São Paulo avança com sufoco e lambança e evita novo vexame

 

O São Paulo segue vivo no Campeonato Paulista de 2018. Na chuvosa noite desta segunda-feira, o time tricolor mostrou a atitude exigida pelo técnico Diego Aguirre, que fez sua primeira partida no Morumbi, e derrotou o São Caetano por 2 a 0, com gols de Tréllez (com lambança incrível do goleiro adversário) e Diego Souza, ambos anotados no segundo tempo.

Com o triunfo, o placar agregado deste confronto de quartas de final terminou 2 a 1 para o São Paulo, que havia perdido por 1 a 0 no duelo de ida, disputado no Estádio Anacleto Campanella, no último sábado. Agora, os comandados de Aguirre, esperam os embates desta quarta e quinta-feira para conhecer o seu adversário nas semifinais do Paulistão.

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Foto: Marcello Zambrana/Agif / Gazeta Press

O Jogo – Buscando a virada, Aguirre promoveu seis mudanças na escalação. Jean, Petros e Diego Souza foram barrados; Rodrigo Caio e Cueva, a serviço de suas respectivas seleções, não estavam à disposição; Júnior Tavares, com lesão na coxa direita, virou desfalque de última hora. Em suas vagas entraram, respectivamente, Sidão, Liziero, Tréllez, Bruno Alves, Marcos Guilherme e Reinaldo.

Com um time mais veloz em campo, o São Paulo começou testando o goleiro do Azulão logo de cara. No primeiro minuto, Tréllez arriscou de longe, exigindo grande defesa de Paes. Na sequência, Marcos Guilherme cruzou, encobriu o camisa 12 e acertou o poste direito do gol.

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Foto: Marcello Zambrana/Agif / Gazeta Press

Aos 17 minutos, nova chance: após cobrança de escanteio, Reinaldo aproveitou a sobra na segunda trave, mas foi abafado por Paes. A bola subiu, e Éder Militão por pouco não conseguiu empurrar de cabeça para o gol.

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Foto: Miguel Schincariol / Gazeta Press

Com praticamente os 11 jogadores no campo do São Caetano, o São Paulo impunha correria, mas errava muitos passes. Os visitantes, por sua vez, desceram três vezes com perigo em contra-ataques, mas não deram grande trabalho a Sidão.

Para a etapa complementar, o São Paulo voltou com Lucas Fernandes no lugar de Valdívia, que saiu devido a dores na coxa esquerda. No São Caetano, Pintado sacou o meia Nonato para a entrada do atacante Niltinho. Atuando contra a impaciência da torcida, que xingou Aguirre de “burro” em função da troca, o São Paulo criou duas boas oportunidades logo de cara.

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Foto: Newton Menezes / Futura Press

Após tabelar com Liziero pela esquerda, Reinaldo cruzou na área. Tréllez se antecipou ao zagueiro e desviou de cabeça, mas a bola não ganhou força e saiu pela lateral. Pouco depois, Lucas Fernandes recebeu na esquerda, limpou a marcação e bateu cruzado, com perigo, mas para fora.

A pressão continuou e, de tanto insistir, os mandantes foram premiados com um erro crasso do goleiro rival. Após ter a bola recuada na área, Paes demorou a chutar e foi travado por Tréllez. A bola subiu, e o colombiano empurrou de cabeça para findar a vantagem do São Caetano no confronto.

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Foto: Miguel Schincariol / Gazeta Press

A dez minutos do fim, buscando o gol que lhe daria a vaga direta, Aguirre colocou Diego Souza na vaga do jovem Liziero. E deu certo. Após bela jogada de Nenê, Lucas Fernandes, que entrou bem na partida, cruzou na área. Diego Souza, vindo de trás, testou firme. A bola ainda bateu no goleiro e na trave antes de entrar. Nos minutos finais, os visitantes ainda esboçaram uma pressão, mas o Triciolor se segurou bem para avançar e fazer a festa da torcida no Morumbi.

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Foto: Fernando Dantas / Gazeta Press

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 2 X 0 SÃO CAETANO

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)

Data: 20 de março de 2018, terça

Horário: 21 horas (de Brasília)

Árbitro: Salim Fende Chavez

Assistentes: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Gustavo Rodrigues de Oliveira
Público: 17.899 torcedores

Renda: R$ 414.726,00

Cartão Amarelo: Reinaldo e Diego Souza (São Paulo); Diego Rosa (São Caetano)

Cartão Vermelho: -

Gols:

SÃO PAULO: Tréllez, aos 19, e Diego Souza, aos 39 minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Sidão; Éder Militão, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Jucilei e Liziero (Diego Souza); Marcos Guilherme (Caíque), Nenê e Valdívia (Lucas Fernandes); Tréllez

Técnico: Diego Aguirre

SÃO CAETANO: Paes; Alex Reinaldo (Pedro Costa), Sandoval, Max e Bruno Recife; Ferreira, Vinícius Kiss, Nonato (Niltinho) e Chiquinho; Ermínio e Diego Rosa (Marino)

Técnico: Pintado

 

Rodrigo Gazzanel/RM Sports Images / Gazeta Press
José Victor Ligero

Gazeta Esportiva

 

Só 4% da água monitorada na Mata Atlântica tem boa qualidade

Um levantamento feito pela organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica mostra que apenas 4,1% dos 294 pontos de coleta nos córregos lagos e rios da Mata Atlântica dispõem de água considerada de boa qualidade. Segundo a pesquisa, em 75,5% dos pontos de coleta (222), foi encontrada água em situação regular e, em 20,4% (60), ruim ou péssima.

Segundo a SOS Mata Atlântica, a qualidade da água doce superficial é suscetível às condições ambientais e ao uso do solo

Segundo a SOS Mata Atlântica, a qualidade da água doce superficial é suscetível às condições ambientais e ao uso do solo Foto: Arquivo/Agência Brasil

O levantamento foi realizado em 102 municípios nos 17 estados, além do Distrito Federal, onde há Mata Atlântica. O estudo apresenta um panorama sobre a qualidade da água de 230 rios, córregos e lagos do bioma, feito entre março de 2017 e fevereiro de 2018.

“Rios e águas contaminados são reflexo da ausência de instrumentos eficazes de planejamento, gestão e governança. Refletem a falta de saneamento ambiental, a ineficiência ou falência do modelo adotado, o desrespeito aos direitos humanos e o subdesenvolvimento”, destaca o texto do levantamento.

De acordo com a ONG, a qualidade da água doce superficial é suscetível às condições ambientais, às variações e aos impactos do clima, aos usos do solo e às atividades econômicas feitas na bacia hidrográfica. “A água está diretamente ligada à conservação da Mata Atlântica, à sustentabilidade dos ecossistemas, à saúde e atividades econômicas da população que vive no bioma”, destaca o estudo.

O levantamento comparou os dados do monitoramento de 188 pontos fixos de coletas, distribuídos por 11 estados, do ciclo 2017 (março de 2016 a fevereiro de 2017) e do ciclo 2018 (março de 2017 a fevereiro de 2018). Os resultados obtidos demonstram que a qualidade da água dos rios das bacias da Mata Atlântica permaneceu estável neste ciclo e não houve evolução significativa dos indicadores em relação ao anterior.

“Os indicadores estáveis de qualidade boa ao longo do ciclo de chuva e seca deste período de monitoramento evidenciam a importância da conservação da floresta e das matas ciliares para perenidade dos recursos hídricos. Os cinco pontos com qualidade boa em dois ciclos consecutivos estão em áreas especialmente protegidas da Mata Atlântica”, destaca o estudo.

 
Da Agência Brasil