Convivendo com Diabetes é o novo projeto de promoção à saúde da Prefeitura de Cotia

Da Redação

Grupo com cerca de 70 pessoas participará de palestras com equipe multidisciplinar e de atividades físicas a cada quinze dias

Prevenção sempre foi a melhor opção para uma vida saudável. Mas quando o problema já existe, a informação correta e mudança em alguns hábitos de vida e alimentarem, são importantes aliados da melhoria na qualidade de vida das pessoas. Dentro deste prisma, a Secretaria de Saúde de Cotia acaba de lançar um grupo de promoção à saúde chamado “Convivendo do Diabetes”, na Policlínica do Portão. Uma equipe multidisciplinar vai auxiliar pacientes que já são acompanhados no local a manterem a doença controlada buscando a qualidade de vida de cada um.

O programa foi lançado na quinta-feira (16/08) e está sob a coordenação da enfermeira Soraya Moraes. Os cerca de 70 pacientes vão participar de palestras com equipe de médicos, enfermeiros, nutricionistas, além de participarem de atividades físicas com a orientação de um profissional de educação física. “Os encontros serão quinzenais, com duração de duas horas e, a cada encontro, vamos conferir o peso e o destro, que é o teste glicêmico do paciente, para registrarmos os resultados do programa na vida de cada um”, explicou Soraya.

A dona Marina Félix tem 59 anos de idade e, há pouco mais de um mês, descobriu que é diabética. “Foi um choque quando soube. Fiquei muito triste”, comentou. Mas, quando soube do projeto, não pensou duas vezes em se inscrever. “Assim que eu soube já me inscrevi. Estou muito confiante. Gostei da apresentação, acho que com informação, apoiando e sendo apoiada, vamos conseguir melhorar a nossa saúde”, disse Marina.

Durante a apresentação, os pacientes conheceram parte dos profissionais que vão acompanha-los nos encontros, ouviram sobre a proposta do projeto e tomaram ciência das contrapartidas para garantirem a vaga ao grupo. “Sabemos que algumas pessoas podem ter dificuldade de vir, por conta de outros compromissos, então, vamos limitar as faltas a no máximo três, injustificadas, porque quem não puder ser assíduo abrirá vaga para outros pacientes”, disse Ângela Maluf, secretária adjunta da Saúde. Ela reforçou que a equipe da Policlínica montará um fila de espera e, à medida que foram surgindo as vagas, esta demanda preenche-as.

Foto: Vagner Santos

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Dia do Folclore é comemorado em Barueri com exposição de artes plásticas

Da Redação

Comemorado no dia 22 de agosto, o folclore brasileiro será celebrado em grande estilo em Barueri. A Secretaria de Cultura e Turismo abre, na quarta-feira (dia 22), às 17h, no Museu Municipal da cidade, a Exposição “O Inquérito do Sacy”. Mais de 120 trabalhos entre desenhos, esculturas e pinturas de artistas de várias cidades poderão ser apreciados pelo público.

No evento haverá ainda contação de histórias com a equipe das bibliotecas e a poetisa Odila Placência e o grupo “Operários das Letras” declamarão poesias. Haverá também apresentações musicais – tudo relacionado ao folclore brasileiro e ao Saci Pererê, um dos mitos mais famosos da cultura popular.

A Exposição é também o resultado do concurso de artes plásticas tendo como mote a comemoração do centenário da publicação do livro “Sacy Pererê”: Resultado de um Inquérito”, escrito por Monteiro Lobato. Os trabalhos desenvolvidos abordam o tema “Cenas do Saci Pererê” e outros personagens folclóricos do imaginário. O intuito é promover o lazer, conhecimento histórico, a divulgação e o desenvolvimento artístico e cultural dos participantes e dos visitantes.

Famoso pelas suas peripécias, o Saci é conhecido por ter uma perna só, às vezes usa gorro, outras não, apronta travessuras e muda de aparência conforme o jeito que se conta a história.

