Palmeiras tenta virada contra o Boca por 1ª final de Libertadores no século

O Palmeiras busca classificar para sua primeira final de Copa Libertadores neste século. Nesta quarta-feira, o Verdão encara o Boca Juniors às 21h45 (de Brasília), no Allianz Parque, pela partida de volta da semifinal do torneio sul-americano.

No primeiro duelo, na Bombonera, o Palmeiras não correu grandes riscos até a entrada do inspirado atacante Dario Benedetto, autor dos dois gols argentinos. Para avançar sem decisão por pênaltis, o time alviverde precisa ganhar por três tentos de diferença em sua casa nesta quarta-feira.

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A tarefa está longe de ser simples. Em 17 confrontos da fase mata-mata da Libertadores contra equipes brasileiras, os xeneizes foram derrotados apenas em três oportunidades: 1963 (Santos), 2008 (Fluminense) e 2012 (Corinthians). Em todos os outros duelos, incluindo encontros com Palmeiras na final de 2000, deu Boca Juniors.

“Com calma e tranquilidade, a gente pode conseguir os dois gols ou, quem sabe, até fazer o terceiro. Mas sabemos que vai ser muito difícil. Com a confiança e os jogadores que temos, esperamos passar por essa dificuldade e classificar”, disse o atacante Dudu.

O Palmeiras deve ter como única novidade em relação ao time que foi derrotado em Buenos Aires o meia Lucas Lima. Moisés, que não teve boa atuação na Bombonera, atuou no segundo tempo contra o Flamengo, quando disse ter entrado em campo no sacrifício. O descanso de Lucas Lima diante do Rubro-Negro, portanto, deve garantir sua titularidade.

No Boca Juniors, a única baixa será seu treinador. A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) suspendeu Guillermo Barros Schelotto por ser reincidente em atrasos da equipe para retornar do vestiário após o intervalo em jogos da Libertadores.

Com 15 pontos ganhos, oito a menos do que o líder Racing, o Boca Juniors aposta todas as suas fichas na Copa Libertadores, sendo o atual nono colocado do Campeonato Argentino. Na última rodada do torneio nacional, com alguns atletas poupados para o duelo com o Palmeiras, o time de Schelotto perdeu do Gimnasia por 2 a 1.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS X BOCA JUNIORS

Data: 31 de outubro de 2018, quarta-feira
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Wilmar Roldan (Colômbia)
Assistentes: Alexander Guzman (Colômbia) e John Alexander Leon (Colômbia)
VAR: Julio Bascuñan (Chile)

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima (Moisés); Dudu, Willian e Borja
Técnico: Felipão

BOCA JUNIORS: Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nández, Barrios e Pablo Pérez; Pavón, Villa e Ábila
Técnico: Guillermo Schelotto

 

 

Gazeta Esportiva SP

Grêmio leva virada em casa e River Plate vai à final da Libertadores

O Grêmio tinha a vantagem por ter vencido na Argentina por 1 a 0, mas perdeu nessa terça-feira para o River Plate por 2 a 1, na Arena, em Porto Alegre, pelo jogo de volta da semifinal da Copa Libertadores da América. Depois de um primeiro tempo que os argentinos criaram as melhores chances, o Tricolor Gaúcho abriu o placar com Leonardo Gomes. O cenário da partida indicava, até os 35 minutos do segundo tempo, a passagem gremista à final, mas o tento de Borré fez os visitantes crescerem. Mais uma vez, o VAR entrou em ação e desta vez beneficiou o River numa penalidade cometida por Bressan. Pitty Martinez executou bem a cobrança, sem chance para Grohe.

Classificado para a final, o River Plate espera o vencedor do confronto entre Palmeiras e Boca Juniors, que se enfrentam nesta quarta, às 21h45 (de Brasília), no Allianz Parque, depois da vitória xeneize por 2 a 0 em Buenos Aires. As datas das finais estão marcadas para os dias 7 e 28 de novembro.

Pelo Brasileirão, o Tricolor Gaúcho visita o Atlético-MG no sábado, às 17h (de Brasília), no Independência.

rivv-000_1AG5IN-1-1024x681 rivvv000_1AG5J5-1024x681Fotos: Nelson Almeida/AFP

O Jogo

Os argentinos começam pressionando os gaúchos na Arena. Um personagem ilustre se encontra no estádio gremista o técnico da Seleção Brasileira, Tite.

Postado defensivamente, o Tricolor Gaúcho espera o River que tem mais posse de bola e mais iniciativa. Aos nove, Ponzio recebeu na intermediária e arriscou, mas Grohe espalmou. Melhor no jogo, os visitantes chutam de longe e quase surpreenderam o arqueiro gremista. Aos 12, Palácios recebeu em frente à área e arriscou. A bola bateu na rede, mas pelo lado de fora.

