Vasco mira reação no Campeonato Brasileiro diante do Bahia

vas-1865Alberto Valentim teve uma semana para treinar o Vasco para o confronto contra o Bahia, na segunda-feira (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o Vasco busca a recuperação nesta segunda-feira, contra o Bahia, em São Januário. Os cruz-maltinos vêm de sequência de cinco jogos sem vitória, enquanto os baianos não querem se aproximar da degola.

Mesmo sem vencer nos últimos cinco jogos, os vascaínos estão otimistas para esta partida. A boa atuação no empate com o Flamengo na rodada passada trouxe a esperança de que a equipe possa sair da situação em que se encontra na Série A.

“Com a semana cheia, começamos vendo nosso jogo anterior. Vi muitas coisas que fizemos bem e o importante é repetir as coisas que fizemos contra o Flamengo. Acredito muito nos treinos, estamos aproveitando muito essa semana, procurando aproveitar muito esses dias de treinos. Precisamos levar muitas coisas para esse jogo contra o Bahia. Precisamos dar um salto de qualidade”, disse o técnico Alberto Valentim.

Para o goleiro Martín Silva, o Vasco tem que aproveitar os jogos em casa para pontuar. Por conta disso, o uruguaio espera que a torcida compareça em peso para ajudar a equipe. “São Januário tem que pesar a favor, condicionar o rendimento em casa. Temos que ter a cabeça fria para conseguir um resultado positivo. Contamos com o apoio da torcida”, declarou.

Em relação ao time, Alberto Valentim manteve o mistério. O treinador conta com os retornos do volante Leandro Desábato e do meia Yago Pikachu. O argentino deve ocupar o lugar de Raúl, que se lesionou no clássico, e Pikachu pode voltar na vaga de Bruno Silva, que deixou o confronto contra os rubro-negros na ambulância após sofrer uma concussão. No restante, a formação deve ser a mesma da rodada passada.

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Por outro lado, os comandados de Enderson Moreira tiveram pouco tempo de recuperação após a vitória para o Botafogo pela Sul-Americana, na última quinta-feira (Foto: Felipe Oliveira/ECB)

No Bahia, o momento é de tensão. Com 29 pontos, os baianos estão próximos da zona de rebaixamento e podem terminar entre os últimos dependendo dos resultados da rodada. Por isso, um bom resultado diante de um rival direto é fundamental para o prosseguimento da temporada.

A equipe baiana teve pouco tempo para trabalhar, pois atuou na quinta-feira contra o Botafogo, pela Sul-Americana. Mesmo com a vitória, o técnico Enderson Moreira admitiu que o Bahia não teve boa atuação.

“Tem dia que a coisa não acontece do jeito que a gente imagina. A gente está atento a isso, vamos tentar conversar, reavaliar algumas coisas”, comentou. Para esta partida, Enderson Moreira deve repetir a formação que empatou com o Palmeiras na rodada passada.

FICHA TÉCNICA
VASCO x BAHIA

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 24 de setembro de 2018 (segunda-feira)
Hora: 20h (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Jorge Eduardo Bernardi (RS) e Lucio Beiersdorf Flor (RS)

VASCO: Martín Silva, Lennon, Leandro Castán, Luiz Gustavo e Ramon; Leandro Desábato, Andrey, Yago Pikachu e Fabrício; Andrés Rios e Maxi López
Técnico: Alberto Valentim

BAHIA: Douglas, Nino Paraíba, Douglas Grolli, Lucas Fonseca e Léo; Gregore, Elton, Zé Rafael e Ramires; Gilberto e Júnior Brumado
Técnico: Enderson Moreira

 

Gazeta Press – Rio de Janeiro, RJ

Confira os últimos jogos do Campeonato Brasileiro Série A

Da Redação
Veja os jogos da 26ª rodada do Brasileiro Série A

SÁB – 22/09/2018

Brasileiro Série A
26ª Rodada
16H00-São Paulo 1x 1 América-MG-MORUMBI

DOM – 23/09/2018

11H00-Grêmio 3 x 2 Ceará-GRÊMIO ARENA
16H00-Atlético-PR 3 x 0 Paraná-ARENA DA BAIXADA
16H00-Flamengo 2 x 1 Atlético-MG-MARACANÃ
16H00-Corinthians 1 x 1 Internacional-ARENA CORINTHIANS
18H00-Vitória 3 x 4 Botafogo-BARRADÃO
18H00-Sport 0 x 1 Palmeira-ILHA DO RETIRO
19H00-Cruzeiro 2 x1 Santos-MINEIRÃO

