Dupla retorna do Paraguai e Palmeiras realiza último treino antes de viagem

TREINO DO PALMEIRAS

Felipe Melo e Deyverson retornam de viagem e voltam a treinar no Palmeiras (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

O Palmeiras realizou na manhã desta terça-feira o último treinamento em território brasileiro antes da viagem rumo ao Chile, onde a equipe enfrentará o Colo-Colo pela partida de ida das quartas-de-final da Copa Libertadores. A atividade realizada na Academia de Futebol contou com quase todo o elenco alviverde, que se prepara para uma sequência de nove dias longe de São Paulo.

Como vem sendo costume no alviverde, a imprensa só pode acompanhar os movimentos iniciais da atividade. As novidades dentro de campo ficaram por conta de Borja, Antônio Carlos e Bruno Henrique, que foram poupados do treino da última segunda-feira.

Outros jogadores que voltaram a treinar com o restante do elenco foi a dupla Felipe Melo e Deyverson. Expulsos na partida de volta diante do Cerro Porteño nas oitavas da competição continental, os atletas realizaram uma viagem rápida ao Paraguai, onde realizaram a sua defesa para o julgamento tentando reduzir as punições. Ao entrar em campo, os jogadores tiveram uma rápida conversa com Felipão.

A ausência acabou sendo o meio-campista Guerra. O venezuelano vinha participando dos últimos treinamentos do Verdão e dava a impressão de um retorno próximo. A ausência do venezuelano nesta terça deve significar que o atleta não viajará com o restante do grupo e ficará indisponível pelas próximas três partidas da equipe, já que a delegação deve seguir viagens consecutivas para estes duelos.

Após a atividade, o elenco alviverde era almoçar na Academia de Futebol e partir rumo ao aeroporto para a viagem rumo a Santiago. A previsão de chegada na capital chilena é no início da noite desta terça. Na quarta, a equipe realizará o se último treinamento antes da partida, às 15h30, no Centro de Treinamento da Universidad de Chile.

 

 

 

João Varella*
*Especial para a Gazeta Esportiva

STJD estuda julgar Felipe Melo por dedicar gol a Bolsonaro

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Felipe Melo poder ser julgado por ter dedicado gol a Bolsonaro (Foto: Djalma Vassão / Gazeta Press)

A manifestação política do volante Felipe Melo feita logo após o empate por 1 a 1 do Palmeiras contra o Bahia pode render punições ao jogador e ao clube. Segundo o procurador-geral do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Felipe Bevilacqua, em entrevista à Folha, existe um temor de que o caso do volante se torne uma prática comum.

“Não lembro de nenhum caso similar. Talvez fosse o caso de avaliar a denúncia e deixar que o tribunal veja se foi uma conduta correta ou não. Confesso que disciplinarmente deve ser cautelosamente avaliado. Imagina se vira moda”, declarou o procurador.

Pelo fato de se tratar de um caso atípico, não existe um artigo específico para este tipo de caso. Dessa forma, o volante seria julgado pelo artigo 258 do CBJD, que prevê punições em caso de “qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras”. A pena prevista para este artigo é de até seis partidas.

O procurador-geral afirmou ainda que por se tratar de um caso pioneiro nesse sentido, ainda não se sabe se o clube poderá ou não ser julgado pelo caso. “Como falei, esse caso é único. Nada que inviabilize também uma punição ao clube”, completou Bevilacqua.

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Felipe Melo marcou o gol que garantiu o empate diante do Bahia (Foto: Divulgação)

Autor do gol que garantiu o empate ao Palmeiras diante o Bahia no último domingo, Felipe Melo dedicou o tento ao candidato Jair Bolsonaro em entrevista cedida ao canal Premiere logo após a partida. “Agradeço a Deus pelo gol e à família. Esse gol vai para o nosso futuro presidente, Bolsonaro”, declarou o jogador.

Na última segunda-feira o clube emitiu uma nota oficial caracterizando a manifestação do camisa 30 como de caráter particular, não refletindo o posicionamento da instituição alviverde. Confira a nota do Palmeiras:

“A Sociedade Esportiva Palmeiras vem a público esclarecer que o posicionamento político do atleta Felipe Melo reflete, única e exclusivamente, uma manifestação particular, e não da instituição.

O Palmeiras respeita qualquer posição política de seus atletas, empregados e colaboradores e ratifica a sua neutralidade nas questões políticas, partidárias, de crenças, religiões e quaisquer outras formas de manifestações pessoais.”

 
Da Gazeta Esportiva – São Paulo, SP

Douglas Costa é suspenso por quatro partidas após cuspir em adversário

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Douglas Costa foi expulso no fim da partida contra o Sassuolo (Foto: Marco Bertorello/AFP)

A Federação Italiana de Futebol anunciou, nesta terça-feira, que o brasileiro Douglas Costa foi suspenso por quarto partidas depois de ter cuspido no adversário nos minutos finais da vitória sobre o Sassuolo.

