Confira os últimos resultados dos jogos do Paulistão 2018

Da Redação

Veja os últimos resultados dos jogos do Campeonato Paulista das Série A1 e A2

Sábado 27 de Janeiro de 2018

Paulista A1
4º Rodada

17h00-Corinthians-SP 2 X 1 São Paulo-Pacaembu

19h00-Novorizontino-SP 1 X 0 São Caetano-Jorge Ismael de Biasi-Novorizontino-SP

Domingo 28 de Janeiro 2018

17h00-Bragantino-SP 0 X 2 Palmeiras-SP-Nabi Abi Chedid Bragantino-SP

17h00-São Bento-SP 0 X 1 (Ponte Preta-SP-Walter Ribeiro- Sorocaba

19h30-Santos-SP 1 X 1 Ituano-Pacaembu

quarta, 24 de janeiro de 2018

Paulista A2
4º Rodada

20:00-Taubaté 1×2 Penapolense-Local: Joaquim de Morais Filho – Taubate

20:00-XV Piracicaba 0×4 OesteLocal: Barão de Serra Negra – Piracicaba

20:00-Inter Limeira 2×1 Portuguesa Desp-Local: Major José Levy Sobrinho – Limeira

20:00-Audax 2×3 Sertãozinho-Local: Pref. José Liberatti – Osasco

Sexta, 26 de janeiro de 2018

19:00 Guarani 3×0 Água Santa-Local: Brinco de Ouro da Princesa – Campinas

Sábado, 27 de janeiro de 2018

16:00-Votuporanguense 2×1 Inter Limeira-Local: Arena Plinio Marin – Votuporanga

16:00-Portuguesa Desp 1×1 XV Piracicaba-Local: Dr. Oswaldo Teixeira Duarte – Sao Paulo

19:00-Oeste 2×0 Taubaté-Local: Arena Barueri – Barueri

19:00-Sertãozinho 2×0 Nacional-Local: Frederico Dalmaso – Sertaozinho

19:00-Batatais 2×3 Rio Claro-Local: Dr. Osvaldo Scatena – Batatais

Domingo, 28 de janeiro de 2018

10:00-Penapolense 1×1 São Bernardo FC-Local: Tenente Carriço – Penapolis

10:00-Juventus 0×1 Audax-Local: Conde Rodolfo Crespi – São Paulo

 

Santos joga mal, mas arranca empate com novo gol de Rodrygo

O Santos jogou mal, mas, nos minutos finais, conseguiu empatar com o Ituano na noite deste domingo, no Pacaembu. O herói foi mais uma vez o atacante Rodrygo, que marcou de cabeça aos 46 minutos.

Com primeiro tempo irreconhecível, o Peixe se viu dominado pelo Ituano e saiu atrás no placar, com gol de Baralhas, aos 17 minutos.

Na segunda etapa, o Peixe melhorou, mas não o suficiente para virar. Algumas chances foram criadas, porém, foi a entrada de Rodrygo que deu novo gás ao time. A joia foi coroada com o gol de empate.

Na quinta rodada, o Santos enfrentará o Palmeiras, em clássico no domingo, às 17h, na arena do rival. O Ituano receberá a Ponte Preta no sábado, às 16h30, no Novelli Junior.

O JOGO

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Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
O Ituano começou melhor, como se estivesse em casa. Aos quatro minutos, Vanderlei já fez grande defesa em chute cruzado de Guilherme. O Santos não conseguia jogar. Lento, o time errava muitos passes e via o Ituano oferecer perigo a cada contra-ataque.

Aos 16 minutos, o Ituano levou perigo em cobrança de falta de Marcelinho. Segundos depois, o Peixe não conseguiu mais resistir. Baralhas arriscou de fora da área, a bola desviou em Robson Bambu e matou Vanderlei.

O Ituano, mais organizado, seguia se defendendo bem e parecia mais perto do segundo gol do que o alvinegro de empatar. A torcida, impaciente, passou a vaiar Victor Ferraz a cada vez que o lateral-direito tocava na bola. Caju, Renato, Vecchio, Copete e Rodrigão também eram nulos em campo.

Aos 40 minutos, o time de Itu quase ampliou com mais uma finalização de fora da área, dessa vez de Marcelinho, para Vanderlei espalmar.

Apenas no fim do primeiro tempo, o Santos acordou. Primeiro, aos 42 minutos, com triangulação entre Vecchio, Caju e Arthur, que terminou com cruzamento cortado. Depois, aos 44, quando Copete arriscou de longe e Vagner espalmou para escanteio.