Premiação 
No dia 22 serão ainda anunciados os vencedores do concurso, que teve mais de 50 inscritos. Serão premiadas as sete melhores obras da seguinte forma: 1º lugar R$ 2.500; 2º lugar R$ 2 mil; 3º lugar R$ 1.500; do 4º ao 7º lugar R$ 1.000.

Mais informações pelo telefone 4198-5975.

 

 Fotos: Divulgação / SECULT42238328030_860a150de4_z43999140862_f683083ab0_z

 

 
Valquíria Sirot

 

 

 

 

Base Nacional Comum Curricular é tema de palestras para gestores da rede de Barueri

 Da Redação

Dando sequência à série de cursos e formações de que os gestores da Secretaria de Educação de Barueri estão participando, na manhã de terça-feira (dia 14), o Departamento de Apoio Pedagógico promoveu mais uma palestra. Desta vez o assunto abordado foi a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Participaram do evento supervisores pedagógicos, diretores e coordenadores. O assunto foi amplamente tratado pela educadora Tatiana Pita, estudiosa e conhecedora do tema, com graduação em Pedagogia (Mackenzie), especialização em Psicopedagogia (Unip), mestrado em educação pelo programa História, Política e Sociedade (PUC-SP) e doutoranda no programa de Tecnologia da Inteligência e Design Digital (PUC-SP).

De acordo com Tatiana Pitta, é papel dos educadores repensar espaços criativos e – ao mesmo tempo – despertar o olhar curioso desta geração alpha (nascidos a partir do ano de 2010). “Eles estão mergulhados em dois mundos, o virtual e o real. Se faz necessário tirar ações positivas desta época onde as informações estão em ritmo acelerado”, dissertou a palestrante, que tirou dúvidas do público sobre o assunto que vem sendo amplamente debatido em todo o país

BNCC

A Base Comum Nacional Curricular é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da educação básica.

A Base deve nortear os currículos dos sistemas e redes de ensino das Universidades Federativas, como também as propostas pedagógicas de todas as escolas públicas e privadas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, em todo o Brasil.

Fotos: Suseli Honório / Secom

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Inscrições para a 5ª etapa da Corrida Pelo Verde de Mogi das Cruzes

Inscrições para a 5ª etapa da Corrida Pelo Verde de Mogi das Cruzes (SP) foram prorrogadas e se iniciam na terça-feira (21)content_id (1)

As inscrições para a 5ª etapa da Corrida Pelo Verde, que acontece no dia 2 de setembro, foram prorrogadas e se iniciam na terça-feira, 21 de agosto. A prova terá largada às 8h, no Ginásio Municipal de Esportes Professor Hugo Ramos. Serão oferecidas três modalidades aos corredores e caminhantes, a corrida com percursos de 5 km e 10 km e a caminhada de 5 km. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site www.corridapeloverde.com.br até o dia 26 de agosto.

A Corrida Pelo Verde tem o objetivo de promover a prática esportiva com foco na conscientização e na preservação do meio ambiente. Dessa maneira, o evento será abastecido por energia solar, gerada a partir de uma van com placas fotovoltaicas. Por meio da utilização da energia limpa, o evento busca chamar a atenção da população para as diferentes formas de preservar o meio ambiente.

Serão 3 mil participantes, contando colaboradores e público geral, 2 mil corredores e mil caminhantes. O projeto visa a participação de crianças, adolescentes, adultos e idosos e garante estrutura adequada para participantes com deficiência, promovendo a prática de exercícios físicos como possibilidade de melhora da qualidade de vida e da saúde por meio do esporte. “Nós da Special Dog valorizamos e achamos necessária essa preocupação com a qualidade de vida e com o meio ambiente. Por isso, acreditamos que eventos como a Corrida Pelo Verde são de extrema importância, pois buscam conscientizar a população a criar hábitos mais saudáveis e sustentáveis através da mudança no comportamento. Parabenizamos e apoiamos essa iniciativa”, comentou Laura Frederico, marketing da Special Dog.