Adotando uma postura mais agressiva, os comandados de Gallardo são mais incisivos ofensivamente. Por sua vez, os donos da casa ficam com as linhas mais recuadas e apostam em jogadas de contra-ataque. Com dores na coxa direita, Ponzio é substituído por Enzo Pérez. Quase o River não abriu o placar, aos 27, após troca de passes envolvente, Pratto acionou Palácios, que buscou o ângulo de Grohe, mas a bola saiu.

Na primeira vez que chegou no ataque o Grêmio foi letal. Aos 35, após cruzamento da direita, a bola desviou em Casco e sobrou para Leonardo Gomes, que chutou no canto de Armani e morreu no fundo da rede. Apesar de ter levado o gol, o River não desistiu e seguiu atacando. Aos 42, Borré recebeu de Pratto e chutou, mas a bola saiu. Na sequência, Grohe se chocou contra o gol e desabou.

Dois minutos depois, Quintero recebeu na pequena área e chutou. A bola passou por Marcelo Grohe, mas Paulo Miranda, mais uma vez salvou a defesa gremista. O sistema defensivo está garantindo o triunfo dos anfitriões.

Nessa etapa inicial o River iniciou tomando a iniciativa e buscando o gol. Os argentinos desperdiçaram boas chances de pular na frente do placar. Enquanto o Grêmio foi objetivo na oportunidade que teve e fez o tento.

Suspenso, Gallardo descumpriu a determinação da Conmebol e foi no vestiário do River. As imagens TV flagraram a presença do treinador e acabou sendo notada pelo delegado da partida.

O panorama segue o mesmo, os argentinos ficam mais tempo com a bola, porém não consegue penetrar no ferrolho gremista. Pelo lado do Tricolor Gaúcho apostou nas jogadas de velocidade.

Em jogada de contra-ataque, aos 16, Everton recebeu fora da área e chutou cruzado. Armani se atirou e evitou o segundo gol. Que chance para matar o jogo desperdiçou a equipe gremista. Aos 21, Everton recebeu lançamento de Jael e, sozinho, arrancou em velocidade. Cara a cara com Armani, chuta, mas o goleiro evitou mais um tento.

A insistência do River acabou sendo premiada, aos 36, Pity cobrou falta na cabeça de Borré, que aproveitou a desatenção de Jael e superou Grohe. Na reta final de partida, os argentinos levantam bola aérea na defesa do Grêmio.

Que mudança de cenário na Arena, após chamar o VAR, Andrés Cunha vê o toque de mão de Bressan no chute de Scocco e marcou penalidade. O árbitro expulsou o defensor e apitou a penalidade em favor do River. A partida ficou mais de dez minutos parado. Aos 49, Pity Martínez chutou no canto esquerdo de Grohe, que saltou para a direita.

Numa virada sensacional, o River segurou o resultado, fez cera e conseguiu manter o resultado. Já o Tricolor Gaúcho vacilou depois 35 minutos, permitiu um revés improvável e os jogadores gremistas perderam a cabeça. Em uma última tentativa, o Grêmio fez força, mas não teve êxito no objetivo.

Ficha Técnica
Grêmio 1 x 2 River Plate

Local: Estádio da Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Data: 30 de Outubro de 2018, terça-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Andrés Cunha (URU)
Assistentes: Nicolas Taran (URU) e Richard Trinidad (URU)
VAR: Leodan González (principal), auxiliado por Estebean Ostojich e Richard Trinidad (todos do Uruguai)
Renda: R$ 4.477.119,50
Público Total: 53.571
Cartão amarelo: Paulo Miranda, Cortez, Bressan, Cícero (Grêmio)Enzo Pérez, Pinola (River Plate).
Cartão vermelho: Bressan (Grêmio).

GOL:
Grêmio: Leonardo Gomes, aos 35 minutos do primeiro tempo.
River Plate: Borré, aos 36 minutos, e Pity Martinez, aos 49 minutos do segundo tempo.

