Quase prefeito de SP, Bruno Covas prevê gestão menos liberal que Doria

 Tucano diz que prevê um governo social-democrata mais para o de Mario Covas

Qual era o sonho de menino de Bruno Covas Lopes?

“Eu sempre tive o sonho de ser prefeito de São Paulo.”

Já caiu a ficha?

“Ainda não…”

Ao final da conversa com a Folha em seu gabinete, no horário do almoço, Bruno Covas, 37, o ainda vice-prefeito, saiu para dar uma caminhada no centro de São Paulo. Da sede da prefeitura, no Viaduto do Chá, até a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde se formou.

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O vice-prefeito Bruno Covas (PSDB) assumirá a prefeitura de São Paulo em 7 de abril, quando o prefeito João Doria se desligar do cargo para concorrer ao governo do estado

No caminho, com passos largos e as mãos no bolso, ninguém reconheceu o jovem herdeiro da grife Covas.

Ninguém parou para pedir autógrafo ou fazer selfie com aquele que assumirá a prefeitura no início de abril, quando o titular, João Doria, também do PSDB, deixará o posto após 15 meses para disputar a eleição ao governo de SP.

Bruno vai completar 38 anos bem no dia previsto para sua posse, 7 de abril. Mas não será o prefeito paulistano mais jovem: como ele mesmo lembrou, Jânio Quadros foi prefeito pela primeira vez com apenas 36 anos.

Era uma figura folclórica que todo mundo já conhecia como vereador e chegaria à Presidência em 1960 montado numa vassoura para combater a corrupção. Renunciou oito meses depois.

Este não é o caso do jovem Covas, um típico garotão paulistano de classe média, que mora sozinho, é divorciado e tem um filho de 12 anos, gosta de viajar com os amigos, segue uma dieta rigorosa e vai à academia cinco vezes por semana. Mas ainda parece desconhecido pela maioria dos 12 milhões de habitantes da cidade que vai governar.

Mais alto e mais robusto, careca assumida e de barba bem cuidada, discreto e de fala mansa, em nada o novo prefeito lembra aquele que vai sair, após seguidas promessas de que se manteria no cargo os quatro anos de mandato.

Pelo centro velho paulistano, as pessoas que também andavam apressadas como ele pela Líbero Badaró reparavam apenas no repórter-fotográfico da Folha que o seguia, tentando adivinhar quem era o alvo dos cliques, um caso raro de governante que os governados só irão conhecer direito depois da posse.

Tão rapidamente como saiu, Bruno voltou ao Edifício Matarazzo para uma reunião de emergência com Doria e outros secretários no auge da crise provocada pela discussão da reforma da previdência municipal, que, no dia anterior, havia provocado um quebra-quebra na Câmara Municipal, com servidores feridos por guardas.

Durante a entrevista, a conversa com Bruno Covas tinha sido interrompida apenas uma vez, para atender a um telefonema justamente do ainda prefeito. Doria liga em média cinco vezes por dia para seu vice, que também acumula a Secretaria de Governo, responsável pelas articulações políticas com a Câmara.

Será que o futuro prefeito está muito preocupado com os complexos problemas que vai enfrentar no comando da maior cidade do país?

“Que nada… Assim que é bom! Eu gosto é disso. Não dá para deixar de ser feliz quando se faz o que gosta”, diz, ao voltar para a mesa e continuar contando a sua história.

Fazer o que gosta para Bruno é fazer política, uma arte que ele começou a aprender com 14 anos, quando saiu de Santos, onde nasceu, para morar no Palácio dos Bandeirantes com seu avô, Mario Covas, então governador. Não poderia encontrar escola melhor quem sempre pensou em seguir a carreira política.

VIDA NO PALÁCIO
Bruno estudou no mesmo Colégio Bandeirantes, por onde o avô já tinha passado, e depois foi professor de química. Cursou exatas, pensando em fazer engenharia como o pai, Pedro Lopes, que trabalha no porto de Santos desde 1983, e o avô, ex-prefeito e ex-governador de São Paulo.

Mas, na fila da inscrição do vestibular, resolveu buscar uma vaga em direito na USP e, depois, ainda cursou economia na PUC paulistana.

