caixas eletrônicos. A maioria estava fechada com grades ou com tapumes e, muitas delas, com grevistas parados em frente às agências.

Segundo o Sindicato dos Bancários, no centro da cidade a adesão à greve é total.

Brasília

Na capital federal, as vias de acesso ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek chegaram a ficar bloqueadas por manifestantes, mas já estão liberadas e o tráfego flui sem problemas. As pistas foram bloqueadas nos dois sentidos por volta das 5h30. Os manifestantes fizeram barreiras, com pneus em chamas. A Polícia Militar chegou a interditar os acessos às pistas até que os bloqueios fossem retirados.

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A Rodoviária do Plano Piloto está sem ônibus devido ao ato de protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Inframerica, empresa concessionária que administra o terminal, informou, por meio de comunicado publicado na internet, que, apesar da paralisação, o terminal está operando, mas que podem ocorrer atrasos nos voos. A empresa aconselha aos passageiros consultarem a situação de seus voos com as companhias aéreas antes de se deslocar para o aeroporto. A Inframerica informa ainda que dos 26 voos previstos para o período da 0h às 6h, quatro voos sofreram atrasos acima de 30 minutos e dois foram cancelados.

Os ônibus e o metrô continuam parados. Os rodoviários e metroviários aderiram à greve e vão paralisar por 24 horas. Passageiros estão usando o transporte alternativo, como vans, táxis e veículos particulares para ir ao trabalho.

No Congresso Nacional, a segurança foi reforçada. As visitas guiadas à dependências da Câmara e do Senado estão suspensas há uma semana e continuam proibidas por tempo indeterminado. Desde à meia-noite, o acesso de carro à Esplanada dos Ministérios está fechado. Sé é possível chegar à região a pé ou por vias auxiliares.

Além do gramado em frente ao Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Ministério das Relações Exteriores foram cercados por grades. Muitos ministérios estão com parte das fachadas coberta por tapumes. A Secretaria de Cultura do Distrito Federal informou que a Biblioteca Nacional, o Museu da República, o Centro Cultural Três Poderes e o Memorial dos Povos Indígenas, que ficam na Esplanada, também não abrirão hoje por causa dos protestos.

O governo do Distrito Federal não informou quantos policiais militares atuarão no reforço da segurança, mas muitos do serviço administrativo podem ser acionados para atuar nas principais vias do DF, juntamente com o Batalhão de Choque, a Cavalaria e a Rotam (Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas). A expectativa é de que ainda hoje, pelo menos 10 mil passem pelo local. Para evitar tumulto, dois cordões de revista pessoal serão montados pela PM nos acessos à Esplanada pela rodoviária do Plano Piloto e pelos anexos dos ministérios. Não será permitido chegar ao local com cabos de bandeiras, sprays, objetos perfurantes ou cortantes, flechas e garrafas de vidro.

O esquema montado para hoje prevê ainda equipes do Batalhão de Trânsito e do Corpo de Bombeiros na área central da capital federal para atender a emergências.

As vias de acesso ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek já estão liberadas e o tráfego flui sem problemas. As pistas foram bloqueadas nos dois sentidos por volta das 5h30. Os manifestantes fizeram barreiras, com pneus em chamas. A Polícia Militar chegou a interditar os acessos às pistas até que os bloqueios fossem retirados.

Paraná

Manifestantes bloquearam rodovias federais no estado. Segundo a Polícia Federal (PRF), na BR 277, em São José dos Pinhais, um grupo de pessoas fez um bloqueio, no km 69, nas imediações da fábrica da Renault, prejudicando o tráfego de veículos.

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Manifestantes bloqueiam a BR-277, na altura do quilômetro 69, em São José dos Pinhais, no ParanáEric Zardo/Divulgação PRF

Em Araucária, a BR 476 foi bloqueada por volta das 8h30 na altura do km 150, em frente à refinaria da Petrobras, causando um engarrafamento de dois quilômetros. Em Mauá da Serra, na BR-376, o bloqueio ocorre no km 295, em frente ao Posto Bambu. Outra interdição ocorre no km 406 da BR-158, em Laranjeiras do Sul. Segundo a PRF, cerca de 200 manifestantes sem terra estão no local.

