Absorvendo o resultado, Tite reconhece dificuldade na lateral-direita

O técnico Tite perdeu sua invencibilidade à frente da Seleção Brasileira nesta sexta-feira. Ciente de que esse dia iria chegar mais cedo ou mais tarde, o treinador reconheceu que sua equipe fez um grande trabalho tático, neutralizando, inclusive, Lionel Messi, mas acabou deixando a desejar no lado direito, onde Di Maria levou grande vantagem sobre Fagner. Quanto ao resultado, o comandante da amarelinha disse que é preciso “saber absorver”.

Optando por dar férias a sete jogadores considerados titulares da Seleção Brasileira atualmente – Neymar, Marcelo, Daniel Alves, Casemiro, Marquinhos, Miranda e Alisson -, Tite testou opções para sua equipe, que teve de encarar uma Argentina completa. Messi e Dybala pouco apareceram, mérito do time canarinho, no entanto, o lado direito do time, onde Di Maria teve liberdade para criar boas oportunidades para os Hermanos, ficou bastante desguarnecido.

“Conseguimos neutralizar os dois articuladores, Dybala e Messi, mas do lado esquerdo [direito do Brasil]eles conseguiram desvencilhar com certa facilidade. No segundo tempo tivemos as melhores oportunidades, jogamos mais, articulamos mais. Nas nossas oportunidades não tivemos efetividade, por isso perdemos”, afirmou Tite.

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Seleção argentina comemora gol de Mercado no fim do primeiro tempo (Foto: AFP PHOTO / SAEED KHAN)

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 (Foto: AFP PHOTO / SAEED KHAN)

Encarando a derrota pela primeira vez como técnico da Seleção Brasileira, Tite não quer deixar o resultado abalar o elenco. O treinador mostrou bastante lucidez após o jogo e, embora seja inevitável ignorar o resultado, ele espera analisar a partida desta sexta-feira com mais calma após a adrenalina baixar.

“Há o sentimento ruim de perder. Tenho que saber absorver para ter a coerência da análise e avaliar os aspectos de desempenho com efetividade, com um pouquinho mais de precisão”, conclui o treinador do Brasil.

A partir de agora Tite terá a grande responsabilidade de motivar sua equipe novamente para o duelo da próxima terça-feira, às 7h05 (de Brasília), contra a Austrália, novamente no Melbourne Cricket Ground.

 
Da Gazeta Esportiva São Paulo, SP

Governo repassa R$ 25 milhões para atender usuários de droga na Cracolândia

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O ministro de Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, considera o enfrentamento ao uso e tráfico de drogas uma questão prioritária para o país Rovena Rosa/Agência Brasil

O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário vai destinar R$ 25 milhões para o programa Redenção, iniciativa da prefeitura de São Paulo para atender usuários de drogas na Cracolândia. Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Felipe Sabará, os recursos serão usados na oferta de serviços e instalação de equipamentos.

“A gente tem atuado em parceria com o município e o estado, nas áreas do desenvolvimento e da saúde, para execução de serviços, equipamentos e encaminhamentos dessa população, tanto em situação de rua, quanto em dependência química”, disse hoje (9) Felipe Sabará durante o anúncio da concessão de recursos, na sede da administração municipal, no centro da capital paulista.

Começaram a funcionar ontem (8) os 20 contêineres com banheiros e 100 vagas para pernoite instalados próximo à Estação da Luz, na região central paulistana. Além dos dormitórios emergenciais, o programa Redenção conta com um contêiner do Centro de Apoio Psicossocial Álcool e Drogas com psiquiatras de plantão e carros de som que convidam os usuários a procurarem o serviço para se internarem.

De acordo com o prefeito João Doria, até o próximo dia 26, a região receberá outro grupo de contêineres com espaço para 150 pessoas dormirem e 200 tomarem banho. O prefeito disse que além dos serviços, os equipamentos contam com equipes disponíveis 24 horas para dar atendimento social e fazer a pré-seleção dos que serão encaminhados ao tratamento médico.

O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, considera o enfrentamento ao uso e tráfico de drogas uma questão prioritária para o país. “É uma grande epidemia. É o problema mais grave do ponto de vista de segurança e saúde pública no país, que afeta muito a área social.”

Outros órgãos do governo federal deverão, segundo Terra, ampliar o apoio à capital paulista para a implementação das políticas sobre o tema. “Outros órgãos estão alinhados conosco, como a Secretaria Nacional sobre Políticas sobre Drogas, que vai ampliar a rede de tratamento e o Ministério da Saúde.” O ministério também reajustou em 45% os valores repassados aos municípios por meio do Sistema Único de Assistência Social, representando cerca de R$ 25 milhões para São Paulo.

Internações forçadas

O ministro defendeu as internações compulsórias que a prefeitura tentou adotar mas foram impedidas pela Justiça. “Ela é importante em determinadas circunstâncias quando a intoxicação pela droga é muito grande, ela é necessária para iniciar o tratamento.”

No último dia 31, o desembargador Reinaldo Miluzzi, do Tribunal de Justiça de São Paulo, negou o pedido feito pela prefeitura para internar à força usuários de drogas que estivessem nas ruas da cidade.

