Após dois anos de queda, venda em shoppings cresce 6% no Natal

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Estimativa é que os 773 shoppings brasileiros tenham movimentado R$ 147,5 bilhões durante o ano de 2017, alta de 5% em relação a 2016Arquivo/EBC

As vendas em shoppings centers de todo o país tiveram crescimento nominal (sem considerar a inflação) de 6% neste período do Natal, na comparação com o período ano anterior, segundo levantamento da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) divulgada hoje (26), na capital paulista. O faturamento estimado, que levou em conta o mês de dezembro, foi de R$ 51,2 bilhões.

De acordo com Nabil Sahyoun, presidente da Alshop, a alta de 6% significa inversão da curva de queda, já que, nos últimos dois natais, o setor havia apresentado retração. “A gente pode festejar”, disse Sahyoun. No ano passado, houve queda 3% no Natal. Em 2015, a redução foi de 2%.

“São boas perspectivas com todas as reformas, a taxa de desemprego caindo, as contas inativas do FGTS, que injetaram mais de R$ 44 bilhões, o saque do PIS/Pasep e a taxa Selic em 7%. Estamos tendo um retorno ao emprego, de forma lenta, mas é importante essa recuperação. São todos números importantes para esse inicio de retomada do crescimento”, avaliou Sahyoun.

Faturamento anual

A estimativa é que os 773 shoppings brasileiros tenham movimentado R$ 147,5 bilhões durante o ano de 2017, alta de 5% em relação a 2016. Por segmentos, brinquedos respondem pelo maior crescimento, correspondente a 10%. Em segundo lugar estão óculos, bijuterias e acessórios, com 9,5%. Artigos para animais de estimação ficaram em terceiro lugar, com 7,5%. Eletrodomésticos e celulares tiveram 6% cada um.

A maioria dos pagamentos para as vendas realizadas em shoppings (55%) foi com cartões de débito e crédito. Já 25% utilizaram o próprio cartão ou carnê da loja. Em menor escala, 10% optaram por cheques e 10% pagaram em dinheiro.

Consumidor

A pesquisa do perfil do consumidor aponta que 52% são mulheres e 48%, homens. A frequência é semanal para 48%, quinzenal para 17%, mensal para 14% e ocasional para 19%. Os principais motivos para a visita são comprar (35%), passear (20%), alimentar (15%), usar banco ou caixa eletrônico (12%), usar serviços variados (7%) e ir ao cinema (3%).

A maior parte dos shoppings está localizada na Região Sudeste do país (50,54%). Em seguida estão o Sul (17,51%), o Nordeste (16,79%), Centro-Oeste (9,75%) e Norte (5,42%). Este ano, foram inaugurados 12 novos shoppings no Brasil, menos que os 20 inaugurados no ano passado. Estão em construção 43 shoppings, com previsão de inauguração para os próximos três anos.

 
Da Agência Brasil

São Paulo tenta repor peças de ataque em última semana do ano

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Novo diretor-executivo de futebol, Raí trabalha para anunciar mais reforços neste fim de 2017 (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

A última semana de 2017 reserva possibilidades de contratações ao São Paulo. Após oficializar a permanência do volante Jucilei e da compra do goleiro Jean, o clube do Morumbi espera anunciar reforços, principalmente, para o ataque, setor do time que mais sofreu baixas ao final da temporada.

Após se livrar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o São Paulo dispensou os atacantes Marcinho e Denilson, que estavam emprestados até o fim do ano, e confirmou a saída do centroavante Gilberto, insatisfeito com a reserva de Lucas Pratto. Além deles, Wellington Nem deverá deixar o clube após terminar sua recuperação da cirurgia no joelho direito.

Restaram, portanto, apenas Pratto, Marcos Guilherme, Brenner e Morato no carente sistema ofensivo. O primeiro, aliás, está na mira do River Plate e sua saída obrigaria o Tricolor a aumentar sua busca por reforços no mercado. Os garotos Paulo Boia e Bissoli ainda estão em processo de transição para o profissional e devem começar o ano disputando a Copa São Paulo de Juniores.

Desde o início de dezembro, o diretor-executivo de futebol Raí e o técnico Dorival Júnior trabalham juntos para repor tais peças. O chefe do departamento de futebol tenta a contração de pelo menos dois atacantes que saibam atuar pelas beiradas de campo e de um centroavante para suprir a saída de Gilberto.

