Temer visita obras do projeto Sirius, no interior de São Paulo

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Presidente Michel Temer durante encontro com o diretor-geral do CNPEM, Rogério Cezar de Cerqueira LeiteBeto Barata/PR

O presidente Michel Temer visitou hoje (15) o canteiro de obras do Projeto Sirius, do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, onde está sendo construído o acelerador de elétrons com altíssimo brilho, em Campinas, no interior do estado de São Paulo.

“Acabamos de conhecer um projeto extraordinário. Tecnologia avançadíssima, recebemos todos uma explicação muito adequada, muito competente deste projeto. Isso revela as potencialidades do país”, declarou o presidente após a visita. “Este fato tem que ser divulgado, não só para o Brasil, para que os brasileiros tenham mais orgulho da sua pátria, mas transmitido para o exterior”, completou.

O acelerador, em construção desde dezembro de 2014, está com 80% das obras concluídas e tem como previsão começar a funcionar no segundo semestre desse ano e conclusão total prevista para 2020. Com 500 metros de circunferência, no interior de um edifício de 68 metros quadrados, o acelerador será a maior e mais complexa estrutura científica do Brasil.

O projeto tem apoio financeiro do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, de R$ 1,8 bilhão. Assim que for entregue, o Sirius será aberto à comunidade científica do país e do mundo. O equipamento gerará radiação, com uma luz sincrotron, de altíssimo brilho, capaz de penetrar materiais e fazer descobertas na escala dos átomos e das moléculas. A tecnologia vai trazer avanços nas áreas de nanotecnologia, saúde, agricultura, energia, entre outros.

 

 

Da Agência Brasil

OMS divulga recomendações de boas práticas para o parto normal

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A OMS recomenda o contato pele a pele do recém-nascido com a mãe na primeira hora após o nascimento, para prevenir hipotermia e para estimular o aleitamentoMarcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

A Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou nesta quinta-feira novas recomendações para garantir que grávidas saudáveis tenham uma experiência positiva na hora do parto natural. O principal objetivo é “reduzir intervenções médicas desnecessárias”. A agência pede que nem a ocitocina nem fluídos intravenosos sejam aplicados para estimular contrações. A informação é da ONU News.

Segundo a OMS, a checagem da dilatação deve acontecer a cada quatro horas na primeira fase do parto, isso para mulheres com gravidez de baixo risco. Em relação ao controle da dor, a OMS pede que a anestesia peridural ou o uso de opioides sejam aplicados quando mulheres saudáveis pedirem esse tipo de intervenção.

A agência recomenda ainda várias técnicas para o alívio da dor durante o trabalho de parto, como relaxamento muscular, música ambiente, técnicas de respiração, massagem e aplicação de bolsas de água quente. Mas isso tudo deve ser feito apenas a pedido da grávida. Além disso, se o trabalho de parto estiver ocorrendo sem problemas, a mulher deve ser estimulada a caminhar e até a receber líquidos e alimentos.

Menos intervenções

Segundo a OMS, cerca de 140 milhões de nascimentos ocorrem por ano, a maioria sem complicações para mulheres e bebês. Mas nos últimos 20 anos, os profissionais de saúde “aumentaram o uso de intervenções que antes eram utilizadas apenas para reduzir riscos ou tratar complicações”.

Com as novas orientações, a OMS busca reverter essa situação, visando inclusive reduzir o número de cesarianas quando o procedimento pode ser evitado. A Dra. Princess Nothemba Simelela, representante da agência da ONU, explica que “o aumento da medicação durante o parto natural está minando a capacidade da mulher de dar à luz, tendo um impacto negativo na experiência do parto”.

Segundo a médica, “se o parto está progredindo normalmente, com mãe e bebê em boas condições, não é necessária nenhuma intervenção para acelerar o processo”.

Contato pele a pele

Após o nascimento, a OMS pede que os recém-nascidos sem complicações façam o contato pele a pele com a mãe na primeira hora após o nascimento, para prevenir hipotermia e para estimular o aleitamento. O banho deve dado apenas 24 horas após o nascimento e, se isso não for possível por razões culturais, a OMS pede que sejam esperadas no mínimo seis horas.

Os bebês também precisam utilizar apenas uma ou duas camadas de roupa a mais que os adultos, além de um gorro. Mãe e bebê não devem ser separados no hospital e ficar juntos 24 horas por dia.

 

 

Da ONU News

Justiça manda Corinthians e Odebrecht devolverem R$ 400 milhões para a Caixa

A Justiça Federal do Rio Grande do Sul condenou o Corinthians, a Odebrecht, a Arena Itaquera e o presidente da Caixa Econômica Federal à época da assinatura do contrato a devolverem R$ 400 milhões ao banco estatal referente ao empréstimo para construção do estádio na capital paulista. Segundo a Justiça, houve um “repasse milionário de dinheiro público, captado por uma empresa privada especialmente criada para este fim e com capital social no valor de R$ 1 mil, embasado em garantias incertas e que beneficiou, além de um time de futebol, uma construtora contratada sem licitação”. Cabe recurso da decisão.