SEG – 24/09/2018
20H00-Chapecoense x Fluminense FLU ARENA CONDÁ
20H00-Vasco x Bahia BAH SÃO JANUÁRIO

Corinthians e Internacional empataram em 1 a 1 na Arena Corinthians

Pela 26ª rodada do Brasileirão, Colorado pulou à frente no placar, no fim do primeiro tempo; Timão respondeu no início da etapa final e igualou o marcador

Neste domingo (23), Corinthians e Internacional empataram em 1 a 1, na Arena, em jogo válido pela 26ª rodada do Brasileirão. O gol colorado foi marcado por Leandro Damião, ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Douglas empatou para o Timão. O resultado deixa o Inter na vice-liderança da competição, com 50 pontos. O Corinthians, por sua vez, subiu para a sétima posição, com 34 somados.

O Timão iniciou a partida ligado, abrindo o placar quase no primeiro lance. Após vacilo da zaga do Inter, Douglas por pouco não encobre o goleiro Marcelo Lomba. Sete minutos mais tarde, outra chance, dessa vez com Fagner parando em defesa de Lomba. Mas o Corinthians acabou esfriando um pouco o jogo. Até que, aos 44 minutos, o Internacional abriu o placar com Leandro Damião.

Na volta do intervalo, o Timão rapidamente chegou ao empate. Douglas pegou rebote de escanteio cobrado por Jadson e mandou para o fundo da rede. O Inter demorou a se recuperar, e o Corinthians tentou pressionar em busca da virada. Mas as duas defesas se saíram bem e não levaram mais gols.

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Foto: Divulgação

 

Com informações da CBF

Secretário admite que pode fechar o ano sem elucidar caso Marielle

“Crime foi elaborado com cuidado para evitar investigação”

Carioca, o general Richard Nunes está desde fevereiro à frente da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. Nesta entrevista, ele revela que vive 24 horas e sete dias por semana os problemas da segurança do estado. Durante pouco mais de uma hora, o general conversou com a equipe de reportagem da Agência Brasil e não descartou a possibilidade de concluir o ano sem a elucidação do duplo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes. “Eu sempre falei com essa cautela. Eu nunca fiquei dizendo negócio de data. Existe a possibilidade de fechar? Existe. E existe a possibilidade de a gente ter um pouco mais de dificuldade e levar um pouco mais de tempo.”

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O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, general Richard Nunes – Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil

Marielle Franco e Anderson foram assassinados a tiros, em 14 de março deste ano, após um evento político no centro do Rio de Janeiro. O crime causou comoção internacional. O papa Francisco se manifestou sobre o episódio ao apelar por providências. Mais de uma vez, houve a discussão da transferência do comando das investigações, sob tutela da Polícia Civil do Rio, para a Polícia Federal.

Richard Nunes, entretanto, se demonstra prudência na solução do duplo assassinato, esbanja firmeza ao falar do legado que deixará em 31 de dezembro, quando termina a intervenção federal no Rio. O principal é a retomada do orgulho e da credibilidade das polícias Civil e Militar. E também o fortalecimento das corporações, com a efetivação de novos policiais como oficiais de cartório, praças, papiloscopista e um concurso para delegados.

O chefe da Segurança no estado disse também que está tudo pronto para as eleições de outubro. Haverá um gabinete de crise, nos moldes do implementado durante a paralisação dos caminhoneiros, em maio, mas desta vez, sem crise. Serão empregados 20 mil militares. No Rio, muitos candidatos são investigados por associação com traficantes e milicianos.

O general está otimista quanto aos números do Instituto de Segurança Pública (ISP) em relação a este mês de setembro. Segundo ele, as prévias mostram “que todos os índices devem baixar”, inclusive os de homicídios por confrontos no estado, que em agosto, subiram mais de 150%.

Homicídios em confronto com policiais

“Foi o único índice que destoou. Estamos fazendo duas grandes manobras. E é um paradigma daquilo que a gente vinha tolerando. O estado estava quebrado. Não tinha recursos. O policiamento caiu muito, e o criminoso é um ser adaptável ao ambiente. Agora vamos atuar em cima das manchas criminais e aí nós estamos nos defrontando com aqueles criminosos que estavam tendo uma certa liberdade. E eles têm sido resistentes a se adaptar a um novo cenário. O suporte logístico da atividade criminosa foi muito afetado. Na realidade, a gente quebrou a autonomia dessas facções. Em nenhum momento nós temos política de enfrentamento”.

Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs)

“É preciso redesenhar o patrulhamento. E isso tem dado problema. Vamos falar o português claro: a gente fingia que tinha polícia e a sociedade acreditava. Certas UPPs nossas não passam de uma coletânea de bases. O policial tem de tomar conta daquela instalação e é incapaz de patrulhar aquela área. No momento em que a gente transforma a UPP em companhia de batalhão, passa a ter patrulhamento. Passa a dar mobilidade. E aquelas UPPs de áreas restritas em que é possível manter, nós vamos manter. A Providência vai continuar. Santa Marta vai continuar. A Rocinha a gente está estudando, mas é difícil imaginar que a gente possa ter uma UPP numa área tão grande. A solução definitiva para a Rocinha ainda não está definida. Na Cidade de Deus e Vila Kennedy, também não dá. É complicado”.

Delegacias de polícia

“Isso está sendo resolvido agora com o Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social (Fised)). É aquele fundo de 5% dos royalties do petróleo. Ele só vai sair pelo esforço da intervenção. Até para reunir o conselho foi uma luta. A primeira parcela, de R$ 92 milhões, já está em execução. A segunda parcela, de R$ 103 milhões, nós vamos bater o martelo no dia 3 de outubro. A terceira parcela depende da arrecadação até o final do ano, só vai entrar praticamente em janeiro. Se considerarmos uns R$ 300 milhões de royalties, para a segurança pública são uns R$ 225 milhões. É bastante dinheiro. Este ano a gente está amortizando muito coisa. Quem entrar no próximo ano já vai pegar uma situação muito mais estabilizada”.

Combate à criminalidade

“Aquela prisão em Japeri foi um divisor de águas. Nós identificamos um prefeito ligado ao narcotráfico, o presidente da Câmara de Vereadores e mais um vereador. Essa quadrilha foi toda presa. Prender um prefeito, com toda sua estrutura de mando, sinaliza para o estado que os ventos estão mudando”.

Legado da intervenção

“O principal é um exercício eficaz de liderança. Hoje, estive numa cerimônia no Batalhão de Choque. O comandante do Batalhão de Choque, ao me cumprimentar, disse: ‘General eu queria te dizer uma coisa. Muitos destes aqui são pais e eles estão resgatando o orgulho e dizendo para os filhos que são policiais’. Isso é um legado que, para mim, é o mais importante de todos – a retomada da autoestima e de querer ter a credibilidade perdida”.

Esquema de segurança nas eleições

“Vamos atuar de maneira integrada à semelhança do que fizemos na greve dos caminhoneiros. Vamos instalar um gabinete de crise, não que haja uma crise. Com todos os órgãos envolvidos. Já temos o trabalho de inteligência integrada funcionando faz tempo. Temos um levantamento completo das áreas de risco. Onde nós vamos empregar as Forças Armadas. Onde a PM [Polícia Militar] vai se encarregar. Apoio da Guarda Municipal. Em que pontos a Polícia Rodoviária Federal vai ser importante. E a coalizão com o TRE [Tribunal Regional Eleitoral] já está funcionando há vários meses. O efetivo de 20 mil militares que está aqui. Do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. A gente vai para áreas onde o histórico mostra mais problemas: São Gonçalo, Baixada Fluminense”.

Transição para o novo governo

“Nós já temos um plano preparatório para a transição, assinado entre o general Braga Netto e o governador Pezão, que sinaliza secretarias e tudo o que tem de ser feito. No momento em que nós tivermos o governador eleito aí este plano, que é provisório, vai ter de ser consolidado. A parte administrativa, necessariamente, tem de ir até 30 de junho do ano que vem. Porque estamos comprando coisas e contratos estão sendo celebrados. É dinheiro federal. Não temos como passar isso para o estado, ainda mais um estado em recuperação fiscal. Um quarto do efetivo vai poder tocar. É que claro que o governador eleito vai ter a sua vontade política, mas se tiver o mínimo de bom senso nesta transição, vai pegar o nosso plano, trocar o seis por meia dúzia e botar adiante”.

Índices devem baixar

Todos os índices devem baixar, inclusive o confronto. Se continuar do jeito que está aí, a gente vai ter uma redução bastante boa em relação a agosto (deste ano) e a setembro do ano passado. O indicativo está muito bom. Aquele 150% foram uma distorção. O problema da estatística é que ela pode ser usada para qualquer coisa. O observatório da Cândido Mendes está com a lente quebrada. Eu afirmo. Eles só estão focados em uma visão e conseguem abstrair todo o mais, que é muito mais consistente. É impressionante. Estes 150% são um ponto fora da curva até porque, no ano passado, naquele momento não havia nem policiamento. Por isso que estava tudo estourando. A criminalidade atingiu níveis dramáticos porque a policia não tinha viatura, não tinha salário. O regime adicional de serviço, que a gente resgatou, é fundamental.

