Preços de produtos e serviços consumidos no verão caem 1,35%

pra-1101990-rj__82t8304

Produtos e serviços mais consumidos no verão registraram queda nos preços, segundo a FGV Tomaz Silva/Agência Brasil

Os preços dos produtos e serviços mais consumidos no verão caíram 1,35% entre janeiro e dezembro de 2017. No mesmo período, o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Getulio Vargas (IPC-FGV) subiu 3,23%. O economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV e coordenador do IPC, André Braz, explicou que a queda nesses preços foi influenciada pelos alimentos in natura, que mostraram retração substantiva, em especial frutas (-15,59%). “Isso favoreceu muito essa inflação um pouco mais baixa”, comentou.

Além disso, alguns serviços que são muito demandados nesta época não subiram tanto. “Até comer fora de casa está com uma inflação relativamente mais baixa do que se via no verão passado. Isso tem a ver um pouco com o comportamento dos alimentos e insumos para a preparação dos pratos e, também, com a recessão, o desemprego que ela trouxe e o impacto que causou no orçamento das famílias”.

De acordo com a pesquisa, cervejas e refrigerantes e água subiram, respectivamente, 2,28% e 1,39%, mas ficaram abaixo da inflação do período. Os maiores aumentos foram observados em excursão e tour (6,47%), cafezinho (6,53%), sucos de frutas fora de casa (5,69%), bebidas de soja (5,40%) e chopes (5,11%). Em contrapartida, caíram os preços de passagens aéreas (9,56%), protetores solares (6,15%) e hotéis (4,21%).

Em relação ao aumento do cafezinho, André Braz lembrou que o preço sofre a influência da sazonalidade do produto, cuja oferta diminui de dois em dois anos, com a época da florada. Além disso, o preço da bebida é inflado pela energia elétrica, cuja tarifa subiu no ano passado mais de 9%, ou pelo botijão de gás, que também se elevou em torno de 10%. A isso se somam o valor dos aluguéis e os salários dos funcionários. “Toda essa estrutura de custos, associada a um ano de menor oferta de café, dá espaço para esse aumento”.

André Braz alertou que quem for à praia ou passear para curtir um dia ensolarado pode encontrar preços diferenciados, uma vez que o levantamento fez a leitura dos últimos 12 meses, mas nada impede que ao longo do verão haja um aumento sazonal de preço. “Aquele aumento que sobe porque a gente está vendo mais pessoas no parque ou na praia e depois ele volta à normalidade”, explicou.

Lazer

A alta de preços no auge do verão está relacionada ao lazer, que incentiva elevações de última hora, explicou o economista do Ibre. A água de coco, por exemplo, é um dos itens que costumam subir bastante de preço na estação do verão. Segundo Braz, é preciso pensar que o preço da água embute o serviço que está por trás do produto.

“Quando a gente está na praia é um mega conforto tomar um coco gelado. Mas ele precisou de gelo para estar naquela temperatura mais agradável, precisou que alguém o transportasse até ali. Então, é mais o serviço do que propriamente o valor da água que encarece o produto nesta época do ano”. Tudo fica mais caro no verão porque todo mundo está procurando esse produto ou serviço, indicou.

A sugestão dada pelo economista é que cada amigo leve um item de consumo para a praia para reduzir o gasto e divida com os demais integrantes do grupo. É uma saída para não gastar muito. “E quando você reduz o consumo na praia, estimula o comércio a se ajustar a um preço mais favorável ao consumidor. Aí, todo mundo fica feliz. A resposta quem tem que dar é o consumidor”, disse.

Eletrodomésticos

A pesquisa revela ainda aumento discreto de eletrodomésticos muito usados na época do verão. Entre eles, ventilador e circulador de ar (0,68%), ar-condicionado (1,67%) e geladeira e freezer (1,74%), abaixo da inflação de 3,23% medida pelo IPC-FGV. André Braz acentuou que, se a compra desses itens for à vista, o desconto pode tornar o produto ainda mais barato.