Os participantes inscritos na Corrida Pelo Verde recebem gymbag, número de peito, camisa do evento, um chip eletrônico – que cronometra automaticamente o tempo individual do atleta – e medalhas. Os três primeiros colocados nas categorias gerais de 5 km e 10 km feminino e masculino recebem também troféu. A retirada dos kits acontece no sábado, dia 1 de setembro, das 10h às 16h, no Ginásio Municipal de Esportes Professor Hugo Ramos.

A Corrida Pelo Verde é uma realização da APC – Associação Paraolímpica de Campinas através da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE), e conta com o apoio da Rud Correntes, da Special Dog e da Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes e patrocínio da NGK do Brasil. “É uma honra para a NGK do Brasil, uma empresa comprometida com a cidade de Mogi das Cruzes, apoiar iniciativas que incentivem a prática de atividades físicas, a saúde e o bem-estar da população local e a preservação do meio ambiente”, afirma o diretor de Administração e Recursos Humanos da NGK, Gilberto Yoshiharu Maeda.

Serviço
5ª etapa da Corrida Pelo Verde em Mogi das Cruzes

Largada: 2 de setembro de 2018, às 8h

Inscrições gratuitas: de 21/08/18 a partir das 10h, até 26/08/18 pelo site www.corridapeloverde.com.br.

 

Moraes diz que multas a caminhoneiros não podem ser perdoadas

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes disse hoje (20) que não podem ser perdoadas as multas aplicadas às transportadoras que não cumpriram a ordem de desbloqueio imediato das rodovias durante a paralisação dos caminhoneiros, em maio.

O ministro, que é o relator das ações que tratam do assunto, participou de uma audiência pública convocada por ele para embasar sua decisão de mérito das ações nas quais a Advocacia-Geral da União (AGU) obteve liminar para multar as empresas de comércio e de transporte que não liberaram o trânsito nas rodovias do país durante a greve. Em maio, ao atender a AGU, Moraes determinou o pagamento de R$ 715 milhões em multas.

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Ministro Alexandre de Moraes, do STF, diz que não é possível perdoar multas de caminhoneiros que participaram de greve (Arquivo/Agência Brasil)

Em entrevista à imprensa após a reunião, Moraes disse que as multas não podem ser perdoadas. “De forma alguma. Quem obstruiu e foi multado tem sua responsabilidade. Eu salientei desde o início da reunião. Isso será analisado em cada impugnação. Há empresas que fizeram impugnações dizendo, por exemplo, que aquele caminhão é alugado a terceiros. Isso vai ser analisado. O importante é conscientizar todo o setor de transporte de carga, todo o setor de transporte rodoviário, que é direito deles a greve, a liberdade de reunião, a liberdade de expressão, de manifestação, mas sempre respeitando o direito de toda a sociedade”, afirmou.

Além de recorrer ao STF para tentar evitar o pagamento das multas, as empresas aguardam uma reunião com a AGU, que deve ocorrer na semana que vem, para abrir algum tipo de negociação para o pagamento.

Durante a audiência pública, uma das entidades que se manifestou a favor do setor foi a Confederação Nacional do Transporte (CNT). Segundo Sérgio Antônio Ferreira Victor, representante da confederação, a maioria das empresas não tinha interesse na greve e foi surpreendida pela paralisação.

“Não excluo a possibilidade de algumas empresas terem se envolvido na paralisação, mas, certamente, a maior parte das empresas não estava ali envolvidas propositalmente, mas se surpreenderam e se viram envolvidas nessa situação bastante complicada. Os caminhões ficaram travados no acostamento das rodovias, não tinham como sair, muitos sofrendo ameaças de apedrejamento e corte de mangueiras de ar”, argumentou.

Após a aplicação das multas, as empresas recorreram ao STF e as petições de cada caso serão analisadas pelo ministro. A data de julgamento ainda não foi definida.

