Borja faz dois, Felipão vence a primeira e Palmeiras leva vantagem do Paraguai

Vantagem nas oitavas de final da Copa Libertadores, invencibilidade e 100% de aproveitamento mantido fora de casa na competição. Assim foi o reencontro de Luiz Felipe Scolari com o maior torneio da América, em vitória do Palmeiras por 2 a 0 sobre o Cerro Porteño, no Paraguai, com dois gols de Miguel Borja.

Com os dois tentos, o camisa 9 chegou a oito em sete partidas pelo torneio. Em 2018, o colombiano soma 17 bolas nas redes em 25 jogos. Gols estes que causaram a primeira derrota do Cerro Porteño em La Nueva Olla, seu novo estádio.

palm-000_1894ZF-1024x682Foto: Norberto Duarte/AFP

Apesar do duelo histórico, o primeiro tempo não fez jus às expectativas. Recuado, o Palmeiras só conseguiu sua primeira sequência de passes trocados aos 10 minutos. O Cerro, por sua vez, também não foi capaz de criar e insistiu nas jogadas de pivô Churrín, atacante forte e bom no jogo aéreo, mas que não esteve bem nesta noite.

Com 28 jogados, os mandantes desperdiçaram sua única oportunidade de abrir o placar, quando Rodrigo Rojas pegou sobra na área, mas bateu para fora. O Verdão, apesar de reter bem a bola, encontrava muitas dificuldades para deixar o campo de defesa, especialmente quando Moisés vinha buscar o jogo e Bruno Henrique atuava adiantado, o que resultava em chutões e lançamentos dos visitantes.

O segundo tempo, porém, foi muito diferente. Com apenas dois minutos, Dudu cobrou falta na área, Churín desviou de cabeça para trás e a bola sobrou para Borja, que dominou meio sem jeito e bateu firme com a canhota. A finalização ainda desviou no marcador e morreu nas redes.

Com a vantagem no marcador, o Alviverde evoluiu taticamente, melhorou no aproveitamento dos passes e começou a apostar nos contra-ataques. Na defesa, a equipe se mostrou bem posicionada e não tomou sustos. Assim, foi premiada com o segundo gol aos 25 minutos.

A jogada começou na defesa, com saída rápida de Weverton para Diogo Barbosa. O lateral avançou até o ataque, tabelou com Borja, recebeu dentro da área e finalizou firme. O goleiro Antony Silva deu rebote, recuperado por Moisés. Após girar sob a marcação, o camisa 10 deu linda assistência para Miguel Borja soltar a bomba e definir o marcador.

Após o segundo do colombiano, Felipão não demorou para fechar sua equipe e trocou Hyoran por Jean. A mudança atraiu os paraguaios, que assustaram na base de chutes de longa distância e cruzamentos na área.

Antônio Carlos chegou a salvar chance clara de Benitez e a vibração de Scolari se fez presente em campo. Além da comemoração do zagueiro, Deyverson, que entrou na vaga de Borja, celebrou até quando conquistou arremesso lateral para sua equipe. E desta forma, com brilho de Borja e espirito de luta de Felipão, o Alviverde venceu e poderá perder por até um gol de diferença no confronto de volta, dia 30, no Allianz Parque.

FICHA TÉCNICA
CERRO PORTEÑO-PAR 0 x 2 PALMEIRAS

Local: Estádio La Nueva Olla, em Assunção, Paraguai
Data: 9 de agosto de 2018, quinta-feira
Horário: 21h45 (Brasília)
Árbitro: Fernando Rapallini (Argentina)
Assistentes: Juan Belatti (Argentina) e Gabriel Chade (Argentina)

Cartões amarelos: Rodrigo Rojas, Churín e Palau (CERRO PORTEÑO); Moisés e Dudu (PALMEIRAS)

GOLS:
PALMEIRAS: Miguel Borja, aos dois e 25 minutos do segundo tempo

CERRO PORTEÑO-PAR: Antony Silva; Raúl Cáceres, Marcos Cáceres (Arzamendia), Escobar e Acosta; Palau e Rodrigo Rojas (Nelson Valdez); Óscar Ruiz, Jorge Rojas (Jorge Benítez) e Novick; Churín
Técnico: Luis Zubeldía

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo e Bruno Henrique; Hyoran (Jean), Moisés (Thiago Santos) e Dudu; Miguel Borja (Deyverson)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

 
Da Gazeta Esportiva São Paulo, SP

MPF aprova reajuste de 16,38% em salário de procuradores da República

mpf-879654Foto:Divulgação

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) aprovou hoje (10), por unanimidade, o orçamento do MPF para o ano de 2019, incluindo reajuste de 16,38% para todos os procuradores da República, a exemplo do que fizeram os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana em relação a seus próprios vencimentos.

