PS Imperial dobra meta de atendimentos em odontologia

 Da Redação

Sorrir não é nada difícil no Pronto-Socorro José Agostinho dos Santos, no Parque Imperial. Desde que foi inaugurado pela Prefeitura de Barueri, em setembro de 2017, o equipamento de saúde praticamente duplicou a meta de atendimentos em odontologia.

A Prefeitura exige do PS, em contrato, o mínimo de 300 atendimentos por mês nessa especialidade, no entanto, só em janeiro foram realizados 560. A meta tem sido ultrapassada desde o início. Já no primeiro mês de funcionamento (outubro), os dentistas do PS realizaram 346 atendimentos. Em novembro e dezembro os números foram ainda mais surpreendentes: chegaram a 1.004, sendo 515 em novembro e 489 em dezembro.

Para a coordenadora do núcleo, Roberta Cariola Rahal, o bom atendimento prestado na unidade tem atraído as pessoas, que utilizam cada vez mais o recurso. “O serviço assume importância estratégica dentro do contexto de urgência / emergência de forma gratuita, oferecendo atendimento inicial e encaminhamento para continuidade do tratamento”, explica a especialista.

Novo, muito bem equipado e com uma equipe altamente qualificada, o PS do Imperial oferece atendimento odontológico de emergência 24 horas por dia a adultos e crianças. O consultório é completo e conta com equipamentos dos mais modernos, além de uma equipe composta por nove cirurgiões-dentistas. Traumas, exodontias (extração de dentes e raízes), pulpites (dores causadas por inflamações na parte interna dos dentes), e drenagens de abcessos são alguns dos atendimentos realizados pela equipe.

O consultório de odontologia do PS é voltado a atendimentos de emergência. Quando o paciente necessita de tratamento, é automaticamente encaminhado à especialidade na rede de saúde.

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Nove cirurgiões-dentistas atendem 24 horas no PS, que conta com consultório novo e completo (Fotos: Karina Borge / Secom)

 

 

Com informações de Aliz Lambiazzi

Barueri celebra 69 anos com muita festa e atrações no mês todo

Da Redação

No aniversário de 69 anos de Barueri, comemorado no dia 26 de março, a Prefeitura, por intermédio da Secretaria de Cultura e Turismo, preparou uma grande festa para toda a cidade. Será um mês inteiro de comemorações com uma programação bastante diversificada, que irá contar com eventos educativos, culturais, sociais e desportivos.

A festa começa já no dia 2 (sexta-feira) com o Música na CPTM, na estação de trem de Barueri, e segue todas as sextas-feiras, às 18h, com a apresentação de artistas locais. No dia 10 de março (sábado), acontece no Teatro Municipal o Encontro Ecumênico, às 18h. A Campanha do Agasalho 2018 será lançada na véspera (dia 9, sexta-feira), às 19h30, também no Teatro Municipal.

O Caminhão da Cultura estará nos quatro cantos da cidade levando muita diversão, brinquedos infláveis e música para crianças e adultos das 14 às 17h, todos os sábados. No dia 11 acontece o Samba na Praça das 14 às 21h, na Praça dos Estudantes (avenida Carlos Capriotti, em frente à Fatec).

Nos dias 16 e 17, Barueri realizará a Festa das Nações, no Parque Municipal Dom José, das 10 às 19h. O evento reunirá num só local o melhor da gastronomia e da cultura dos principais países do mundo, além de uma integração entre os povos.O Museu Municipal abrirá no dia 6 uma exposição em homenagem ao aniversário da cidade e a Pinacoteca exibe, do dia 12 a 30, a exposição “Nas Alturas”, do fotógrafo Isaque Borba, contendo 30 imagens aéreas de Barueri.

Um Quiz Cultural envolvendo a história de Barueri e seus principais marcos acontecerá no dia 23, em várias bibliotecas da cidade das 14 às 16h. No mesmo dia, às 20h, o Teatro Municipal será palco para o espetáculo que grita a importância do combate à violência contra a mulher. A peça ”Álbuns de Mortas” é baseada em depoimentos de mulheres que foram vítimas de violência.

No dia 25, o Cultura no Parque – Especial de Aniversário traz ao palco o show com o grupo Revelação, às 15h. Será um dia de muita festa com atividades infantis, a presença do palhaço Costelinha, apresentação de Hip Hop, brinquedos infláveis para as crianças e muito mais. As atividades começam às 10h.

Nos dias 4 e 11, também no Cultura no Parque, a partir das 10h, haverá a apresentação de shows musicais com os vencedores do Festival de Música Popular Brasileira (Femupo). No primeiro domingo, será a vez de Peterson Brito, e no dia 11, a Banda Kolisão.

Fique por dentro de tudo que vai rolar em março. A programação completa está disponível no Guia Cultural de Barueri, no site da Prefeitura de Barueri www.barueri.sp.gov.br ou pelo Facebook Cultura Barueri.