 
Da Agência Brasil Brasília

TST concede liminar e mantém leilão de distribuidoras da Eletrobras

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O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Batista Brito Pereira, derrubou hoje (20) uma decisão da primeira instância da Justiça do Trabalho que havia suspendido o leilão de seis distribuidoras de Eletrobras, marcado para o dia 30 deste mês.

A decisão já havia sido derrubada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), mas voltara a valer após um recurso feito pelos sindicatos dos trabalhadores das distribuidoras, que alegaram risco de eliminação de empregos. A Advocacia-Geral da União (AGU) apelou ao ao TST, na sexta-feira (20), para garantir o leilão.

O presidente do TST, ao derrubar a decisão que suspendia os leilões, afirmou haver risco de “iminência de grave lesão à ordem e à economia pública”. Ele disse que a suspensão dos leilões causava insegurança jurídica “ao processo de desestatização, seja em relação a eventuais interessados na aquisição das empresas, seja em relação ao valor a ser ofertado”.

No recurso, a AGU sustentou que o leilão é necessário porque as empresas são deficitárias e a Eletrobras não tem recursos para aplicar nas subsidiárias. Além disso, o órgão argumentou que a venda é a única forma de garantir os contratos de trabalho e a continuidade do fornecimento de energia.

Até o momento, a Eletrobras já promoveu o leilão da Companhia Energética do Piauí (Cepisa) e pretende vender ainda as seguintes distribuidoras: Companhia Energética de Alagoas, Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia S.A., Boa Vista Energia S.A. e Amazonas Distribuidora de Energia S.A.

 

 

 

Da Agência Brasil Brasília

Homem é assassinado após assalto na saída do shopping Granja Viana

Da Redação

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Um homem foi assassinado na noite deste domingo (19) na Rua Adib Auada, na saída do shopping Granja Viana. A mulher da vítima informou à Polícia Militar que ele havia entregado o celular e a carteira, mas mesmo assim os bandidos atiraram e mataram o rapaz.

Os dois bandidos estavam em uma moto e já haviam tentado assaltar outras pessoas na região, segundo a polícia. Por volta das 19h abordaram o casal que estava dentro do carro e pediram que entregassem os celulares e carteiras.
Na hora da fuga, um deles virou e atirou no peito de Rogério Ferreira Gama, de 35 anos, que foi socorrido à UPA 24h do Atalaia, mas não resistiu ao ferimento e morreu.

A polícia não tem pistas dos bandidos e através de câmeras de segurança do shopping e comércios vizinhos na Adib Auada, vai tentar identificar os autores do crime.

 

Do G1

Veja os últimos resultados dos jogos do Brasileirão 2018

Da Redação

Confira os resultados dos jogos pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A

Sábado 18/08/2018

Brasileiro Série A
Rodada 19
16:00-Santos – SP 3 X 0 Sport – PE-VILA BELMIRO – SANTOS – SP
19:00-Corinthians – SP 0 X 1 GRE Grêmio – RS-ARENA CORINTHIANS – SAO PAULO – SP

Domingo 19/08/2018

11:00-Atlético – PR 3 X 1 Flamengo – RJ-ARENA DA BAIXADA – CURITIBA – PR
11:00-Internacional – RS 1 X 0 Paraná – PR-BEIRA-RIO – PORTO ALEGRE – RS
16:00-Botafogo – RJ 0 X 3 Atlético – MG-NILTON SANTOS – RIO DE JANEIRO – RJ
16:00-Cruzeiro – MG 1 X 1 Bahia – BA-MINEIRÃO – BELO HORIZONTE – MG
16:00-Vitória – BA 0 X 3 Palmeiras – SP-MANOEL BARRADAS – SALVADOR – BA
19:00- América – MG 0 X 0 Fluminense – RJ-INDEPENDÊNCIA – BELO HORIZONTE – MG
19:00-SAO São Paulo – SP 2 X 0 Chapecoense – SC-MORUMBI – SAO PAULO – SP