“Eu adorava ano de eleição, sempre gostei disso. O avô Mario nada tinha a ver com o político, que tinha fama de bravo. Não me lembro de ter levado uma só bronca dele. Gostava de ir com ele para Brasília quando era senador. Em 1992, quando já estava doente, levou toda a família para a Argentina.”

Bruno só sairia do Palácio dos Bandeirantes quando Mario Covas morreu, em meio ao segundo mandato, em 2001.

Com 24 anos, Bruno se candidatou a vice-prefeito de Santos, na chapa de Raul Christiano. Foi sua primeira e única derrota em eleições. Dois anos depois, já presidente da Juventude do PSDB, elegeu-se deputado estadual, mais tarde federal e foi secretário de Meio Ambiente de Geraldo Alckmin, seu único cargo executivo antes de ser vice de Doria.

Bruno conheceu o empresário João Doria quando esse ajudava como voluntário os trabalhos sociais de sua avó, dona Lila. Nunca foram muito próximos no partido.

Curioso é que, nas prévias do PSDB para a eleição de 2016, o futuro prefeito apoiou o deputado Ricardo Tripoli, e não Doria. Convidado, tornou-se vice a pedido do governador Alckmin, em uma tentativa de unir o partido.

No início do governo, ocupou o importante cargo de secretário das Prefeituras Regionais, de onde saiu dez meses depois, após uma série de atritos com o prefeito e outros auxiliares. Antes responsável pela zeladoria, uma das causas da queda de popularidade de Doria quando ainda queria ser candidato a presidente, o vice passou a acumular a função de articulador político.

“Tivemos divergências de entendimento em relação a algumas questões”, explica Bruno, sem entrar em detalhes. Ele também não quer falar sobre o que vai mudar na prefeitura, se vai manter o secretariado e quais são os seus planos para os quase três anos de mandato que terá pela frente.

Cuidadoso com cada palavra, não queria “sentar na cadeira antes da hora”, lembrando do episódio em que Fernando Henrique Cardoso posou para fotos no gabinete do prefeito poucos dias antes da eleição que perdeu para Jânio Quadros, em 1985. Ao assumir, Jânio desinfetou a cadeira.

COVAS OU DORIA
Diante da pergunta se a população deve esperar um prefeito mais para Mario Covas ou para João Doria, não titubeia e responde na lata.

“Mario Covas. Em função da convivência com ele, sou um social-democrata que entende que o Estado não deve participar de tudo, mas precisa dar atenção máxima a educação, saúde e segurança. Doria tem uma posição mais liberal, mas tudo é relativo.”

Entre os principais projetos de Doria está o programa de privatizações que, entre outros, prevê a passagem para a iniciativa privada de parques, terminais de ônibus, o autódromo de Interlagos e o estádio do Pacaembu.

Bruno lembra dos mutirões para fazer melhorias na periferia em que Mario Covas punha a mão na massa como engenheiro e proibia os assessores de avisarem a imprensa. Bem ao contrário de Doria, que não faz nada sem ser acompanhado de uma equipe de vídeo para alimentar suas redes sociais. Bruno não liga muito para isso e, embora seja afável com jornalistas, não gosta de se expor.

Só se anima mesmo quando fala da dieta que começou a fazer no ano passado, após o susto que levou durante uma viagem ao Marrocos, quando teve uma crise de pedra no rim. “Estava com mais de cem quilos, colesterol a mais de 400, taxa alta de triglicérides, pressão alta, então passei a rever alguns conceitos. Precisava me cuidar, senão não chegaria nem aos 40.”

Após perder 16 quilos, raspar os cabelos e deixar a barba crescer, só não mudou a forma de se vestir, mantendo estilo mais informal. E nega que siga orientação de marqueteiros para assumir uma imagem mais “prefeitável”.

“Não tenho dinheiro para marqueteiro”, brinca, antes de contar os segredos da dieta. No desjejum, chá verde, dez gramas de glutamina, um limão espremido e 20 gotas de própolis. Depois dos exercícios na academia, uma dose de Whey (proteína em pó).

No café da manhã, dois ovos mexidos, suco de abacaxi, limão e gengibre, quatro castanhas do Pará, dez castanhas de caju e 15 amêndoas. No almoço e no jantar, uma proteína (carne, frango ou peixe), salada à vontade, um pouco de legumes e o mínimo de carboidratos. O objetivo principal da dieta é trocar gordura por massa muscular para manter os 84 quilos.