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Grupo Revelação faz apresentação gratuita no dia 25, no Parque Municipal Crédito da foto: Divulgação

 

Com informações de Valquíria Sirot 

Osasco: JUCO realiza formatura da 111ª turma

Da Redação

A Juventude Cívica de Osasco (JUCO) realizou no sábado, 24/2, a formatura de 109 estagiários que passaram pelo treinamento de “Educação, Qualificação Profissional e Cidadania”, com carga total de 250 horas. Eles são integrantes da 111ª turma formada na instituição. O evento foi realizado na Sala Osasco, prédio anexo ao Paço Municipal, e contou com a presença do prefeito Rogério Lins, autoridades e familiares dos adolescentes.

“Tenho muito respeito e admiração pelo trabalho da JUCO e reconheço a importância do papel desempenhado para formar tantos jovens para o mercado de trabalho e para a vida”, destacou Lins, ressaltando que no próximo dia 9/3, às 10h, entregará a reforma do CAPS Infantil que leva o nome de uma ex-aluna da JUCO, Liliane Alves Dias, localizado na Rua João Batista, 1071, Centro. “Estão todos convidados”, disse.

A entrega de certificados foi realizada aos líderes das turmas, representando os alunos do curso, que são:

André Batista da Silva,
Antônio Carlos N. Pincerato,
Gustavo Henrique Melchior da Silva,
Gabrielle Oliveira F. da Silva,
João Victor T. M. de Oliveira,
Sophia Vitória da Silva, e
Sthephanie Katharina Gatti.

A paraninfa da turma foi Graziele Elídia da Silva Macedo e o juramento ficou por conta da estagiária Gabrielle Oliveira França da Silva.

A JUCO completará 56 anos de fundação. Ela foi criada no dia 26 de abril 1962, ano da emancipação de Osasco. Atualmente conta com 310 jovens estagiando na Prefeitura de Osasco e 220 estagiando em empresas privadas. Ao longo desses anos a JUCO já formou mais de 40 mil jovens.

Participaram da cerimônia de formatura, a Banda de Música da JUCO, sob a regência do maestro Egídio Pinheiro; Professor Daniel Barbosa de Andrade, vice-presidente e coordenador pedagógico da JUCO; Daniela Yuri, presidente da JUCO; Francisco Chagas, chefe da Junta Militar de Osasco; Vitor Manoel Cabeleira, diretor da JUCO; Paulo Henrique Balestero, diretor da JUCO; Érica Vassoler, comandante da JUCO; o secretário municipal Lau Alencar (Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão); inspetor Senilson, representando o comandante Raimundo da GCM; vereador Josias da JUCO; deputado estadual Márcio Camargo, familiares dos formandos, entre outros convidados.

 

Com informações de Olga Liotta
Foto: Ivan cruz

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Votação que regulamenta aplicativos de transporte é adiada para quarta-feira

A disputa entre taxistas e motoristas particulares para regulamentação de serviços de transporte com aplicativos pode ter um desfecho nesta quarta-feira (28). A votação do projeto de lei que regulamenta o serviço, prevista para acontecer hoje (27), no plenário da Câmara dos Deputados, foi adiada após reunião de líderes partidários.

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu que a Casa mantenha as alterações feitas no Senado. Segundo ele, o texto garante que a regulamentação do serviço seja feita por cada município.

“Não é uma lei federal que pode e deve regulamentar esse assunto e nem devemos ter uma regra nacional que impeça os aplicativos. Isso seria um retrocesso para o Brasil, mas principalmente, um retrocesso para mais de 20 milhões de brasileiros que hoje utilizam os aplicativos também, além dos táxis”, disse Maia. “Há uma disputa, que acredito que ajuda, quanto mais disputa de sistemas distintos, mais oportunidades e alternativas a sociedade tem para escolher”, completou.

Os deputados analisarão o projeto aprovado pelo Senado no início de novembro do ano passado. Originário da Câmara, o projeto de lei precisará ser analisado novamente para que seja sancionado e vire lei. Isso porque os senadores alteraram trechos do texto aprovado pelos deputados. Caso não fossem feitas modificações, o projeto iria diretamente para sanção presidencial.

As mudanças aprovadas pelos senadores no projeto afetaram os interesses em disputa: foi retirada a exigência da chamada placa vermelha e a obrigatoriedade de que os motoristas sejam proprietários dos veículos que utilizarem para a prestação do serviço. A necessidade de licenciamento com placas vermelhas estava prevista caso os veículos fossem mantidos na categoria “de aluguel”.

Apesar das mudanças, foram mantidos critérios como a certidão negativa de antecedentes criminais, a apresentação periódica de documentos às autoridades e uma maior transparência sobre o cálculo utilizado na cobrança das tarifas. A discussão gerou embate dentro e fora do plenário, entre os que acreditam que a regulamentação deve ser mais rígida e, do outro lado, os que defendem normas mais flexíveis

Segundo um dos autores do projeto aprovado pela Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), o texto inicial tinha regras para evitar a exploração dos motoristas. “A gente espera que possa ser votado e que a gente possa avançar, inclusive, em termos de ter um acordo aqui que seja o melhor para o povo brasileiro, para os motoristas tanto de táxi quanto dos aplicativos”, afirmou.

