Confira os últimos resultados dos jogos do Brasileirão 2018

Da Redação

Veja os resultados dos jogos do Campeonato Brasileiro

Sábado, 05 de Maio de 2018

BRASILEIRO- SÉRIE A
4ªRodada
19:00-SÃO PAULO – SP 2 X 2 ATLÉTICO -Morumbi – Sao Paulo – SP
19:00-VASCO DA GAMA – RJ 4 X 1 AMÉRICA – MG-São Januário – Rio de Janeiro – RJ

Domingo, 06 de Maio de 2018

11:00-CORINTHIANS – SP 1 X 1 CEARÁ – CE-Arena Corinthians – Sao Paulo – SP
16:00-FLAMENGO – RJ 2 X 0 INTERNACIONAL – RS-Maracanã – Rio de Janeiro – RJ
16:00-CRUZEIRO – MG 1 X 0 BOTAFOGO – RJ-Mineirão – Belo Horizonte – MG
16:00-ATLÉTICO – PR 1 X 3 PALMEIRAS – SP-Arena da Baixada – Curitiba – PR
16:00-VITÓRIA – BA 1 X 2 FLUMINENSE – RJ-Manoel Barradas – Salvador – BA
19:00-GRÊMIO – RS 5 X 1 SANTOS – SP-Arena do Grêmio – Porto Alegre – RS
19:00-SPORT – PE 2 X 0 BAHIA – BA-Ilha do Retiro – Recife – PE

Segunda, 07 de Maio de 2018
20:00-CHAPECOENSE – SC 1 X 1 PARANÁ – PR-Arena Condá – Chapeco – SC

Brasileirão 2018:Flamengo, Palmeiras, Fluminense e Cruzeiro vencem

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A quarta rodada do Brasileirão segue movimentando o domingo (6) de futebol pelo país. No Maracanã lotado, o Flamengo venceu o Internacional por 2 a 0 e segue líder isolado. Fora de casa, o Palmeiras derrotou o Atlético-PR por 3 a 1 e assumiu o segundo lugar. O Fluminense também ganhou fora de seus domínios: bateu o Vitória, de virada, por 2 a 1. E, no Mineirão, o Cruzeiro conquistou a primeira vitória na Série A ao derrotar o Botafogo por 1 a 0.

Em mais uma partida com casa cheia neste domingo, o Flamengo recebeu o Internacional, no Maracanã, com a presença de mais de 55 mil torcedores. No primeiro tempo, enquanto o Rubro-Negro pressionava, o Inter mostrava eficiência no setor defensivo, sem dar espaço para infiltrações ao time da casa. O Colorado, por sua vez, chegou perto de marcar em duas oportunidades, ambas com Leandro Damião, que viu Diego Alves fazer boas defesas. Na volta do intervalo, o Fla seguiu ofensivo e conseguiu marcar aos 25 minutos. Após cobrar falta na barreira, Lucas Paquetá ficou com a sobra e chutou para fazer 1 a 0. Depois, aos 41, Éverton Ribeiro fez fila, limpou a área e chutou para fechar a vitória por 2 a 0. Com o resultado, o Rubro-Negro segue na liderança isolada da Série A, agora com dez pontos. O Internacional, com quatro, aparece na 12ª posição.

Jogando em casa, na Arena da Baixada, o Atlético-PR iniciou a partida pressionando o visitante Palmeiras. Em uma das jogadas de perigo, o Furacão quase marcou com o chute de longe de Matheus Rossetto, que obrigou o goleiro Jaílson se esticar para jogar para escanteio. Na sequência, o meia repetiu a jogada, mas a bola saiu por cima do gol. Jaílson seguiu salvando o Verdão dos donos da casa, que viram o rival abrir o placar aos 43 minutos. Dudu cruzou no peito de Keno, que rolou para Bruno Henrique bater firme e fazer 1 a 0. No segundo tempo, o Palmeiras ampliou com Marcos Rocha, aos 14 minutos. Após cobrança de escanteio ensaiada, a bola sobrou para Dudu, que viu sua finalização ser defendida. No rebote, o lateral pegou de primeira e fez 2 a 0. O terceiro foi de Willian, aos 39. O Furacão ainda descontou com Pablo, aos 44, mas não tinha mais tempo para evitar a derrota por 3 a 1 para o Palmeiras. Agora com oito pontos, o Verdão subiu para o segundo lugar da tabela. O Atlético-PR, com cinco, desceu para a nona posição.

No Barradão, o Vitória saiu na frente diante do Fluminense, que depois conseguiu a virada: 2 a 1. Aos 20 minutos do primeiro tempo, Jeferson avançou até a linha de fundo e cruzou para trás. Neílton pegou de primeira e abriu o placar para o Leão. O Tricolor Carioca deixou tudo igual aos 27 do segundo tempo, quando Pedro ganhou a bola e rolou para Pablo Dyego, que soltou uma bomba para deixar o dele. Aos 40, Sornoza cobrou escanteio, e Gilberto subiu sozinho para decretar a virada do time carioca. Com sete pontos, o Fluminense subiu para o sexto lugar, enquanto o Vitória, com um, desceu para a 19ª posição.