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O meia-atacante Gustavo Scarpa é cobiçado por São Paulo, Palmeiras e Corinthians (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Gustavo Scarpa é o principal alvo para a primeira situação. O jogador de 23 anos quer deixar o Fluminense, que topa cedê-lo apenas por empréstimo. O Tricolor paulista tem a concorrência dos rivais Palmeiras e Corinthians, que oficialmente tratam a negociação com complexidade.

Com o caminho praticamente livre no cenário nacional, o São Paulo deve fazer mais uma proposta pelo meia-atacante, na qual poderá envolver a ida de jogadores para a agremiação das Laranjeiras, além de dinheiro. Uma definição é esperada para esta semana, já que Scarpa tem pressa em definir por qual clube jogará em 2018.

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Pouco aproveitado no Benfica, Gabigol quer voltar ao Brasil para recuperar a confiança (Foto: Divulgação/Benfica)

O São Paulo também tenta um acordo de empréstimo por Gabriel Barbosa. Pouco aproveitado por Inter de Milão, clube detentor de seus direitos econômicos, e Benfica, o atacante vê um retorno ao Brasil como oportunidade para recuperar sua confiança abalada na Europa.

Como trunfo, o Tricolor conta com Dorival para trazê-lo. Os dois trabalharam juntos no Santos, entre 2015 e 2016, quando o atleta atingiu o ápice de sua carreira, chegando à Seleção Brasileira, inclusive. A alta pedida salarial, no entanto, dificulta o negócio. Flamengo e Peixe também trabalham para repatriar o jogador de 21 anos.

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Sport faz jogo duro para vender Diego Souza, seu principal jogador (Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife)

A situação mais encaminhada é a de Diego Souza. O clube acertou salários e tempo de contrato com o jogador, que pode servir tanto como meia quanto centroavante. O problema é que a diretoria do Sport faz jogo duro para negociá-lo, a exemplo do que já havia feito com o Palmeiras no meio do ano.

Além do trio de ataque, o São Paulo visa reforçar a sua lateral direita. Com Buffarini fora dos planos e na mira do Boca Juniors, e Dorival Júnior querendo usar Éder Militão como zagueiro em 2018, o clube pode ceder Hudson para o Santos e receber Victor Ferraz em troca.

 

José Victor Ligero
Da Gazeta Esportiva – São Paulo , SP

Campanha para reduzir cesarianas desnecessárias entra na 2ª fase em janeiro

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Quando o parto é normal, mãe e bebê criam uma relação mais próximaMarcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

Com 136 maternidades participantes, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia em janeiro a segunda etapa da Campanha Parto Adequado. A meta é reduzir o número de cesarianas desnecessárias, ou seja, que não tenham indicação clínica e sejam feitas apenas por conveniência das partes envolvidas, podendo, inclusive, causar prejuízos à saúde do bebê. No ano passado, 35 maternidades fizeram parte da primeira fase da campanha.

O projeto é desenvolvido em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement. Sessenta e oito operadoras de planos de saúde manifestaram interesse em apoiar o projeto.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Aguiar, no período de festas de fim de ano, o problema das cesarianas desnecessárias agrava-se um pouco. “Por conta das festas, a tendência é haver uma antecipação da data do parto, e o agendamento em períodos que variam entre uma a duas semanas da data adequada para que o parto fosse realizado.”

Rodrigo Aguiar disse que a antecipação do parto pode causar consequências negativas para a saúde da mãe e, principalmente, do bebê. Entre os problemas mais frequentes, o médico destacou as complicações respiratórias, considerando que o recém-nascido não está com o sistema respiratório amadurecido o suficiente para lidar com o mundo exterior.

Por causa disso, aumenta a incidência de internações em unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatais, o que afasta o bebê da mãe nos primeiros dias de vida. “Só essas duas consequências já são suficientes para a gente desincentivar essa prática”, disse o diretor da ANS.

Quando o parto ocorre de forma natural, há uma série de benefícios para o bebê. Além da relação mais aproximada que já se estabelece com a mãe, Rodrigo Aguiar ressaltou que existe uma indução muito maior ao aleitamento materno. “A mãe produz melhor o leite, e o bebê recebe, aceita e absorve melhor aquele leite”.