 

 

Da Agência Brasil

Corinthians divulga numeração da Libertadores com novo nove

Júnior Dutra ficou com o número 9, após o fracasso nas negociações com Alex Teixeira

O Corinthians divulgou nesta terça-feira a numeração para a fase de grupos da Libertadores. Com o fracasso nas negociações com o atacante Alex Teixeira, a camisa 9 acabou ficando com Júnior Dutra, que utiliza a 19 no Campeonato Paulista. O último jogador a usar a 9 do Timão foi o atacante Clayton de breve passagem pelo clube no ano passado. Kazim, outro que poderia usar o número, não foi inscrito.

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Júnior Dutra será o camisa 9 do Corinthians na Libertadores 2018 (Foto: Antonio Cicero/PhotoPress/Lancepress!)
Foto: LANCE!

Outra novidade ficou por conta de Emerson Sheik. que utiliza a camisa 47 no Campeonato Paulista. Autor dos dois gols da final da Libertadores 2012, conquistada pelo Timão sobre o Boca Juniors (ARG), Sheik vestirá a camisa 7, que estava vaga desde a saída de Jô para o futebol japonês. A Libertadores só permite inscrições até o número 30.

A lista pode ser alterada a partir das oitavas de final. Cada clube tem direito a fazer cinco alterações na relação de inscritos. É pouca, mas o Corinthians ainda tem esperança de incluir Alex Teixeira, depois de ter negociações fracassadas com o Jiangsu Suning (CHI).

Confira abaixo a numeração do Corinthians na Libertadores:

1 – Caíque França
2 – Mantuan
3 – Henrique
4 – Balbuena
5 – Gabriel
6 – Juninho Capixaba
7 – Emerson Sheik
8 – Maycon
9 – Júnior Dutra
10 – Jadson
11 – Romero
12 – Cássio
13 – Pedro Henrique
14 – Léo Santos
15 – Ralf
16 – Sidcley
17 – Renê Júnior
18 – Pedrinho
19 – Marllon
20 – Danilo
21 – Marquinhos Gabriel
22 – Mateus Vital
23 – Fagner
24 – Filipe
25 – Clayson
26 – Rodriguinho
27 – Walter
28 – Paulo Roberto
29 – Matheus Matias
30 – Lucca

 

 

LANCE!

Duelo de gigantes marca derrota do Cruzeiro para o Racing

Na estreia da fase de grupos da Libertadores, o Cruzeiro foi derrotado por 4 a 2

Se amuletos funcionam, o do Racing se chama “El Cilindro”. Nem a invencibilidade do Cruzeiro no Brasil foi o suficiente para evitar a derrota por 4 a 2 para os argentinos. A Raposa não viajou 3 mil quilômetros acreditando em uma partida fácil. No Estádio Presidente Perón, o Racing vem sendo uma pedra na chuteira dos adversários e, desde 2014, apenas sete equipes venceram o time de Avellaneda em casa.

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Racing x Cruzeiro
Foto: AFP / LANCE!

Com o resultado do duelo de gigantes, o time celeste fica temporariamente na lanterna do grupo. Por outro lado, o Racing assume a liderança com três pontos. Apesar de o Cruzeiro estar invicto na temporada, a partida começou tensa para a equipe celeste. Com apenas seis minutos de jogo, Fred se lesionou em dividida e Mano Menezes solicitou a entrada de Rafael Sóbis.

Não demorou para sair o primeiro gol após a pressão de La Academia. No lance, Neri Cardozo foi para a cobrança de falta e uma falha na zaga mineira deixou Lautaro livre para balançar as redes aos 13 minutos. Após chegar a apenas 36% de posse de bola, o Cruzeiro teve que se organizar em campo e foi o que bastou para Arrascaeta deixar tudo igual. A caminho da pequena área, Robinho lançou para Egídio, que dominou a bola com categoria e mandou a bola no alto para o meia carimbar um gol de cabeça aos 29 minutos.

Pouco depois do empate, a equipe celeste teve três chances seguidas. Romero encontrou Sobis, que perdeu a bola na cara do gol. Na sequência, Arrascaeta pegou a sobra e acertou o chute no travessão. A bola ainda voltou para Sobis, que finalizou mas deixando a bola nas mãos de Musso. Assim como abriu o placar, Lautaro voltou a deixar o Racing na frente aos 44 minutos. Mais uma vez, a defesa do Cruzeiro falhou e a jogada ensaiada, que havia dado errado, encontrou o atacante para levar os argentinos ao intervalo com vantagem na partida.

Duelo de gigantes marca estreia do Cruzeiro com derrota para o Racing
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Racing x Cruzeiro
Foto: AFP / LANCE!

A Raposa voltou para o segundo tempo atacando mais. Logo aos oito minutos, os comandados de Mano Menezes arriscaram o gol. De dentro da área, Rafael Sobis cruzou para Rafinha, que desperdiçou um belo chute no travessão. Desde os minutos iniciais, a dificuldade de marcação do Racing ficou nítida, mas os erros do time celeste permaneceram, e Lautaro Martínez aproveitou a deixa para cravar 3 a 1 com um gol de cabeça após cobrança de escanteio.