Nos acréscimos, Caju foi recuar e furou. Marcelinho arrancou, perdeu ângulo, e chutou na rede pelo lado de fora. Na ida para o vestiário do Pacaembu, os jogadores do Santos foram vaiados.

O Santos voltou para o segundo tempo com Jean Mota na vaga de Matheus Jesus e Eduardo Sasha no lugar do Rodrigão. Aos três minutos, os que entraram já criaram boa chance. Cruzamento de Jean e Sasha cabeceou perto da trave esquerda do goleiro Vagner.

Na sequência, Jean Mota criou outras duas boas chances. Primeiro cobrou falta para Bambu cabecear por cima. Depois, levantou na cabeça de Sasha, que exigiu uma grande defesa de Vagner. Em seis minutos, o Peixe criou bem mais do que em todo o primeiro tempo.

Aos 10 minutos, mais uma chance para o alvinegro. Vecchio driblou o marcador e chutou, com a canhota, da entrada da área para mais uma boa defesa de Vagner.

Quando placar marcava 20 minutos, o Ituano quase ampliou. Guilherme arriscou da entrada da área e a bola passou perto da trave esquerda de Vanderlei. O Santos respondeu em finalização de longe de Renato. Vagner espalmou para escanteio.

Aos 24 minutos, o Ituano teve mais uma grande chance. Claudinho, na pequena área, se antecipou a Bambu e chutou para ótima defesa de Vanderlei.

O Santos voltou a criar uma chance aos 30, quando Sasha roubou e lançou Rodrygo. O jovem chutou cruzado, fraco, e a bola saiu para tiro de meta.

Uma situação curiosa ocorreu com Victor Ferraz. O lateral-direito teve um problema no ombro e terminou o jogo com uma proteção, atuando no ataque.

Aos 37 minutos, o Ituano desperdiçou mais uma oportunidade de matar o jogo. Ronaldo saiu cara a cara com Vanderlei, driblou o goleiro e chutou por cima do gol.

E o Ituano foi castigado pelas chances perdidas. Quando tudo caminhava para o empate, brilhou a estrela de Rodrygo. Assim como na vitória contra a Ponte Preta, com gol dele nos acréscimos, o garoto marcou de novo, evitando a derrota no Pacaembu.

FICHA TÉCNICA
Santos 1 x 1 Ituano

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 28 de janeiro de 2018, domingo
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Vinicius Furlan
Assistentes: Herman Brumel Vani e Alex Ang Ribeiro
Público: 13.609
Renda: R$ 330.440,00
Cartões amarelos: SANTOS: Copete e Matheus Jesus; ITUANO: Tony, Claudinho, Juninho e Marcos.
GOL
Santos: Rodrygo, aos 46 do 2T.
Ituano: Baralhas, aos 17 do 1T.

SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Robson Bambu e Caju (Rodrygo); Matheus Jesus (Jean Mota), Renato e Vecchio; Copete, Arthur Gomes e Rodrigão (Eduardo Sasha).
Técnico: Jair Ventura

ITUANO: Vagner, Igor, Ricardo Silva, Léo e Raul; Baralhas (Marcos), Tony e Guilherme; Claudinho (Juninho), Marcelinho (Giba) e Ronaldo.
Técnico: Vinicius Bergantin.

 

Do correspondente Lucas Musetti – Santos, SP

 

Em 4 anos da Lei Anticorrupção, União abre 183 processos e penaliza 30 empresas

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De acordo com a lei, é da competência da Controladoria-Geral da União (CGU) a apuração, o processo e o julgamento dos atos ilícitosIano Andrade/Portal Brasil

No dia 29 de janeiro de 2014, passou a vigorar no Brasil a Lei Anticorrupção. A partir dela, empresas que praticam, por meio de empregados ou representantes, atos ilícitos contra a administração pública nacional ou estrangeira passaram a ser responsabilizadas e mesmo punidas com sanções administrativas. Ao longo desses quatro anos, o governo federal iniciou 183 processos contra empresas. Desses, 153 foram iniciados em 2017. Os inquéritos já resultaram na aplicação de 30 penalidades.