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A Justiça diz que o contrato de financiamento para construção da Arena Itaquera foi lesiva ao interesse público. Rovena Rosa/Agência Brasil

A ação popular foi ajuizada em 2013 por um advogado gaúcho que questionou a legalidade do financiamento e pleiteou a nulidade. Segundo o autor, teria sido criada, em 2009, uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor total de R$ 4,8 bilhões para a construção e reforma de estádios da Copa de 2014. Onze projetos teriam sido aprovados, com exceção do que envolvia a Arena Itaquera, e a negativa teria ocorrido devido à ausência das garantias exigidas. No entanto, a Caixa teria aceitado financiar o projeto do estádio, assumindo os riscos da contratação como agente financeiro repassador.

De acordo com o advogado que ajuizou a ação, o negócio fechado em 2013 foi lesivo ao patrimônio público, ocorreu fora do prazo previsto, foi realizado por agente financeiro que não era o inicialmente autorizado e sem a exigência de garantias de que o empréstimo seria pago.

A juíza federal Maria Isabel Pezzi Klein concluiu que a transferência de recursos foi ofensiva aos princípios, valores e regras elementares do direito público, causando prejuízos decorrentes do mau uso de recursos públicos federais. “Ao fim de quatro anos [do empréstimo], apenas pequena parcela do principal foi paga, restando uma imensa dívida impontual, em evidentes prejuízos à CEF [Caixa Econômica Federal]. E, é claro, porque estamos falando de recursos públicos federais, a maior prejudicada é, sem dúvida, a União Federal”. Segundo ela, a concessão do empréstimo ignorou a legislação de direito público, tratando a negociação como se ela estivesse ocorrendo “entre agentes privados”.

A defesa dos réus alegou que a transação foi regular, com garantias suficientes para execução do crédito e que o débito, então de R$ 475 milhões, estaria sendo renegociado com base em receitas futuras. Além disso, foi argumentado também que o Tribunal de Contas da União (TCU) analisou e aprovou a contratação do crédito.

ProCopas Arenas

Na análise da juíza, ela destacou o papel do BNDES e da Caixa enquanto instituições financeiras responsáveis pelo gerenciamento de verbas públicas e valores destinados à implantação de políticas sociais, além de questionar a natureza do Programa BNDES ProCopa Arenas, que permitiu o deslocamento de valores expressivos de programas sociais relevantes, como o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), Seguro-Desemprego e PIS/Pasep, para obras em estádios pertencentes a clubes de futebol. “A princípio, não existe previsão legal que autorize concessões de verbas públicas para este segmento”, observou.

Em relação especificamente à Arena Itaquera, a juíza acrescentou que a obra do estádio já estava quase concluída quando o empréstimo foi tomado. “Na realidade, o dinheiro captado junto à CEF, pela SPE Arena Itaquera S.A. [empresa que recebeu o empréstimo], foi destinado não propriamente à contratação originária dos serviços de engenharia da Construtora Norberto Odebrecht S.A, na medida em que, em novembro de 2013, quando foi firmado formalmente o contrato de financiamento entre a SPE Arena Itaquera S.A. e a CEF, a obra já estava praticamente pronta (mais de 90% concluída)”, diz a juíza.

A Justiça considerou ainda que as garantias oferecidas e aceitas pela Caixa consistiam, principalmente, de expectativas que dependiam do êxito da exploração comercial do estádio. No entanto, as projeções de faturamento não se concretizaram. Dos R$ 400 milhões emprestados, pouco mais de R$ 14 milhões teriam sido amortizados em quatro anos. Com juros e correção, o saldo devedor, atualizado em maio de 2017, chegou a R$ 475 milhões.

A necessidade de licitação prévia para a escolha das construtoras que executariam as obras financiadas com dinheiro público foi uma das questões apontadas pela juíza. “É graças à existência do certame, que convoca os interessados na realização de obras, que a sociedade organizada pode ter acesso às informações relativas ao dispêndio de recursos públicos. Fico aqui me perguntando como seria possível, no contexto do direito público brasileiro, contratar uma obra, injetando nela verbas públicas, sem que tenha havido a fase pré-contratual da licitação, a qual é exigida por qualquer um dos diplomas que regulam as contratações com o Poder Público ou contratações que envolvam o aporte de recursos públicos”, declarou.

Outro lado

A Odebrecht disse, em nota, que “lamenta a informação, pois ficou demonstrado nos autos do processo a plena legalidade do processo de financiamento para a construção da Arena Corinthians, em São Paulo, por meio do Programa Pro Copa Arenas. A Odebrecht, que é parte na ação popular, apresentará os devidos recursos nas instâncias superiores após a intimação formal e ciência da íntegra da decisão”.