O transporte público foi interrompido nas maiores cidades do Paraná. Em Curitiba, exames e consultas no Hospital de Clínicas foram cancelados.

Manifestantes marcharam para em direção ao centro cívico, onde fica a sede dos três Poderes. De acordo com a PM, 5 mil pessoas participam do ato. A Força Sindical no estado estima em 20 mil participantes.

Santa Catarina

A BR-116 está com o tráfego interrompido no Km 184, na junção com a BR-470, no município de São Cristóvão do Sul.

De acordo com a concessionária que administra a rodovia, cerca de 500 pessoas, que chegaram em 12 ônibus, bloqueiam a pista.

A previsão dos manifestantes é desobstruir a rodovia por volta das 15h. As equipes da concessionária e a Polícia Rodoviária Federal estão no local orientando o fluxo de veículos.

Porto Velho

Porto Velho está sem ônibus e com escolas e bancos fechados por causa da greve geral. Os manifestantes vão se concentrar na Praça das Três Caixas D’água.

Recife

Na capital pernambucana e na região metropolitana, os ônibus não estão circulando desde o início da manhã.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que 30% da frote circule. Os sindicatos dos rodoviários podem ser multados em R$ 100 mil caso a decisão não seja cumprida.

Foram registrados protestos nas BR 232 e 101, que fecharam parte das rodovias. Escolas, agências bancárias, comércio e mercados públicos não abriram.

O aeroporto e as delegacias de plantão da Polícia Civil estão funcionando.

*Com informações das sucursais do Rio de Janeiro, de São Paulo e da Radioagência Nacional

 

 
Da Agência Brasil*

Cotia recebe encontro técnico do Programa VerdeAzul

Da Redação

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Cotia vai sediar na terça-feira (2), no Colégio Adventista (Rua Salma, 25/77, Parque São George), o segundo encontro técnico do Programa Município VerdeAzul, criado em 2007 pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente com o propósito de medir e apoiar a eficiência da gestão ambiental com a descentralização e valorização da agenda ambiental nos municípios. Na reunião – das 8h às 17h, na Escola Adventista da Granja Viana, – técnicos da secretaria estadual apresentarão a representantes das cidades as diretrizes (dez no total) a serem seguidas para o êxito das ações propostas.

O programa visa estimular e auxiliar as prefeituras na elaboração e execução de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável do Estado. Cada cidade indica um interlocutor e um suplente. Cotia indicou dois representantes. O primeiro encontro ocorreu mês passado, em Ribeirão Pires.

A participação dos municípios é um dos critérios de avaliação para a liberação de recursos do Fundo Estadual de Controle da Poluição (FECOP). Para isso, precisam seguir as dez diretivas norteadoras da agenda ambiental local que abrangem os seguintes temas estratégicos: esgoto tratado, resíduos sólidos, biodiversidade, arborização urbana, educação ambiental, cidade sustentável, gestão das águas, qualidade do ar, estrutura Ambiental e conselho ambiental.

O programa oferece capacitação técnica e ao final de cada ciclo anual é publicado o “Ranking Ambiental dos municípios paulistas”. O ranking resulta da avaliação técnica das informações fornecidas pelos municípios, com critérios pré-estabelecidos de medição da eficácia das ações executadas.

A partir dessa avaliação o Indicador de Avaliação Ambiental (IAA) é publicado para que o poder público e toda a população possam utilizá-lo como norteador na formulação e aprimoramento de políticas públicas e demais ações sustentáveis.

O primeiro ranking foi publicado em 2008, com a certificação de 44 municípios. A participação aumentou ao longo dos anos e hoje já passa de 600 cidades.

