Por preparação, Moisés e Dracena devem perder estreia no Paulista

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O técnico Roger Machado deve ter alguns desfalques em seus primeiros compromissos pelo Palmeiras, a começar pelo duelo com o Santo André, pelo Campeonato Paulista, no dia 18 de janeiro. O zagueiro Edu Dracena e o meio-campista Moisés farão uma pré-temporada estendida e tendem a ficar fora dos jogos iniciais da temporada de 2018.

Aos 36 anos de idade, Dracena precisará de aproximadamente mais três semanas de pré-temporada. O departamento médico palmeirense quer repetir a estratégia utilizada na preparação para o ano de 2017, que permitiu ao veterano defensor participar de 48 jogos.

Moisés, por sua vez, sofreu grave lesão no joelho esquerdo em fevereiro do ano passado e, após passar por procedimento cirúrgico, voltou a disputar uma partida oficial apenas em agosto. O meio-campista de 29 anos deve ficar mais duas semanas em pré-temporada.

Edu Dracena e Moisés, com cuidados especiais para minimizar o risco de lesões em 2018, estão praticamente vetados para a estreia do Palmeiras no Campeonato Paulista. Às 19h30 (de Brasília) da próxima quinta-feira, o time alviverde encara o Santo André, no Palestra Itália.

O versátil Jean, que na quarta-feira passou por atroscopia no joelho direito, é mais um desfalque para a estreia no torneio estadual, já que precisa de oito semanas para retomar as atividades. O atleta ainda passará por um novo procedimento (não cirúrgico) no domingo.

De acordo com a respectiva situação física, os atletas palmeirenses foram divididos em três grupos no começo da temporada. O meia venezuelano Alejandro Guerra o centroavante colombiano Miguel Borja também recebem atenção especial por parte do departamento médico.

O elenco comandado pelo técnico Roger Machado trabalhou no gramado da Academia de Futebol durante a tarde desta quinta-feira, após uma forte chuva na região do centro de treinamento. Edu Dracena e Moisés não participaram das atividades realizadas em campo.

 
Bruno Ceccon
Da Gazeta Esportiva- São Paulo , SP

Seguro-desemprego é reajustado em 2,07%; parcela mais alta sobe para R$ 1.677

A partir de hoje (11), os trabalhadores demitidos há até cinco meses e que ganhavam mais de um salário mínimo receberão mais dinheiro do seguro-desemprego. O valor do benefício superior ao mínimo foi reajustado em 2,07%, equivalente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano passado.

Com o aumento, o teto mensal do benefício subirá de R$ 1.643,72 para R$ 1.677,74, diferença de R$ 34,02. O piso do seguro-desemprego equivale a um salário mínimo, que passou de R$ 937 para R$ 954 em 1º de janeiro, alta de 1,81%.

Para quem recebia mais que o mínimo, o valor do seguro-desemprego é calculado com base em três faixas salariais. O segurado demitido que ganhava até R$ 1.480,25 recebe 80% do salário médio limitado ao salário mínimo. De 1.480,26 a R$ 2.467,33, o valor equivale a R$ 1.184,20 mais 50% do que exceder R$ 1.480,25. Quem ganhava mais que R$ 2.467,33 recebe o teto de R$ 1.677,74.

Pago aos trabalhadores dispensados sem justa causa com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o seguro-desemprego é calculado sobre a média do salário dos três meses anteriores à demissão. Se o empregado tiver sido demitido antes desse período, o benefício é definido com base na média de dois meses ou um mês.

O pagamento é limitado a três, quatro ou cinco parcelas, dependendo do período trabalhado antes da demissão.
Da Agência Brasil

Juiz federal suspende medida provisória que permite privatização da Eletrobras

O juiz Carlos Kitner, da 6ª Vara Federal de Recife, concedeu hoje (11) uma liminar (decisão provisória) para suspender o Artigo 3º da Medida Provisória (MP) 814, editada em 29 dezembro de 2017, que retirava de uma das leis do setor elétrico a proibição de privatização da Eletrobras e de suas subsidiárias.

A ação popular foi aberta na terça-feira (9) pelo advogado Antônio Accioly Campos. Ele questionou a revogação, pela MP, do Artigo 31 da Lei 10.848/2014, que excluía a Eletrobras e suas controladas (Furnas, Companhia Hidroelétrica do São Francisco, Eletronorte, Eletrosul e a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica) do Programa Nacional de Desestatização.

Na decisão, Kitner afirma que o governo federal não justificou a urgência de editar uma MP “no apagar das luzes” do ano passado “para alterar de forma substancial a configuração do setor elétrico nacional”.

Segundo o juiz, apesar de haver estudos sérios que atestam o crescente endividamento das empresas públicas do setor elétrico, as leis sobre o setor não poderiam ser modificadas sem a “imprescindível” participação do Congresso Nacional nas deliberações sobre o tema.

“Lado outro, a estratégia de governo federal de se valer do recesso do Parlamento e das principais instituições públicas envolvidas, para editar uma medida provisória, por si só, está a indicar que há risco iminente de alienação à iniciativa privada das estatais do setor elétrico, sem o devido respeito às regras constitucionais de edição de leis ordinárias, caso não intervenha o Poder Judiciário”, escreveu o juiz.

Ele determinou que uma outra ação sobre o mesmo assunto, aberta pelo deputado Danilo Cabral (PSB-PE), mas distribuída para outra Vara Federal, seja alvo da mesma decisão, por prevenção.

Pernambuco abriga a sede da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), uma das principais subsidiárias da Eletrobras. Ao menos desde os governos de Eduardo Campos (2006-2014), irmão do advogado Antônio Campos, a empresa tem a ocupação de seus cargos influenciada pelo PSB.

Procurada, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que vai recorrer da decisão.

MME rebate

Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) disse que encaminhará à Justiça manifestação legal sobre o assunto e que confia na derrubada da liminar.

O minsitério rebateu os argumentos do juiz, afirmando que, em sua exposição de motivos ao Congresso, o governo explicitou que a MP 814 não tinha o objetivo de antecipar “discussões de mérito relacionadas ao tema”, que ainda serão alvo de projeto de lei.

“O MME reitera que o detalhamento que será encaminhado ao Congresso Nacional reconhece que a União, como controladora majoritária, não tem a condição de prover os recursos de que a empresa necessita para preservá-la como uma corporação brasileira, conciliando competitividade, valorização da empresa e desoneração dos contribuintes, evitando o desperdício de recursos públicos escassos no pagamento de ineficiências, e beneficiando os consumidores pela promoção e inovação no setor elétrico”, diz a nota.

O texto foi atualizado às 15h53, para corrigir informação: o número da MP é 814, e não 817
Às 16h02, foi feita nova atualização para incluir a posição do Ministério de Minas e Energia

 
Da Agência Brasil