Baile Junino, no Espaço Movimenta Cotia

Da Redação

O mês de junho começou e a terceira idade de Cotia entra no clima com o Baile Junino, que acontece na sexta-feira (8/06), a partir das 14h, no Espaço Movimenta Cotia. Os bailes são organizados e realizados pelo Fundo Social de Solidariedade de Cotia (FSSC) com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social, mensalmente.

“Será mais uma edição do nosso tradicional baile e, como sempre, contamos com a presença maciça da Melhor Idade. A nossa equipe estará lá para recebê-los com muito carinho”, disse Mara Franco, presidente do FSSC. “Agora é tirar a camisa xadrez e o chapéu de palha do armário, o vestido de chita e aproveitar a festa”, completou.

O Baile da Terceira Idade de Cotia conta com música ao vivo e os participantes ganham lanche. O Espaço Movimenta Cotia fica na Rua Senador Feijó, 110, centro.

 

Foto: Vagner Santos

Baile Terceira Idade Festa Junina (2) Baile Terceira Idade Festa Junina (5)

A Cidade e os Cortiços e Territórios Negros

Da Redação

Como parte da comemoração dos 70 anos de Turismo Social, Sesc São Paulo promove seminário internacional e série de passeios temáticos e imersivos pela metrópole para que o território paulistano possa ser percebido com um outro olhar

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Foto da série ‘Souvenirs’, que orienta uma das atividades associadas ao seminário internacional: uma caminhada para captação de imagens na Avenida Paulista em 16 de junho

O Sesc São Paulo comemora, até dezembro de 2018, 70 anos de ações em Turismo Social. Nesse sentido, e por acreditar que a promoção de excursões e passeios deve caminhar em paralelo com as reflexões sobre os impactos gerados pelo turismo, a instituição promoverá, entre outras atividades programadas para todo o estado, o Seminário Internacional “Turismo e Direitos Num Mapa de Contradições” em 12 e 13 de junho, no Sesc 24 de Maio.

Além do seminário, haverá uma série de atividades associadas, com inscrições independentes. Dentre elas, estão programadas caminhadas pelo centro paulistano com acompanhamento de especialistas, buscando desenvolver novos olhares sobre a cidade (14 e 16 de junho, às 10h), saindo do Sesc 24 de Maio. Um desses tours é A Cidade e os Cortiços (14 de junho, saída às 10h do Sesc 24 de Maio) e o outro, Territórios Negros (16 de junho, saída às 10h do Sesc 24 de Maio).

A Avenida Paulista também acolherá outra caminhada (16 de junho, às 11h), dessa vez com o acompanhamento do fotógrafo Michael Hughes (Alemanha), autor da série ‘Souvenirs’, que utiliza das imagens de suvenires de viagens para provocar o público a refletir sobre um mundo em que as representações dos objetos costumam ser mais importantes do que sua realidade. No passeio, com saída do Sesc Avenida Paulista, o público fará imagens da avenida a partir da composição com suvenires ou cartões-postais que simbolizam o local.

Passeio fotográfico: Suvenires de São Paulo

Caminhada pela Avenida Paulista, acompanhada do fotógrafo Michael Hughes (Alemanha, autor da série ‘Souvenirs’. O público fará imagens da avenida a partir da composição com suvenires ou cartões-postais que simbolizam o local. Após a caminhada, o grupo se reunirá para compartilhar e comentar as imagens produzidas. Inclui acompanhamento de guia bilíngue credenciado no MTur. Saída no sábado, 16 de junho, das 11h às 17h (intervalo para almoço entre 13h e 14h), do Sesc Avenida Paulista. Para participar é necessário levar uma câmera fotográfica (profissional, simples ou de celular). Retirada de ingressos com 1h de antecedência.