A liberação de recursos do FECOP independe do ranking alcançado pelas cidades. Cotia vem subindo no ranking por conta das ações desenvolvidas nos últimos anos e pulou da 262ª posição em 2015, com 48,08 pontos, para a 188ª, em 2016, com 52,27 pontos. Os municípios que atingem 80 pontos recebem premiação simbólica com entrega de certificado e troféu pelas ações desenvolvidas.

ECONOMIA:Nº de desempregados cresce e atinge 14,2 milhões, diz IBGE

A taxa de desocupação no País continua em alta e tem agora 14,2 milhões de desempregados no trimestre encerrado em março, número 14,9% superior ao trimestre imediatamente anterior (outubro, novembro e dezembro de 2016) – o equivalente a 1,8 milhão de pessoas a mais desocupadas.

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Número de desempregados no Brasil passou de 13 milhões para 14,2 milhões
Foto: Agência Brasil

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada hoje, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com os resultados do primeiro trimestre. No trimestre encerrado em fevereiro, o Brasil tinha 13 milhões de desempregados.

Segundo o IBGE, a taxa de desocupação fechou março em 13,7% com alta de 1,7 ponto percentual frente ao trimestre outubro/dezembro de 2016, quando o desemprego estava em 12%. Em relação aos 10,9% da taxa de desemprego do trimestre móvel de igual período do ano passado, a alta foi de 2,8 pontos percentuais. Essa foi a maior taxa de desocupação da série histórica, iniciada no primeiro trimestre de em 2012.

Em relação ao primeiro trimestre móvel do ano passado, a alta da taxa de desocupação chegou a 27,8%, o que significa que mais 3,1 milhões de pessoas estão procurando.

 
Da Agência Brasil

Índios protestam no Congresso Nacional, e polícia reage com gás lacrimogêneo

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Índios protestam em frente ao Congresso Nacional pedindo mais políticas públicas Wilson Dias/Agência Brasil

Indígenas que estão acampados na Esplanada dos Ministérios protestaram hoje (25) em frente ao Congresso Nacional e, ao tentar entrar no prédio, foram impedidos pela Polícia Militar, que atirou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o grupo.

Após a confusão na entrada da Chapelaria, um dos acessos ao Congresso Nacional, os índios voltaram a ocupar o gramado em frente ao prédio e fecharam as pistas dos dois sentidos da Esplanada dos Ministérios.

O grupo deixou cerca de 200 caixões pretos no local para simbolizar o “genocídio dos povos indígenas”, em uma crítica à bancada ruralista no Congresso.

Os indígenas participam do Acampamento Terra Livre 2017, mobilização nacional para cobrar direitos e políticas públicas para os povos tradicionais.

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Polícia bloqueia entrada do Congresso para impedir entrada de indígenas Wilson Dias/Agência Brasil

O protesto de hoje começou em frente ao Teatro Nacional, de onde os indígenas saíram em marcha em direção ao Congresso usando roupas típicas, levando objetos tradicionais de suas tribos e faixas como dizeres como “Não ao retrocesso dos direitos indígenas” e “Retire os madeireiros das terras indígenas”.

As principais reivindicações da mobilização este ano são a retomada das demarcações de terras indígenas, o fortalecimento de órgãos de política indigenista como a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde; e o combate ao avanço da mineração em áreas indígenas, principalmente na Região Norte.

De acordo com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), 4 mil pessoas participaram da marcha. De acordo com a Polícia Militar, eram 2 mil no início do protesto.

Brasília – Índios fazem manifestação na Esplanada dos Ministérios (Wilson Dias/Agência Brasil)

Da Agência Brasil

Projeto para privatização de Interlagos prevê prédio residencial no autódromo

  Rodolfo Buhrer/La Imagem/Fotoarena/Folhapress
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O autódromo de Interlagos, na zona sul de SP

A empresa que adquirir o autódromo de Interlagos poderá erguer prédios dentro do complexo. A autorização constará do projeto de privatização que deverá ser enviado em maio à Câmara Municipal pelo prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB).