Homicídios em confrontos

“Foi porque a gente começou a operar com ostensividade. Agora, a coisa começa a se acomodar um pouco mais. A nossa expectativa é esta. Ninguém aqui quer o enfrentamento. Desde o início nós achamos. O enfrentamento pelo enfrentamento é uma bobagem. Às vezes, ele se produz de maneira legítima e necessária. Lógico, vamos fazer uma ação numa área, que a gente sabe, que temos dados concretos, investigação, que tem um grupo criminoso, armado e ameaçando as pessoas…nós vamos nos omitir? Determinados noticiários ficam buscando o flagrante da criminalidade. O radar deles fica ali atrás. Localizado um ato criminoso, fica uma cobrança. “ E aí? Não vão fazer nada?”. A gente não pode se pautar por isso. Se chegar lá simplesmente para dar uma resposta midiática, aí sim dá um risco colateral muito grande”.

Rio de Janeiro em 2019

“Vamos entregar [o estado] em situação muito melhor do que encontramos porque tudo que fizemos até agora, em termos estruturantes, teve uma repercussão favorável. O mais importante é que as próprias instituições se deram conta de que isso era relevante. Elas se apropriaram do plano. Isso é que é bom. Então, qualquer que seja o cenário, eu acredito que a gente fez uma ruptura de tendência importantíssima”.

Prisão dos assassinos de Marielle e Anderson

“Tenho a expectativa. Nós temos feito o máximo de esforço possível. As coisas têm caminhado. Agora estamos mais fortalecidos porque o Ministério Público [MP] se vinculou fortemente à investigação com o Gaeco [Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado]. Então, isso nos dá um ânimo muito grande. Eu conversei com o nosso procurador-geral de Justiça sobre isso e ele colocou o MP junto conosco. Eles entraram, fizeram uma avaliação da investigação e perceberam que a gente está no caminho certo. Mas qual é grande problema do caso? A deficiência estrutural que ainda temos em várias áreas, principalmente essa questão de câmeras pela cidade, são câmeras da prefeitura, isso nos atrapalhou muito, porque há crimes que estamos elucidando com muito mais facilidade porque esses sistemas estão funcionando bem. A grande dificuldade hoje é coletar e produzir as provas necessárias para que os nossos suspeitos possam ser efetivamente condenados no futuro. E não irresponsavelmente dar por concluído o inquérito com provas frágeis e, no final, isso não resultar em nada. Vai ser muito pior para a sociedade. A gente entende o clamor da sociedade. O clamor da família. Eles têm confiança de que a gente está fazendo a coisa certa. E a nossa expectativa é de elucidar. Agora, para termos sucesso pleno na investigação ainda faltam detalhes técnicos. Isso é que não é simples. A apuração está sendo custosa porque, realmente, foi um crime elaborado com cuidado para evitar a investigação. Eles conseguiram criar grande dificuldade pela maneira como praticaram esse crime”.

Eu sempre falei com essa cautela. Eu nunca fiquei dizendo negócio de data. Existe a possibilidade de fechar? Existe. E existe a possibilidade de a gente ter um pouco mais de dificuldade e levar um pouco mais de tempo. Ambas existem”.

 

Da Agência Brasil Rio de Janeiro

 

Cotistas com menos de 60 anos têm última semana para sacar PIS/Pasep
Esta é a última semana para que todos os cotistas dos fundos dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) saquem o benefício fora dos critérios previstos em lei. O prazo termina na sexta-feira (28).

Conforme determina a Lei 13.677/2018, a partir do dia 29 de setembro os saques voltarão a ser permitidos somente para os cotistas que atendam a um dos critérios habituais: pessoas com 60 anos ou mais, aposentados, herdeiros de cotistas, pessoas em situação de invalidez ou acometidos por doenças específicas.

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Agência da Caixa Econômica Federal – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Cerca de R$ 17 bilhões já foram pagos aos trabalhadores que atuaram entre 1971 e 1988 na iniciativa privada (com carteira assinada) ou no serviço público, desde o início do processo de flexibilização dos saques do Fundo PIS/Pasep, em outubro de 2017, até agora. Do público potencial de 28,5 milhões de pessoas que havia em 2017, mais de 15,5 milhões de trabalhadores já receberam os recursos, ou seja, 55% do total.