Caminhadas e vivências pelo centro de São Paulo com pesquisadores do Coletivo Pisa: cidade + pesquisa

O Pisa é um coletivo de pesquisadores articulados em rede que investigam a cidade para a criação de atividades, publicações e ações de caráter educativo e social. A partir dos mais diversos temas – direitos humanos, urbanismo, arquitetura, entre outros –, utilizam a cidade como objeto da pesquisa e reinserem essa apuração na metrópole, a fim de fomentar discussões, interpretações e pensamento crítico sobre o território paulistano.

A Cidade e os Cortiços
14 de junho, saída às 10h do Sesc 24 de Maio. Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência
O cortiço foi, historicamente, a forma de moradia popular na região central. O percurso mostra os territórios marcados por essa tipologia e as dificuldades de permanência dessa população, desde o levantamento dos cortiços de Santa Ifigênia em 1893 até os dias atuais. Com Giovanna Fluminhan, integrante do Coletivo PISA, estudante de Arquitetura e Urbanismo pela USP, pesquisadora sobre lugares de memória em São Paulo desde 2013

Territórios Negros
16 de junho, saída às 10h do Sesc 24 de Maio. Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência
Embora em grande medida invisível, a memória negra permeia todo o espaço do centro paulistano. O percurso problematiza a ideia dos quilombos urbanos e descobre espaços negros do passado. Mostra como a nomeação das ruas da cidade traz narrativas brancas e dominantes sobre o passado e o presente, realizando uma ponte com espaços negros da contemporaneidade.
Com Patrícia Oliveira, licenciada em História (UNICSUL), bacharel em Biblioteconomia (USP) e mestranda em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade Federal do ABC (UFABC). Atua com acervos e pesquisa e estuda lugares de memória relacionados à negritude na cidade de São Paulo e faz parte do Coletivo PISA.

 

Cotia: Ainda dá tempo de se inscrever para o Time do Emprego

Da Redação

Na próxima terça-feira (12/06), uma nova turma do Time do Emprego começa as atividades em Cotia, mas ainda tem vagas para quem não se inscreveu. O programa tem como objetivo orientar os participantes sobre como buscar uma oportunidade no mercado de trabalho que seja direcionada ao seu perfil, qualificações e habilidades, além de ensinar como se elabora um bom currículo e como se comportar em entrevistas de emprego.

Ao todo, o programa prevê 12 encontros, com quatro horas de duração cada. Duas facilitadoras (que aplicam o programa) acompanham os participantes e passam o conteúdo da apostila desenvolvida especialmente para as aulas e que todos os alunos recebem gratuitamente. Ao concluir o curso, todos recebem diploma.

Para se inscrever às últimas vagas disponíveis, é preciso ter a partir de 16 anos de idade, comparecer ao Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), situado na Rua Monsenhor Ladeira, 38, Vila São Francisco, com RG e CPF. Informações pelos telefones 4703-0497 e 4243-7666.

 

Primeiro Simpósio de Economia Verde começa com Feira de Profissões em Embu das Artes

Da Redação

Evento gratuito acontece em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente e busca apresentar formas concretas de economia criativa e desenvolvimento sustentável

No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje (05/06), a Sociedade Ecológica Amigos de Embu (SEAE) estreia o primeiro dia do Simpósio de Economia Verde de Embu das Artes. Uma série de palestras e debates ocorre em torno do tema Profissões Ambientais, no qual profissionais que já atuam na área poderão compartilhar suas experiências e importância da sua atuação para o meio ambiente. Entre as categorias confirmadas para o evento, estão: biólogo, engenheiro, paisagista, gestor ambiental, jornalista, entre outros.

No próximo sábado (09/06) acontecerá o segundo dia do evento, com workshops de atividades que podem ser desenvolvidas para gerar riqueza enquanto se preserva a natureza. São apresentados exemplos reais, casos de sucesso destas economias verdes, como criação de abelhas polinizadoras, produtos orgânicos a partir de frutos nativos, ecoturismo, alternativa gastronômica, entre outros.