Por enquanto, porém, isso não o ajudou a encontrar a futura primeira-dama. “Estou na praça… Aceitamos inscrições…”, ri dele mesmo. “Nem tenho tempo pra isso.”

DESIGUALDADE
O que mais gosta em São Paulo é do “dinamismo na cidade, ter tudo, as pessoas sempre com pressa para fazer as coisas, ir atrás da solução dos problemas”. O lugar preferido é “qualquer um onde possa estar com meu filho Tomás. Vou ao Pacaembu com ele ver o jogo do Santos”.

O que mais o desagrada é “a desigualdade social, isso incomoda demais, ver gente dormindo nas ruas. Na praça da Sé e no Pateo do Collegio ainda tem muita gente largada nas calçadas”.

Quem é, afinal, Bruno Covas, em poucas palavras?

“É um sonhador. Acredito muito na política, acredito nas pessoas e na democracia. É um cara feliz.”

Mais cedo do que poderia imaginar, agora ele vai sentar na cadeira que já foi do avô Mario Covas. Nas horas vagas, avisou que vai subir em palanques para apoiar as campanhas de Geraldo Alckmin a presidente e de João Doria a governador. “Eu sou um homem de partido.”

RAIO X
Idade
37 anos

Formação
Graduado em direito pela USP e economia pela PUC-SP

Carreira
Deputado estadual (2007-2010), secretário de Meio Ambiente de Alckmin (2011-2014), deputado federal (2015-2016) e secretário das Prefeituras Regionais de Doria

 

 

Ricardo Kotscho

DA FOLHA DE SÃO PAULO

PF e Receita Federal estiveram em Cotia em operação contra fraudes

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A Polícia Federal deflagrou operação conjunta com a Receita Federal nesta quinta-feira (22) para combater um esquema de fraudes relacionadas ao comércio de créditos tributários irregulares.

Os agentes da PF e os servidores da Receita Federal cumpriram quatro mandados de prisão temporária e catorze mandados de busca e apreensão nas cidades de Cotia, Florianópolis, São Paulo, Itapetininga, Bragança Paulista, Salto de Pirapora e São Caetano do Sul.

Batizada de Operação Manigância, a ofensiva combate esquema que envolvia empresas que prestavam consultoria, oferecendo créditos tributários retirados de terceiros e repassando esses valores para clientes que contratavam seus serviços.

De acordo com a PF, as investigações tiveram início em dezembro de 2016, quando a Receita comunicou aos delegados a existência de suspeitas de que uma servidora do próprio órgão estivesse cometendo crimes.

O inquérito policial foi instaurado inicialmente para apurar a prática de corrupção passiva e inserção de dados falsos em sistema de informação oficial por parte de uma analista tributária da Receita em São Paulo.

Ainda segundo a PF, foi identificado que aquela servidora promoveu alterações nos sistemas de informação da RFB para modificar a titularidade de créditos tributários legítimos em benefício de outras empresas. Os créditos tributários fraudulentos eram usados para suspender os débitos dessas empresas ou eram usados para solicitar a restituição, em dinheiro, do recolhimento tributário.

Ciranda ilícita

Conforme avançaram as investigações, ficou compreendido que o esquema funcionava da seguinte maneira: os créditos lícitos de grandes contribuintes eram selecionados e desviados pelos criminosos em favor de empresas laranja. Em seguida, após a captação de possíveis interessados, os créditos eram comercializados fraudulentamente e transferidos aos beneficiários finais por meio de pedido eletrônico de compensação e restituição.

A fim de minimizar os efeitos produzidos pela associação criminosa, foram pedidos o sequestro e o bloqueio dos bens dos investigados. Eles responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de associação criminosa, corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistemas de informações e estelionato.

De acordo com a Receita Federal, o esquema irregular movimentou um total de R$ 64 milhões em créditos aproveitados de maneira irregular.