Grêmio: Grohe; Leonardo Gomes, Geromel, Paulo Miranda (Bressan) e Cortez; Michel, Maicon(Everton), Cícero, Ramiro e Alisson; Jael (Thaciano).
Técnico: Renato Portaluppi

River Plate: Armani, G. Montiel, Maidana, Pinola e Casco, Ponzio (Enzo Pérez), Palacios, Fernández (Pity Martínez), Quintero (Scocco), L. Pratto e Borré.
Técnico: Marcelo Gallardo

 
Do correspondente Cesar Esteves – Porto Alegre, RS
Gazeta Esportiva SP

Saiba quem é Onyx Lorenzoni, aliado de primeira hora de Bolsonaro

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Futuro ministro da Casa Civil, deputado tem discurso antipetista

Conhecido pela contundência de suas opiniões contrárias aos governos do PT, o deputado federal Onyx Dornelles Lorenzoni (DEM-RS) deve assumir um dos principais cargos do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Anunciado como ministro Casa Civil, ele trabalhará, a partir de janeiro, no Palácio do Planalto, no fundo do quarto andar, bem acima do gabinete da Presidência, que ocupa todo o terceiro andar. A pasta é responsável por acompanhar, de forma integrada, as principais políticas públicas dos demais ministérios, coordenar os balanços de ações governamentais, publicar nomeações e exonerações, além de auxiliar na tomada de decisões do Chefe do Executivo.

Nascido no dia 3 de outubro de 1954, Onyx Lorenzoni tem 64 anos e construiu carreira política ao longo de vários mandatos parlamentares. Deputado federal desde 2003, ele está finalizando o quarto mandato na Câmara. Nestas eleições, foi reeleito com mais de 180 mil votos, sendo o segundo deputado mais votado do Rio Grande do Sul.

História

Entre 1995 e 2003, ele foi deputado estadual durante duas legislaturas. Formado em Veterinária e nascido em Porto Alegre, Onyx iniciou a sua atuação política como presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do estado, na década de 1980. Antes da vida pública, ele trabalhou no Hospital Veterinário Lorenzoni, empresa de que é sócio.

O parlamentar gaúcho está há 21 anos no DEM, que até o ano de 2007 se chamava Partido da Frente Liberal (PFL). Antes, era filiado ao PL. Onyx é defensor da flexibilização do Estatuto do Desarmamento e de outras posições do campo liberal e conservador, como redução da maioridade penal, contra as cotas raciais e a favor de projetos ligados à pauta ruralista.

Recentemente, foi o responsável por relatar o projeto que reunia dez medidas de combate à corrupção, que chegou ao Congresso por meio de iniciativa popular. Na atuação parlamentar, o deputado é conhecido como uma pessoa acessível à imprensa e que consegue atuar nos bastidores. “Ele é estudioso, tem dinamismo, coragem e procura estudar [os temas que precisa discutir]”, disse à Agência Brasil o deputado Darcísio Perondi (MDS), que também é do Rio Grande do Sul.

Onyx faz parte da Frente Parlamentar da Segurança Pública, conhecida como Bancada da Bala, que conta com dezenas de deputados. O grupo é coordenado pelo deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que também é cotado para assumir algum cargo no governo Bolsonaro. Crítico ao Estatuto do Desarmamento, costuma argumentar que a posse e o uso de armas de forma legalizada não está relacionada ao aumento ou redução da criminalidade no país.

Em 2014, quando a doação empresarial a campanhas eleitorais ainda era permitida, o deputado recebeu R$ 100 mil de duas das maiores empresas de armas e munições do Brasil: a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e a Forjas Taurus S.A. Quatro anos antes, a Taurus repassou R$ 150 mil para a campanha de Onyx, mesmo valor doado pela Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições.

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Onyx Lorenzoni acompanha senadores chilenos em visita a Jair Bolsonaro – Fernando Frazão/Agência Brasil

Posições

O deputado Efraim Filho (DEM/PB), que foi líder do Democratas na Câmara em 2017 e 2018, dez anos após ter sido liderado por Onyx, ainda no PFL, elogia a firmeza com que ele defende as posições em que acredita. Ele afirma que o parlamentar aliado de Bolsonaro teve a capacidade de se antecipar nos últimos anos a movimentos que posteriormente ganharam força a nível nacional, como as críticas ao petismo, a defesa do impeachment e o sentimento de “renovação da política” que vinha da sociedade.

Foi dessa forma que ele convenceu colegas e abriu um canal de comunicação com grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL), ainda na época das manifestações contra Dilma Rousseff. “O Onyx sempre foi um político muito convicto dos seus princípios e valores. É um visionário em termos de estratégia e articulação política. É um cara que tem uma profunda formação liberal, tendo feito diversos cursos com o partido liberal alemão”, disse.

De acordo com Efraim, as posições do futuro ministro na própria bancada do DEM são até hoje reconhecidas – como o momento em que o partido avaliava se fundir a outro para evitar a extinção. Na época, Onyx avaliou que a legenda colheria os frutos de se manter de forma firme na oposição.

“Ele conseguiu capitanear, capitalizar esse sentimento da sociedade. Acreditou nesse projeto Bolsonaro e, com justiça, hoje é apontado com articulador. Enquanto o PSDB às vezes vacilava na condução da oposição, o Onyx quando liderou o DEM nunca titubeou e sempre previu que essa agenda que ele sempre defendeu seria acolhida pela sociedade brasileira”, afirmou.