A prefeitura decidiu liberar empreendimentos imobiliários em Interlagos porque concluiu que o autódromo, por si só, tem baixíssima viabilidade econômica -dificilmente seria vendido sem algum tipo de benefício extra.

Interlagos tem um alto custo de manutenção. São cerca de R$ 7 milhões por ano. Além disso, periodicamente, precisa passar por obras para se adequar às exigências da Fórmula 1. A última grande reforma custou cerca de R$ 160 milhões à prefeitura.

Com a privatização, todos esses custos passarão a ser de responsabilidade da empresa compradora, que poderá utilizar os novos empreendimentos para se rentabilizar.

Interlagos tem cerca de 1 milhão de m², dos quais cerca de 300 mil m², segundo estimativa de técnicos da prefeitura, estarão disponíveis para as novas construções.

A prefeitura entende que, preservada a pista e o parque existente (de acesso gratuito para a população), a área pode ser utilizada para a construção de imóveis residenciais, de um shopping center, de um hotel, de restaurantes com vista panorâmica e de um museu automobilístico.

Não está claro ainda se o kartódromo, situado ao lado do circuito oficial, terá de ser mantido também. Embora Doria tenha dito que pretende preservá-lo, vereadores dizem considerar que o espaço será necessário para viabilizar a privatização. Inaugurado em 1970, o equipamento foi batizado em 1996 de Kartódromo Ayrton Senna.

OPERAÇÃO URBANA

Para tornar a alienação do autódromo atraente, a prefeitura está disposta, inclusive, a alterar a legislação urbanística da região.

A ideia é liberar a construção de grandes torres no bairro, com até oito vezes a área do lote. Hoje, na cidade de São Paulo, o máximo permitido são quatro vezes.

Se o projeto for levado adiante, Interlagos, onde hoje predominam casas e prédios de baixa altura, poderá ter nos próximos anos espigões com mais de 45 andares –apenas uma pequena área estritamente residencial não seria atingida pela medida.

A alteração dependerá da aprovação na Câmara de São Paulo da chamada Operação Urbana Jurubatuba, ainda em fase de elaboração.

Em linhas gerais, trata-se de um mecanismo legal por meio do qual, mediante contrapartida financeira, os interessados ficam autorizados a construir edifícios maiores do que o estabelecido pela lei de uso e ocupação do solo.

Vereadores estimam que a venda do autódromo, somada à verba obtida pela prefeitura com os Cepacs (certificados de construção, nome técnico dado às contrapartidas), poderá dobrar o valor arrecadado com o negócio.

Tudo o que vier a ser arrecadado com os Cepacs, pela lei, teria de ser investido em melhorias na própria região, incluindo o prolongamento da marginal Pinheiros até as cercanias do autódromo.

A expectativa da base governista é aprovar a operação urbana até o final do ano.

77 ANOS

O autódromo de Interlagos foi construído em 1938 pela empresa Aesa, mas a inauguração ocorreu apenas em 12 de maio de 1940. A pista original tinha 7.960 metros, hoje são 4.309 metros.

O nome Interlagos é uma referência à região suíça de Interlaken, que significa “entre lagos”, pois fica entre as represas Billings e Guarapiranga. Em 1985, o autódromo foi rebatizado para José Carlos Pace, em homenagem póstuma ao piloto.

A prefeitura comprou o complexo em 1950 por 23 cruzeiros o metros quadrado, valor bem abaixo do valor real avaliado à época (300 cruzeiros o metro quadrado).

Segundo a SPTuris (empresa municipal que administra o autódromo), a realização do Grande Prêmio de Fórmula 1 na cidade injeta atualmente cerca de R$ 260 milhões na economia local.
Os técnicos da administração municipal ainda não finalizaram os estudos para a avaliação do preço de venda do autódromo.