 

Fonte: Último Segundo – iG

Confiança do Consumidor avança 4,6 pontos de fevereiro para março, diz FGV

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Na passagem de fevereiro para março melhoraram tanto as avaliações sobre a situação atual quanto as expectativas em relação aos próximos mesesMarcelo Camargo – Agência Brasil/EBC

O Índice de Confiança do Consumidor, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 4,6 pontos de fevereiro para março deste ano e chegou a 92 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Em relação a março de 2017, o índice avançou 8,1 pontos.

Na passagem de fevereiro para março melhoraram tanto as avaliações sobre a situação atual quanto as expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual cresceu 3,4 pontos e atingiu 78,6 pontos, mas ainda se mantém na zona de pessimismo.

O Índice de Expectativas avançou para a zona de otimismo ao subir 5 pontos, de 96,5 para 101,5 pontos, o maior nível desde dezembro de 2013 (103,6).

Em relação à situação econômica geral, o indicador que mede o grau de satisfação com a economia no momento avançou 1,7 ponto, para 84,4 pontos. Já o indicador das perspectivas para a situação econômica nos seis meses seguintes avançou 3,9 pontos, para 118 pontos, o maior nível da série histórica.

Segundo a FGV, a recuperação gradual da situação atual contribui para que os consumidores se sintam mais confiantes para novas compras. “A sustentação dessa melhora na intenção de compras dependerá, contudo, da não ocorrência de choques negativos no âmbito político ou econômico nos próximos meses”, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor.

 

Da Agência Brasil*

Fórum da Água espera chegar a mais de 100 mil participantes até o fim do evento

O 8º Fórum Mundial da Água, que ocorre em Brasília desde o início da semana, deve chegar a cerca de 105 mil participantes até amanhã (23), quando termina o fórum. Segundo os organizadores, até às 14h de hoje (22), o evento já recebeu 85 mil pessoas de 172 países diferentes.

Dos participantes do fórum, 74,5 mil pessoas visitaram a Vila Cidadã e a Feira e 10,5 mil são congressistas que participaram das mais de 300 sessões temáticas do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Desses, 6,9 mil são brasileiros e 3,5 mil estrangeiros.

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Vila Cidadã já recebeu a visita de 74,5 mil pessoasFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga, disse que a organização foi surpreendida com o número de participantes, já que a expectativa era de cerca de 40 mil pessoas. “Isso mostra que o tema da água está se tornando um tema importante não só para os técnicos que trabalham nessa área mas também para o cidadão comum e para os políticos”, disse.

A abertura do evento contou com a presença de 12 chefes de estado e governo, além de representantes de organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas e suas agências, a União Europeia, o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, entre outros.

O Fórum também contou com a presença de 56 ministros e 14 vice-ministros de 56 países, 134 parlamentares de 20 nações diferentes, além de autoridades locais como prefeitos e governadores. Outra inovação citada foi a participação do Poder judiciário, com a presença de 83 juízes, promotores e especialistas de 57 países.

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, disse que o maior legado do Fórum para a população de Brasília, que passa por um período de crise hídrica, é uma consciência maior com relação ao uso da água e a mudança de hábitos. “Tenho certeza de que na medida em que a preocupação com a água é maior a partir das crianças, dos jovens, das famílias, as pessoas vão desperdiçar menos água no seu uso cotidiano”, disse.

Declarações

Como resultado do Fórum, serão produzidas cinco declarações: de ministros, de parlamentares, de autoridades locais e dos juízes e promotores, além de uma declaração de sustentabilidade, que vai indicar compromissos que os países devem ter em relação à boa gestão da água.

Segundo Braga, os documentos serão distribuídos para incentivar o bom uso da água e a segurança hídrica. “Nenhuma dessas declarações são vinculantes, não há obrigações, mas há um comprometimento de ter uma boa gestão da água nos seus respectivos países”, explicou, lembrando que é preciso de motivação da classe política para que a implementação desses documentos possa acontecer.

 
Da Agência Brasil*

STF decide que Lula não pode ser preso até julgamento de habeas corpus

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A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu há pouco conceder uma liminar ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que impede a prisão dele até o julgamento do mérito do habeas corpus preventivo apresentado pelo ex-presidente à Corte. A decisão vale até o dia 4 de abril, quando a Corte deve voltar a julgar o habeas corpus apresentado por Lula.

A conclusão do julgamento foi adiada porque os ministros julgaram uma preliminar da ação, fato que tomou todo o tempo da sessão.

