Corinthians volta para casa após 3 meses e perde 2ª seguida

O Corinthians fez, talvez, sua pior atuação na temporada na noite desta quarta-feira, na volta da equipe ao estádio de Itaquera após quase três meses. Diante de um São Bento não tão inspirado, mas efetivo quando criou suas chances, o time alvinegro sofreu um gol em jogada de escanteio ainda no primeiro tempo, não conseguiu levar muito perigo ao gol de Rodrigo Viana e foi superado por 1 a 0 pela equipe de Sorocaba.

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Foto: Fernando Dantas / Gazeta Press

Com o resultado, o Corinthians estaciona nos 12 pontos conquistados no Estadual, perdendo sua segunda partida consecutiva no Campeonato Paulista. A liderança do Grupo A, no entanto, segue intacta para a equipe. Do outro lado, com os mesmos 12 pontos, o Bentão é o vice-líder do B, atrás apenas do Palmeiras.
Na próxima rodada, os comandados de Fábio Carille terão pela frente a equipe do Red Bull, na segunda-feira, dia 19, em duelo marcado para as 20h (de Brasília), no Moisés Lucarelli, em Campinas. Um dia antes, no domingo, os sorocabanos recebem o Botafogo-SP no estádio Walter Ribeiro, às 19h30 (de Brasília).

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Foto: Mauro Horita / Gazeta Press

Corinthians erra muito e São Bento aproveita
O Corinthians que entrou em campo em Itaquera não parecia nem aquele time que perdeu para o Santo André, na sexta-feira. Com dificuldades para acertar passes no campo ofensivo, o time da casa não foi capaz de deixar os seus finalizadores em boa condição para fazer o gol em nenhum momento, mesmo com as atuações em bom nível de Rodriguinho e Marquinhos Gabriel, comandando o setor ofensivo.

O primeiro lance de perigo veio em linda enfiada de bola do armador para Júnior Dutra, que invadiu a área nas costas de Régis Souza e cruzou rasteiro para Romero, mas o paraguaio não conseguiu alcançar. Pouco depois, Marquinhos Gabriel encarou a marcação de Marcelo Cordeiro, cortou para o pé esquerdo e bateu cruzado, mandando a bola rente à trave direita do goleiro Rodrigo Viana.

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Foto: Mauro Horita / Gazeta Press

Quando o jogo parecia entrar em modo de espera, sem grandes ações de ataque das equipes, o Corinthians tomou um golpe forte. Lucas Crispim cobrou escanteio pelo lado esquerdo na primeira trave, João Paulo passou com facilidade pelo bloqueio de Rodriguinho e conseguiu testar livre, sem chances de defesa para Cássio. Foi o primeiro gol sofrido pela equipe em bolas paradas nos jogos oficiais deste ano, problema recorrente na reta final de 2017.

O gol fez com que o Corinthians voltasse à carga com mais força, aproveitando os espaços deixados pelo time do interior. Os lances, porém, sempre terminaram com os pontas procurando chutes da entrada da área e sendo travados pela marcação adversária. No melhor deles, com Jadson, a bola desviou na marcação de Luizão e quase enganou o goleiro Rodrigo Viana, mas acabou indo para fora.

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Foto: Newton Menezes / Futura Press

Corinthians “abafa”, mas não marca

Carille optou por voltar ao segundo tempo com a mesma formação do primeiro, apostando nos treinos realizados durante o Carnaval. A falta de precisão dos seus jogadores, no entanto, impediu qualquer evolução natural da formação, mais uma vez esbarrando em muitos erros de passe. Para melhorar esse quesito, o treinador promoveu a entrada de Camacho na vaga de Jadson, em sua pior jornada no ano.

Mais organizado, o Corinthians passou a rodar a bola lado a lado e contou com a entrada de Clayson para ser mais incisivo pelo lado esquerdo. O tempo, porém, seguia passando e nada de um grande lance de perigo dos donos da casa. Foi aí que a torcida explodiu ao ver Danilo ser chamado para entrar em campo, fazendo sua estreia na temporada. Com a missão de dar mais presença de área ao time, ele substituiu Gabriel.

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Foto: Peter Leone / Futura Press

O lance perigoso, no entanto, saiu justamente para o lado dos visitantes, que adotaram postura mais defensiva e diminuíram os espaços. Em bola roubada pelo lado direito, Régis Souza invadiu a área, deixou Clayson na saudade e cruzou rasteiro para Léo Itaperuna. Sem goleiro, o meia finalizou para fora e manteve o time alvinegro com chances na partida, apostando sempre na base do “abafa”.

Depois de muito esperar, elas vieram. A primeira com Romero, aos 41 minutos, aproveitando cruzamento de Rodriguinho e cabeceando forte para defesa de Viana. Depois, aos 45, Balbuena aproveitou falta cobrada na área, desviou com o pé direito e também parou no goleiro, que evitou o empate e provocou uma festa digna de título para os sorocabanos, que se ajoelharam e se abraçaram no renovado gramado de Itaquera.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 0 X 1 SÃO BENTO

Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)

Data: 14 de fevereiro de 2018, quarta-feira

Horário: 21h45 (de Brasília)

Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)

Assistentes: Alex Ang Ribeiro (SP) e Evandro de Melo Lima (SP)

 
Mauro Horita / Gazeta Press
Tomás Rosolino

Cármen Lúcia mantém suspensão da posse de Cristiane Brasil como ministra

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, confirmou hoje (14) sua decisão anterior que suspendeu a posse da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho. Entretanto, a ministra entendeu que a questão sobre o afastamento deve ser decidida pelo plenário do STF. A data do julgamento ainda não foi marcada. A ministra confirmou a competência do Supremo para julgar o caso por considerar que a matéria discutida é constitucional.