 
Da Agência Brasil

Governo muda regras para empréstimo a agricultores familiares

agricultura_familiar

Novas regras ampliam limites de renda e patrimônio exigidos do agricultor familiar para acesso às linhas de crédito Antonio Cruz/Arquivo/Agência Brasil

O governo federal editou, nesta semana, decreto mudando as regras do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). As alterações ampliaram os limites de renda e patrimônio exigidos para acesso às linhas de financiamento.

Para agricultores inscritos no Cadastro Único dos programas sociais, a exigência de renda máxima saiu de R$ 9 mil para R$ 20 mil, enquanto a de patrimônio foi de R$ 30 mil para R$ 40 mil.

Na faixa intermediária, os ganhos máximos permitidos passaram de R$ 30 mil para R$ 40 mil. Para esses produtores, o patrimônio deixou de ser R$ 60 mil e passou para R$ 80 mil. Foi criada uma nova linha para famílias com renda de até R$ 216 mil e patrimônio de até R$ 500 mil. Para todos os casos, o valor máximo a ser financiado é R$ 140 mil. O produtor deve comprovar experiência de pelo menos cinco anos no campo para ter acesso ao financiamento.

Segundo a subsecretária de Reordenamento Agrário da Secretaria Especial de Agricultura e Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), Raquel Santori, a atualização foi motivada pela defasagem dos tetos, uma vez que estes haviam sido reajustados pela última vez há cinco anos.

Como não houve recomposição, os financiamentos do programa se tornaram insuficientes para a aquisição de imóveis. Em razão disso, o PNCF beneficiou apenas 985 famílias em 2016, segundo dados da Sead. No ano passado, o número foi mais reduzido: 289. Essa baixa deveu-se ao encerramento dos acordos com bancos que oferecem os empréstimos. Com as novas regras, a secretaria espera chegar em 2018 a 2 mil famílias.

PNCF

O Programa Nacional de Crédito Fundiário envolve a gestão de empréstimos com recursos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária. As verbas podem ser utilizadas para a compra de imóveis rurais ou de infraestrutura voltada à produção agrícola. As taxas de juros variam de 0,5% a 2% ao ano.

Ao longo da existência do PNCF, foram beneficiadas agricultores de 2.300 municípios de 21 estados. Já foram disponibilizados R$ 3,4 bilhões para aquisição de terras e R$ 600 milhões para investimentos. O saldo disponível do Fundo está em R$ 730 milhões.

Mais recursos

Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), as novas regras representam um avanço por ampliar o escopo do financiamento, mas ainda há problemas. Um deles é o fato de o valor máximo do empréstimo ainda ser baixo para algumas regiões, como Sul e Sudeste.

Outra questão é o montante aportado pelo Executivo no Fundo de Terras. “O governo não está colocando recurso dentro do programa, e isso é preocupante. O fundo [de Terras]tem hoje mais de R$ 700 milhões, sendo apenas R$ 8 milhões de verba federal. É muito pouco. E ainda não há nada para infraestrutura ou habitação”, afirma o secretário de Política Agrária da Contag, Elias Borges.

O dirigente sindical considera um desafio o trâmite dos processos, que em alguns casos chega a levar até dois anos até a liberação do empréstimo. Isso dificulta a efetivação das negociações, como a compra de imóveis. “O que se promete na nova modalidade é agilizar o trâmite do processo. A gente entende que isso é importante”, acrescenta Borges.

 
Da Agência Brasil

Cenário nas bacias do Sistema Cantareira é preocupante, diz consórcio

reservatecnica_site

Volume de chuvas e vazão dos rios que desembocam no Sistema Cantareira compõem cenário semelhante ao de 2013, ano anterior à crise hídrica, diz o Consórcio PCJ, em balanço divulgado nesta semana Divulgação/Sabesp

O volume de chuvas nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) e a vazão dos rios que desembocam no Sistema Cantareira, um dos maiores complexos de abastecimento d’água de São Paulo, compõem atualmente um cenário muito semelhante ao de 2013, ano anterior à crise hídrica no estado. O dado, considerado preocupante, foi divulgado nesta semana pelo Consórcio PCJ, em balanço que compilou dados meteorológicos do ano passado e os comparou aos de anos anteriores.

