Na estreia de Loss, Corinthians perde e fica com 6ª campanha

Corinthians tem gol mal anulado no fim da partida e perde por 1 a 0 para o Millonarios (COL) pela última rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América

Osmar Loss não teve a estreia que esperava como técnico do Corinthians. Após assumir o comando na quarta-feira por conta da saída de Fábio Carille, o treinador viu o Timão levar um golaço de Carillo e perder por 1 a 0 para o Millonarios (COL) na noite desta quinta, na Arena em Itaquera, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

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Corinthians para no goleiro adversário e sofre derrota para o Millionarios dentro de casa (Foto: Luis Moura / WPP)
Foto: LANCE!

Com a derrota inesperada, embora tenha continuado na liderança do Grupo 7, o Corinthians terminou apenas com a sexta melhor campanha geral. Se ganhasse, o Timão terminaria como terceiro melhor.

O Corinthians espera para ver seu adversário nas oitavas de final em sorteio que será realizado no dia 4 de junho. O Timão decidirá em casa por ter terminado na liderança de seu grupo, enquanto Independiente (ARG) passou como segundo colocado.

Golaço!
Quando o Corinthians era muito superior na partida, veio o balde de água fria. Aos 27 minutos do segundo tempo, Carille pegou a sobra do corte de Balbuena e acertou uma bomba de fora da área no ângulo, sem chances para Walter.

Antes disso, o Millonarios só havia chegado aos trancos e barrancos, aproveitando erros do Corinthians. A equipe colombiana chegou a ter um gol bem anulado no primeiro tempo, já que Ayron Del Valle estava em impedimento.

Pressão do Timão
O Corinthians foi melhor durante toda a partida e acumulou chances desperdiçadas. Ainda no primeiro tempo, Maycon e Romero assustaram, e Rodriguinho perdeu chance inacreditável ao deixar o adversário no chão e chutar em cima do goleiro Fariñez.

No segundo tempo, o Corinthians manteve a postura e teve oportunidades ainda mais claras de marcar. Após chute de Rodriguinho e rebote do goleiro, Romero chutou e viu Palacios tirar em cima da linha. Depois, Maycon mandou uma bomba para o gol, e novamente Romero pegou o rebote, mas chutou para fora. Ainda teve outra chance perdida com Balbuena, que errou o arremate livre dentro da área.

Gol mal anulado
Quando já estava perdendo e pressionava em busca do empate, o Corinthians teve um gol mal anulado aos 40 minutos do segundo tempo. Sidcley recebeu de Júnior Dutra e cruzou para Maycon marcar, mas o árbitro deu impedimento do lateral-esquerdo, que estava na mesma linha. O Timão ainda pressionou nos minutos finais, mas o Millonarios conseguiu segurar o resultado.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 0 X 1 MILLIONARIOS
Local: Arena Corinthians, São Paulo (SP)
Data-Hora: 24/5/2018 – 21h30
Árbitro: Diego Haro (PER)
Auxiliares: Raul Lopez (PER) e Cruz Victor Raez (PER)
Público/renda: 30.340 pagantes/R$ 2.044.105,52
Cartões amarelos: Mantuan (COR), Rivas e Duque (MIL)
Cartões vermelhos: -
Gols: Carrillo (27′/2ºT) (0-1)

CORINTHIANS: Walter; Mantuan, Balbuena, Henrique e Sidlcley; Maycon e Gabriel; Pedrinho (Mateus Vital, aos 26′/2ºT), Rodriguinho, Jadson (Júnior Dutra, aos 35′/2ºT) e Romero (Marquinhos Gabriel, aos 35′/2ºT). Técnico: Osmar Loss.

MILLIONARIOS: Fariñez; Rivas, Figueroa, Jair Palacios e Banguero; De Los Santos, Duque (Carrillo, no intervalo), Salazar (Aragón, aos 32′/2ºT) e Henry Rojas; Jader Valencia (Quiñones, aos 21′/2ºT) e Del Valle. Técnico: Miguel Russo.

 

Guilherme Amaro
LANCE!

Caminhoneiros mantêm protestos mesmo após anúncio de acordo

Os protestos de caminhoneiros contra a alta do diesel continuam em diversas rodovias do país e afetam alguns portos, incluindo o de Santos (SP), o maior e mais importante do país, mesmo após o anúncio na véspera de um acordo entre a categoria e o governo.

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Caminhoneiros bloqueiam rodovia BR-024 em Simões Filho, perto de Salvador 23/05/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não tinha de imediato uma atualização sobre quantos Estados registram protestos.

De acordo com a assessoria de imprensa da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o fluxo de caminhões no porto de Santos praticamente não ocorre e verifica-se redução nas operações de recepção e entrega de mercadorias pelos terminais, embora as operações de carga e descarga de navios continuem a ser realizadas.

No porto de Paranaguá (PR), a última atualização é de que os protestos diminuíram o movimento de cargas em 27 por cento ante o normal para esta época do ano. O terminal registrou uma queda nas exportações de granéis, ao passo que a importação de fertilizantes foi interrompida em berços de atracação em que o transporte da carga é feito por caminhões.

Na Via Dutra, principal eixo de ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro, há ao menos quatro pontos de interdição, nos municípios paulistas de Jacareí, Pindamonhangaba e Lorena e nos fluminenses de Barra Mansa e Seropédica.

Na Anhanguera, que liga a capital paulista ao interior do Estado, há bloqueios tanto na chegada a São Paulo quanto na região de Limeira.

Há também manifestações na Fernão Dias, rodovia entre São Paulo e Minas Gerais. De acordo com a concessionária que administra a estrada, são 16 bloqueios ao longo da via, espalhados nos dois Estados.

Os protestos permaneceram nesta sexta mesmo após o governo do presidente Michel Temer e representantes da categoria anunciarem na noite de quinta, após sete horas de reunião, um acordo que previa o congelamento do preço do diesel nos níveis anunciados pela Petrobras nesta semana por 30 dias.

Em troca, os representantes dos caminhoneiros consultariam a categoria para suspender a greve por 15 dias.

Pelo acordo, o Congresso também votará um projeto de lei que estabelece um preço mínimo para o frete, os reajustes da Petrobras serão feitos a cada 30 dias –não mais diariamente– e a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel será zerada.

Ao anunciar o acordo, o governo fez questão de enfatizar que ele não alterará a política de preços da Petrobras, e que a União compensará a estatal por eventuais perdas. A estimativa é de um custo da ordem de 5 bilhões de reais.
Os protestos têm levantado temores quanto ao risco sanitário no país, à medida que o fornecimento de rações e o transporte de animais e cargas refrigeradas estão comprometidos pelas manifestações.

Além disso, a paralisação dos caminhoneiros tem levado ao desabastecimento em várias cidades do país. Postos ficaram sem combustíveis, o que fez com que o tráfego em grandes cidades, como São Paulo, fosse reduzido significativamente no horário de pico da manhã desta sexta. A falta de combustíveis também afetou várias cidades do Rio de Janeiro, inclusive a capital fluminense.

 

 

REUTERS/Ueslei Marcelino