Caixa 2

Em maio do ano passado, quando vieram à tona as delações de executivos do Grupo JBS em que Onyx foi citado como tendo recebido dinheiro dos executivos, ele confessou o uso do dinheiro. Na época, deu entrevistas e gravou um vídeo reconhecendo que recebeu R$ 100 mil durante a campanha eleitoral de 2014 de um empresário e não declarou o valor na sua prestação de contas, o que configura o crime de caixa 2. O parlamentar disse que entregaria uma declaração ao Ministério Público Federal (MPF) assumindo o erro e que pagaria por ele.

Dez medidas

Após intensas negociações, o plenário da Câmara aprovou em novembro de 2016 o texto que continha dez medidas de combate à corrupção, que chegou ao Congresso com dois milhões de assinaturas. Ony foi o relator da medida. Durante a tramitação, seis medidas sugeridas pelo MPF foram retiradas, após críticas dos parlamentares. A proposta, que está parada no Senado à espera de um relator, manteve a criminalização do eleitor pela venda do voto, a transformação em crime hediondo para certos tipos de corrupção e a tipificação do caixa 2 como crime eleitoral.

Mesmo antes da relatoria, Onyx já era apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) como um dos parlamentares mais influentes, tendo participado de 12 Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), com destaque para a dos Correios e a da Petrobras.

Coordenador de campanha

Desde que a candidatura de Jair Bolsonaro ganhou força, Onyx se tornou um aliado de primeira hora. Ainda durante a pré-candidatura à Presidência de Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara, a avaliação do deputado gaúcho e de outros integrantes do DEM era de que o partido não deveria apoiar o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. O DEM acabou compondo a coligação do presidenciável tucano, mas a cúpula do Democratas soube que haveria integrantes da sigla trabalhando pela campanha do PSL.

Nas últimas semanas, o trabalho de Onyx junto à campanha se intensificou. Foi ele o responsável, na semana passada, por organizar encontros de Bolsonaro com diferentes grupos, dentre eles a bancada da bala e integrantes do agronegócio. No último domingo (28), o próprio Bolsonaro confirmou o nome do deputado para a Casa Civil. A partir desta quarta-feira (31), o processo de transição do governo se iniciará com uma reunião entre Onyx e o atual ocupante do cargo, ministro Eliseu Padilha.

 

Da Agência Brasil Brasília

Supermercados preveem alta de 10% nas vendas de produtos natalinos

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) junto a 102 empresas do setor indicam melhora na estimativa de vendas de produtos natalinos em 2018, na comparação com o ano anterior. Os dados do Departamento de Economia da Abras indicam que as vendas desses produtos do devem crescer 10,27% neste ano, ante uma projeção de 8,34%, em 2017. As consultas foram feitas entre 4 de setembro e 5 de outubro.

Na avaliação do presidente da Abras, João Sanzovo Neto, os empresários estão mais otimistas quanto à possibilidade de aumento do consumo nessa época, com base na leve recuperação do emprego e do poder aquisitivo diante de uma inflação mais controlada.

A maioria dos supermercadistas (66%), no entanto, manteve o mesmo nível de encomendas do ano passado. Apenas 18% apostaram em vendas superiores às de 2017. Pela projeção, entre os itens que deverão ser mais procurados estão o vinho importado e o panetone, seguidos de refrigerante, carne bovina, cerveja e frango congelado. Para promover o escoamento dos produtos, várias lojas trabalham com estratégias como degustação, promoção e brindes.

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Pela projeção, entre os itens que deverão ser mais procurados estão o vinho importado e o panetone – Rovena Rosa/Agência Brasil

Ainda de acordo com as expectativas, as frutas nacionais deverão ter uma saída 11,38% maior do que no Natal do ano anterior e também acima do estimado em relação às frutas secas (9,7%). No segmento de carnes, espera-se alta de 11,91%. Já para pescados, as vendas de peixes frescos devem aumentar 11,25%; de pescado congelado, 9,1%; e do bacalhau 8,85%.

O setor também acredita que, em 2018, a procura por produtos importados deve ter um incremento de 6,92%, ante uma estimativa de 5,83%, no ano passado. Como o dólar em alta, principalmente, no período pré-eleitoral, as projeções indicam preços mais elevados para itens importados. Na média, o consumidor deverá pagar 10% mais por esses produtos.

Fora da lista de alimentos, as previsões mostram alta de 10% nos eletrônicos e de 8,27% nos brinquedos.