“Em um período que tanto se fala em sustentabilidade, com impactos visíveis de mudanças climáticas, torna-se necessário que as autoridades adotem medidas socioambientais para o desenvolvimento em todas as esferas públicas, a fim de assegurar a justiça social para todos”, comenta Rodolfo Almeida, presidente da SEAE.

Dia Mundial do Meio Ambiente

As pesquisas não são animadoras: apontam para o fato alarmante de que em 2050 faltará água para dois terços da população mundial, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Profissões serão extintas, abrirão espaço para novos labores relacionados à tecnologia, cuidados humanos e serviços ambientais.

Um passeio pelos litorais brasileiros e a paisagem com ruínas denuncia a invasão do mar, que avança por praias e casas antes distantes. No Pacífico, ilhas inteiras já são engolidas pela água.

Ondas de extremo calor e extremo frio, em locais e temporadas atípicas, figuram as manchetes dos noticiários.

Diante dos relatos acima, dentre tantos outros exemplos, percebe-se a urgência em agir em prol de mudanças alinhadas a um futuro possível.

Neste cenário, a SEAE convoca a população para adotar práticas sustentáveis em seu cotidiano e comparecer aos eventos, a fim de buscar ferramentas e informações para ser atuante nas transformações para um mundo melhor.

SERVIÇO

1º Simpósio de Economia Verde de Embu das Artes

Feira de Profissões Ambientais

Data: 05/06/2018 (hoje, terça-feira)

Horário: Das 8h00 às 17h00

Local: Teatro Popular Solano Trindade: Avenida São Paulo, 176, Jardim Sílvia, Embu das Artes

Inscrições: http://seaembu.org/seae/simposio-de-economia-verde/

Painel de Economia verde e Economia Criativa

Data: 09/06/2018 (sábado)

Horário: Das 8h00 às 12h00

Local: Câmara de Vereadores – R. Marcelino Pinto Teixeira, 50 – Parque Industrial Ramos de Freitas – Embu das Artes

Inscrições: http://seaembu.org/seae/simposio-de-economia-verde/

dia mundial do meio ambiente

Desmatamento e ocupação desordenada ameaçam conservação do Cerrado

No Dia Mundial do Meio Ambiente, especialistas fazem alerta

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Alto Paraíso de Goiás (GO) – Área de cerrado desmatada para plantio no município de Alto Paraíso (Marcelo Camargo/Agência Brasil)/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com mais da metade de sua área degradada, o Cerrado ainda aguarda o título de Patrimônio Nacional pela Constituição Federal, como já obtido por outros ecossistemas do Brasil. Depois da Amazônia, o Cerrado é o maior bioma da América do Sul. No Dia Mundial do Meio Ambiente, especialistas alertam para os danos irreversíveis que o intenso processo de degradação pode trazer não só para o bioma, mas também para a sociedade, ao pôr em risco a disponibilidade de água e a regulação do clima.

O Cerrado se estende por mais de 2 milhões de quilômetros quadrados (Km2) do território brasileiro, o que equivale a quase 24% do país. Contudo, a área com vegetação íntegra do bioma já foi reduzida a cerca de 20% de sua cobertura original.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) mostra que em 15 anos o desmatamento no Cerrado foi mais intenso que na Amazônia. De 2000 a 2015, o Cerrado perdeu 236 mil quilômetros quadrados, enquanto a perda na Amazônia, bioma duas vezes maior, foi de 208 mil quilômetros quadrados. Só no ano de 2015, o volume desmatado do Cerrado correspondeu a mais da metade da área devastada da floresta amazônica.

“A gente vê a expansão do agronegócio de maneira desenfreada no Cerrado, como se isso fosse totalmente natural. Esse é um dos motivos de tentar chamar a atenção para essa situação do Cerrado, que é um bioma que está se esvaindo rapidamente, sendo convertido em pastagens e áreas agrícolas de uma maneira desordenada”, alerta a bióloga Nurit Bensusan, coordenadora adjunta do programa de políticas e direitos do Instituto Socioambiental (ISA).

