Mês do Meio Ambiente leva projeto de horta para bairros de Embu das Artes

Da Redação 

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Parceria entre prefeitura e organizações realiza oficinas de horta vertical em pet

No último dia 19, a Associação Amigos do Bairro do Jardim São Marcos, localizada na zona leste de Embu das Artes, recebeu oficina de hortas domésticas, promovida por uma parceria entre Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, Sociedade Ecológica Amigos de Embu (SEAE) e Fundo Social de Solidariedade.

A ação faz parte das comemorações do Mês do Meio Ambiente, que teve abertura na data comemorativa oficial, em cinco de Junho, com o Fórum de Meio Ambiente, e segue com atividades socioeducativas.

A proposta das oficinas com hortas é capacitar os moradores a cultivarem alimentos orgânicos para consumo e complemento de renda.

Os participantes receberam um kit com sementes, composto de terra, garrafa pet, tesoura e barbante para montar a estrutura vertical, composta por três andares, que pode ser fixada em paredes e muros.

O sistema incentiva ainda a economia de água no processo de irrigação, que pode ser feito apenas na primeira garrafa. Ela vaza água para a segunda e a terceira, por meio de furos estratégicos.

O calendário com as próximas atividades ainda não foi divulgado.

AGRICULTURA SUSTENTÁVEL

As ações locais, como a oficina de horta promovida em Embu das Artes, colaboram com a saúde e com o meio ambiente, pois além de abrir mão dos pesticidas e de produtos geneticamente modificados, causam menor impacto por degradação e desmatamentos; ajuda no combate ao aquecimento global, pois em pequena escala não utiliza maquinários que emitem poluentes e gases do efeito estufa, entre outros benefícios.

Segundo a Organização das Nações Unidas, na mão de pequenos agricultores pode estar a solução para acabar com a fome no mundo, mas será preciso um esforço extra para cumprir o objetivo até o ano de 2030.

A agricultura sustentável elenca a segunda posição no acordo internacional que define os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Mas em tempos de alimentos industriais, é preciso trabalhar a cultura das pessoas para que as hortas comunitárias voltem a crescer.

 

 

Com informações de Rodolfo Almeida

Visitante faz viagem no tempo no Sítio do Mandú em Cotia

Da Redação

À primeira vista, Cotia encanta o visitante pelo clima bucólico, o verde exuberante de suas matas, animais silvestres e a preservação de monumentos, como a Igreja Matriz. Mas o município conta também com lugares históricos, entre os quais o Sítio do Mandú, doado em 1961 pelo então proprietário, Eduardo Kneese, ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Naquele mesmo ano, o sítio de cerca de 300 anos foi tombado pelo instituto como patrimônio histórico nacional e em 2006 entregue à Prefeitura, que ficou responsável pela manutenção do local.

O enorme casarão construído século XVII chama a atenção pela arquitetura da época bandeirista. As construções, exuberantes para o período, visavam demarcar a ocupação do território, a produção rural e a segurança das vias de acesso à cidade.

A casa tem quatro quartos, duas varandas, uma em sua fachada, outra nos fundos e um quarto de hóspedes. Existe também uma capela na entrada, seguindo fortemente a cultura religiosa da época em que foi construída.

A técnica usada na construção foi a taipa de pilão. Para erguer uma parede era necessário montar uma forma com tábuas (chamada de taipais) e no seu interior era colocada uma mistura com terra úmida, areia ou argila, fibras vegetais, sangue de gado, crinas de animais e estrume. Depois a mistura era “socada” com os pés ou um pilão e colocada nas
formas.

O sítio provavelmente serviu como descanso para os viajantes, em sua maioria bandeirantes, que usavam o local como parada para descanso antes de retomar a viagem. Eles passavam pela região acessando antigas trilhas indígenas em direção ao interior e sul do país em busca do ouro, prata e diamantes.