O Corinthians disse que “reafirma a lisura e regularidade jurídica do processo de financiamento efetuado para a construção da Arena Corinthians. Entre as diversas provas presentes nos autos, destaque-se que o próprio banco repassador Caixa Econômica Federal e o Tribunal de Contas da União se manifestaram pela regularidade do repasse, apresentando pareceres consistentes e inequívocos”. O clube vai recorrer da decisão.

 
Da Agência Brasil

Borja faz 2, mas Palmeiras tropeça no Linense e perde 100%

O jogo desta quinta-feira tinha tudo para ser um show do Palmeiras, tendo quebra de recordes e Borja, autor de dois gols, como astro principal. No entanto, o time alviverde vacilou em casa e permitiu que o Linense empatasse o duelo (duas vezes), que terminou em 2 a 2.

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Foto: Léo Pinheiro/FramePhoto / Gazeta Press

O início da atuação palestrina foi digno de campeão da Copa Libertadores, literalmente. Guerra e Borja começaram uma partida juntos como titulares pela primeira vez desde 26 de julho de 2017, e o entrosamento da dupla campeã da América não demorou a aparecer.

Desde o primeiro minuto, ambos trocaram de posição incessantemente e, em uma dessas movimentações, Guerra recebeu pelo lado direito, girou sobre a marcação, puxou para o meio e deu lindo passe de três dedos para Borja. Com a confiança renovada, o colombiano invadiu a área e bateu firme para inaugurar o marcador aos três minutos.

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Foto: Newton Menezes / Futura Press

A confiança dos atletas alviverdes impressionava na partida. Borja deu passe com as costas, Tchê Tchê tentou de letra, e o jogo já tinha cara de show palestrino. Mas na verdade esteve mais para um filme de Hollywood, com direito à clímax e final melancólico.

O Palmeiras não conseguiu manter a intensidade dos primeiros 10 minutos e acabou punido no final do primeiro tempo. Miguel Borja, o melhor em campo, perseguiu um adversário até o campo defensivo, cometeu falta e chutou a bola para longe com o jogo parado. O lance rendeu amarelo para o colombiano e o gol de empate do Linense, anotado de cabeça por Adalberto em levantamento na área.

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Foto: Newton Menezes / Futura Press

Mas claro que o herói não poderia sair como vilão. Após o intervalo, Marcos Rocha – um dos destaques e que fez sua melhor partida pelo Palmeiras – deu belo passe para Borja, que entrou na área novamente pelo lado direito, cortou o goleiro, finalizou e ficou torcendo para a bola entrar, mansa, nas redes do Linense.

A película, porém, se tornou repetitiva e o Palmeiras novamente se mostrou desinteressado na partida. Assim, após um corte errado de Thiago Martins, Murilo Henrique finalizou e o time alviverde sofreu o segundo gol da pior equipe do campeonato (em pontos) e que tinha média de menos de um tento por duelo.

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Foto: Newton Menezes / Futura Press

Mesmo com a igualdade no placar, Roger Machado manteve a estrutura tática durante quase toda a partida. Com a bola, o Palmeiras variou entre um 4-1-4-1 e o 4-2-3-1. Já sem a posse, o time alviverde atuou no 4-4-1-1, esquema que ainda não havia sido utilizado pelo treinador.

Tendo 15 minutos para buscar a vitória, Keno, Gustavo Scarpa e Willian entraram em campo nas vagas de Guerra, Lucas Lima e Dudu, que teve o pior desempenho entre os jogadores de ataque. O trio, porém, esteve como os demais companheiros nesta noite: desligados do duelo. Azar dos 25.712 que pagaram ingresso para assistir ao espetáculo.

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Foto: Mauro Horita / Gazeta Press

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 X 2 LINENSE

Local: Estádio Palestra Itália, em São Paulo (SP)

Data: 15 de fevereiro, quinta-feira

Horário: 21h (de Brasília)

Árbitro: Lucas Canetto Bellote (SP)

Assistentes: Fabio Rogerio Baesteiro e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP)

Público: 25.712 pessoas

Renda: R$ 1.435.029,10

Cartões amarelos: Miguel Borja e Felipe Melo (PALMEIRAS); Marcão Silva (LINENSE)

GOLS:

PALMEIRAS : Borja, aos três minutos do primeiro tempo, e seis da etapa final

LINENSE: Adalberto, aos 43 minutos da etapa inicial; Murilo Henrique, aos 30 do segundo tempo

PALMEIRAS: Jailson; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Thiago Martins e Michel Bastos; Felipe Melo; Alejandro Guerra (Gustavo Scarpa), Lucas Lima (Keno), Tchê Tchê e Dudu (Willian); Miguel Borja

Técnico: Roger Machado

LINENSE: Vitor Golas; Reginaldo, Adalberto, Leandro Silva e Fernandinho (Berguinho); Marcão Silva, Bileu, Eduardo e Murilo Henrique (Kadu); Danielzinho (Giovanni) e Wilson

Técnico: Márcio Fernandes

 

Sérgio Barzaghi / Gazeta Press
Bruno Calió

Gazeta Esportiva