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O Cerrado é o bioma mais afetado nas Américas pelas queimadas – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Segundo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Cerrado é o bioma mais afetado nas Américas pelas queimadas e pela produção de culturas como a soja e a cana-de-açúcar. O processo de expansão da fronteira agrícola, com a exploração predatória, como a produção de carvão vegetal e a pecuária, vem reduzindo gradativamente a extensão do bioma nas últimas décadas.

Patrimônio nacional
Para especialistas, o reconhecimento do Cerrado como Patrimônio Nacional é fundamental para a conservação do bioma. A Constituição de 1988 concedeu o título à Floresta Amazônica brasileira, Mata Atlântica, Serra do Mar, ao Pantanal Mato-Grossense e à Zona Costeira e estabelece que essas áreas e seus recursos naturais devem ser usados “dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente”.

Tramita desde 2003 no Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição que pretende incluir o Cerrado e a Caatinga ente os biomas considerados patrimônio nacional. A PEC já foi aprovada no Senado e aguarda, desde 2010, apreciação do plenário da Câmara dos Deputados.

“Não faltam elementos para reconhecer a importância do Cerrado como um ambiente fundamental para garantir a qualidade de vida dos brasileiros, por outro lado, ele está sempre em desvantagem, as políticas de conservação do Cerrado não são implementadas ou faltam políticas”, avalia a bióloga Nurit.

“Ainda há um grande desconhecimento por parte da população brasileira do que é a realidade de ocupação do Cerrado e como este processo nos afeta. O reconhecimento como patrimônio nacional tem um peso importante para sua proteção, não é uma questão local. A conservação do Cerrado tem repercussões e benefícios para o Brasil inteiro”, completou a professora Mercedes, do Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília (UnB).

Fragmentos
As consequências da degradação poderão, no futuro, inviabilizar o próprio agronegócio. A mudança no ambiente alterou o regime de chuvas e de produção de alimentos no ecossistema que tem a maior produção agrícola e pecuária do país.

“Metade do Cerrado foi destruída, mas o que sobra dos outros 50% não são áreas inteiras, são áreas fragmentadas, pequenas ilhazinhas de cerrado. E as áreas fragmentadas não conservam aquela diversidade biológica, a mesma flora e fauna das áreas inteiras, mesmo que essa área esteja protegida por uma unidade de conservação”, explica a bióloga Nurit.

“Essas áreas muito fragmentadas não tem condições de sustentabilidade ou de continuar mantendo as funções ecológicas que geram serviços importantes para o ser humano, como a disponibilidade de água e regulação do clima”, completou a professora Mercedes.

As áreas desmatadas do Cerrado são responsáveis ainda pela elevada emissão de gases de efeito estufa. Segundo estudo recente do Observatório do Clima, em 2016, o desmatamento do Cerrado emitiu 248 milhões de toneladas brutas de gases de efeito estufa, volume que corresponde a mais que o dobro da emissão da indústria e equivale a 11% de todo o carbono que o Brasil lançou no ar no mesmo ano.

Meta de redução
Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que a área desmatada no Cerrado entre 2013 e 2015 foi de quase 19 mil quilômetros quadrados, uma média atual de 9,4 mil quilômetros quadrados por ano. Antes de 2008, essa média era de 15,7 quilômetros quadrados. Segundo o Ministério das Cidades, que coordena o Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros, o resultado mostra redução de 37% no ritmo de desmatamento.

O ministério ressaltou que o percentual se aproxima da meta de redução em 40% do desmatamento do Cerrado estabelecida pela Política Nacional de Mudança do Clima até 2020. Mesmo com a redução, a pasta informou que “o governo continuará atuando até conter todo o desmatamento ilegal no bioma”.