A Prefeitura de Cotia começou a testar este mês um projeto piloto denominado “A Escola vai ao Sítio do Mandú”, por meio do qual alunos da rede municipal fazem um turismo ecológico pelo local.

O sítio do Mandú é um dos raros espaços remanescentes das fazendas bandeiristas no Estado. O local é aberto ao público, porém é necessário agendamento prévio junto à Secretaria de Turismo. No passeio o visitante é acompanhado por um monitor. Agendamentos e informações pelo telefone 4614-2952

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Presidente do Conselho de Ética arquiva pedido de cassação do mandato de Aécio

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O senador afastado Aécio Neves 

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), informou hoje (23) que indeferiu, por falta de provas, o pedido de abertura de processo para cassação do mandato do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). De acordo com João Alberto, os membros do Conselho de Ética têm dois dias uteis para recorrer da decisão, desde que tenham apoiamento de, pelo menos, cinco integrantes do colegiado.

O pedido de abertura de processo de cassação foi apresentado pela Rede e pelo PSOL depois que Aécio foi citado na delação premiada do empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS. Os partidos oposicionistas argumentam que houve quebra de decoro parlamentar pelo senador.

Caso o Conselho de Ética derrube a decisão de indeferimento e abra o processo, será notificado e terá até 10 dias para apresentar a defesa prévia. A partir daí, o relator tem mais cinco dias úteis para apresentar seu relatório preliminar. O responsável por relatar o caso é escolhido por meio de sorteio entre os membros do conselho.

Segundo o depoimento do empresário Joesley Batista, Aécio teria pedido R$ 2 milhões em propina para pagar despesas com sua defesa no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. A denúncia motivou o afastamento do senador pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Esta semana, a Corte Suprema adiou o julgamento do pedido de prisão preventiva do senador, apresentado pela Procuradoria-Geral da República. Ainda não há data para a retomada do julgamento.

 

Da Agência Brasil

Carille não vê final contra o Grêmio, mas avisa: “Será uma prova mental”

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(Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

O técnico Fábio Carille não acredita que o duelo deste domingo, às 16h (de Brasília), contra o Grêmio, na arena do rival, será uma espécie de final de campeonato. Minimizando o impacto que o resultado terá na campanha de ambas equipes no Brasileiro, o treinador do líder da competição reconheceu apenas que a possibilidade de encarar um time grande, atual vice-líder, na casa do adversário, será um bom teste para o seu elenco.

“Não é uma final, porque não vai decidir quem vai ser o campeão, mas é um jogo muito decisivo, assim como a gente trata todos, como foi contra o Bahia, Vitória, Atlético-GO… Enfim, desde o começo do ano tratamos cada jogo como uma decisão e domingo temos mais uma”, avaliou Carille, na expectativa para saber como sua equipe irá reagir à presença dos quase 60 mil gremistas que estarão no estádio.

“Traria uma confirmação de como está sendo o ano, jogar pressionado vai ser a primeira vez mesmo no ano, com estádio totalmente lotado. Os clássicos a maioria foi em casa, tivemos um no Morumbi que estava realmente cheio. Vai ser uma prova mental”, observou o comandante, que espera frieza dos seus comandados para lidar com a situação adversa.

“O futebol se ganha com a cabeça, com inteligência, tem de pensar para fazer as ações em campo e estou ansioso para ver como o time vai reagir a essa ideia de jogo. Acima de tudo, estou muito confiante em fazer um grande jogo”, disse ele, esperando um Grêmio bastante respeitoso nos minutos iniciais. Nas entrelinhas, deixou claro que um empate não seria um mau resultado.

“Jogo estudado no começo, pode ter certeza, muita determinação. Nunca ganhamos lá, mas já empatamos (risos). Isso não é ruim, essa é a verdade, mas vamos fazer um grande jogo e buscar a vitória”, afirmou o comandante. Mesmo crítico às três últimas atuações, ele ainda fez questão de elogiar a capacidade de melhora da equipe.