De acordo com a sondagem da Abras, houve aumento na proporção de empresários com intenção de contratar empregados temporários nas funções de operador de caixa, repositor, empacotador e entregador. Do total entrevistado, 33% disseram que vão ampliar esses postos de trabalho ante 23%, em 2017. A estimativa é de que sejam abertas entre 11 mil e 14 mil vagas.

Índice Nacional de Vendas

As informações foram divulgadas na manhã de hoje, durante o anúncio do Índice Nacional de Vendas da Abras, que aumentou de 1,92%, de janeiro a setembro, já descontado no cálculo o impacto inflacionário com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O presidente da entidade, João Sanvoso Neto, informou que o ritmo de crescimento está abaixo do esperado. Mesmo assim, ele manteve a meta de alta de 2,53%, taxa que havia sido revisada para baixo, em julho último. No começo do ano a estimativa era de 3%.

O empresário justificou que o setor foi muito afetado pela greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio deste ano, e o impacto dessa paralisação deverá se refletir no desempenho anual. “Estamos com um crescimento estável e acreditamos ficar próximo dessa meta. Com parte do PIB [Produto Interno Bruto] retido pela greve dos caminhoneiros, o nosso setor sofreu um impacto”.

O executivo também comentou que o reajustes de preços estão em níveis compatíveis com a inflação oficial. A pesquisa mostra que, em setembro, os 35 produtos que compõe a cesta da Abras oscilaram em média 0,39% na comparação com o mês anterior e 3,07% na comparação com setembro de 2017.

Entre as maiores quedas estão: cebola (-24%); sabão em pó (-17,48%); farinha de mandioca (-5,7%) e batata (-3,29%). Já as maiores altas foram observados em: arroz (+4,39%); frango congelado (+3,64%): queijo prato (+3,44%) e margarina cremosa (+2,97%).

 

 
Da Agência Brasil São Paulo

Mudanças no Estatuto do Desarmamento podem voltar à pauta da Câmara

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Na volta das atividades parlamentares após o segundo turno das eleições, possíveis mudanças no Estatuto do Desarmamento, uma das propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), podem voltar à pauta da Câmara dos Deputados ainda neste ano.

O coordenador da Frente Parlamentar da Segurança Pública, deputado Alberto Fraga (DEM-DF), disse hoje (30) que as alterações no estatuto, em vigor desde 2003, podem ser analisadas ainda em novembro. Segundo ele, não há chance de revogação da lei.

O estatuto prevê que a pessoa declare a efetiva necessidade da arma, mas este requisito será suprimido. “Por ser muito subjetivo, estamos suprimindo do texto do estatuto o requisito que diz que precisa comprovar necessidade para o uso da arma”, disse Fraga.

Segundo o deputado, os outros requisitos para a posse e porte de arma deverão ser mantidos, como a exigência de não ter antecedentes criminais, comprovação de curso de tiro e exame psicotécnico e ter, no mínimo, 25 anos de idade para a compra de armas. Ontem, no entanto, em entrevista a emissora Record, Jair Bolsonaro falou em diminuir a idade mínima para compra de arma para 21 anos.

A tramitação da votação em plenário ainda pode ter alterações com a apresentação de substitutivos. Fraga informou que irá apresentar emenda para o que chamou de “porte rural”. “Para o morador do campo ter direito de portar uma arma nos limites da sua propriedade. Saiu dos limites, é porte ilegal de armas”, disse.

O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já sinalizou que o debate sobre o projeto que flexibiliza o estatuto pode ser levado a plenário ainda este ano.

 

Da Agência Brasil Brasília

Agora no Timão, Jair Ventura reencontra o Botafogo pela 1ª vez

Jair Ventura fez toda sua formação profissional no Botafogo e chamou atenção do país pelo trabalho desenvolvido à frente do time alvinegro nas temporadas de 2016 e 2017. Nesse domingo, às 17h, a cria do Glorioso voltará para ‘casa’ pela primeira vez desde sua saída para o futebol paulista. Depois de uma passagem pelo Santos, o filho de Jairzinho, o Furacão da Copa de 70, terá a missão de comandar o Corinthians no estádio carioca Nilton Santos.

Quando esteve do lado oposto, Jair Ventura disputou quatro confrontos com o Corinthians, e o equilíbrio é total. Foram duas vitórias, duas derrotas, cinco gols marcados e cinco gols sofridos.

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Jair Ventura voltará ao estádio Nilton Santos pela primeira vez (Foto: Vitor Silva/SSPress/BFR).

O desafio de Jair Ventura na 32ª rodada do Campeonato Brasileiro será vencer o duelo de alvinegros como visitante, pois seus dois triunfos nas ocasiões passadas foram comemorados sempre como mandante, no Rio de Janeiro, ao passo que as visitas a Itaquera nunca lhe renderam bons resultados.