Diferentemente da Amazônia, o monitoramento da degradação do Cerrado não é avaliado anualmente, mas, segundo o Ministério do Meio Ambiente, ainda este ano serão lançados os dados referentes a 2016 e 2017, e o Cerrado passará a contar com dados anuais. Também está em fase de testes o chamado Deter Cerrado, que fará monitoramento em tempo quase real do desmatamento, além de auxiliar nas ações de fiscalização.

O governo federal aprovou, em dezembro de 2016, a 3ª fase do chamado PPCerrado, plano de prevenção e controle do desmatamento. O programa, que será implementado até 2020, prevê o ordenamento fundiário e territorial, monitoramento e controle, promoção de cadeias produtivas sustentáveis e instrumentos normativos e econômicos.

No âmbito da fiscalização, o Ministério do Meio Ambiente informou que nos últimos 5 anos foram instaurados cerca de 2,3 mil processos de infração contra a flora. Foram feitas ainda ações de prevenção e controle de incêndios florestais e foi implantado um sistema de monitoramento da cobertura vegetal e outro de alerta de detecção do desmatamento.

Sobre a captação de recursos, o ministério esclarece que em breve o Brasil poderá pleitear pagamento por resultados alcançados na redução do desmatamento no Cerrado, assim como já é feito para a Amazônia. O Fundo Amazônia dispõe de R$ 2,5 bilhões em pagamentos e já investiu cerca de R$ 1,7 bilhão em projetos de combate ao desmatamento.

Alta biodiversidade
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Cerrado abriga 5% da biodiversidade do mundo. É a savana com a maior diversidade de árvores e onde vivem 12 mil espécies de plantas nativas, além de mais de 2,5 mil espécies de animais, entre mamíferos, aves, peixes, anfíbios e répteis, e cerca de 67 mil espécies de invertebrados. No entanto, 20% das espécies nativas e endêmicas já não são encontradas nas áreas protegidas do Cerrado, onde pelo menos 137 espécies de animas estão ameaçadas de extinção.

O ecossistema tem cerca de 60 unidades de conservação, que protegem cerca de 8% da área total do bioma. Ele também é considerado o berço das águas, pois concentra as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul e a cabeceira de importantes rios, lagos e córregos responsáveis pela distribuição de água no Brasil.

Apesar do grande volume de água, alguns estados e o Distrito Federal estão enfrentando grave crise hídrica. “Se não tiver de fato uma política de conservação voltada para manutenção de recursos hídricos, a gente vai sofrer. Não se trata de inventar a roda, tem soluções que poderiam ser feitas a curto prazo e com efeitos positivos. Uma delas é evitar desperdício, pensar num uso mais sustentável da água na agricultura, em outro modelo de agronegócio que combine conservação e produção, além de usar menos agrotóxicos que poluem a água”, explica a especialista Bensusan.

Importância social
A vegetação do Cerrado está presente nos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo, Distrito Federal, além de ocorrências no Amapá, Roraima e Amazonas. Na área de Cerrado, vive cerca de 40% da população brasileira e diferentes comunidades tradicionais, como indígenas, ribeirinhos, os chamados geraizeiros (do Cerrado do norte de Minas Gerais), quebradores de babaçu e quilombolas.

“Os povos do Cerrado são muito importantes, porque têm formas de vida tradicionais ligadas à natureza e que mantêm essa vegetação e essa fauna. À medida que os modos de vida dessas populações colapsam, a ameaça ao Cerrado duplica, porque essas pessoas têm que migrar para outras formas de uso da terra e dos recursos naturais que são mais predatórias, além da própria ameaça ao modo de vida dessas pessoas”, analisa a bióloga Bensusan.