Os órgãos que mais utilizaram a norma para investigar grupos privados foram os ministérios da Fazenda, com processos 62, de Minas e Energia, com 42, e da Saúde, com 34. Em seguida, estão as pastas da Justiça e Cidadania, com 11, Ciência, Tecnologia e Inovação e Comunicações, com nove, Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com oito, e Educação, com seis. No fim da fila, Transportes, Portos e Aviação Civil, com cinco inquéritos, Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, com três, Desenvolvimento Social e Agrário, com dois, e Indústria, Comércio Exterior e Serviços, com um.

De acordo com a lei, também conhecida como Lei da Empresa Limpa, é da competência da Controladoria-Geral da União (CGU) a apuração, o processo e o julgamento dos atos ilícitos. Corregedor-Geral da União, Antônio Carlos Vasconcellos Nóbrega reconhece que o número não é elevado, o que para ele está atrelado sobretudo ao fato de a lei ainda ser recente e também devido ao recorte temporal, pois a regra só vale para atos ilícitos praticados depois de sua entrada em vigor.

Aprimoramento

O corregedor afirmou, contudo, que há “uma tendência de crescimento, como vimos ocorrer em 2017”, ano que registrou 83,6% do total até aqui. “Esse número do governo federal representa que, de fato, a lei pegou e está sendo aplicada. É um trabalho constante e que está sendo aprimorado”, acrescentou. Nesse sentido, o órgão também trabalha na capacitação de servidores que atuam diretamente nos processos.

As empresas responsáveis por atos lesivos ficam submetidas a dois tipos de sanção: multa de até 20% do último faturamento bruto e publicação da decisão em meios de comunicação de grande circulação na área de atuação do grupo, pelo prazo de 30 dias. A publicação deve ser paga pelo infrator. Segundo dados da CGU, corrupção a fim de obter benefício especifico por meio de propina é a situação mais comum. Até agora, foram aplicadas 23 multas pelos órgãos federais, totalizando R$ 12 milhões. Sete empresas tiveram a condenação divulgada publicamente. A lei prevê que os recursos podem ser destinados preferencialmente ao órgão ou entidade lesada.

A Agência Brasil pesquisou, no Cadastro Nacional de Empresas Punidas (CNEP), sobre a aplicação do teto de 20%. No entanto, as informações sobre o faturamento e o processo das empresas são sigilosas. Naquela página, há apenas a informação sobre o tipo de sanção, se multa ou publicização, além do nome da empresa, CNPJ e órgão que a processou.

Cultura empresarial

Em estados e municípios, o total é ainda menor. Foram apenas 14 punições baseadas na Lei Anticorrupção, sendo quatro publicações extraordinárias e 10 multas, no valor de R$ 6 milhões. Em muitos deles, a lei ainda não foi regulamentada para, por exemplo, definir a dosimetria das penas, o que dificulta a aplicação da regra.

Para estimular que isso seja feito, a CGU criou materiais voltados aos demais entes federativos, a exemplo da  cartilha “Sugestões de Decretos para a Regulamentação da Lei Anticorrupção nos Municípios”, disponível na Internet.

A Lei Anticorrupção passou a vigorar em meio ao crescimento de denúncias contra grandes companhias, como a Odebrecht, derivadas da Operação Lava Jato. Nesse contexto, “o próprio setor privado passa a ter mais ciência do prejuízo causado por essa prática”, como seu impacto na concorrência, exemplificou o corregedor.

Compliance

Para Antônio Carlos Vasconcellos, houve crescimento das discussões sobre compliance, expressão que faz referência aos mecanismos internos às empresas para prevenir, detectar e dar respostas em casos de práticas de corrupção. Comunicação periódica ao Conselho de Administração e à Diretoria, elaboração de relatório de riscos regulatórios e de compliance e manutenção de dados atualizados são algumas dessas práticas.

Como reflexo disso, nos últimos anos escritórios de advocacia especializados no tema e empresas que desenvolvem programas de ação cresceram, conforme também diagnostica pesquisa da consultoria KPMG, publicada no ano passado. Intitulado Pesquisa Maturidade do Compliance no Brasil, o estudo, que analisou cerca de 250 empresas, concluiu que apenas 58% das empresas afirmaram ter mecanismos de gestão de riscos de compliance, enquanto que 42% informaram desconhecê-los.

Para o futuro, a perspectiva é que também passe a ser colocada em cheque a cultura dos grupos privados no Brasil. “A discussão hoje vai além da crítica ao corrompido, alcançando também o corruptor e os mecanismos que têm que ser adotados por ambos para mudar esse cenário”, concluiu o corregedor-geral.

 

Da Agência Brasil