Esse será o terceiro compromisso seguido do Timão contra um adversário que está próximo na tabela de classificação. O Corinthians respirou aliviado com a vitória sobre o Bahia e agora é o 11º, com 37 pontos. O Fogão é o 15º, com dois pontos a menos, colado na zona de rebaixamento. Ou seja, é clima, de novo, será de decisão.

Relembre os duelos entre Corinthians e Botafogo com Jair Ventura no comando dos cariocas:

Corinthians 3 x 1 Botafogo
19/06/2016
Campeonato Brasileiro
Arena Corinthians
Gols: Bruno Henrique (2) e Marquinhos Gabriel (COR); Leandrinho (BFR)

Botafogo 2 x 0 Corinthians
1º/10/16
Campeonato Brasileiro
Estádio Luso-Brasileiro
Gols: Neílton e Diogo Barbosa (BFR)

Corinthians 1 x 0 Botafogo
2/07/17
Campeonato Brasileiro
Arena Corinthians
Gol: Jô (COR)

Botafogo 2 x 1 Corinthians
23/10/17
Campeonato Brasileiro
Estádio Nilton Santos
Gols: Brenner e Igor Rebello (BFR); Jô (COR)

 

Tiago Salazar
Da Gazeta Esportiva – São Paulo, SP

Bolsonaro faz reunião de trabalho no Rio para definir transição

Deputado Onyx Lorenzoni apresentará dados já coletados

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deve fazer hoje (30) a primeira reunião de trabalho com aliados mais próximos para definir os rumos do governo de transição. O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), confirmado para a Casa Civil, apresentará os dados coletados durante reuniões em Brasília com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que coordena a equipe de transição do governo Michel Temer.

O próprio Onyx confirmou a reunião. A previsão inicial era de que Bolsonaro viajasse para Brasília hoje. Mas ontem (29) o presidente eleito disse que irá à capital na próxima semana e que a “primeira pessoa” que pretende encontrar é Temer.

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CCBB de Brasília, onde vai trabalhar a equipe de transição – Divulgação/CCBB

Na reunião de hoje, no Rio de Janeiro, a expectativa é de que participem os integrantes do chamado “núcleo duro”, que são os assessores mais próximos de Bolsonaro. Além de Onyx, devem estar presentes o general da reserva Augusto Heleno, confirmado para a Defesa, o economista Paulo Guedes, que deve assumir o Ministério da Fazenda (ou Economia, se houver fusão com outra pasta), e o presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno.

Em entrevista ontem à TV Record, Bolsonaro disse que são “estarrecedores” os dados sobre a máquina administrativa federal, sobretudo a respeito do número de funcionários e despesas. Ele reiterou que pretende privatizar ou extinguir algumas empresas, mas que não irá prejudicar os funcionários públicos.

Também afirmou que sua intenção é reduzir o número de ministérios. Anteriormente, ele afirmou que gostaria de diminuir de 29 para 15.

Transição

Padilha disse conversará amanhã (31) com Onyx, quando espera receber os primeiros nomes da equipe de transição do novo governo. A equipe deve reunir até 50 nomes de pessoas que vão trabalhar em um ambiente organizado exclusivamente para este momento, que é o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.

Essas 50 pessoas serão nomeadas para Cargos Especiais de Transição Governamental. Esses cargos poderão ser ocupados a partir desta terça-feira (30) e devem ficar vagos até o dia 10 de janeiro, conforme disposição legal.

A equipe nomeada em caráter especial receberá salários que vão de R$ 2.585,13 a R$ 16.581,49. São oito cargos diferentes, de indicação de Bolsonaro. Vinte e cinco desses indicados receberão R$ 9.926,60 e dez terão salário de R$ 13.036,74. São os dois cargos com o maior número de ocupantes. O cargo de coordenador é o de maior salário, mas se Onyx Lorenzoni for o indicado, ele não poderá receber a remuneração, uma vez que já recebe como deputado federal e não poderá acumular as duas funções.

Ontem, Bolsonaro afirmou que a transição transcorrerá “em tranqüilidade” e agradeceu o apoio de Temer neste período. Padilha, por sua vez, disse que Temer pensa da mesma forma.

“A intenção do presidente Michel Temer é fazer uma transição com a maior transparência possível, ofertando todas as informações que estejam disponíveis no governo e sejam solicitadas, para que tenhamos, desde logo, o Brasil andando.”