Segunda 20/08/2018
20:00Vasco da Gama – RJ X Ceará – CE-SÃO JANUÁRIO – RIO DE JANEIRO – RJ

 

São Paulo bate a Chape no Morumbi e leva o primeiro turno do Brasileiro

FBL-SUDAMERICANA-COLON-SAOPAULOFoto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O São Paulo contou com um gol logo no começo e outro na parte final para derrotar a Chapecoense na noite deste domingo, conseguindo um placar de 2 a 0 e se mantendo na liderança do Brasileiro após 19 rodadas. Mesmo sem um grande futebol e com jogadores mostrando claro desgaste físico, a equipe soube usar o Morumbi para chegar aos tentos de Shaylon e Hudson, esse último em belo lance coletivo.

Com o resultado, o Tricolor chegou aos 41 pontos conquistados na primeira colocação, abrindo três de diferença para o novo vice, o Internacional. A equipe ainda garantiu o título simbólico do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, algo que não acontecia desde 2007, quando terminou campeão do torneio. A última vez que o clube do Morumbi ganhou qualquer turno da competição se deu em 2012, quando venceu a segunda metade daquela edição.

Na próxima rodada, os comandados de Diego Aguirre abrem o returno com uma visita ao Paraná, na quarta-feira, em Curitiba, às 19h30 (de Brasília). Do outro lado, Guto Ferreira e os seus atletas, que fecharam a metade inicial do torneio nacional com 21 pontos, dois acima da zona de rebaixamento, terão pela frente o Atlético Paranaense, no mesmo dia e horário, na Arena Condá, em Chapecó.

Gol no início tranquiliza o Tricolor

O São Paulo não poderia pensar em um começo melhor de jogo do que o que lhe foi apresentado neste domingo. Diante de um adversário que baseia seu jogo na forte marcação e na saída rápida para o contra-ataque, o Tricolor conseguiu abrir o placar logo no seu primeiro ataque. A bola foi cruzada da direita, Edimar tabelou com Éverton e foi à linha de fundo cruzando rasteiro. A bola passou da primeira trave e Shaylon, livre, só empurrou para dentro.

O gol desmontou a estratégia mais defensiva que poderia ajudar os catarinenses, forçados a buscar mais o jogo e dar espaços na defesa. Apostando em uma inversão de Éverton com Éverton Felipe, Aguirre viu seu time construir dois lances agudos em contra-ataques, mas, na hora do último passe, tanto Bruno Peres quando Liziero não conseguiram finalizar da melhor maneira as jogadas dos companheiros.

A Chape, no entanto, passou a ter o controle do jogo depois deste início fulminante dos donos da casa, conseguindo pressionar bem a saída de bola e recuperar a posse no campo de ataque. Em lance bem trabalhado, Bruno Silva e Canteros tabelaram até encontrarem Wellington Paulista. O centroavante jogou para o pé esquerdo e mandou para fora, mas o juiz já marcava impedimento.

Os visitantes continuaram a apostar na intensidade, usando o rápido Eduardo pela direita e abusando das jogadas com Wellington Paulista no pivô. O centroavante, por sinal, quase conseguiu o empate antes do intervalo, em outro lance pela direita. Eduardo cruzou na primeira trave, Canteros desviou para trás e o artilheiro chutou de primeira, mandando a bola rente à trave do goleiro Sidão.

Titulares saem do banco para resolver

Mesmo com o domínio territorial do adversário, Diego Aguirre voltou para o segundo tempo com a mesma equipe, apostando em alguma escapada dos pontas nos contra-ataques. Quem continuou chegando, no entanto, foi a Chape. Na base das jogadas laterais, a equipe do Sul do país buscou cruzamentos rasantes, às vezes rasteiros, e parou nas boas interceptações de Arboleda e Bruno Alves.