Jogando em casa, o Cruzeiro marcou o primeiro gol na Série A 2018 e venceu o Botafogo por 1 a 0. A rede balançou no Mineirão aos 26 minutos do segundo tempo, quando Arrascaeta cobrou escanteio, e Dedé subiu mais alto para marcar de cabeça. A Raposa agora aparece na 14ª posição da tabela, com quatro pontos. O Alvinegro, com cinco, desceu para o décimo lugar

Maior favela de SP terá banco e moedas próprios – mas como isso pode mudar a vida de moradores?

Banco de Paraisópolis promete oferecer empréstimos com juros baixos a pequenos comerciantes e moradores de comunidade de 100 mil pessoas – e financiar projetos sociais; saiba como operam os 103 bancos comunitários no Brasil.

A favela de Paraisópolis, a maior de São Paulo (segundo o censo de 2010 do IBGE), vai ter um banco e uma moeda própria administrados por seus moradores. Será a primeira vez que uma comunidade da zona oeste paulistana terá uma iniciativa como essa.

 

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Paraisópolis, segunda maior favela de São Paulo, é vizinha do bairro do Morumbi, na zona oeste de São Paulo
Foto: Felipe Souza/BBC Brasil / BBCBrasil.com

A instituição financeira vai se chamar Banco de Paraisópolis e será gerida pela associação de moradores e comerciantes da área. Já a moeda, apelidada de Nova Paraisópolis, deverá ser impressa e vai circular apenas dentro do bairro.

Segundo a Rede Brasileira de Bancos Comunitários, há 103 dessas instituições operando no país e elas giraram R$ 40 milhões entre 2016 e o final do ano passado. Elas funcionam às margens dos grandes bancos, de forma independente, oferecendo serviços populares que ajudam a desenvolver as regiões onde estão inseridas.

Uma de suas funções, por exemplo, é possibilitar microcrédito com juros baixos para moradores e pequenos comerciantes – em grandes bancos, normalmente as taxas são maiores.

O Banco de Paraisópolis terá uma agência dentro da favela, além de oferecer contas correntes, cartão de débito e um aplicativo para celular. Mais de 6 mil pessoas já utilizam um cartão de crédito exclusivo para moradores da comunidade.

“Nossa ideia é que as pessoas tenham uma conta, possam fazer saques e pequenos empréstimos”, diz Gilson Pereira, presidente da União de Moradores e Comerciantes de Paraisópolis.

Para financiar a iniciativa, a associação vai realizar nessa semana um jantar de doações com empresários e personalidades. O dinheiro arrecadado irá para um fundo, que financiará as ações do banco – jantares como esse já ajudaram a criar uma série de projetos sociais na região.

Quando um morador pedir um empréstimo, por exemplo, o valor sairá desse fundo – depois, quando ele pagar a dívida, o dinheiro retorna ao banco para ficar disponível para outras pessoas.

Já os juros e as taxas de funcionamento serão usados para financiar os 32 projetos sociais que a associação de moradores toca na área, como uma orquestra de jovens, um grupo de balé e um bistrô em uma laje da favela.

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Paraisópolis tem cerca de 8 mil estabelecimentos comerciais e 100 mil moradores
Foto: Leandro Machado/BBC Brasil / BBCBrasil.com

“Nosso objetivo não é ganhar dinheiro, não é gerar lucro, mas investir no desenvolvimento da comunidade, no comércio e no consumo local, gerando empregos”, diz Gilson. Ele promete que cadastros de inadimplentes, como Cerasa e CPC, não serão consultados.

Estima-se que Paraisópolis tenha cerca de 100 mil habitantes e 8 mil estabelecimentos comerciais – a maioria pertence a moradores. Grandes empresas também estão de olho nesse potencial econômico e abriram lojas na área, como Banco do Brasil, Casas Bahia e Bradesco.

Cerca de 21% dos moradores trabalham dentro da própria favela, segundo a associação de moradores. Quem tiver conta no banco local terá descontos no comércio credenciado.

Por outro lado, apesar do comércio aquecido e da fama adquirida com uma novela da TV Globo que usava suas vielas como cenário, Paraisópolis ainda tem uma série de problemas comuns a toda favela do Brasil, como pobreza extrema e presença de traficantes de drogas armados.

Obras de urbanização estão paradas há anos, como canalização de um córrego e a construção de moradias sociais. Cerca de 5 mil famílias da comunidade vivem de bolsa-aluguel pagos pela prefeitura.