 

 
Da Agência Brasil Rio de Janeiro e Brasília

Aumento do limite de financiamento de imóveis começa a vigorar

A elevação dos limites de financiamento de imóveis pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) começa a valer a partir de hoje (30). A medida estava prevista para entrar em vigor em janeiro, mas a antecipação foi definida durante reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Ontem (29), o CMN se reuniu em Brasília. Com a medida, os mutuários poderão financiar imóveis de até R$ 1,5 milhão com juros menores que as taxas de mercado, em todo o país.

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Centro de São Paulo – Arquivo/Agência Brasil

Atualmente o teto para financiamentos do SFH corresponde a R$ 950 mil nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Nas demais localidades do país, o limite de financiamento é R$ 800 mil.

Concedidos com recursos do Fundo de garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da poupança, os financiamentos do SFH cobram juros de até 12% ao ano. Acima desses valores, valem as normas do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com taxas mais altas e definidas livremente pelo mercado.

O chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro, João André Pereira, disse que a antecipação do novo teto foi uma demanda dos próprios bancos, que não precisarão atualizar os sistemas para se adaptar à elevação do limite, e que a medida é relevante para o mercado como um todo.

Teto permanente

Em novembro de 2016, o CMN tinha reajustado o teto de financiamento de imóveis pelo SFH de R$ 650 mil para R$ 800 mil na maior parte do país, e de R$ 750 mil para R$ 950 mil no Distrito Federal, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em fevereiro do ano passado, o limite foi reajustado para R$ 1,5 milhão por unidade em todas as regiões do país, valor que vigorou até o fim do ano passado.

Em janeiro deste ano, tinham passado a valer o teto anterior, de R$ 950 mil para quatro unidades da Federação, e de R$ 750 mil no restante do país. A restauração do limite de R$ 1,5 milhão tinha sido anunciada no fim de julho, para entrar em vigor em janeiro. Segundo o BC, o novo teto unificado será permanente.

 

 

Da Agência Brasil* Brasília

Veja a trajetória e polêmicas de Jair Bolsonaro, presidente eleito

bbbo_abr_2810186519Desde o período pré-eleitoral, sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa, o mestre em saltos da brigada paraquedista do Exército, Jair Messias Bolsonaro, candidato da coligação PSL-PRTB, liderou todas as pesquisas de intenções de voto para a Presidência da República. E venceu o primeiro turno, e conquistou a presidência no segundo turno com mais de 55% dos votos válidos.

Com apoio até de defensores da monarquia, o capitão da reserva, nascido em Campinas (SP) há 63 anos, fez uma campanha popular, que reuniu grandes grupos de simpatizantes nas ruas, mas também foi alvo de muitas críticas e contraofensivas.

Ocupando o espaço de principal rival do PT, Bolsonaro firmou-se como defensor de propostas que se enquadram no arco da extrema-direita e nunca se intimidou com os limites impostos pelo politicamente correto. Sua trajetória parlamentar é marcada pela virulência de seus discursos – que ele considera como livre opinião, protegida pela imunidade parlamentar.

Fez, por exemplo, declarações consideradas ofensivas e discriminatórias contra negros e quilombolas. Em 11 de setembro, o STF julgou Bolsonaro por acusação de racismo – inocentando-o por um placar de 3 a 2 na Primeira Turma. Publicamente, se opôs às ações afirmativas, como a adoção de cotas étnicas para o ensino superior.

Demonstrou também ser contrário às leis de proteção ao público LGBT. Como deputado, combateu sem trégua, em 2011, quando Fernando Haddad (PT) era ministro da Educação, o que chamou de “kit gay” – um material didático contra homofobia que seria distribuído pelo governo para as escolas públicas.boll-15407692415bd645d988981bbbb5-15407524785bd6045

Bolsonaro sempre se insurgiu ainda contra a proteção que os direitos humanos conferem aos que estão sob custódia do Estado. Já disse ser a favor da pena de morte e contra o Estatuto do Desarmamento. Condena a descriminalização das drogas e quer que o cidadão comum possa se armar, em legítima defesa, contra ação de bandidos. Esse foi o seu principal recado aos eleitores na área de segurança.

Durante a campanha, seu discurso foi se tornando mais moderado. Teve inclusive que enviar carta ao STF para prestigiar a Corte depois que seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SL), apareceu em vídeo dizendo que “bastava um cabo e soldado para fechar o STF”. Jair Bolsonaro condenou a violência entre eleitores e conclamou os brasileiros à pacificação.

Mulheres

Com o sucesso de suas propostas e de sua pregação, Bolsonaro virou um fenômeno de massa, mas encontrou resistência, segundo demonstraram as pesquisas de opinião, no eleitorado feminino. Ele afirmou considerar questão de mercado a diferença salarial entre homens e mulheres – posição da qual mais tarde recuou.