Políticas de conservação
Um grupo de ativistas e pesquisadores socioambientais está elaborando um conjunto de recomendações de conservação do Cerrado para ser entregue aos candidatos à Presidência da República. As medidas serão definidas na próxima quarta-feira (7) em reunião prevista para listar os principais pontos abordados no Seminário Estratégia Nacional para o Cerrado, que ocorre nesta terça-feira na Câmara dos Deputados.

As medidas são reunidas em três eixos: conservação da vegetação e dos recursos hídricos, defesa dos direitos das comunidades e povos tradicionais e o desenvolvimento de um modelo de agronegócio sustentável. Entre as recomendações, estão a revisão das metas do Plano de Mitigação das Mudanças Climáticas e a criação de fundo de captação de recursos para o Cerrado.

Estudos
Os pesquisadores também estão trabalhando em conjunto com a Universidade de Brasília (UnB), que começou a desenvolver este ano um projeto de sensoreamento remoto para estabelecer conexões entre informações de segurança hídrica, energética e alimentar e as comunidades tradicionais que vivem no Cerrado.

O projeto vai consolidar na forma de mapas diferentes informações do bioma, por exemplo a variabilidade do clima nos últimos anos e as projeções futuras de mudanças climáticas com os possíveis impactos sobre a cadeia produtiva. Os primeiros resultados devem sair até o fim deste ano e serão levados pelos cientistas aos gestores públicos para basear as decisões sobre o tema.

“Hoje, a questão central do Cerrado é fazer uma boa gestão territorial que permita você ter o desenvolvimento da agricultura sem ocupar novos espaços e ao mesmo tempo garantir a segurança de fornecimento de água, alimentos e a utilização racional dos recursos energéticos nessa ocupação”, explica a professora Mercedes Bustamante, coordenadora do projeto.

 
Da Agência Brasil Brasília

PRF apreende 500 quilos de maconha em carro na Washington Luiz

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu na noite de ontem (4), na Rodovia Washington Luiz (BR-040), na altura de Duque de Caxias, no Estado do Rio de Janeiro, meia tonelada de maconha.

A droga estava escondida em um carro acidentado abandonado na estrada, uma vez que o motorista fugiu do local antes da chegada da polícia.

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Maconha estava escondida dentro do carro abandonado na estrada Divulgação/PRF

Segundo informações da PRF, policiais da 6ª Delegacia (Petrópolis) faziam uma ronda quando viram um carro batido no canteiro.

Ao se aproximar da viatura, verificaram que não havia ninguém ferido e que o motorista havia abandonado o veículo. “Devido aos danos causados pela colisão, o automóvel estava aberto e os policiais constataram que havia centenas de tabletes de maconha no interior” diz a nota da PRF.

Levantamento encontrou mais de 500 tabletes de maconha no banco traseiro e dentro do porta-malas do veículo. No total, ainda segundo a PRF, foi contabilizada cerca de meia tonelada do entorpecente.

Após levantamento da documentação do veículo, os policiais ainda averiguaram que o carro era roubado e circulava com placas clonadas. A ocorrência foi registrada na 61ª DP (Xerém).

 
Da Agência Brasil Rio de Janeiro

Confira os jogos dos brasileiros nas oitavas da Libertadores

Cruzeiro e Flamengo se enfrentam na primeira fase de mata-mata; outros brasileiros podem se cruzar nas quartas de final

Assim como ocorreu em 1999, a Copa Libertadores da América poderá ter um confronto entre Corinthians e Palmeiras nas quartas de final. Foi o que indicou o sorteio realizado na noite desta segunda-feira (4), na sede da Conmebol.

lib-30t001506z1637667597rTroféu da Libertadores da América  Foto: Agustin Marcarian / Reuters

Nas oitavas de final, o Corinthians terá o chileno Colo Colo pela frente, enquanto o Palmeiras, time de melhor campanha da fase de grupos, jogará contra o paraguaio Cerro Porteño. Os brasileiros irão se enfrentar caso avancem.