Com a dificuldade crescente de chegar a um resultado favorável, Thiago Neves entrou em campo na vaga de Arrascaeta e sofreu falta logo nos seus primeiros minutos em campo. Não houve motivo para reclamar, porque, na cobrança, Robinho mandou uma bomba no canto direito do goleiro Musso e diminuiu a diferença para o Cruzeiro. A reação dos rivais veio com a entrada de Solari, que recebeu a bola de Centurión pela direita e bateu cruzado aos 31 minutos do segundo tempo, deixando o Racing na vantagem por 4 a 2. Henrique ainda ficou perto de marcar o terceiro da Raposa, mas quem roubou a cena final foi Saravia, expulso após falta dura em Egídio.

FICHA TÉCNICA
RACING 3 X 2 CRUZEIRO
Local: Presidente Perón (Buenos Aires – ARG)
Data-Hora: 27/02/2018 – 21h30
Árbitro: Wilmar Roldan (COL)
Auxiliares: Alexander Guzmán (COL) e Cristian de La Cruz (COL)
Público/renda:
Cartões amarelos: Lautaro Martinez, Saravia (RAC); Mancuello (CRU)
Cartões vermelhos: Saravia
Gols: Lautaro Martínez (13′/1ºT) (1-0), (44′/2ºT) (2-1) e (17′/2ºT) (3-1), Solari (31′/2ºT) (4-2); Arrascaeta (29′/1ºT) (1-1), Robinho (24′/2ºT) (3-2)

RACING: Musso; Saravia, Donatti, Sigali, Soto; Nery Domínguez, Neri Cardozo, Zaracho (Solari, aos 28′/2ºT), Centurion (Cuadra, aos 41′/2ºT); Lautaro Martinez (Meli, aos 36′/2ºT), Lisandro Lopez. Técnico: Eduardo Coudet.

CRUZEIRO: Rafael; Lucas Romero, Manoel, Murilo, Egídio; Henrique, Ariel Cabral, Robinho (Mancuello, aos 35′/2ºT), De Arrascaeta (Thiago Neves, aos 19′/2ºT), Rafinha; Fred (Rafael Sobis, aos 7′/1T). Técnico: Mano Menezes.

 

LANCE!

Temer afirma que Ministério da Segurança fará integração no combate a crimes

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Brasília – Presidente Michel Temer empossa Raul Jungmann no Ministério Extraordinário da Segurança Pública Marcos Corrêa/PR

O presidente Michel Temer disse hoje (27), em Brasília, que o crime só se fortalece com a fragmentação do poder público e que o Ministério Extraordinário da Segurança Pública fará a integração necessária entre União, estados e municípios para combater a criminalidade no país. Temer deu posse a Raul Jungmann como ministro da nova pasta. Antes, ele comandava o Ministério da Defesa.

“O crime só se fortalece com a fragmentação dos esforços do poder público. Se você tem vários esforços isolados, é uma coisa. Se você tem esforços conectados, ligados, todos juntos, não só estados, União e municípios, mas também os poderes e a sociedade civil, você consegue combater”, disse o presidente da República.

Segundo Temer, o auxílio na área de segurança pública é algo solicitado constantemente à União. “A segurança pública hoje é algo solicitado por todo o país. Vejo aqui nas reuniões com os senhores governadores e secretários de segurança que todos vêm aqui pedir auxílio da União”, afirmou.

O presidente citou que, na medida provisória que cria o Ministério Extraordinário da Segurança Pública, publicada hoje no Diário Oficial da União, está registrado que o papel da nova pasta será o de coordenar e promover a integração da segurança pública em todo o país, especialmente na área de inteligência.

“Não temos uma integração da inteligência nos entes federados”, disse. Temer ressaltou que a União não vai invadir a competência dos estados, mas desenvolver um trabalho conjunto.

Militar comandará Ministério da Defesa pela primeira vez em 19 anos

Para assumir a pasta, Raul Jungmann deixou o comando do Ministério da Defesa. Em seu lugar assume o general da reserva Joaquim Silva e Luna que era o secretário-geral do Ministério da Defesa. Pela primeira vez em 19 anos, a titularidade será de um militar.

Entre as competências do novo ministério estão a de “coordenar e promover a integração da segurança pública em todo o território nacional em cooperação com os demais entes federativos”, e a de exercer “planejar, coordenar e administrar” a política penitenciária nacional; e o patrulhamento ostensivo das rodovias federais, por meio da Polícia Rodoviária Federal.

A estrutura do Ministério Extraordinário da Segurança Pública será composta pelo Departamento de Polícia Federal, Departamento de Polícia Rodoviária Federal, Departamento Penitenciário Nacional, Conselho Nacional de Segurança Pública, Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e Secretaria Nacional de Segurança Pública.