A nomeação de Cristiane Brasil foi anunciada pelo presidente Michel Temer no dia 3 de janeiro, mas a deputada foi impedida de tomar posse por força de uma decisão liminar do juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, proferida em 8 de janeiro.

O magistrado acolheu os argumentos de três advogados que, em ação popular, questionaram se a deputada estaria moralmente apta a assumir o cargo após ter sido revelado pela imprensa que ela foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar mais de R$ 60 mil a um ex-motorista, em decorrência de irregularidades trabalhistas. Em seguida, a posse também foi suspensa por decisões da segunda instância da Justiça Federal no Rio de Janeiro e pela ministra Cármen Lúcia.

A defesa da deputada sustentou no STF que a nomeação não afrontou o princípio constitucional da moralidade e que, sendo assim, deveria prevalecer a decisão do STJ, que liberou a posse da deputada. Os defensores de Cristiane também argumentam que os processos trabalhistas enfrentados pela parlamentar não podem ser usados para impedi-la de ser empossada.

“A decisão agravada, no entanto, é absolutamente insustentável, uma vez que não há qualquer violação ao princípio da moralidade, uma vez que a ora reclamada, ao ter ajuizada contra si uma reclamação trabalhista e resistir à pretensão do autor, está exercendo o seu legítimo direito de ação e do devido processo legal”, diz a defesa.

A decisão da ministra foi motivada por um recurso da defesa da deputada. Os advogados alegaram na Corte que deveria ser mantida a competência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para julgar a validade de sua nomeação para o cargo de ministra do Trabalho. Em janeiro, o ministro Humberto Martins liberou a posse, por entender que não óbices legais para impedi-la.

Ao decidir sobre o caso, a ministra entendeu que os questionamentos constitucionais sobre a moralidade da nomeação devem ser analisados pela Corte. “Eventual referência de matéria infraconstitucional na causa posta na ação popular não afeta, portanto, a atuação deste Supremo Tribunal na presente reclamação, pela inequívoca natureza constitucional do fundamento utilizado na decisão liminar tida como lesiva ao Poder Público e exposta, com clareza, no requerimento de suspensão de seus efeitos”, decidiu a ministra.

 
Da Agência Brasil

PGR se manifesta contra habeas corpus preventivo para Lula

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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, diz que mérito do habeas corpus ainda precisa ser julgado pelo STJ Marcelo Camargo/Agência Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou hoje (14) parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o pedido de habeas corpus protocolado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar a eventual prisão preventiva dele após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal.

No parecer, Raquel Dodge argumenta que o habeas corpus não pode ser concedido pelo STF porque o mérito do mesmo pedido ainda não foi julgado pela instância inferior, o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além disso, a procuradora reafirma entendimento favorável do Ministério Público pelo início da execução provisória da pena após julgados os recursos em segunda instância.

“Estes fundamentos mostram que, ao contrário do afirmado pelos impetrantes, a execução provisória da pena de prisão não é desproporcional nem levará injustamente à prisão réu cuja culpa ainda não esteja satisfatoriamente demonstrada. Muito ao contrário. É medida que observa a presunção de inocência, o duplo grau de jurisdição e corrige a grave disfunção que acometia o sistema penal do país”, argumentou a procuradora-geral no parecer.

Condenação

No dia 24 de janeiro, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) confirmou a condenação de Lula na ação penal envolvendo o tríplex no Guarujá (SP) e aumentou a pena do ex-presidente para 12 anos e um mês de prisão. Na decisão, seguindo entendimento do STF, os desembargadores entenderam que a execução da pena do ex-presidente deve ocorrer após o esgotamento dos recursos pela segunda instância da Justiça Federal. Com o placar unânime de três votos, cabem somente os chamados embargos de declaração, tipo de recurso que não tem o poder de reformar a decisão, e, dessa forma, se os embargos forem rejeitados, Lula poderia ser preso.

No habeas corpus, a defesa do ex-presidente discorda do entendimento do STF que autoriza a prisão após os recursos de segunda instância, por entender que a questão é inconstitucional.

“Rever esse posicionamento não apequena nossa Suprema Corte – ao contrário – a engrandece, pois, nos momentos de crise, é que devem ser fortalecidos os parâmetros, os princípios e os valores. A discussão prescinde de nomes, indivíduos, vez que importa à sociedade brasileira como um todo. Espera-se que este Supremo Tribunal Federal, a última trincheira dos cidadãos, reafirme seu papel contra majoritário, o respeito incondicional às garantias fundamentais e o compromisso com a questão da liberdade”, argumentam os advogados na ocasião.

 
Da Agência Brasil