A criança nascida de parto normal consegue também se preparar melhor para se adaptar ao mundo externo, com maior amadurecimento do pulmão e contato com as bactérias benéficas da mãe, reduzindo a incidência de doenças infantis, acrescentou o médico. Ele lembrou que há ainda uma recuperação mais rápida do útero e do corpo da mulher.

Dados

Na primeira fase da campanha, denominada fase “piloto”, os hospitais participantes conseguiram evitar a realização de 10 mil cesarianas desnecessárias. O número de partos normais cresceu 76%, ou o equivalente a 16 pontos percentuais, passando de 21%, em 2014, para 37%, em 2016.

Ocorreram avanços também em outros indicadores de saúde, disse Rodrigo Aguiar. Ele citou a redução do número de entradas em UTI neonatal em 14 dos 35 hospitais que participaram da campanha – as internações as passaram de 86 por mil nascidos vivos para 69 por mil nascidos vivos.

Com a adesão de mais maternidades ao projeto, Aguiar espera “resultados bem mais significativos” na segunda fase. Ele informou que, no momento, os hospitais que aderiram à campanha estão passando por uma aprendizagem presencial, em que são treinados para melhor organizar sua estrutura de parto para que eles se deem de forma natural. “Acreditamos que, até o final do ano [de 2018], consiga apresentar os resultados”

 

Da Agência Brasil

Lei traz novas regras para compra de produtos pela internet

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As novas regras sobre o comércio eletrônico foram incluídas na Lei 10.962, de 2004 Arquivo/Agência Brasil

Já está em vigor a Lei 13.543, que traz novas exigências para a disponibilização de informações sobre produtos em sites de comércio eletrônico,. Pela norma, sancionada na semana passada pelo presidente Michel Temer, o preço dos produtos postos à venda nos sites têm de ser colocados à vista, de maneira ostensiva, junto à imagem dos artigos ou descrição dos serviços. Segundo a lei, as fontes devem ser legíveis e não inferiores ao tamanho 12.

A norma inclui essas exigências relativas às vendas online na Lei 10.962, de 2004, que disciplina as formas de afixação de preço de comerciantes e prestadores de serviços. Entre as obrigações gerais de empresas estão a cobrança de valor menor, se houver anúncio de dois preços diferentes, e a necessidade de informar de maneira clara ao consumidor eventuais descontos.

A Lei é um detalhamento do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078, de 1990), que também versa sobre requisitos a serem seguidos pelos vendedores, como a disponibilização de informações corretas e claras quanto aos produtos, incluindo preço e características.

Benefícios

O Ministério da Justiça argumenta que a lei será um importante instrumento para facilitar a busca de informações pelos consumidores nesse tipo de comércio. “Hoje em dia temos dificuldades de conseguir essas informações porque há produtos em sites ou plataformas sem preço. Isso já era vedado pelo Código de Defesa do Consumidor, e essa lei veio para deixar tais obrigações mais claras, garantindo o direito à informação de quem compra”, afirmou a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do ministério, Ana Carolina Caram.

Para a supervisora do Procon de São Paulo, Patrícia Alvares Dias, a Lei é positiva. “Os consumidores estão tendo dificuldade, porque, em sites de comércio eletrônico, em geral, há as características do produto, mas dados sobre o preço não são apresentados com tanto destaque.”

Expansão

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), 25,5 milhões de pessoas fizeram compras pela internet no primeiro semestre deste ano. Apesar do número representativo, a entidade ressalta que as transações são concentradas nos dois principais centros urbanos do país: São Paulo foi responsável por 35,5% das vendas e o Rio de Janeiro, por 27,6%.

De acordo com a consultoria Ebit, o comércio eletrônico no Brasil no primeiro semestre do ano cresceu 7,5% em comparação com o mesmo período no ano anterior, com faturamento total de R$ 21 bilhões.

Reclamações

O consumidor que encontrar uma situação em que o preço do produto não está apresentado de maneira clara e em destaque, ou que a fonte seja menor do que o tamanho 12, deve acionar órgãos de proteção e defesa como os Procons, o Ministério Público e a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça. Os sites que estiverem violando artigos da lei podem ser multadosm, ou até suspensos.

 

 

Da Agência Brasil