 

Da Agência Brasil

CBF adia convocação da seleção para amistosos contra Rússia e Alemanha

A comissão técnica da seleção brasileira de futebol adiou para 12 de março a convocação dos jogadores para os amistosos contra a Rússia e a Alemanha. Inicialmente, a convocação estava marcada para sexta-feira (2).

A seleção foi adiada por dez dias, devido à necessidade de observar atletas que estão machucados, como o atacante Neymar Jr., que sofreu uma contusão durante jogo do PSG contra o Olympique de Marselha, no último domingo (25), e como o lateral Marcelo, que sofreu uma lesão na perna no jogo do Real Madrid contra o Betis, no último dia 17.

Além de acompanhar a situação dos atletas, a comissão técnica da Seleção Brasileira aproveitará esse tempo para fazer mais observações técnicas. Os amistosos preparatórios para a Copa do Mundo 2018 serão realizados no dia 23 (contra a Rússia) e 27 (contra a Alemanha), na casa dos adversários.

 

 

 
Da Agência Brasil

 

Temos que aprender a poupar água desde a infância, diz presidente da Adasa

Formado em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília e doutor em Ecologia pela University of Edimburg, na Escócia, o professor Paulo Salles e diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) é um dos organizadores do Fórum Mundial da Água, que ocorrerá na capital federal, entre os dias 18 e 23 de março.

Para ele, receber um evento desse porte dá ao Brasil uma oportunidade única de trocar experiências e aprender a cuidar melhor da água. Crítico severo do desperdício, o professor lembra que “a água não é um elemento do meio ambiente como nós sempre consideramos; na verdade ela é parte da economia, da política, da organização das instituições e nós não percebíamos porque ela não faltava”.

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O diretor-presidente da Adasa, Paulo Salles, fala sobre a crise hídrica no DF e o Fórum Mundial da ÁguaMarcello Casal Jr/Agência Brasil

O biólogo conversou com a Agência Brasil sobre o fórum e a crise hídrica enfrentada pelo Distrito Federal, que convive com racionamento há mais de um ano.

 

Agência Brasil: Brasília vai sediar o Fórum Mundial da Água em um momento em que o Distrito Federal passa por uma grave crise hídrica. Isso é bom ou é ruim?

Paulo Salles: Na verdade, isso é muito bom porque o fórum é um grande evento e Brasília não foi escolhida por acaso. Além de ser a capital do país, Brasília tem muita água – dizem que 12% de toda água doce do mundo está aqui – e nós estamos num momento muito significativo, um momento de muito aprendizado que significa duas coisas: primeiro, compreender que estamos vivendo um período difícil para o planeta inteiro e estamos aprendendo isso agora porque, antes, a crise hídrica era localizada, com seca aqui, inundação ali. Agora, estamos vendo todos os países com problemas relacionados com a água. E a outra coisa que estamos aprendendo é que a crise hídrica nos mostra que a água faz parte de praticamente todas as atividades humanas. A água não é um elemento do meio ambiente como nós sempre consideramos; na verdade, ela é parte da economia, é parte da política, da organização das instituições, de muito outros fatores que nós não percebíamos porque ela não faltava. É a falta d’água que nos mostra então a importância que tem nas nossas vidas. Temos que aprender a produzir mais com menos água e a poupar com muita sabedoria desde cedo, desde a infância, para que a gente possa no futuro ter pessoas com uma qualidade de vida boa com menos água.

Agência Brasil: A maneira como Brasília está encarando essa crise hídrica pode considerada positiva? Pode ser interessante para o fórum?

Paulo Salles: Os habitantes de Brasília não estavam habituados a isso, porque nos nunca tínhamos passado por uma crise hídrica severa como esta. E nós estamos nos adaptando a ela, já percebemos pelas medições que estamos consumindo muito menos água – de 16% a 17% – do que consumíamos nos anos anteriores, o que é muito significativo. Aprendemos a viver um dia de racionamento a cada seis dias, mas isso é um acontecimento que faz parte do cotidiano dos nordestinos que tem muito menos água do que nós. No Nordeste, o racionamento é um dia com água para 15 dias sem água. Então, estamos aprendendo a lidar com uma realidade que já existe por aí e estamos aprendendo bem.

Agência Brasil: Uma das críticas que se ouve dos especialistas é o uso no Brasil da água tratada para finalidades que não precisariam de água potável, como a lavagem de máquinas, por exemplo. Esse é um problema que precisa ser encarado especialmente agora em uma crise hídrica?

Paulo Salles: Sem dúvida nenhuma. Esse é um problema a ser atacado. Realmente, é inaceitável lavar o chão com a água que a gente bebe porque essa água custa caro, é a mais valiosa que temos, trazida muitas vezes de uma distância muito grande, e ela tem que ser usada apenas para a finalidade maior dela: que é o abastecimento humano. Temos que aprender a usar a água da chuva, temos que aprender a reutilizar a água usada seja na indústria, na agricultura ou nas atividades domésticas. São mudanças de hábitos culturais que se refletem também na mudança da infraestrutura que temos nas nossas casas, nas nossas indústrias, no campo, para a que a gente possa distinguir as tubulações de água potável daquelas da água não potável e fazer o uso adequado das duas.