O novo banco deve priorizar empréstimos que financiem o comércio local, dando cursos para os clientes desenvolverem seus negócios. “Quando a gente incentiva e prepara os comerciantes, a tendência é que o negócio dê certo e ele nos devolva o dinheiro”, diz Gilson, que tem 33 anos.
‘Por que somos pobres?’
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O ex-seminarista Joaquim de Melo Neto foi um dos criadores do Banco Palmas, referência brasileira em instituições financeiras comunitárias
Foto: Divulgação / BBCBrasil.com

Os bancos comunitários existem há 20 anos no Brasil. O primeiro foi o Banco Palmas, criado em 1998 na favela de Palmeiras, em Fortaleza, e tido como referência na modalidade.

Joaquim de Melo Neto, coordenador da instituição, conta que o banco surgiu quando a associação de moradores local fez um levantamento sobre a pobreza extrema da área. “A pergunta que mudou nossa vida foi: ‘por que nós somos pobres?’”, diz Neto, que foi morar em Palmeiras como seminarista em 1984, a pedido da Igreja Católica.

“Percebemos que as pessoas gastavam todo seu dinheiro fora da comunidade, comprando produtos que não geravam dinheiro nem emprego para nós. Como éramos ambiciosos, montamos um banco para financiar os comerciantes de dentro da comunidade”, conta.

O investimento inicial foi de R$ 2.000, emprestados de uma ONG. “Quebramos o banco no primeiro dia com tantos empréstimos”, lembra Neto, rindo. O episódio ficou famoso, e empresários da região doaram dinheiro para financiar o projeto.

Depois, o Palmas lançou sua própria moeda, impressa em papel sulfite, e que circula até hoje apenas no perímetro do bairro – cada nota vale R$ 1. O sucesso gerou problemas: o Banco Central processou os moradores, acusando o projeto de falsificar dinheiro.

“Quando o Banco Central mandou uma carta questionando nosso banco, respondemos que a gente explicava se eles pagassem R$ 100 mil pela consultoria”, lembra Neto.

O Banco Palmas ganhou o processo em 2005. O Banco Central reconheceu que instituições financeiras comunitárias podem existir – hoje elas estão sob o guarda-chuva da Secretaria de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) empresta dinheiro para a criação dos fundos, onde fica o dinheiro que financia os bancos comunitários.

O Palmas, por exemplo, tem R$ 3 milhões para realizar empréstimos e administrar o banco. Ele cobra 0,8% de juros por mês, índice que Neto considera alto – para ele, a taxa deveria ser zero.

A BBC Brasil procurou o Banco Central, mas a instituição não quis se pronunciar sobre as iniciativas.
Microeconomia
“Banqueiros” comunitários dizem que as unidades ajudam a desenvolver o comércio e o consumo em áreas com pequena atividade financeira e estatal. O último Censo, de 2010, apontava que 11,4 milhões de brasileiros vivem em favelas.

Para Leonardo Leal, coordenador da Incubadora Tecnológica de Economia Solidária da Universidade Federal de Alagoas, as iniciativas também incluem pessoas que estão fora do sistema financeiro tradicional. “Hoje, grande parte dos moradores de áreas rurais, ou de pequenas cidades, não têm acesso a serviços como pagamento de boletos e microcrédito”, explica.

Leal participou da criação do Olhos D’água, banco tocado por moradores de Igaci, cidade de 25 mil habitantes em Alagoas.

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Nota de 10 Terras, moeda comunitária usada em Igaci, município de 25 mil moradoras
Foto: Divulgação / BBCBrasil.com

A cidade tem uma moeda local, a Terra, que dá descontos no comércio e só pode ser usada dentro do município. “Como o banco é administrado pelos próprios moradores, existe um sistema de autogestão e controle social que ajuda a diminuir as taxas de inadimplência”, explica.

Criado em 2016 com uma linha de crédito do Ministério do Trabalho de R$ 45 mil, o Olhos D’água já financiou 150 projetos de comércio local e de agricultura familiar – os empréstimos chegam a R$ 1.500, no máximo.

Em Maricá, no Estado do Rio Janeiro, o banco Mumbuca também tem ajudado a movimentar a economia local. Sua origem é um pouco diferente dos demais bancos comunitários.

Em 2013, a prefeitura da cidade criou uma bolsa social para moradores de baixa renda, mais ou menos nos moldes do Bolsa Família. O valor de R$ 110 passou a ser pago na moeda Mumbuca, que dá descontos nos 309 estabelecimentos comerciais credenciados.

Hoje, cerca de 16 mil pessoas são clientes, que também é aberto para famílias com renda maior. O Mumbuca financia iniciativas locais com juros zero – ou seja, ele não tem lucros com a atividade.

“O comerciante paga uma taxa para usar nossos serviços, mas ela volta para a comunidade em forma de cursos e oficinas de empreendedorismo”, diz Natalia Sciammarella, subcoordenadora de gestão do Mumbuca. “As pessoas sabem que, usando nosso banco, elas movimentam a economia da cidade, gerando emprego”.

Em 2006, esse modelo de microcrédito rendeu o Prêmio Nobel de Economia ao banqueiro Muhammad Yunus. O economista, nascido em Bangladesh, criou um banco que emprestava pequenas quantias para milhões de pessoas pobres de seu pais.

 

Da BBC BRASIL.com