De olho em vaga e prêmio, Timão visita a Chape pela Copa do Brasil

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Corinthians visa à classificação após a vitória na primeira partida; Pedrinho será titular (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Depois de disputar a 18ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro na Arena Condá, casa da Chapecoense, o Corinthians retornará ao estádio catarinense para o confronto de quarta-feira, agora válido pela Copa do Brasil. Diante da equipe comandada por Guto Ferreira, o Timão jogará às 21h45 (horário de Brasília) por uma vaga nas semifinais do torneio de mata-mata nacional.

Como ganharam a partida de ida por 1 a 0, os comandados de Osmar Loss vão para o embate de volta com a vantagem do empate. Caso o time de Chapecó vença por um gol de diferença, seja qual for o placar, a disputa irá para os pênaltis. Triunfo por dois ou mais gols de diferença a favor da Chape classifica o clube às semifinais.

Ambas as equipes têm uma motivação extra para conquistar a classificação. Além da vitória significar o título e uma vaga garantida na próxima edição da Libertadores, o vencedor também embolsará uma quantia de R$ 6,5 milhões, significativa para os cofres dos clubes.

Para a partida, Osmar Loss tem uma dúvida. O atacante Clayson, que esguichou água em torcedores da Chapecoense depois de ser provocado no domingo, reclamou de dores na coxa esquerda e virou problema de última hora. Os possíveis substitutos são Marquinhos Gabriel, Mateus Vital, Araos e Jonathas.

Após a derrota do Timão no último domingo, justamente contra a Chape, o lateral direito Fagner pregou a necessidade de calma para a equipe. “Em futebol, tudo é possível. Vamos trabalhar para minimizar os erros e sair daqui classificados. Já temos o alerta, sabemos o que pode acontecer. Vamos trabalhar bem para não sermos surpreendidos”, falou.

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Chapecoense novamente contará com o apoio da sua torcida contra o Timão (Foto: divulgação/Chapecoense)

A Chapecoense, por outro lado, tem motivos de sobra para acreditar na classificação. Jogando em seus domínios nesta temporada, a equipe verde perdeu somente duas partidas: contra o Nacional, pela segunda fase da Libertadores, e diante do Figueirense, na final do Campeonato Catarinense.

Além disso, o time de Guto Ferreira vai com um bom momento para o confronto decisivo, já que quebrou uma ruim sequência de sete jogos sem vencer justamente diante do Corinthians. Caso o placar do último domingo (2 a 1 para a Chape) se repita nesta quarta-feira, o confronto irá para as penalidades máximas.

FICHA TÉCNICA
CHAPECOENSE x CORINTHIANS

Local: Arena Condá, em Chapecó (SC)
Data: 15 de agosto de 2018, quarta-feira
Horário: 21h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (Fifa-GO) e Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG)

CHAPECOENSE: Jandrei; Eduardo, Rafael Thyere, Douglas e Bruno Pacheco; Marcio Araújo, Amaral, Victor Andrade, Yann Rolim (Doffo) e Diego Torres; Leandro Pereira
Técnico: Guto Ferreira

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Henrique e Danilo Avelar; Gabriel, Douglas, Pedrinho, Jadson, Romero e Clayson (Marquinhos Gabriel)
Técnico: Osmar Loss

 

Da Gazeta Esportiva São Paulo, SP

 

Eletrobrás tem lucro de R$ 2,832 bilhões no segundo trimestre

Número é 8,2 vezes superior ao registrado no mesmo período de 2017

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Foto:Estadão

A Eletrobrás apresentou lucro líquido de R$ 2,832 bilhões no segundo trimestre deste ano, cifra 8,2 vezes maior na comparação com os R$ 344 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Conforme o sumário executivo dos resultados arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta terça-feira, 14, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações da companhia) alcançou os R$ 5,293 bilhões entre abril e setembro. O documento não traz o comparativo.

A receita operacional líquida somou R$ 12,288 bilhões, alta de cerca de 35% ante os R$ 9,094 bilhões anotados um ano antes.

Em release encaminhado à imprensa, a companhia destaca a receita de CVA e outros componentes financeiros de R$ 3,959 bilhões, impactada pelo reconhecimento do ativo tarifário no montante de R$ 3,842 bilhões nas distribuidoras; e a reversão da provisão da taxa de fiscalização de recursos hídricos (Taxa Pará) no montante de R$ 1,334 bilhão.

Já entre os destaques negativos estão as provisões e despesas com o Plano de Demissão Consensual (PDC) de R$ 24 milhões no trimestre, somando R$ 296 milhões em 2018, e provisões para contingências no montante de R$ 1 bilhão.

Segmento de distribuição tem lucro de R$ 905 milhões

O segmento de distribuição da Eletrobrás anotou um lucro líquido de R$ 905,84 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 394,45 milhões em igual período do ano passado. O resultado, explicou a companhia em documentos arquivados na Comissão de Valores Mobiliários, foi impactado pelo “reconhecimento da neutralidade econômica dado pela Portaria nº301, de 16/07/2018″.

Por essa portaria, o Ministério de Minas e Energia assegura a “neutralidade econômica das despesas totais incorridas” pelas distribuidoras designadas, isto é, as distribuidoras da Eletrobrás, entre 1º de agosto e 31 de dezembro de 2018, e indica que essa neutralidade se dará pela diferença entre as despesas totais realizadas por cada distribuidora e os valores recebidos por tarifa, encargos setoriais, empréstimos da Reserva Global de Reversão (RGR) referentes ao período de designação e demais fontes de receita recebidas em razão da prestação de serviço de designação. Além disso, a portaria diz que os recursos da RGR utilizados para empréstimos relacionados ao custeio dessas distribuidoras “constituirão obrigação da concessão… cuja responsabilidade será transferida ao novo concessionário”, após o leilão de venda das empresas.

Desconsiderando o lucro com o segmento de distribuição, o resultado líquido da Eletrobrás ficaria positivo em R$ 1,926 bilhão no segundo trimestre deste ano, ante os R$ 738,56 milhões anotados em igual etapa do ano passado.

Na geração, as usinas operadas pela Eletrobrás sob o regime de exploração apresentaram um crescimento de cerca de 115%, para R$ 1,262 bilhão, beneficiadas pela redução de quase 32% nos custos e despesas operacionais. Já as usinas do regime de cotas anotaram prejuízo de R$ 163 milhões, ante lucro de R$ 238 milhões um ano antes.

No segmento de transmissão, empreendimentos operados pelo regime de operação e manutenção tiveram um lucro de R$ 618,3 milhões, 139% acima dos R$ 258 milhões anotados no segundo trimestre do ano passado. Já as linhas e subestações operadas pelo regime de exploração tiveram lucro de R$ 86,6 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 273 milhões anotado um ano antes. Os números de 2017 foram reclassificados, anotou a Eletrobrás.

 

Luciana Collet
Estadão Conteúdo