A decisão que concedeu a liminar ao ex-presidente foi tomada porque os ministros entenderam que, por não poderem concluir o julgamento nesta quinta-feira, Lula sairia prejudicado com a situação. O pedido liminar foi solicitado pela defesa do ex-presidente diante do adiamento do julgamento.

Votaram a favor da liminar Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello. Os ministros Edson Fachin (relator), Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e a presidente, Cármen Lúcia, se manifestaram contra.

Durante o julgamento, Barroso entendeu que não poderia ser atendido o pedido. “Considero irrelevante o fato de se tratar de um ex-presidente da República. Acho que ele tem que ser tratado como qualquer brasileiro, há uma jurisprudência em vigor e não vejo nenhuma razão para concessão de liminar”, disse Barroso.

O ministro Gilmar Mendes acompanhou a divergência. “É difícil me imputar simpatia pelo PT, como todo mundo sabe. Cito Ruy Barbosa: ‘Se a lei cessa de proteger os nossos adversários, cessa virtualmente de nos proteger”, argumentou.

TRF4

Essa decisão do Supremo não impede o julgamento do último recurso de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), previsto para a próxima segunda-feira (26). É o último recurso de Lula contra a condenação a 12 anos e um mês de prisão na ação penal do triplex do Guarujá (SP), no âmbito da Operação Lava Jato.

Após a análise do último recurso, a prisão dele pode ser determinada com base na decisão do STF que autorizou, em 2016, a detenção de condenados pela segunda instância da Justiça.

* Colaborou Felipe Pontes

 

Da Agência Brasil*

Corinthians domina o Bragantino e se junta a grandes nas semifinais

O Corinthians mostrou um futebol muito superior em relação ao apresentado no final de semana, dominou o Bragantino com uma grande apresentação do lado esquerdo do seu ataque e fez 2 a 0 sobre a equipe do interior paulista, com gols do lateral Sidcley e do volante Maycon, este em lindo chute de fora da área. Como havia perdido por 3 a 2 na ida, o Timão assegurou a passagem sem precisar da disputa de pênaltis.

Com o resultado, os corintianos agora têm dois treinamentos pela frente até encararem o São Paulo, no domingo, às 16h (de Brasília), em partida agendada para o estádio do Morumbi, que começa a disputa da semifinal do Campeonato Paulista deste ano. Pelo fato de o Alvinegro ter melhor campanha do que o rival, o duelo da volta está marcado para Itaquera, na quarta-feira, às 21h45 (de Brasília).

Canhotos superam defesa e abrem vantagem

O Corinthians tentou pressionar desde o primeiro momento da partida, aproveitando a boa presença da torcida, mas parou em uma postura pouco defensiva do Bragantino. Mesmo com a vantagem adquirida no primeiro jogo, o time do interior paulista adiantou sua marcação e não deu espaço para a construção das jogadas, exigindo que os corintianos criassem espaços por meio de jogadas individuais.

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(Fotos: Fernando Dantas/Gazeta Press) 

A primeira delas foi de Clayson, que deu um drible por debaixo das pernas de Vitinho na ponta esquerda e abriu para Rodriguinho. A bola rodou até chegar em Mateus Vital, que serviu o próprio Clayson. O atacante girou facilmente sobre Lázaro e bateu de canhota, rente à trave direita. Pouco depois, Ralf driblou Fabiano e cruzou. A zaga afastou mal e Dutra, livre de marcação, chutou muito mal, por cima do gol.

Aproveitando-se do espaço razoável na frente da área, já que o Braga insistiu na marcação pressão, o Timão enfim conseguiu sair na frente. Ralf desceu pela direita e cruzou passe para Maycon, na entrada da área. O companheiro de marcação não conseguiu dominar, mas acabou transformando o lance em um lindo passe para Sidcley, que colocou na frente e bateu forte. A bola passou pelo goleiro Guilherme Mattis, tentando afastar, mandou para a rede aos 30 minutos.

A vantagem não intimidou o Braga, que quase empatou cinco minutos depois, em cabeçada de Matheus Peixoto, rente à trave de Cássio. Passado o susto, o Corinthians continuou no seu ritmo ofensivo e conseguiu ampliar o placar ainda antes do intervalo. Após Mantuan e Mateus Vital não conseguirem vencer a marcação na direita, Rodriguinho pegou a bola, trouxe para o meio e rolou para Maycon, da entrada da área, acertar o ângulo de Alex Alves e fazer o 2 a 0.