Parte do terceiro parque industrial do Brasil, a Bacia PCJ tem uma importância muito grande, diz o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Carlos Castro Lahóz. “E é das nascentes do Rio Piracicaba que se promove o abastecimento de cerca de 50% da região metropolitana de São Paulo”, acrescentou Lahóz. O Consórcio PCJ, primeiro organismo de bacias, criado em 1989, para gerenciamento dos recursos hídricos, participa do Conselho Nacional de Recursos Hídricos.

Em entrevista à Agência Brasil, Lahóz informou que as bacias do PCJ contribuem para o abastecimento de água de cerca de 14 milhões de pessoas, das quais 5,5 milhões vivem em 76 municípios na região onde estão as bacias (entre eles, moradores das cidades de Campinas e Piracicaba] e 9 milhões da região metropolitana de São Paulo e que dependem do Sistema Cantareira.

O volume de armazenamento de água no Cantareira, destacou Lahóz, está muito próximo hoje do de 2013, ano anterior ao da crise. “Quando adentramos de 2013 a 2014, o Sistema Cantareira estava com 30% de sua capacidade. De 2017 para 2018, estamos com aproximadamente 40%. Pelo acumulado de precipitações abaixo da média histórica e pelo acumulado da falta de reposição do lençol freático, temos uma situação hoje, no Sistema Cantareira, de 43% [de volume de armazenamento]m quando o desejado seria que ele estivesse acima de 70%.”

Com esse volume, o Cantareira se encontra hoje na faixa 2, de atenção para desabastecimento. “A próxima faixa é a 3, de alerta. E estamos muito mais próximos da de alerta que da normal”, disse Lahoz.

Segundo o relatório do consórcio, caso as chuvas deste início de ano não ocorram de forma consistente, as chances de disponibilidade de água e de que a população encontre dificuldades para o abastecimento, são grandes, principalmente porque é esperada para este ano mais uma ocorrência do fenômeno La Niña, o que pode significar fortes secas na Região Sudeste.

O problema é que, desde 2012, as chuvas estão ocorrendo abaixo das médias históricas. Além disso, os lençóis freáticos ainda não se recuperaram da escassez dos últimos anos. “Entre 2015 e 2016, as chuvas foram de grande intensidade e de curta duração [o que aumentou a média histórica anual de precipitações, mas o subsolo não consegue absorver essa água], e o lençol freático não foi carregado suficientemente. Em 2014, perdemos aproximadamente 75% das nossas nascentes, que garantem os cursos de água. E não conseguimos recuperar essa perda”, afirmou o secretário executivo do Consórcio PCJ.

“O que nos aflige é que teremos talvez 40% das nascentes [este ano]. Descemos em uma linear muito baixa, e a reação não foi a contento. O que aconteceu? Em 2016, novamente as precipitações decresceram. E, em 2017, chegaram a reduções próximas de 15% da média histórica. E adentramos o ano de 2018 com lençol freático ainda não preparado para qualquer fenômeno que venha a ocorrer. Se as chuvas fossem de média histórica, em cinco anos, se recuperariam [os lençóis]”, explicou.

Lahoz destacou ainda que o Sudeste é uma região de grande impermeabilização do solo, o que traz ainda mais dificuldades para o carregamento do lençol freático.

Chuvas abaixo da média

As precipitações nas bacias PCJ estão ocorrendo abaixo da média, que é de 1.500 milímetros. Desde 2012, alertou Lahoz, está havendo uma tendência de chuvas menos volumosas na região. O menor índice foi registrado em 2014, no ápice da crise hídrica, com 874 milímetros (mm). Em 2015, houve uma recuperação, quando choveu 1.283 mm. Mas, em 2017, voltou a escassez de chuvas nas bacias PCJ, com volume na ordem de 1.306 mm. Apesar de ser um mês chuvoso, nos 10 primeiros dias de janeiro deste ano choveu, em média, apenas 30% do que era esperado para o mês, lembrou o secretário executivo do Consórcio PCJ.

