Eletrobras faz leilão para tentar vender 71 participações societárias

O preço mínimo estipulado é de R$ 3,1 bilhões para o total de ativos

Em leilão na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, a Eletrobras tentará vender hoje (27) um total de 71 participações da estatal em Sociedades de Propósito Específico (SPE). O leilão ocorrerá de manhã e o preço mínimo estipulado é de R$ 3,1 bilhões para a totalidade dos ativos.

As participações foram agrupadas em 18 lotes, que incluem ativos de geração eólica e linhas de transmissão. O leilão foi anunciado em agosto.

Ibiraci (MG) – O ministro Moreira Franco participa da inauguração da linha de transmissão de energia que liga a Hidrelétrica de Belo Monte ao Sudeste do País. A construção do linhão é parte do Agora, é Avançar Parcerias (Beth Santos

elet-1102699-belom9_1

Llinha de transmissão de energia – Beth Santos/Arquivo/Secretaria-Geral da PR

O preço mínimo mais elevado é o da Santa Vitória do Palmar Holding, lote A, no valor de R$ 635,6 milhões. A Eletrobras tem 78% desse empreendimento, dedicado à geração eólica. De acordo com a estatal, os preços estão referenciados à data-base de 31 de dezembro de 2017 e incluem os custos de transação.

A SPE é uma sociedade empresarial, com as mesmas características do consórcio, que é formada para a execução de um determinado empreendimento, podendo inclusive ter seu prazo de existência determinado. Normalmente é utilizada para isolar o risco financeiro de uma atividade.

O capital social da SPE pode ser constituído pelos sócios com dinheiro, bens móveis e imóveis e ainda com direitos, desde que esses tenham valor econômico. Uma vez formado o capital, as contribuições dos sócios passam a compor o patrimônio da sociedade.

 

Da Agência Brasil Brasília

Corinthians supera favoritismo do Flamengo e vai à final da Copa do Brasil

O Corinthians superou suas próprias limitações técnicas, se fortaleceu no apoio incondicional de sua torcida e na categoria de seu camisa 10 para superar o afortunado Flamengo dentro da Arena de Itaquera nessa quarta-feira. Com o drama que lhe é característico, com direito a bola na trave de Cássio no último lance, o Timão fez 2 a 1 nos rubro-negros e garantiu vaga na final da Copa do Brasil. Dias 10 e 17, com mandos ainda a serem sorteados, a equipe de Jair Ventura enfrentará o Cruzeiro pela taça da competição por mata-mata. Os mineiros eliminaram o Palmeiras no Mineirão e confirmaram a reedição da final do Brasileirão de 1998, ano que os corintianos comemoraram o título sobre a Raposa.

A festa proporcionada pela Fiel, com direito a mosaico e muitos fogos, além do apoio passado no treino de véspera, encorajaram o Corinthians nos minutos iniciais. O time do Parque São Jorge ocupou o campo de ataque e centralizou as jogadas no cérebro da equipe: Jadson. O prêmio pela postura não demorou a vir. Justamente dos pés do camisa 10 corintiano saiu um lindo lançamento nas costas de Pará. Danilo Avelar não desperdiçou a chance e fez explodir a Arena, muito graças ao desapego de Éverton Ribeiro na marcação.

Fotos: Sergio Barzaghi/Gazeta PressCOPA DO BRASIL 2018: CORINTHIANS X FLAMENGOcori-foto-1156634-1024x616COPA DO BRASIL 2018: CORINTHIANS X FLAMENGO

cori-26091849-1024x681 corii-260918cori43-1024x681

A partir daí os donos da casa passaram a encontrar mais dificuldades. Aos poucos, os visitantes foram impondo seu futebol de toque de bola e forçando os paulistas a recuar. Apesar disso, o lance do gol de empate pode-se dizer que teve muita participação da sorte, ou do acaso, talvez.

Willian Arão, revelado pelo Corinthians enfiou a bola para Pará entre Clayson e Avelar. O lateral foi tentar o cruzamento para Henrique Dourado, mas viu o zagueiro corintiano, xará do centroavante flamenguista, mandar a bola para dentro do próprio gol, em desvio com o braço.

O incomodo das arquibancadas com o empate só aumentou quatro minutos depois, quando Fagner sentiu a coxa esquerda e pediu substituição. O lateral da Seleção Brasileira deu lugar a Gabriel. Mantuan, reserva imediato da posição, acabou preterido por Jair Ventura.

Na prática, foi justamente por aquele lado que o Flamengo criou suas melhores situações de ataque. Por isso, inclusive, não foram poucas as vezes que Romero discutiu com o sistema defensivo alvinegro na tentativa de acertar os posicionamentos.