Agência Brasil: O senhor acha que o mundo demorou muito para se dar conta do problema da escassez de água? No caso do Brasil, por exemplo, Brasília foi uma cidade planejada e a questão da água não deveria ter sido colocada em patamar de importância? Será que não se atrasou para tomar consciência do uso da água?

Paulo Salles: Em primeiro lugar, com relação ao Brasil, temos que ver que é um país muito heterogêneo e a distribuição da água é muito desigual. Temos uma Região Norte com uma população relativamente pequena e uma grande abundância de água. Já a Região Nordeste tem uma população bem maior e muito menos água. Então, temos regiões com diferentes disponibilidades de água e são essas diferenças que vão levando aos aprendizados. No caso específico de Brasília, não sei se estamos atrasados. Temos que lembrar que Brasília foi escolhida para ser a capital a partir dos estudos da Missão Cruls que descreviam esta região como sendo muito rica em água – naturalmente eles tinham mais limitações tecnológicas para avaliar o subsolo – e foi considerada capaz de receber a nova capital com segurança. Com o tempo, nós fomos percebendo que não tínhamos tanta água assim, particularmente porque estamos situados no planalto, que não tem rios caudalosos. Então, fomos colocados aqui num lugar que era para ser sustentável – e Brasília nasceu sob o signo da sustentabilidade, muito bem planejada, num local escolhido com o que havia de melhor da tecnologia tanto no século 19 quanto na década de 50, que antecedeu a fundação. E agora nós estamos vivendo com a água que temos e, sim, demoramos a sentir os efeitos da falta d’água, apesar do crescimento da população que foi muito grande, apesar da ocupação que foi feita de modo desordenado – note que eu não estou falando só de ocupação ilegal que houve muita ocupação ilegal, contrariando a legislação – mas mesmo nas áreas que estavam previstas, as ocupações não foram feitas respeitando, por exemplo, o local onde seria colocada uma escola, uma rede de esgoto, uma rede de drenagem de águas pluviais. Essas coisas desordenadas estão também entre as causas da crise hídrica que estamos vivendo. E isso fez parte da nossa história. E agora cabe a nós fazermos uma boa gestão da água que temos, aumentarmos ao máximo possível os nossos mananciais que podem nos abastecer e, principalmente preservar aquilo que é necessário para o ciclo hidrológico continuar funcionando com eficiência. Isso significa preservar as matas, as áreas de recarga, as áreas que precisam ser mantidas como nascentes.

Agência Brasil: O Brasil tem essas diferenças regionais que o senhor mencionou e exige soluções diversas para cada área geográfica. Isso não daria ao Brasil a oportunidade de se tornar uma espécie de laboratório na busca de soluções para os mais diversos problemas da água?

Paulo Salles: Não tenho dúvida de que isso já está acontecendo. Por exemplo, temos a Embrapa, que é uma liderança mundial em agricultura tropical, que transfere tecnologia para muitos outros países, incluindo para que plantas possam se adaptar aos diversos tipos de solo e disponibilidade de água. Mesmo com relação ao uso da água no dia a dia, eu vou dar o exemplo de uma solução caseira, extremamente simples, que é colocar uma garrafa pet com água dentro da caixa d’água da privada para controlar o fluxo da descarga da água, que é limitado aos dois litros do conteúdo da garrafa. Ou seja, estamos buscando soluções para os problemas de uso da água. Então, eu acredito que esse é um papel que nós temos que assumir e de maneira permanente porque é muito importante investir no povo que tem criatividade, investir fundamentalmente na educação porque é uma educação científica e ambiental que levará o Brasil a ter no futuro adultos conscientes com relação ao uso da água porque compreendem o ciclo hidrológico, sabem como usar a água nas suas atividades e principalmente entendem as consequências negativas do uso irracional da água. O Brasil tem muita água, muita gente de qualidade, tem uma infraestrutura de pesquisa e desenvolvimento tecnológica já bem assentada. Agora, precisamos investir para continuar a ser referência.

 
Da Agência Brasil

Apesar de obras, São Paulo ainda precisa de chuva para evitar nova crise hídrica

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Mairiporã (SP) – A barragem Sete Quedas faz parte do Sistema Guarapiranga que atualmente está com índice de armazenamento em 75,3% Rovena Rosa/Agência Brasil

Em março, enquanto especialistas e chefes de Estado estarão debatendo a gestão sustentável dos recursos hídricos no planeta, no 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, a capital paulista completa exatos dois anos do anúncio do fim da crise hídrica no estado. À época, em 2016, a informação era de que a Grande São Paulo não enfrentava mais problemas de falta de água e que os reservatórios que abasteciam a cidade estavam em níveis seguros. Especialistas concordam que a situação atual é melhor, mas alertam que os riscos do desabastecimento não estão totalmente afastados. Hoje, em pleno verão, o reservatório da Cantareira, o principal da metrópole, apresenta os mesmos níveis da fase anterior ao início da crise, quatro anos atrás.