A Libertadores, contudo, terá um duelo entre brasileiros já nas oitavas de final. Cruzeiro e Flamengo deixarão o País com um representante a menos a partir da próxima fase.

Sorteio define oitavas e chaves da Copa Libertadores até a final: confira!
Veja os classificados e o posicionamento para definição de mando até o fim da Libertadores Palmeiras tem a melhor campanha, com 16 pontos: é o número 1 Grêmio fez 14 pontos: é o número 2 Libertad (PAR) fez 13 pontos: é o número 3 River Plate (ARG) fez 12 pontos: é o número 4

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Veja os classificados e o posicionamento para definição de mando até o fim da Libertadores
Foto: AFP / LANCE!

Já o Grêmio, atual campeão, terá o argentino Estudiantes como adversário. Também será do país vizinho o oponente do Santos, o Independiente.

Confira os duelos de oitavas de final da Libertadores:

River Plate-ARG x Racing-ARG

Corinthians x Colo Colo-CHI

Cruzeiro x Flamengo

Grêmio x Estudiantes-ARG

Atlético Nacional-COL Atlético Tucumán-ARG

Libertad-PAR x Boca Juniors-ARG

Palmeiras x Cerro Porteño-PAR

Santos x Independiente-ARG
Gazeta Esportiva

Poluição plástica é tema do Dia Mundial do Meio Ambiente 2018

O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje (5), tem como tema este ano “#AcabeComAPoluiçãoPlástica”. O objetivo da ONU Meio Ambiente é chamar a atenção da sociedade para reduzir a produção e o consumo excessivo de produtos plásticos descartáveis.

Em 2018, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a data soma esforços à campanha #MaresLimpos (http://cleanseas.org/), para combater o lixo marinho e mobilizar todos os setores da sociedade global no enfrentamento deste problema, que se não for solucionado poderá resultar em mais plástico do que peixes nos oceanos até 2050.

pall-plasticos_0987Poluição provocada pelos plásticos é tragédia ambiental global que contamina o solo e os mares – (Martine Perret/ONU Meio Ambiente/Direitos reservados)

Segundo as Nações Unidas, a poluição plástica é considerada uma das principais causas atuais de danos ao meio ambiente e à saúde. Por ano, são consumidas até 5 trilhões de sacolas plásticas em todo o planeta.

Ainda segundo a ONU Meio Ambiente, a cada minuto, são compradas 1 milhão de garrafas plásticas e 90% da água engarrafada contêm microplásticos. De acordo com o organismo internacional, metade do plástico consumido no mundo é descartável e pelo menos 13 milhões de toneladas vão parar nos oceanos anualmente, afetando 600 espécies marinhas, das quais 15% estão ameaçadas de extinção.

Mais de 100 países se uniram sob o slogan do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano e se comprometeram com atividades, como mutirões de limpeza de praias e florestas, e anúncios de políticas públicas voltadas ao descarte e consumo responsável do plástico.

Para o diretor executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, este é um momento crucial para reverter a maré de poluição global. “Precisamos encontrar soluções melhores e mais rápidas do que nunca. Desistir não é uma opção para nós. Agora é a hora de agir juntos – independentemente da nossa idade – pelo bem do nosso planeta”, disse, em nota.

Lixo Zero

De hoje até quinta-feira (7), Brasília vai sediar o 1º Congresso Internacional Cidades Lixo Zero. O evento reunirá especialistas estrangeiros e brasileiros para apresentar e debater as melhoras práticas e tecnologias usadas para o gerenciamento de resíduos sólidos.

O presidente do Instituto Lixo Zero Brasil e coordenador do evento, Rodrigo Sabatini, disse que o objetivo do congresso é mostrar para as prefeituras que podem adotar uma política de lixo zero. “Lixo zero quer dizer que vamos fazer de tudo para que os resíduos não sejam enviados para aterros. Vamos reciclar, compostar, reduzir”.

 

 

Da Agência Brasil Brasília