Percebendo que sua equipe não levava perigo ao gol de Jandrei, Aguirre mandou a campo Rojas e Hudson nas vagas de Liziero e Éverton Felipe, ambos em jornadas pouco inspiradas. Logo em um dos seus primeiros lances, o equatoriano mostrou sua vitalidade ao colocar na frente em disputa com dois adversários e cruzar rasteiro para o meio da área. Thyere desviou para trás e só não fez contra porque Jandrei espalmou e, antes de a bola entrar, recuperou-se para agarrar.

Ouvindo os pedidos da torcida, o comandante são-paulino aceitou o clamor pela entrada de Nenê, que substituiu Shaylon aos 23 minutos, tempo necessário para tentar criar um impacto na equipe. E a referência técnica da equipe precisou de apenas uma jogada para resolver a partida, ampliar o marcador e definir o Tricolor como campeão simbólico da primeira metade do Nacional após 11 anos.

Em arrancada, o armador passou por três e tocou para Diego Souza, que soltou rapidamente para Hudson. O volante abriu para a direita e achou Rojas em boa condição por causa da desmontada que Nenê causou na retaguarda. O equatoriano esperou o companheiro chegar na área e cruzou à meia altura para Hudson, de primeira, desviar firme e mandar sem chances para o goleiro Jandrei.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 X 0 CHAPECOENSE

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 17 de agosto de 2018, domingo
Horário: 19h (de Brasília)
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Assistentes: Ivan Carlos Bohn (PR) e Rafael Trombeta (PR)
Público: 41.075 presentes
Renda: R$ 1.348.936,00
Cartões amarelos: Bruno Alves, Hudson (São Paulo)
Gols:
SÃO PAULO: Shaylon, aos três minutos do primeiro, e Hudson, aos 38 minutos do segundo tempo

São Paulo: Sidão; Bruno Peres, Arboleda, Bruno Alves e Edimar; Jucilei, Liziero (Hudson) e Shaylon (Nenê); Éverton, Diego Souza e Éverton Felipe (Rojas)
Técnico: Diego Aguirre

Chapecoense: Jandrei; Eduardo, Rafael Thyere, Douglas e Alan Ruschel; Márcio Araújo, Amaral (Osman), Canteros e Diego Torres (Yann Rolim); Bruno Silva (Leandro Pereira) e Wellington Paulista
Técnico: Guto Ferreira

 
Tomás Rosolino
Da Gazeta Esportiva – São Paulo, SP

Parque revela restauração de mangue devastado na Baía de Guanabara

Desastre ocorreu em janeiro de 2000 após o rompimento de um duto

meiiii-s_abr_1608183312Foto:Tomaz Silva/Agência Brasil

Já se passaram mais de 18 anos que as imagens de aves com o corpo coberto por óleo rodaram o mundo e chamaram a atenção para um desastre ambiental de grandes proporções na Baía de Guanabara, no estado do Rio de Janeiro. Na época, quem viu as imagens da devastação das áreas afetadas, dificilmente poderia acreditar numa recuperação. Hoje, porém, surpreende a densidade da vegetação no manguezal na Praia de Mauá, no município de Magé (RJ), local apontado como o mais afetado no episódio. O trabalho intenso de ambientalistas tornou realidade a restauração e um parque vem sendo estruturado para promover o ecoturismo e a educação ambiental.

O desastre ocorreu em janeiro de 2000 após o rompimento de um duto da Petrobras que ligava a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) a um terminal na Ilha D’Água. Foram liberados 1,3 milhão de litros de óleo cru, formando uma mancha escura que se estendeu por mais de 50 quilômetros quadrados. “Devido às correntes marítimas e ao vento, o óleo veio em direção à Praia de Mauá e, na maré alta, se espalhou por toda a área do mangue”, lembra Adeimantus da Silva, pescador na época. Hoje, ele é coordenador do trabalho de campo do Projeto Mangue Vivo, desenvolvido pelo Instituto Ondazul.