Em entrevista à TV Brasil, o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo e presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga, afirmou que a situação atual é mais tranquila e que obras e a conscientização da população ajudaram nessa melhora. “Estamos numa situação relativamente tranquila do ponto de vista dos recursos hídricos. Passamos em 2014 e 2015 uma situação muito complexa, mas as obras que executamos e as medidas que foram tomadas no controle do uso das águas pelas pessoas tiveram uma colaboração importante”, ressaltou. Embora considere a situação normal, o secretário espera pelas chuvas: “Estamos aguardando as chuvas do verão para que a gente possa encher os reservatórios e ficar mais sossegados ainda no início do ano que vem”.

O engenheiro especializado em gestão de recursos hídricos e professor da Universidade Mackenzie, Paulo Ferreira, concorda que a situação está mais tranquila, mas, segundo ele, não há água de sobra no estado. “Hoje estamos no limite, o que produz gasta, e nós não temos reserva. Dizer que estamos fora da crise hídrica é um pouco temerário. Se ficarmos com um período hidrológico de um ano irregular, acho que voltamos para a crise. A Sabesp [Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo] tem gestão eficiente para trabalhar, tem recursos, capacidade técnica para enfrentar, então vai ser minimizado esse problema, mas não vai deixar de existir, estamos no fio da navalha em termos de consumo e produção”. Ferreira também já atuou como diretor da Sabesp e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Obras hídricas

A interligação Jaguari-Atibainha é uma das principais obras em execução para ampliar os níveis de segurança hídrica da região metropolitana de São Paulo, e liga as represas Jaguari, na Bacia do Paraíba do Sul, e Atibainha, uma das que compõem o Sistema Cantareira. Segundo a Sabesp, quando estiver concluída, a interligação permitirá transferências de água a uma vazão média de 5.130 litros por segundo (l/s) e máxima de 8,5 mil l/s da represa Jaguari para a Atibainha, e de 12,2 mil l/s no sentido contrário, garantindo assim o abastecimento de toda a população atendida pelos dois sistemas. “Hoje, o Sistema Cantareira abastece cerca de 9,5 milhões de pessoas e o Paraíba do Sul, 3 milhões. Ao conectarem-se ao sistema integrado que abastece a Grande São Paulo, mais de 20 milhões de pessoas serão beneficiadas. As obras foram 96,5% concluídas”, disse em nota. A companhia não informou a data de inauguração.

Os índices dos sistemas de abastecimento de água da Grande São Paulo são divulgados diariamente pela Sabesp. De acordo com última atualização, o índice global de armazenamento de água marcava 58,9%. Já no Sistema Cantareira o índice era de 51,9% armazenado. O Cantareira é o maior e o mais importante reservatório do Estado de São Paulo e abastece cerca de 9,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo.

De acordo com a Sabesp, a obra é fundamental para o abastecimento da capital. “A interligação Jaguari-Atibainha é uma obra prioritária da Sabesp para garantir o abastecimento à população, ao lado do novo Sistema Produtor São Lourenço e da captação no rio Itapanhaú.” O investimento de R$ 555 milhões é financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Na opinião do professor Paulo Ferreira, a interligação Jaguari-Atibainha vai apenas amenizar o Sistema Cantareira: “É uma obra que melhora a eficiência, a flexibilidade do Sistema Cantareira, não vai ajudar em nada no Paraíba, é uma válvula de escape do Cantareira se tiver esse problema [falta de água]”. O engenheiro explicou que o Jaguari é uma vertente do Rio Paraíba. “Essa água pertenceria à bacia do Paraíba, do outro lado você tem a bacia do Cantareira. No desespero da crise hídrica, o Paraíba tinha mais água”, disse.

Composto por seis represas, que juntas têm uma capacidade de armazenamento de quase 1 trilhão de litros de água, o Cantareira é, segundo a Sabesp, o maior sistema produtor da região metropolitana de São Paulo. As represas Jaguari, Jacareí, Cachoeira e Atibainha estão localizadas na Bacia Hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), enquanto que as represas Paiva Castro e Águas Claras localizam-se na Bacia Hidrográfica do Alto Tietê.

As represas são interligadas por cerca de 28 quilômetros de túneis e canais e contam com uma estação elevatória com capacidade para impulsionar 33 mil litros por segundo de água em um desnível geográfico de cerca de 120 metros. O tratamento é feito na estação do Guajaú, a maior instalação de tratamento da Grande São Paulo.

Já o Sistema Produtor São Lourenço é uma Parceria Público-Privada (PPP) entre a Sabesp e um consórcio de empresas para instalar um novo sistema produtor de água para a Região Metropolitana de São Paulo. Ele vai bombear até 6,4 mil litros de água por segundo da represa Cachoeira do França, em Ibiúna (SP), até a Estação de Tratamento de Água (ETA) em Vargem Grande Paulista.

“Essa água abastecerá cerca de 2 milhões de pessoas em Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Santana de Parnaíba e Vargem Grande Paulista. A obra, um investimento de R$ 2,21 bilhões, gerou cerca de 4,5 mil empregos diretos e indiretos durante sua execução. Os testes de pré-operação do Sistema Produtor São Lourenço já se iniciaram”, informa a Sabesp.