Apesar de ter recebido punição pesada, se tornando desfalque para os próximos confrontos do Campeonato Italiano, Massimiliano Allegri relacionou o jogador de 28 anos para a partida contra o Valencia pela Liga dos Campeões, na quarta-feira.

Douglas Costa, que atuou em quatro jogos neste ano, foi um dos destaques na temporada 2017/18, quando entrou em campo pela Velha Senhora 47 vezes, balançando as redes adversárias seis vezes e dando 14 assistências.

 
Da Gazeta Esportiva – São Paulo, SP

Roger deve abrir espaço a Jonathas ou novo esquema contra o Inter

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O atacante Roger ganhou moral e espaço com o técnico Jair Ventura, sendo titular do Corinthians tanto no Derby no Allianz Parque quanto na vitória de virada sobre o Sport, no último domingo, na Arena. A pouca produção ofensiva e a vontade do treinador de testar a melhor opção para encarar o Flamengo, pela Copa do Brasil, no entanto, devem fazer com que o camisa 9 não entre em campo no próximo final de semana.

Sem poder atuar no torneio de mata-mata, única chance de título do clube neste segundo semestre, por ter defendido justamente o Internacional, adversário do domingo, às 16h (de Brasília), em Itaquera, Roger provavelmente ficará no banco de reservas. Resta definir se o comandante vai optar por uma simples troca com Jonathas, outro centroavante do elenco, ou mudar o esquema.

“A gente pode insistir com o Roger, testar outras opções. Queria colocar o Jonathas também no jogo contra o Sport, mas acabou que não deu por causa da lesão do Paulo (Roberto)”, avaliou Jair, que atuou no último terço do embate contra os pernambucanos colocando Romero na referência do ataque.
Confira este e outros vídeos em videos.gazetaesportiva.com
As alternativas, além da troca de 9 por 9 e da manutenção do paraguaio como referência, exatamente o esquema que virou o jogo contra o Leão, podem estar também no meio-campo. Mateus Vital, que melhorou o time ao substituir Douglas, pode ganhar seu espaço.

Um fato, porém, é que nada deve ser definido pelo menos até sexta-feira, quando o Alvinegro passará a tratar mais da escalação para encarar os colorados. Com uma semana cheia de treinamentos, Jair quer testar a competitividade dentro do elenco antes de optar por um ou outro atleta.

“Não posso cravar a situação de quem não joga faltando uma semana para a partida. Eu tenho uma competitividade interna que é muito importante e todos têm a possibilidade de jogar”, concluiu o treinador.

 

Tomás Rosolino
Da Gazeta Esportiva – São Paulo, SP

Mais de 80 mil jovens e adultos privados de liberdade fazem o Encceja

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Exames para obtenção de diploma ocorrem nesta terça e quarta-feira

Mais de 80 mil jovens e adultos privados de liberdade no Brasil fazem hoje (18) e amanhã (19) exame do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para receber a certificação do ensino fundamental e médio. As provas serão aplicadas em 1.041 unidades prisionais e 324 unidades socioeducativas, de 701 municípios.

O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Encceja Nacional PPL) 2018 é dividido em quatro provas objetivas, que são diferentes de acordo com o nível de ensino, e uma redação.

A maioria dos inscritos (47.457) tentará a certificação para o ensino fundamental, cujas provas são aplicadas hoje (18). Amanhã será aplicado o exame para a certificação do ensino médio.

Segundo o Inep, ao todo, são 80.683 inscritos, sendo 71.115 do sistema prisional e 9.568 do sistema socioeducativo. Na mesma data, em nove estados, será feita a reaplicação do Encceja Nacional Regular para 65 participantes afetados por questões logísticas na aplicação de 5 de agosto.

Será certificado o participante que atingir o mínimo de 100 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e atingir o mínimo de cinco pontos na prova de redação.

Os participantes podem conseguir dois documentos por meio do Encceja: o Certificado de Conclusão, para o participante que conseguir a nota mínima exigida nas quatro provas objetivas e na redação; e a Declaração Parcial de Proficiência, para o participante que conseguir a nota mínima exigida em uma das quatro provas, ou em mais de uma, mas não em todas.

O participante pode conseguir o certificado de conclusão em uma única edição ou ao conquistar as declarações de proficiência das quatro áreas de conhecimento, em edições diferentes do Encceja.

Para participar do Encceja PPL é preciso ter, no mínimo, 15 anos de idade para quem busca a certificação do ensino fundamental; e 18 anos para quem busca a certificação do ensino médio. O Encceja PPL é aplicado pelo Ministério da Educação, por meio do Inep, em parceria com o Ministério da Justiça, por meio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

 

 

 

Da Agência Brasil Brasília

Pesquisa retrata agressões a profissionais de saúde no trabalho

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Segundo estudo, 71,6% deles já sofreram agressão física ou verbal

Uma pesquisa realizada com enfermeiros, médicos e farmacêuticos do estado de São Paulo mostra que 71,6% desses profissionais já sofreram agressão física ou verbal no ambiente de trabalho. Falta de estrutura, filas e demora no atendimento são apontados como principais motivos.