Adeimantus se tornou um especialista em mangue e é um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento de um processo bem-sucedido de plantio, que tem características peculiares em função contaminação. Guiando a Agência Brasil por entre a vegetação, ele conta, orgulhoso, que 90 dos 116 hectares do manguezal já foram reflorestados e que é possível encontrar árvores com cerca de 20 metros de altura. No caminho, se nota também uma assustadora população de caranguejos que, segundo Adeimantus, se distribuem entre mais de 10 espécies diferentes. Também usufruem do ambiente cerca de 100 espécies de aves, entre residentes e migrantes, além de mamíferos como o mão-pelada (guaxinim) e o furão.

A exuberância da vegetação, no entanto, ainda não esconde todas as marcas do desastre. É possível notar pequenas poças onde há presença de óleo. “Isso ocorre quando o caranguejo faz um buraco muito profundo e o óleo que ficou depositado embaixo da terra sobe à superfície”, explica Adeimantus.

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A exuberância da vegetação ainda não esconde todas as marcas do desastre (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Primeiros esforços
A comoção gerada após o desastre estimulou os primeiros esforços de recuperação da área, que mobilizaram acadêmicos, ambientalistas, biólogos e voluntários sensibilizados com a situação, incluindo pescadores e catadores de caranguejos. Um consórcio de organizações não governamentais, liderado pelo Instituto Ondazul, fechou um acordo com o governo federal para gerir as ações emergenciais. Num segundo momento, houve apoio de empresas privadas. Na época, técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) chegaram a avaliar que, dada a dimensão do dano, seria impossível restaurar flora e fauna. Mas o Instituto Ondazul insistiu e criou o Projeto Mangue Vivo.

André Esteves, secretário-executivo do Instituto Ondazul e coordenador-geral do projeto voltado para a criação do parque, avalia que o mangue está até melhor do que antes do desastre. “Estamos no fundo da Baía de Guanabara. Aqui já era uma área contaminada por conta da poluição dos resíduos e da falta de cuidados”. Ele considera, porém, que o trabalho precisa ter continuidade e a dificuldade para a obtenção de recursos pode criar problemas para garantir a preservação do ecossistema. O Instituto Ondazul nunca recebeu verbas do poder público municipal e, em 2010, viu os patrocínios privados sumirem quando notícias relacionadas ao desastre já não tinham destaque na imprensa. “As empresas muitas vezes investem em ações ambientais como estratégia de marketing e querem mídia”, disse.

Para atrair novos investimentos, o Instituto Ondazul convenceu a Prefeitura de Magé a transformar o mangue em uma unidade de conservação ambiental. Em 2012, foi publicado o decreto criando o Parque Natural Municipal Barão de Mauá. A iniciativa abriu caminho para que a recuperação do mangue se beneficiasse de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2014 entre o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a petroleira Chevron. O acordo busca estabelecer ações de compensação ambiental por desastres causados pela empresa.

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) ficou responsável por gerir os recursos previstos no TAC e aprovou o projeto do parque, autorizando um repasse de R$ 1,75 milhão. “Assinamos o contrato em junho de 2017 com prazo para execução em dois anos. É prevista a construção de uma sede, de um quilômetro de passarelas suspensas por dentro do mangue e uma torre de observação. Além disso, os recursos contemplam o plano de manejo do parque que está sendo desenvolvido e a conclusão do reflorestamento da área”, disse André. As obras devem começar nos próximos meses e ser concluídas em março de 2019.

A verba aprovada, porém, forçou uma revisão de todo o projeto, que originalmente tinha um orçamento de R$ 4 milhões e incluía dois quilômetros de passarelas, três torres de observação e uma sede mais robusta, com auditório e equipamentos voltados para a realização de cursos e atividades de educação ambiental. Uma área de lazer, com brinquedos e quadras esportivas, também constava na proposta, como um legado ao município. A ideia é que, com a atração de novos recursos, os planos iniciais possam ser retomados futuramente.