“Temos que trabalhar para sempre melhorar, e mesmo não jogando bem vencendo. Quando começar a jogar melhor, vamos estar mais perto da vitória ainda. É um grupo consciente do que está acontecendo, precisamos ficar mais com a bola nos pés, e esse é o trabalho daqui para frente”, concluiu.

 

Tomás Rosolino
Da Gazeta Esportiva- São Paulo, SP

Polícia já prendeu 144 suspeitos de tráfico na Cracolândia

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São Paulo – Usuários de drogas deixam Praça Princesa Isabel e voltam para a Avenida Cleveland e Rua Helvétia (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Desde a operação policial do dia 21 de maio na Cracolândia, 144 pessoas foram presas na região central da capital paulista, suspeitas de tráfico de drogas. Segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Barbosa, as detenções, que incluem 13 adolescentes, são o resultado do aumento do policiamento na área.

O próprio deslocamento da aglomeração de usuários pode, de acordo com o secretário, ser um indicativo dos resultados da polícia. “Se qualquer organização criminosa está vendo a necessidade de mudar de um lugar para o outro, o que eu estou vendo é eficiência da polícia”, disse.

Os usuários de drogas que estavam concentrados na Praça Princesa Isabel foram, na noite da última quarta-feira (21), para a esquina da Rua Helvetia, próximo à Estação Julio Prestes. A nova mudança da principal aglomeração da Cracolândia ocorre exatamente um mês após a operação policial que destruiu as barracas improvisadas do chamado fluxo e prendeu pessoas acusadas de tráfico. O local atual é quase o mesmo do ponto à época da ação.

As pessoas ouvidas no local pela reportagem da Agência Brasil confirmaram que foram orientadas pelo tráfico a mudarem de lugar. O processo foi acompanhado à distância por policiais militares. “Ficaram fazendo a nossa segurança”, ironizou Antonio, um dos consumidores de crack. O novo ponto é considerado melhor, por grande parte dos usuários, que reclamavam da lama na Praça Princesa Isabel e da distância dos serviços de atendimento que oferecem água e banheiros.

Para o secretário Mágino, não havia necessidade de interferência da polícia na movimentação. “A migração de usuários de um lugar para outro é uma coisa que você não consegue impedir. Você estaria cerceando o direito de ir e vir. É uma situação delicada e cabe a nós, Poder Público, monitorar essa situação”, disse.

Em maio, logo após a operação policial, houve uma dispersão da população da Cracolândia pela cidade. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) contabilizou, uma semana depois, 22 pontos de concentração dessa população na região central. Porém, ao longo dos dias, a Praça Princesa Isabel se consolidou como maior aglomeração. Há menos de duas semanas, no dia 11 de junho, foi feita outra operação, dessa vez na própria praça, que destruiu as barracas improvisadas e prendeu dois homens acusados de tráfico de drogas.

Na ocasião a prefeitura estava instalando um novo conjunto de contêineres para atendimento dos usuários próximo à praça. O equipamento que oferece chuveiro e acomodações para pernoite enfrentava resistência dos moradores e comerciantes. Foi firmado com acordo para que os alojamentos viessem acompanhados de um aumento do patrulhamento da GCM e fosse provisório, por apenas 120 dias. “Eles queriam implantar na raça. Fizemos um acordo por questão de segurança dos moradores”, lembrou o presidente da Associação dos Moradores e Comerciantes dos Campos Elíseos, Iézio Silva

Um equipamento semelhante foi colocado próximo à Estação da Luz, na Rua dos Gusmões. O plano da administração municipal é oferecer um total de 280 vagas emergenciais na região da Luz, além de disponibilizar 60 leitos de pré-internação em um ambulatório na Praça Princesa Isabel. Em um mês, os serviços municipais contabilizaram 427 internações voluntárias.

 

 

 
Da Agência Brasil