Na região das cabeceiras das bacias do PCJ – onde estão os reservatórios e o Sistema Cantareira – choveu acima da média nos anos de 2015 e 2016, mas a região voltou a apresentar volumes abaixo das médias históricas no ano passado, com 1.259mm, quando o volume esperado era de 1.300 mm. Segundo o relatório do consórcio, a diminuição das chuvas pode ser sentida no volume de água que chega aos reservatórios do Cantareira: em 2017, as vazões de afluência somaram 273,74 milímetros cúbicos por segundo (m³/s), abaixo dos 310,01 m³/s verificados em 2013, antes da pior crise hídrica da série histórica.

“Os eventos climáticos extremos que verificamos nos últimos anos, somados à possibilidade de ocorrência de um La Niña, causam muita atenção, especialmente porque os cenários de 2013 estão se repetindo e com tendência de queda nos volumes de chuva. Também é preocupante o comportamento do consumo de água, que, nos últimos dois anos, voltou a aumentar, depois de ter diminuído e se mantido estável por causa da crise hídrica”, disse José Cezar Saad, coordenador de projetos do Consórcio PCJ e responsável pelo Programa de Monitoramento das Águas.

Alerta

O alerta feito no relatório, destacou Lahóz, não é apenas para as bacias PCJ, mas para toda a Região Sudeste. “Não fazemos este alerta com foco nas bacias PCJ. Fizemos todos esses estudos pensando na Região Sudeste e no Brasil, porque todo esse comportamento que avaliamos para o PCJ se encaixa perfeitamente na Região Sudeste brasileira. Não se consegue fazer uma análise climática com a bacia hidrográfica de 15,4 mil quilômetros quadrados. Fenômenos como El Niño e La Niña ocorrem em uma proporção de área muito maior que essa e envolve oceanos e continentes. Então, quando se faz essa análise, não se faz em uma bacia hidrográfica, mas para uma região ”, disse.

Segundo Lahoz, o mesmo estudo foi feito em 2013, quando o consórcio enviou um ofício para diversos órgãos alertando sobre a possibilidade de crise no abastecimento para a Região Sudeste. “Fizemos um ofício em dezembro de 2013, após uma análise igual a essa, e encaminhamos para a Agência Nacional de Águas (ANA), para o Departamento de Águas e Energia Elétrica, para os governos de São Paulo e de Minas Gerais e para a União, antevendo a crise de 2014, baseado em estudos semelhantes. Na época, não falávamos em crise para o PCJ, mas para a Região Sudeste. E a crise aconteceu na Região Sudeste”, lembrou. “Uma vez avisamos que isso ia acontecer. E aconteceu. Agora, estamos analisando os dados e verificando que [o problema]poderá se repetir. E temos obrigação de avisar.”

Esse cenário de crise, ressaltou, já não pode ser evitado. “Evitar não; amenizar, sim. Uma coisa é o que aconteceu em 2013. Nós, do consórcio, fizemos o alerta [na época]. Agora já se passaram três meses e eram três meses em que a comunidade já deveria estar economizando e reduzindo o consumo”, disse.

Para amenizar uma possível crise hídrica este ano, o consórcio recomenda que as pessoas façam uso suficiente de água, sem exageros, reduzindo o tempo de banho e evitando lavar veículos e pátios. E que as empresas responsáveis pelo abastecimento revisem seus sistemas e evitem o desperdício e melhorem o armazenamento de água. O consórcio recomenda também a construção de reservatórios municipais e de bacias de retenção em áreas rurais e piscinões ecológicos em regiões urbanas, além de campanhas de sensibilização sobre o consumo racional de água, a busca por fontes alternativas, o combate às perdas hídricas no abastecimento e a proteção de nascentes e de matas ciliares.