Em entrevista no começo do ano, Doria chegou a dizer que a cessão de Interlagos e do Anhembi juntos poderia render cerca de R$ 7 bilhões para a cidade, valor maior do que o previsto no Orçamento para investimento (obras novas) em 2017 (R$ 6,1 bilhão).

A privatização do autódromo, de qualquer modo, um dos 55 itens considerados como desestatizáveis pela gestão Doria, deve ocorrer somente no ano que vem, segundo a avaliação dos técnicos da prefeitura.

Área total
1 milhão de m²

Custo de manutenção
R$ 7 milhões ao ano

AS OPÇÕES DE DORIA
A prefeitura quer privatizar a área. Há duas opções para tornar o negócio rentável:

1) Com espigões
Para ser mais atraente para investidores, Doria precisa enviar o projeto que cria a Operação Urbana Jurubatuba. Nesse caso, o limite de altura dos prédios seria de até oito vezes o tamanho do terreno
Contrapartida: Os investidores precisam pagar para construir mais. Os valores vão para um fundo que pode ser usado para investimentos na região

2) Com altura a definir
A prefeitura precisa fazer um projeto de intervenção urbana (PIU) por decreto (sem passar pela Câmara) para dar início ao plano de privatização. Nesse caso, o prefeito pode liberar, por exemplo, a construção de um complexo que colocaria o autódromo no meio de prédios residenciais, comerciais e hotéis. Porém, o limite de altura dependeria de estudo para definir a média da região
Contrapartida: A futura dona da área terá que pagar taxa para construir os prédios. Os valores poderiam ser revertidos em investimento para toda a cidade

 

Escolas públicas terão vacinação e ações de promoção à saúde

Escolas públicas de todo o país terão, a partir deste ano, atualização do calendário vacinal de alunos e ações de promoção à saúde, como prevenção à obesidade, cuidados com a saúde bucal, auditiva e ocular, combate ao mosquito Aedes aegypti, incentivo à atividade física e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). As estratégias fazem parte do novo edital do Programa Saúde na Escola, lançado hoje (25) pelo governo federal.

A portaria, assinada pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, e pelo ministro da Educação, José Mendonça Filho, estabelece 12 ações a serem cumpridas pelos gestores por um período de dois anos. Para incentivar a participação de municípios, o Ministério da Saúde vai destinar R$ 89 milhões em recursos, a serem transferidos em parcela única. O prazo de adesão começa no dia 2 de maio e segue até 14 de junho.

“É de livre adesão o programa. Portanto, faço aqui um apelo aos prefeitos, governadores, diretores de escolas e professores que façam adesão ao programa para que possamos ter o máximo de integração entre saúde e educação em benefício de todas as crianças brasileiras”, avaliou Barros.

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Os ministros da Educação, Mendonça Filho, e da Saúde, Ricardo Barros, anunciam ações para fortalecer a atuação das equipes de saúde nas escolas públicas Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Segundo a pasta, a iniciativa conta com o envolvimento de mais de 32 mil equipes da atenção básica distribuídas em 4.787 municípios e que já atuaram em ações de promoção à saúde nas escolas. A nova portaria prevê valor anual de recursos 2,5 vezes maior que o executado nos anos anteriores e altera a forma de repasse, que antes feito em duas parcelas e agora passa a ser pago em parcela única. O ciclo de adesão ao programa será de dois anos.

“As metas são estabelecidas na adesão. Cada escola faz a sua. Esperamos que as metas sejam cumpridas. Vamos adiantar o dinheiro do primeiro ano. A adesão é por dois anos. Se não houver o cumprimento do acordado na adesão, não haverá o repasse do segundo ano. Mas faremos todo um esforço para que, ao máximo, as escolas cumpram as 12 metas”, completou o ministro.

Outra mudança é que, a partir do novo edital, os municípios farão adesão por escola e não mais por níveis de ensino. A expectativa do governo federal é que, com a alteração, o programa alcance 144 mil escolas e atenda a um número maior de estudantes por meio de monitoramento mensal. Atualmente, o Saúde na Escola está presente em 79 mil unidades de ensino e atinge cerca de 18 milhões de alunos. A participação é de livre iniciativa.