O valor total do orçamento do MPF para 2019 é de R$ 4,067 bilhões, quantia que engloba os R$ 101 milhões a mais que devem passar a ser gastos com os salários dos procuradores da República. Caso o reajuste seja confirmado pelo Congresso, o salário de um procurador da República deve superar os R$ 33 mil.

Ao justificar a aprovação, os membros do CSMPF disseram que a Constituição prevê a paridade entre juízes e membros do MP, que assim têm direito a reajuste com o mesmo percentual dos magistrados. “É um verdadeiro imperativo”, afirmou o subprocurador-geral da República Mario Bonsaglia.

Para absorver o reajuste, o órgão foi obrigado a remanejar 2,8% de seus gastos gerais para os gastos de pessoal. Com isso, 80,2% de todo o orçamento do MPF passa a ser destinado ao pagamento de salários. “Não é uma coisa que acontece agora, temos já um comprometimento com despesa de pessoal que é historicamente superior a 80%”, destacou o secretário-geral do MPU, Alexandre Camanho. “Não é uma aparição abrupta”, justificou.

Segundo a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o MPF tem feito um esforço para reduzir gastos, como a utilização de ferramentas eletrônicas e audiências por videoconferências, que permitem a realocação de recursos. “O impacto no orçamento da União será zero”, afirmou ela.

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho, elogiou a aprovação do reajuste dos subsídios. Ele pontuou que os remanejamentos feitos no orçamento permitem que o aumento de salário não onere o contribuinte. “Não se está buscando nenhum centavo do Executivo”, disse.

MPU

À tarde, deve ser aprovada a proposta orçamentária para todo o Ministério Público da União (MPU), que além do MPF engloba ainda o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público Militar (MPM) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

No caso do MPU, o valor total da previsão orçamentária é de R$ 6,244 bilhões, quantia que é 4,39% maior do que a do ano passado. O aumento equivale à inflação projetada para este ano, limite imposto pela Emenda Constitucional do Teto de Gastos (EM 95/2016). A proposta será votada no Conselho de Assessoramento Superior do MPU.

Levando-se em consideração todo o MPU, o impacto previsto do aumento de 16,38% nos subsídios de procuradores e promotores é de R$ 223,7 milhões.

Ainda no fim do dia, deve ser apresentada a proposta orçamentária dos ministérios públicos estaduais, a ser votada no Conselho Superior do Ministério Público. Todos os orçamentos serão encaminhados ao Ministério do Planejamento, que os incorpora à proposta que será encaminhada para votação no Congresso.

 
Da Agência Brasil Brasília

Volume de vendas no varejo recua 0,3% de maio para junho

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro caiu 0,3% em junho deste ano, na comparação com o mês anterior. É a segunda queda consecutiva do indicador, que já havia recuado 1,2% em maio. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, o volume de vendas caiu 0,1% na média móvel trimestral, mas apresentou altas de 1,5% na comparação com junho de 2017, de 2,9% no acumulado do ano e de 3,6% no acumulado de 12 meses.

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Comercio varejista (Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil)

Na passagem de maio para junho, a queda foi provocada pelos setores de supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,5%), que interrompeu trajetória de dois meses em alta, e de combustíveis e lubrificantes (-1,9%), que registrou o segundo recuo seguido.

Os cinco dos oito segmentos do comércio varejista tiveram alta no período, com destaque para móveis e eletrodomésticos (4,6%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (4,1%).

Também cresceram os setores de outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,6%), tecidos, vestuário e calçados (1,7%) e artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria (0,9%). O segmento de livros, jornais e papelaria manteve, em junho, o mesmo volume de vendas de maio.

O varejo ampliado, que inclui também os segmentos de veículos, motos e peças e de materiais de construção, cresceu 2,5% de maio para junho, devido a altas de 16% no setor de veículos e de 11,6% nos materiais de construção. O setor também cresceu na comparação com junho de 2017 (3,7%), no acumulado do ano (5,8%) e no acumulado de 12 meses (6,7%).

A receita nominal do comércio varejista apresentou alta 0,6% na comparação com maio, de 5,4% na comparação com junho de 2017, de 4,1% no acumulado do ano e de 3,4% no acumulado de 12 meses.

A receita nominal do varejo ampliado também avançou nos quatro tipos de comparação: 3,4% em relação a maio, 6,7% em relação a junho do ano passado, 6,6% no acumulado do ano e 6,1% no acumulado de 12 meses

 

Da Agência Brasil Rio de Janeiro