“Como bem asseverado em ambos os recursos, o pedido [da prefeitura]é impreciso, vago e amplo e, portanto, contrasta com os princípios basilares do Estado Democrático de Direito, porquanto concede à municipalidade carta branca para eleger quem é a ‘pessoa em estado de drogadição vagando pelas ruas da cidade de São Paulo’”, disse em sua decisão a partir do recurso feito pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública. Uma decisão anterior havia autorizado a administração municipal a fazer as remoções.

Desde a mega operação policial, no último dia 21 de maio, contra a Cracolândia foram feitas de acordo com a prefeitura, 206 internações voluntárias, 17 delas realizadas ontem (8). A ação, que prendeu pessoas acusadas de tráfico e destruiu os abrigos improvisados dos usuários, acabou dispersando os consumidores de crack pelo centro da cidade. Ao longo dos últimos dias eles voltaram a se agrupar na Praça Princesa Isabel, a menos de 500 metros do ponto original. A quantidade de pessoas e de barracas improvisadas já é igual ou superior a que havia nos quatro quarteirões do chamado fluxo da Cracolândia.

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São Paulo – O prefeito João Dória durante coletiva de imprensa sobre repasse de verba do governo federal (Rovena Rosa/Agência Brasil)

 

Da Agência Brasil

Educação:Começam hoje matrículas para aprovados no Sisu do segundo semestre

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O período de matrículas nas universidades públicas começa hoje e vai até terça-feira (13)Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Os candidatos aprovados na segunda edição de 2017 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já podem realizar a matrículas nas instituições de ensino. O período de matrícula começou hoje (9) e vai até a próxima terça-feira (13). A lista dos aprovados está disponível site do programa.

O candidato selecionado pelo Sisu deve verificar na instituição de ensino em que foi aprovado o local, horário e procedimentos para a matrícula. Caso não tenha sido selecionado, o estudante pode se inscrever para participar da lista de espera.

O Sisu terá uma única chamada e a inscrição para a lista de espera estará disponível até 19 de junho. A convocação será feita pelas instituições a partir do próximo dia 26.

Já os estudantes que queiram fazer transferência de curso precisam buscar informações diretamente nas universidades, uma vez que a regulamentação para esse tipo de procedimento é feita pelas próprias instituições.

No processo seletivo referente ao segundo semestre deste ano, 935.550 candidatos se inscreveram, totalizando 1.797.386 inscrições – já que cada participante podea optar por até dois cursos.

O Sisu oferece vagas no ensino superior público com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ao todo, foram ofertadas 51.913 vagas em 1.462 cursos de 63 instituições de ensino, entre universidades federais e estaduais, institutos federais e instituições estaduais.

 

 
Da Agência Brasil

Venda de planos de saúde de 14 operadoras está suspensa a partir de hoje

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No primeiro trimestre deste ano, a ANS registrou 14.537 reclamações de natureza assistencial -Arquivo/Agência Brasil

A partir de hoje ( 9), está suspensa a comercialização de 38 planos de saúde de 14 operadoras, por causa de reclamações, recebidas no primeiro trimestre deste ano, relativas à cobertura assistencial e à demora no atendimento. A medida é resultado do monitoramento feito pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por meio do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento.

De acordo com a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos, Karla Santa Cruz Coelho, 739 mil consumidores estão sendo protegidos com a medida. Para ela, o monitoramento e a proibição da venda dos planos incentivam as operadoras a melhorar o atendimento. “Ao proibir a venda dos planos que estão sendo alvo de reclamações recorrentes sobre cobertura, a ANS obriga as operadoras a qualificar o serviço para atender com eficácia aos usuários. Somente mediante a adequação do atendimento, essas operadoras poderão receber novos clientes”, disse.

No primeiro trimestre, a agência registrou 14.537 reclamações de natureza assistencial, no período de 1º de janeiro a 31de março. “Desse total, 12.360 queixas foram consideradas para análise pelo programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento. Foram excluídas as reclamações de operadoras que estão em portabilidade de carências, liquidação extrajudicial ou em processo de alienação de carteira, cujos planos não podem ser comercializados em razão do processo de saída ordenada da empresa do mercado”, diz a ANS.

Segundo a agência, os clientes dos planos suspensos estão protegidos. Eles continuam a ter assistência normal até que as operadoras solucionem os problemas assistenciais para que possam receber novos beneficiários. Das 14 operadoras que figuram na lista, quatro já tinham planos suspensos no período anterior (quarto trimestre de 2016) e dez não constavam na última lista de suspensões.

Paralelamente, seis operadoras poderão voltar a comercializar 30 produtos que estavam impedidos de ser vendidos. Isso acontece quando há comprovada melhoria no atendimento aos beneficiários. Das seis operadoras, três foram liberadas para voltar a comercializar todos os produtos que estavam suspensos e três tiveram reativação parcial.

A medida é preventiva e vigora até a divulgação do próximo ciclo (segundo trimestre). Além de ter a comercialização suspensa, as operadoras que negaram indevidamente cobertura podem receber multa que varia de R$ 80 mil a R$ 250 mil.

Acesse aqui a lista de planos com comercialização suspensa

Acesse aqui a lista de operadoras com planos totalmente reativados

Acesse aqui a lista de operadoras com planos parcialmente reativados

 
Da Agência Brasil