Áreas de atuação

Atualizar a situação vacinal dos estudantes é uma das metas obrigatórias do programa. Atualmente, a rede pública de saúde conta com a distribuição de 19 vacinas contra mais de 20 doenças. Duas das doses mais recomendadas para o público em questão terão prioridade no programa: HPV e meningite. As demais incluem a dose contra hepatite B, a pentavalente, a vacina oral contra a pólio e contra o rotavírus humano, a vacina pneumocócica e a dose contra a febre amarela.

Outra área de atuação do programa será o incentivo às ações de alimentação saudável e prevenção à obesidade infantil. Os profissionais de saúde, segundo o ministério, farão o acompanhamento do peso e do estado nutricional dos alunos e, quando necessário, a criança ou o adolescente será encaminhado a uma unidade básica de saúde para acompanhamento.

Também está previsto incentivo para a implantação de cantinas saudáveis nas escolas e a distribuição de materiais de apoio para ações de educação alimentar e nutricional, além do estímulo à culinária com alimentos in natura.

Acompanhamento de ações

O acompanhamento das ações do Saúde na Escola será feito exclusivamente pelo Sistema de Informação da Atenção Básica (Sisab), alimentado por equipes de saúde da atenção básica. No ciclo de dois anos para execução do programa, o governo federal vai acompanhar o desempenho dos municípios por meio do registro de ações e indicadores de resultados. Caso os recursos não sejam integralmente executados, eles deverão ser devolvidos ao ministério.

 

 

Da Agência Brasil

Cotia realiza Campanha Maio Amarelo

Números do Infosiga-SP – iniciativa do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, do governo estadual – mostram que a maior causa de morte por acidente de trânsito em Cotia é o atropelamento e que a maioria das vítimas tem idade acima dos 50 anos. Entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017, sete pessoas morreram em decorrência de acidente de trânsito. Do total, três foram por atropelamento (57,1%).

Para alertar a população e criar a cultura de trânsito mais seguro, a Prefeitura de Cotia participará do Movimento Maio Amarelo – Atenção pela Vida, ação que integrará a Campanha Permanente de Educação no Trânsito, lançada no início deste ano pela Secretaria de Transportes e Trânsito (Settrans). O tema escolhido para a campanha foi “Cotia consciente no trânsito”.

Durante o Maio Amarelo, a Settrans realizará panfletagem em locais de grande circulação de pessoas e nas escolas, para que alunos sejam agentes multiplicadores das informações em casa junto aos familiares. Cartazes também serão afixados em pontos estratégicos.

Alguns pontos da cidade serão iluminados com luzes amarelas em alusão à campanha e também está prevista a realização de blitz em parceria com a Polícia Militar, além de palestras para a terceira idade e em empresas parceiras da Settrans, como Centros de Formação de Condutores (CFC’s), escolas e Conselho de Segurança (Conseg).

Foco da campanha
As ações desenvolvidas pela Settrans durante o Maio Amarelo tratarão de assuntos gerais sobre prevenção de acidentes de trânsito, mas estarão focadas especialmente nos motociclistas, nos pedestres e no uso da cadeirinha para transporte de crianças.

“Motociclistas porque utilizam o meio de transporte mais vulnerável, pedestres porque temos alto índice de atropelamento e uso da cadeirinha porque maio é o mês das mães e queremos fazer este alerta às famílias”, disse Antônio Melo, secretário da Settrans.

Maio Amarelo
O Movimento Maio Amarelo é coordenado pelo poder público e pela sociedade civil tem como propósito promover atividades de conscientização, debate das responsabilidades e avaliação de riscos sobre o comportamento de cada cidadão em seu deslocamento diário no trânsito. O laço amarelo é o símbolo do movimento. Informações (www.maioamarelo.com).
cotia- Maio Amarelo