Braga só assusta e não consegue diminuir

O segundo tempo começou com o Bragantino retornando à formação que atormentou os corintianos na etapa final do domingo, quando Ítalo substituiu Léo Jaime e deu um show de bola no lado direito da defesa, aproveitando-se justamente de Mantuan, titular nesta quinta. Quem manteve o domínio, no entanto, foi o time da casa, jogando no campo do adversário e desperdiçando muitas chances de ampliar o marcador.

O primeiro lance foi quando Dutra ganhou da zaga e a bola ficou para Rodriguinho, que chutou e a bola foi para escanteio. Na sequência, Maycon tabelou com Dutra e chutou forte. A bola desviou em Lázaro e Alex Alves fez bela defesa. evitando o terceiro tento corintiano. Sem a vantagem que acalmasse a torcida, no entanto, o Braga continuava à espera apenas de uma bola erguida na área para levar a decisão aos pênaltis.

Em bola alçada pela direita, ítalo cabeceou sem perigo, mas já deu um primeiro susto em Cássio. Aos 26 minutos, no entanto, veio a jogada mais perigosa. Após falta cometida pouco depois da linha do meio-campo, Vitinho não teve dúvidas em mandar os zagueiros para a área. O cruzamento foi bom e Lázaro ganhou da defesa corintiana, cabeceando próximo ao gol de Cássio, que nem se mexeu.

As chances continuaram surgindo em profusão para o Timão, atrapalhado pela falta de confiança de Júnior Dutra, errando passe simples na pequena área e não conseguindo fechar cruzamentos de Clayson. Carille ainda tentou uma investida final para os contra-ataques, acionando Pedrinho e Romero, mas o resultado ficou mesmo no 2 a 0.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 X 0 BRAGANTINO

Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 22 de março de 2018, quarta-feira
Horário: 20 horas (de Brasília)
Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo (SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Tatiane Saciloti dos Santos Camargo (SP)
Público: 32.930 pagantes
Renda: R$ 1.554.163,80
Cartões amarelos: Balbuena (Corinthians); William Schuster, Diego Macedo (Bragantino)
Gols:
CORINTHIANS: Sidcley, aos 30, e Maycon, aos 44 minutos do primeiro tempo

CORINTHIANS: Cássio; Mantuan, Balbuena, Henrique e Sidcley; Ralf, Maycon, Mateus Vital (Romero), Rodriguinho e Clayson (Pedrinho); Júnior Dutra
Técnico: Fábio Carille

BRAGANTINO: Alex Alves; Diego Macedo, Lázaro, Guilherme Mattis e Fabiano (Gerley); Adenilson, William Schuster, Vitinho, Danilo Bueno (Artur) e Léo Jaime (Ítalo); Matheus Peixoto
Técnico: Marcelo Veiga

 
Tomás Rosolino
Da Gazeta Esportiva – São Paulo, SP

PF cumpre mandados na BA e SP na 50ª fase da Lava Jato

Agentes da Polícia Federal cumprem na manhã desta sexta-feira três mandados de busca e apreensão nos Estados da Bahia e de São Paulo em nova etapa das investigações da operação Lava Jato sobre suspeita de pagamento de propina em contratos da Transpetro, subsidiária da Petrobras, informou a PF.

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Agente da Polícia Federal 26/01/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino Foto: Reuters

A chamada operação Sothis II, 50ª fase da Lava Jato, é um prosseguimento de medidas cumpridas na 47ª fase, que prendeu um ex-gerente da Transpetro, em novembro do ano passado, por suspeita de receber R$ 7 milhões em pagamentos ilegais e fazer repasses ao PT.

Os repasses teriam ocorrido de setembro de 2009 a março de 2014, e foram revelados a partir de acordo de colaboração premiada de executivos da empresa de engenharia responsável pelos pagamentos, a NM Engenharia, de acordo com autoridades.

Os mandados desta sexta-feira foram expedidos pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, para serem cumpridos nas cidades de Salvador (BA), Campinas e Paulínia (SP).

 

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