Lahóz sugeriu ainda 1que as prefeituras comecem a pensar em cobrar dos empreendimentos imobiliários a construção de adutoras ou de recursos financeiros para cobrir os passivos que esse problema provoca. Isso ajudaria a evitar, segundo ele, a dependência da chuva como solução para a crise hídrica. “Estamos tão dependentes do clima porque existe uma burocracia muito grande no país.”

Ele defendeu também a construção de mais reservatórios para reter a água das chuvas e propôs a cobrança de uma taxa de consumo para momentos de crise. “Estamos propondo que as agências de regulação, juntamente com o sistema de gerenciamento de recursos hídricos, promova uma grande discussão para que a gente use as mesmas metodologias que o sistema elétrico utiliza. O sistema elétrico trabalha com o bolso, com recursos financeiros. Quando os rios não podem mais gerar energia pela matriz elétrica, as termelétricas entram em funcionamento, e as tarifas ficam mais altas. Esse tipo de dispositivo não existe ainda no abastecimento público. Mas ele precisa existir”, disse.

Lahoz ressaltou que a discussão sobre a criação de uma tarifa de crise deve ser levantada no Fórum Mundial da Água, marcado para março, em Brasília. “Vamos ter um stand no Fórum Mundial da Água, onde haverá vários painéis que envolvem a reflexão das práticas do setor elétrico. Temos que, pelo bolso, pelo valor financeiro – e a água tem um valor econômico, sim – atribuir valor econômico à água da mesma maneira que o setor elétrico atribui à energia elétrica.”

Lahoz disse que, se as agências de regulação começarem a cobrar uma tarifa para épocas de crise, a população sentirá o efeito da necessidade de reduzir o consumo da água pelo bolso. “Se a água não tiver valor econômico, as pessoas vão continuar achando que a água cai do céu.”

Sistema Cantareira

O Sistema Cantareira é composto por seis represas, que, juntas, armazenam quase 1 trilhão de litros de água. Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o Cantareira é o maior sistema produtor da região metropolitana de São Paulo.

As seis represas que compõem o sistema são as de Jaguari, Jacareí, Cachoeira e Atibainha, localizadas na Bacia Hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí,e as represas Paiva Castro e Águas Claros, da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê.

Outro lado

Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos negou a possibilidade de problemas no abastecimento este ano. “As condições dos mananciais estão dentro do esperado para esta época do ano. Na Região Sudeste do Brasil, o período chuvoso fica concentrado entre os meses de outubro e março, quando o volume das represas tende a subir gradativamente, especialmente de janeiro a março.”

Segundo a secretaria, a Sabesp tem hoje um sistema de abastecimento mais robusto, “com mais interligações e maior capacidade de tratamento de água do que antes da crise hídrica”.

“Este ano entrarão em funcionamento o novo Sistema Produtor São Lourenço e a Interligação Jaguari-Atibainha, que trarão mais 11,4 m3/s para a Grande São Paulo. Além disso, o perfil de consumo da população também mudou após a crise hídrica e está abaixo do padrão de consumo anterior. Assim, a produção de água nos principais sistemas atualmente é 15% menor do que em 2013, ou seja, há menos consumo por parte dos clientes e menor retirada por parte da Sabesp”, diz a nota da secretaria.

Já a Sabesp informou que “não existe, nesse momento, razão para preocupação”. A Sabesp cita o novo sistema produtor São Lourenço e a interligação Jaguari-Atibainha e fala também na mudança de cultura da população. “Há também que se festejar a mudança do padrão de consumo da população da região metropolitana de São Paulo, atualmente em média 15% menor do que antes da crise hídrica. Esses fatores, ligados ao fato de que estamos em pleno período chuvoso, com tendência de enchimento das represas, dão tranquilidade à população”, diz a companhia, por meio de nota.

 

 
Da Agência Brasil

Corinthians está na terceira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Nesta sexta-feira os comandados do técnico Dyego Coelho entraram em campo na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, e confirmaram o favoritismo em relação ao Sport, superando o Rubro-Negro pernambucano nos pênaltis por 4 a 1, após empate no tempo regulamentar em 1 a 1.

cori-copaspcorinthiansceliomessiasgp

Foto: Célio Messias / Gazeta Press

O duelo desta sexta também foi praticamente uma reedição da final da Copa do Brasil Sub-17 de 2016, já que muitos dos atletas que fazem parte dos dois elencos estavam nos grupos que disputaram o título há mais de um ano. Na ocasião, a taça acabou sendo erguida pelo Corinthians.