As pessoas com menos de 60 anos representavam, em outubro de 2017, a maior parte dos cotistas do Fundo PIS/Pasep, somando 16,3 milhões de trabalhadores. De acordo com os últimos dados do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, até o último dia 16 cerca de 5,7 milhões de cotistas nessa faixa etária ainda não haviam se dirigido às agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil para buscar o benefício.

Divergências no cadastro

Dos R$ 17 bilhões já pagos aos cotistas, cerca de 8,5 R$ bilhões foram entregues aos trabalhadores por meio de depósito automático na conta corrente, ou seja, sem a necessidade de ir à agência bancária. De acordo com o Ministério do Planejamento, isso foi possível devido aos créditos feitos pelo Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal aos seus correntistas e a uma parceria envolvendo a Febraban, a Caixa, o Banco do Brasil e mais oito instituições: Bradesco, Itaú, Santander, Bancoob, Sicredi, Banestes, BRB e Mercantil.

Devido a questões de segurança e a divergências cadastrais, cerca de 5 milhões de cotistas com CPFs válidos não receberão os depósitos automáticos. Por isso, o ministério alerta que cotistas com menos de 60 anos, interessados em ter acesso imediato ao dinheiro, devem procurar as agências da Caixa e do Banco do Brasil até a próxima sexta-feira (28).

Quem tem direito

Para saber o saldo e se tem direito ao benefício, o trabalhador pode acessar os sites do PIS e do Pasep. Para os cotistas do PIS, também é possível consultar a Caixa Econômica Federal no telefone 0800-726-0207 ou nos caixas eletrônicos da instituição, desde que o interessado tenha o Cartão Cidadão. No caso do Pasep, a consulta é feita ao Banco do Brasil, nos telefones 4004-0001 ou 0800-729-0001.

Têm direito ao saque as pessoas que trabalharam com carteira assinada antes da Constituição de 1988. As cotas são os rendimentos anuais depositados nas contas de trabalhadores, instituídas entre 1971, ano da criação do PIS/Pasep, e 1988.

Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque. Isso ocorre porque a Constituição, promulgada naquele ano, passou a destinar as contribuições do PIS/Pasep das empresas para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

Da Agência Brasil Brasília

Prazo para requerer segunda via de título termina nesta quinta-feira

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Eleitores também podem votar com outros documentos

Termina nesta quinta-feira (27) o prazo para o eleitor solicitar a segunda via do título no cartório eleitoral da zona onde está cadastrado. O documento não é o único aceito no pleito de outubro e o eleitor pode se apresentar com outros, desde que seja oficial com foto, como a carteira de identidade, carteira de trabalho, carteira de motorista ou passaporte.

Para solicitar a segunda via do título, o eleitor deve estar em dia com a Justiça Eleitoral, ou seja, não poderá ter débitos pendentes, como multas por ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais, como o de mesário, ou ainda ter recebido multas em razão de violação de dispositivos do Código Eleitoral (Lei 4.737/1965), da Lei das Eleições (Lei 9.504/1997) e leis conexas. Multas devem ser pagas por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU) emitida pelo cartório eleitoral e podem variar de R$ 1 a R$ 35,14.

Título digital

Eleitores que estiverem com a situação regular também podem optar pela versão digital do título de eleitor que pode ser obtida gratuitamente por meio do aplicativo e-Título, disponível para smartphones gratuitamente nas lojas virtuais Apple Store e Google Play.

O e-Título também serve como documento de identificação do eleitor caso ele já tenha feito o recadastramento biométrico. Isso porque a versão digital será baixada com foto, o que dispensa a apresentação de outro documento de identificação no momento do voto.

Pelo aplicativo é possível saber o local de votação e, por meio de ferramentas de geolocalização, até sua seção eleitoral. Além disso, ele também oferece serviços como a emissão de certidões de quitação eleitoral e negativa de crimes eleitorais.

O local de votação também pode ser conhecido com uma pesquisa simples no portal do TSE, por meio da seção Serviços ao eleitor “Título de eleitor”, título e local de votação. A consulta pode ser feita pelo nome do eleitor ou número do título, data de nascimento e nome da mãe. Os eleitores que perderam o prazo final do alistamento, no dia 9 de maio, não poderão votar nas Eleições de 2018. Essa foi a data limite para requererem inscrição eleitoral, transferência de domicílio, alteração de título eleitoral ou transferência para seção eleitoral especial (eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida).

 
Da Agência Brasil Brasília