Apesar dos times terem voltado para a etapa final sem alterações, o panorama da partida foi diferente. Mesmo diante de claras dificuldades técnicas de seus jogadores, o Corinthians voltou a frequentar o setor ofensivo, com o ajuste necessário feito na defesa. O problema é que os espaços começaram a aparecer para os contra-ataques do Flamengo.

Dessa forma, os cariocas tiveram duas oportunidades de testar Cássio. Primeiro com Paquetá e depois com Vitinho, atacante que entrou na vaga do lesionado Diego. Em ambas o goleiro corintiano garantiu a manutenção do empate.

Jair Ventura, então, aceitou as solicitações da torcida e mandou Pedrinho para o jogo. Bendita troca para os corintianos. Apenas 18 segundos depois, o jovem atacante correria para abraçar seu treinador após balançar as redes de Diego Alves.

O Flamengo tentou abafar a saída de bola da defesa do Corinthians e acabou pagando caro por isso. Mateus Vital precisou de duas tentativas, mas conseguiu achar Romero na ponta esquerda. O paraguaio trabalhou pelo meio e Jadson, em um simples toque de primeira, serviu Pedrinho. O camisa 38 não titubeou. Cortou e bateu seco, no contrapé do goleiro rubro-negro.

A Arena explodiu com o momento alvinegro. O cenário quase se desenhou perfeito pouco depois, quando Henrique subiu livre dentro da área e testou uma bola que raspou a trave de Diego Alves.

Como era de se imaginar, os minutos finais foram dramáticos, com o Flamengo tentando ao menos o empate a todo custo, mas já com Araos na vaga de Vital, o Timão se segurou, se livrou de uma bola na trave aos 47 e administrou sua vantagem e garantiu a festa de sua torcida com mais uma classificação à final de uma Copa do Brasil.

Sob pressão, os cariocas agora só terão o Campeonato Brasileiro pela frente. O desafio próximo será contra o Bahia, em Salvador, às 21h de sábado. No mesmo dia, um pouco mais cedo, às 19h, o Corinthians visitará o América, em Minas.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS X FLAMENGO

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 26 de setembro de 2018, quarta-feira
Horário: 21h45 (Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Assistentes: Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Bruno Raphael Pires (Fifa-GO)
Árbitro de vídeo: Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO)
Cartões amarelos: Douglas (Corinthians); Lucas Paquetá, Willian Arão, Lincoln (Flamengo)
Público: 44.249 pagantes
Renda: R$ 3.663.322,30

GOLS:
Corinthians: Danilo Avelar, aos 14 minutos do primeiro, e Pedrinho, aos 24 minutos do segundo tempo
Flamengo: Henrique, contra, aos 18 minutos do primeiro tempo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner (Gabriel), Léo Santos, Henrique e Danilo Avelar; Ralf e Douglas; Romero, Jadson, Mateus Vital (Araos) e Clayson (Pedrinho)
Técnico: Jair Ventura

FLAMENGO: Diego Alves; Pará, Léo Duarte, Réver e Trauco; Gustavo Cuéllar, Willian Arão (Lincoln), Lucas Paquetá, Diego (Vitinho) e Everton Ribeiro; Henrique Dourado (Marlos Moreno)
Técnico: Maurício Barbieri

 

 

 

Tiago Salazar e Tomás Rosolino – São Paulo, SP
Gazeta Esportiva SP

Barcos marca de novo, Cruzeiro elimina o Palmeiras e vai à final

O Cruzeiro está na final da Copa do Brasil. Em duelo na noite desta quarta-feira, no Mineirão, a Raposa empatou com o Palmeiras por 1 a 1 e se garantiu na decisão do torneio para enfrentar o Corinthians em busca do bicampeonato consecutivo após triunfo magro no Allianz Parque. Barcos aplicou novamente a Lei do Ex no primeiro tempo morno, Felipe Melo empatou na etapa final, mas o Verdão não conseguiu a virada que levaria para os pênaltis.

Antes de a bola rolar, a festa já era espetacular no Mineirão. Animada, a torcida do Palmeiras cantou sem parar desde o início do aquecimento de seus goleiros até o final dos trabalhos em campo, com cantos de “time da virada” e “Palestra Itália só tem um”. A torcida celeste, guardando os gritos para quando a bola começasse a rolar, e talvez prevendo o final feliz, pouco se manifestou.

Fugindo do habitual, a equipe de Luiz Felipe Scolari fez um longo aquecimento: entrou antes e deixou o gramado depois dos cruzeirenses. Tudo com o intuito de ‘sentir’ o jogo. Mas quando o árbitro Wagner Magalhães apitou o início da decisão, os alviverdes pareciam ainda não ter entendido a dinâmica da partida.