Agora, o Corinthians aguarda o resultado do confronto entre São Carlos e Ferroviária, que começou às 19h (de Brasília), para descobrir quem será seu adversário na terceira fase da competição. Atual campeão da Copinha, o Corinthians também é o clube que possui mais títulos na história do torneio (10). Apenas nos últimos seis anos, foram cinco finais e três títulos.

O jogo – Ao contrário do confronto com a Ferroviária, o Corinthians esteve em um dia muito melhor nesta sexta-feira. Cometendo menos erros e conseguindo sair para o ataque com mais naturalidade, o time comandado pelo técnico Dyego Coelho não demorou muito para assustar os adversários. Logo aos nove minutos, Rafael Bilu fez jogada individual pela direita, passando por dois marcadores e fazendo o cruzamento rasteiro, mas o goleiro Everton estava ligado para interceptar o passe e ficar com a bola

Apesar da resistência do Sport, o Corinthians logo abriu o placar. Aos 13 minutos, em cobrança de falta, Fabrício Oya, o camisa 10 alvinegro, bateu no canto oposto da barreira, surpreendendo o goleiro rubro-negro, que apenas acompanhou a bola entrar e estufar as redes na Arena Fonte Luminosa.

corr-copaspcorinthiansceliomessiasgp2

Foto: Célio Messias / Gazeta Press

Cinco minutos depois, o Corinthians esteve muito próximo do segundo gol. O lateral-direito Samuel experimentou de fora da área e mandou no ângulo direito de Everton, que voou para fazer a defesa com a ponta dos dedos e mandar para a linha de fundo. A partir daí o Timãozinho desacelerou, passando a administrar a posse de bola e se assegurar de ir para o intervalo com a vantagem no marcador.

No segundo tempo o Corinthians continuou ligado e quase chegou ao segundo gol aos oito minutos, novamente em cobrança de falta. Desta vez, Fabrício Oya decidiu cobrar por cima da barreira e carimbou a trave direita do goleiro Everton, que ainda se jogou para tentar fazer a defesa, mas não alcançou a bola. Posteriormente, aos 14 minutos, foi a vez do Sport assustar e carimbar o travessão com Robinho, que recebeu na entrada da área, ajeitou o corpo e bateu firme para deixar o grito de gol entalado na garganta dos rubro-negros.

Com o passar do tempo, o Corinthians foi recuando e chamando o Sport para o campo de ataque. Com isso, ao invés de contra-atacar, o time paulista se deu mal e acabou sofrendo o empate após o árbitro marcar pênalti do zagueiro João, que bateu com o braço na bola dentro da área. Capitão do Leão, João Erick partiu para a cobrança e não desperdiçou, batendo firme no canto esquerdo de Diego e deixando tudo igual em Araraquara.

O Sport ganhou confiança com o gol e seguiu pressionando o Corinthians nos minutos finais. Somente quando foi se aproximando do fim do jogo que a equipe pernambucana preferiu não se arriscar. O Corinthians, por sua vez, passou os últimos instantes da partida tentando encontrar um espaço para chegar ao tão sonhado gol da classificação, porém, não conseguiu evitar os pênaltis.

Pênaltis

Nas cobranças de pênalti prevaleceu a tranquilidade dos garotos do Corinthians, que acertaram todas as cobranças, a maioria batendo no lado oposto do goleiro, para vencer por 4 a 1. Fabrício Oya, Ramonzinho, Samuel e Guilherme foram os corintianos que marcaram. Pelo lado do Sport, João Erick, autor do gol rubro-negro no tempo regulamentar, e o zagueiro Chico foram os atletas que desperdiçaram suas cobranças.

 

Gazeta Esportiva