Outra obra para ampliar a oferta de água para a capital e a Grande São Paulo foi autorizada pelo governo estadual: as obras de reversão das águas do Rio Itapanhaú para o Sistema Produtor Alto Tietê permitirão bombear em média 2 mil litros de água por segundo na média anual, respeitando a outorga definida e a disponibilidade hídrica da bacia. Essa vazão equivale ao consumo de 600 mil pessoas.

Com investimento de R$ 91,7 milhões, será feita uma estrutura de bombeamento no ribeirão Sertãozinho, um formador do Rio Itapanhaú. A água captada do ribeirão será transferida por tubulação até o reservatório Biritiba-Mirim, que faz parte do Sistema Alto Tietê. “Dessa forma, a Sabesp terá mais água à disposição para tratar e distribuir às casas, comércios e indústrias”, informou em nota o governo estadual. A obra deve gerar 1.070 empregos diretos e indiretos.

O bombeamento das águas do Itapanhaú beneficiará diretamente cerca de 4,5 milhões de moradores que são abastecidos pelo Sistema Alto Tietê e, indiretamente, cerca de 21 milhões de pessoas que moram e trabalham na capital e Grande São Paulo, já que a Sabesp possui um sistema interligado e que pode realizar manobras operacionais no aproveitamento dessa água nova.

O modelo de captação escolhido pela Sabesp para esta obra é semelhante ao utilizado em Nova York (The Catskill Aqueduct). Há pelo menos 150 anos, a água que abastece os nova-iorquinos vem das montanhas que ficam a cerca de 160 quilômetros da cidade. A água tem qualidade superior, já que os rios praticamente não sofrem impacto da ação humana. “O mesmo acontece com a água que será captada do rio Itapanhaú”, afirma a nota.

Chuvas

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Mairiporã (SP) – Barragem Sete Quedas faz parte do sistema de abastecimento de água para a capital Rovena Rosa/Agência Brasil

As chuvas mais volumosas ao longo do verão passado e os registros de 2017 contribuíram para a recuperação dos sistemas que abastecem a Grande São Paulo. Os níveis apresentados atualmente, a um mês para o fim do verão, pelos seis mananciais administrados pela Sabesp são os seguintes: Cantareira com 51,9%, Alto Tietê, 59,3%; Guarapiranga, 75,3%; Alto Cotia, 90,3%; Rio Grande, 83,3% e Rio Claro, 102%.

As chuvas de janeiro ficaram 29,5% abaixo da média esperada para o mês na capital, de acordo com os pluviômetros do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE). A cidade registrou 184,4 milímetros (mm) de chuva em média este mês, sendo que o esperado é 261,7 mm.

A média histórica é calculada a partir da base de dados do CGE, que compila as informações desde 1995. “Apesar da ocorrência de intensos temporais em algumas tardes, as chuvas continuaram ocorrendo de forma irregular ao longo do período, o que contribui para o menor acumulado em média”, explica o meteorologista do CGE, Michael Pantera. Assim, este é o quarto mês de janeiro mais seco da série histórica do CGE. Vale observar que o janeiro de 2017 foi o terceiro mais chuvoso desde 1995, acumulando 375,7mm.

De acordo com o CGE, para este mês de fevereiro, a expectativa é de chuvas dentro ou ligeiramente abaixo da média, que devem ocorrer de forma irregular. Os meteorologistas do órgão ressaltam que temporais durante as tardes são comuns durante o verão e devem continuar até o fim de fevereiro que é, historicamente, o segundo mês mais chuvoso para a capital paulista. “O fenômeno La Niña segue em curso no Pacífico Equatorial, mantendo a irregularidade das chuvas, principalmente sobre o Sudeste e Centro-Oeste do Brasil”, completa Pantera.

No entanto, para o nível do Cantareira aumentar é necessário que chova nas regiões sul de Minas Gerais e norte de São Paulo, especificamente em quatro cidades: Extrema, Itapeva e Camanducaia, no distrito Monte Verde, em Minas Gerais, e Joanópolis, em São Paulo, municípios que abastecem os reservatórios do sistema.

Para o aumento do nível dos mananciais, a qualidade da chuva também é fundamental. Ela deve ser abrangente, duradoura, frequente e homogênea. De acordo com os pesquisadores do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe), a previsão climática para o trimestre dezembro, janeiro e fevereiro foi de 33%/33%/33% para o estado de São Paulo e sul de Minas Gerais.

“Isso significa que não há confiabilidade em estimar se a precipitação ocorrerá acima, abaixo ou dentro da normal climatológica. Esta condição reforça a necessidade de se destacar a variabilidade que é esperada para os próximos meses”, informa nota do instituto. Segundo o Cptec, o verão no Sudeste é caracterizado por precipitações intensas, mas também por alta variabilidade. “É comum ocorrerem alternâncias entre períodos de chuva e de tempo seco que acabam, algumas vezes, resultando em erros nas estimativas”.
Da Agência Brasil