O parque também poderá se tornar um centro de produção de mudas de mangue. Foram produzidas sete mil mudas além da demanda e elas serão provavelmente doadas para outras áreas degradadas no país. Os manguezais ocupam atualmente uma área de aproximadamente 10 mil quilômetros quadrados em todo o Brasil. São formações vegetais típica de áreas alagadiças nas zonas litorâneas e desempenham importante função para o equilíbrio ambiental e para a manutenção da vida marinha, uma vez que abriga grande biodiversidade e é um berçário natural para várias espécies que ali se reproduzem e se alimentam.

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Mudas de árvores nativas de áreas de mangue são plantadas no Parque Natural Municipal Barão de Mauá (Tomaz Silva/Agência Brasil)

“Não desativamos o viveiro e queremos continuar produzindo mudas. No entanto, isso não está contemplado no projeto aprovado pelo Funbio. Então precisamos conseguir recursos com algum patrocinador. E é importante, porque em todo o Brasil existem áreas degradadas de mangue e nós desenvolvemos uma técnica, uma expertise baseada em um trabalho totalmente artesanal. É um processo barato e também é bom para a região porque gera emprego. E além de ser doado, pode também ser vendido gerando receita para a manutenção do próprio parque”, disse André.

Vocação para o turismo
O grande desafio do momento é tornar o parque um espaço atraente ao turismo. Como a unidade é municipal, a continuidade da gestão do Instituto Ondazul depende de discussão a ser realizada com a prefeitura. Para André, o município tem nas mãos uma oportunidade de desenvolvimento, mas para isso precisará investir recursos, o que não fez até o momento. “É um ativo importante para ser utilizado em uma cidade com tanta carência. O parque é um case de sucesso. O turista pode vir aqui, assistir uma apresentação, ver imagens de todos os momentos dessa história, fazer o passeio, plantar uma muda. Ele sai em êxtase. E daí ele vai em outras atrações do município”, avalia.

Com 230 mil habitantes, Magé é o 10º município do estado do Rio de Janeiro com mais habitantes com rendimento mensal de até meio salário mínimo. De acordo com dados de 2016 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 38,2% dos moradores estão nessa condição. O município muitas vezes ocupa as páginas dos jornais devido a disputa política e a problemas de segurança pública. Os últimos três prefeitos não terminaram seus mandatos. Enquanto isso, no restante do estado, a população pouco sabe da sua riqueza natural e histórica. Além do mangue, Magé tem praias e cachoeiras. Fica também na cidade a primeira estação de trens do Brasil, inaugurada 1854.

É com base em todos estes elementos que o Instituto Ondazul aposta no parque como um instrumento capaz de ajudar Magé a se transformar em um destino turístico. Com quase nenhuma estrutura, já são recebidos no mangue atualmente entre 1,5 mil e 2 mil pessoas por ano. São organizadas com frequência visitas de escolas. Os passeios são guiados e precisam ser agendados levando em conta a tábua de marés, já que o mangue fica totalmente debaixo da água em parte do dia. Enquanto as passarelas suspensas não ficam prontas, os participantes precisam calçar galochas, já que pisam no solo enlameado durante todo o percurso.

Mas para alavancar de vez o turismo, André é consciente de que será preciso enfrentar um outro problema: a poluição da Baía de Guanabara. Na maré alta, toda a área do mangue é inundada e, quando o mar recua, deixa resíduos sólidos. O passeio pelo interior da vegetação revela um considerável volume de itens dispersos como chinelos, mochilas, papelão, garrafas e outros produtos plásticos. Uma ideia que vem sendo estudada é a colocação de redes que possam reter o lixo antes que ele alcance à vegetação. Em janeiro deste ano, um mutirão da limpeza com participação de voluntários recolheu mais de 3 toneladas de resíduos. Mas devido à poluição da Baía de Guanabara, o lixo volta a se depositar na área.

 

 

Da Agência Brasil Rio de Janeiro