O estudo encomendado pelos conselhos regionais das categorias entrevistou 6.832 profissionais (4.107 enfermeiros, 1.640 médicos e 1.085 farmacêuticos) em agosto deste ano. Diante dos dados preocupantes, os conselhos lançaram hoje (18) uma campanha, que será veiculada na mídia com objetivo de conscientizar a população.

Entre os enfermeiros, 21,1% foram vítimas de agressão física e 90,9% sofreram agressão verbal. O percentual de vítimas de agressão física é de 18,3% entre os médicos, e 47,2% responderam ser vítimas de ofensas.

No setor de farmácia, 7,2% já passaram por agressões físicas e 89,5% por agressões verbais. As agressões a farmacêuticos são motivadas, sobretudo, pela negação do fornecimento de medicamentos sem receita médica. A ausência de remédios em farmácias do Sistema Único de Saúde (SUS) também é apontada como causa.

A presidente do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), Renata Pietro, cita outras razões para as agressões. “Quando vamos conversar e entender o motivo, a fila, o material que está faltando, as condições de sucateamento do sistema de saúde. Esse cenário ocorre tanto na rede pública, como na privada”, disse.

Mulheres e jovens

As profissionais mulheres estão mais sujeitas às agressões. Elas são 84% das vítimas em enfermagem, 57% em medicina e 77% em farmácia. Os mais jovens, com idade até 40 anos, também são as principais vítimas por estarem, geralmente, na linha de frente do atendimento. Em enfermagem, eles respondem por 76% dos casos; em medicina representam 63% das situações e, em farmácia, são 84%.

Sônia Regina Espírito Santo, 56 anos, é técnica de mobilização ortopédica há 32 anos e trabalha num Pronto-Socorro público na cidade de Santos, litoral paulista. Ela disse ter sofrido muitos insultos no exercício da profissão, inclusive racistas por ser negra. Sônia contou que, certa vez, foi agredida fisicamente por duas mulheres que acompanhavam o pai doente.

“Eu fui tentar acalmar, porque já tínhamos chamado a polícia. Elas estavam no centro cirúrgico, num corredor, onde tem parto e sai muita maca. Eu pedi calma. Ali saem muitas mães com o bebê já no peito. Ela falava palavras de baixo calão, deu um salto e caiu em cima de mim, queria me rasgar. Pegou pelo cabelo e bateu, deu um soco na minha bacia. Eu não conseguia reagir”, lembrou Sônia.

A cirurgiã Edwiges Dias da Rosa, 61 anos, foi agredida por um sargento da Polícia Militar. Ela se recusou a fornecer o prontuário de uma paciente, documento sigiloso que não pode ser entregue a terceiros, segundo a legislação. A médica trabalhava em plantão noturno na unidade de Pronto-Atendimento de São Bernardo do Campo. “Ele me agrediu, me machucou, me pegou pelo braço e me tirou do atendimento a uma senhora em estado grave, que eu estava atendendo. Ele queria me levar para a delegacia presa”, disse ela.

Hospitais públicos, como os que Sônia e Edwiges trabalham, são onde os profissionais estão mais vulneráveis. Entre os médicos, 75,6% das agressões ocorreram no Sistema Único de Saúde. Entre os enfermeiros, o percentual é de 68,4% e, entre os farmacêuticos, é de 37%.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Lavínio Nilton Camarim, acredita que as agressões revelam um problema mais profundo do sistema de saúde brasileiro. “As autoridades têm que saber, acima de tudo, que a saúde tem que ser uma política de estado e não uma política de governo”.

Camarim é contra a mera construção de hospitais sem planejamento. “Não adiantar sair construindo hospitais e postos de saúde se não tiver, depois, como tocar. Por isso, o sucateamente está ficando cada vez maior”, criticou o presidente do Cremesp.

 
Da Agência Brasil São Paulo

Polícia Federal deflagra quarta fase da Operação Registro Espúrio

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (18) a quarta fase da Operação Registro Espúrio, com o objetivo de apurar desvios de valores da Conta Especial Emprego e Salário (CEES).

Os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão temporária em Brasília, Goiânia, Anápolis, São Paulo e Londrina. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As investigações indicam a atuação de uma organização criminosa em entidades interessadas em obter, de forma fraudulenta, restituições de contribuições sindicais recolhidas indevidamente da CEES.

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Operação Registro Espúrio – José Cruz/Arquivo Agência Brasil

Os pedidos de restituição eram manipulados pelo grupo com o intuito de adquirir direitos a créditos, conforme indicou também o Ministério da Transparência e a Controladoria-Geral da União.

Esquema

Os valores eram transferidos da CEES para as contas bancárias das entidades, com posterior repasse de um percentual para os servidores públicos e advogados integrantes do esquema.

Os investigados responderão pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro.

Registro Espúrio

A Operação Registro Espúrio foi desencadeada com o objetivo de desarticular organização criminosa que atua na concessão fraudulenta de registros sindicais no Ministério do Trabalho.

 

 
Da Agência Brasil Brasília