Fotos: Fernando Dantas/Gazeta Presspal-foto-1156620-1024x688pal--foto-1156621-1024x682pal--foto-1156623-1024x674pal-foto-1156840-1024x569

Precisando de ao menos um gol, o Verdão entrou receoso de ver sua defesa vazada e permitiu que o Cruzeiro acalmasse os ânimos no início. O desempenho ruim de Borja, Marcos Rocha e Willian, além de todo o setor de meio-campo, somado à linha defensiva baixa, fez com que a Raposa tivesse tranquilidade para se defender, retomar as segundas bolas e avançar com espaço.

E justamente em uma sequência de erros individuais, o Cruzeiro abriu o placar aos 26 minutos do primeiro tempo. Diogo Barbosa perdeu disputa no ataque, Antônio Carlos tentou deixar Barcos impedido, mas errou, e Weverton foi lento ao sair do gol e tentar abafar o argentino, que o driblou e mandou para as redes. Foi a nova ‘Lei do Ex’ na semifinal, já que o camisa 28 já havia marcado no Allianz Parque.

O Palmeiras não conseguia furar o bloqueio defensivo dos mandantes, e a primeira e única finalização da equipe na etapa inicial saiu apenas aos 39 minutos, com Moisés, que obrigou bela defesa de Fabio. O Cruzeiro ainda teve nova chance antes do intervalo, quando Rafinha se aproveitou de novo erro de Marcos Rocha, escolha de Felipão para a partida, mas bateu fraco. Apenas três chutes no total em 45 minutos iniciais de pouca inspiração dos dois lados.

Segundo tempo ganha em emoção, Palmeiras reage, mas não o suficiente
Ao apito final do primeiro tempo, a torcida visitante, muito barulhenta durante todo o jogo, se calou de preocupação. O Palmeiras de Felipão havia saído atrás no placar apenas três vezes, sem ter conseguido vencer em nenhuma destas (duas derrotas e um empate). Bastaram quatro minutos após o intervalo, porém, para a esperança e os gritos voltarem ao lado verde das arquibancadas.

Após reclamar muito com Borja durante todo o primeiro tempo, Felipão sacou o colombiano, junto com Bruno Henrique, e colocou Deyverson e Guerra em campo. E com quatro jogados, Dudu cobrou escanteio, Felipe Melo ganhou de Dedé pelo alto, mandou para as redes e fez renascer a esperança palestrina. Redenção para o camisa 30, único volante em campo e que havia acabado de levar um cartão amarelo.

O gol fez o Palmeiras adiantar suas linhas e pressionar o Cruzeiro, que permitiu o abafa na esperança de conseguir um contra-ataque para matar o jogo. Mano Menezes sacou Thiago Neves e Barcos para as entradas de Bruno Silva e Sassá. As alterações fecharam ainda mais a equipe, mas o centroavante deu muito trabalho em jogadas de pivô na frente.

O posicionamento ofensivo fez o Alviverde levar perigo, mas erros de passe, a falta de ritmo de jogo de Guerra, que se movimentou bem, mas esteve mal tecnicamente e o cansaço pelos mais de oito mil quilômetros de viagem em uma semana não permitiram o segundo gol visitante.

O Cruzeiro, por sua vez, melhor fisicamente, equilibrou as ações nos 15 minutos finais e quase balançou as redes em cabeçada de Dedé. A defesa de Weverton, porém, não fez falta para a Raposa, que com o empate por 1 a 1, se classificou à final da Copa do Brasil.

Após o apito final, a bonita festa no Mineirão se transformou em cenas lamentáveis. Um entrevero generalizado entre os atletas, com direito a socos desferidos dos dois lados causou a expulsão de Diogo Barbosa e Mayke pelo lado palestrino, e Sassá pelo time celeste.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 1 x 1 PALMEIRAS

Data: 26 de setembro de 2018, quarta-feira
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Wagner Magalhães (Fifa)
Assistentes: Rodrigo Correa (Fifa) e Kleber Lúcio Gil (Fifa)
Cartões amarelos: Egídio (CRU); Felipe Melo, Borja, Deyverson, Antônio Carlos e Willian (PAL)
Cartões vermelhos: Sassá (CRU); Mayke, Thiago Santos e Diogo Barbosa (PAL)
Gols:
CRUZEIRO: Barcos, aos 26 minutos do 1º Tempo
PALMEIRAS: Felipe Melo, aos 4 minutos do 2º Tempo

CRUZEIRO: Fábio; Lucas Romero, Léo, Dedé e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Thiago Neves (Bruno Silva) e Robinho (Mancuello); Rafinha e Barcos (Sassá)
Técnico: Mano Menezes

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique (Guerra) e Moisés (Jean); Dudu, Willian e Borja (Deyverson)
Técnico: Felipão

 

 
Bruno Calió – Belo Horizonte, MG
Gazeta Esportiva SP