O candidato já foi condenado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por apologia ao estupro. Em 2014, da tribuna da Câmara, ele disse à colega deputada Maria do Rosário (PT-RS) que ela não merecia ser estuprada. Ele recorreu e o caso aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Por causa dessa decisão do STJ, ele se elege como o primeiro presidente que é réu na Justiça.

Memória

Um fato rumoroso marca o início da vida pública de Bolsonaro. Em 1987, reportagem publicada pela revista Veja informou que havia um plano denominado “Beco Sem Saída” para explodir bombas em banheiros da Vila Militar, da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), quartéis e locais estratégicos do Rio. O objetivo seria protestar contra os baixos salários. O então capitão publicara um artigo em que reivindicava a melhoria dos soldos – o que lhe rendeu, posteriormente, punição disciplinar.

Na ocasião, Bolsonaro foi identificado como fonte da reportagem, que exibia croquis feitos a mão supostamente pelo próprio militar. Ele negou as acusações, recorreu ao Superior Tribunal Militar (STM) e foi absolvido. Em 1988, foi para reserva. Já conhecido e identificado inicialmente como porta-voz de reivindicações militares, iniciou então a carreira política no Rio de Janeiro.

Com a pauta ampliada para segurança e temas “contra a ideologia esquerdista”, foi eleito sete vezes deputado federal, permanecendo quase três décadas no Congresso Nacional, período em que apresentou mais de 170 projetos, mas teve apenas dois aprovados. Foi o mais votado no Rio para a Câmara em 2014, obtendo 464 mil votos.

Corrida Presidencial

Na corrida ao Palácio do Planalto, o candidato teve dificuldade para ampliar alianças e negociar um nome para vice-presidente – cargo entregue ao polêmico general Mourão (PRTB), que trouxe consigo o apoio de alas da elite das Forças Armadas. Bolsonaro já negou várias vezes que tenha existido golpe militar e tortura política no Brasil.

Desde o início, ele apresentou o banqueiro Paulo Guedes como o fiador de seu programa econômico. Com o aumento de sua popularidade e a entrada de Guedes na campanha, cresceu também o apoio de setores empresariais e financeiros ao PSL. Fiel ao discurso anticorrupção, diz que vai combatê-la acabando com ministérios e estatais.

Casado três vezes, tem cinco filhos, dos quais três estão na vida política – Carlos é vereador no Rio, Flávio é deputado estadual no Rio e Eduardo é deputado federal por São Paulo. O PSL é o seu nono partido. À Justiça Eleitoral, declarou patrimônio de R$ 2,3 milhões.

Atentado

Com apenas oito segundos de propaganda eleitoral, o candidato e seus filhos, que costumam criticar a imprensa, usaram as redes sociais intensamente e terminaram acusados pelos adversários de liderarem a produção de fake news nessas eleições. Denúncia sobre o uso impulsionado de mensagens em aplicativos, supostamente pago por empresários pró-Bolsonaro, está sendo investigada pela Justiça Eleitoral. Pelas redes, detalharam até o estado de saúde de Bolsonaro quando esteve hospitalizado durante o primeiro turno, alvo de atentado a faca – algo que nunca aconteceu a presidenciáveis em campanha, após a redemocratização no Brasil. Ferido em 6 de setembro quando participava de ato público em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou 22 dias internado, recuperando-se de uma hemorragia e de duas cirurgias no intestino. Ele foi atacado pelo desempregado Adélio Bispo – que hoje é réu por “atentado pessoal por inconformismo político”. Nos últimos dias de campanha, Bolsonaro, que votou com colete à prova de bala e forte esquema de segurança, voltou a dizer que não acredita que Adélio agiu sozinho.
Por Agência Brasil Brasília

 

 

 

Da  Agência Brasil Brasília

Com resultado apertado, Doria é eleito governador de São Paulo

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O ex-prefeito de São Paulo João Dória (PSDB) venceu o segundo turno para o governo de São Paulo, com 51,77% dos votos válidos. Com 98,49% das urnas apuradas, Márcio França (PSB) ficou em segundo lugar, com 48,23% dos votos válidos.

João Doria tem 58 anos e é formado em jornalismo e publicidade. Foi apresentador de televisão, com programas na TV Bandeirantes, Manchete e Rede TV! Empresário, tem um grupo de marketing que promove eventos e iniciativas culturais e publicações.

Filiado ao PSDB desde 2001, o empresário João Doria ficou conhecido por produzir e apresentar os programas Sucesso e Business em canais de TV, além de organizar eventos e palestras. Entrou na vida pública a convite do tucano Mario Covas (morto em 2001), do qual foi secretário de Turismo. No governo do ex-presidente José Sarney, Doria foi presidente da Embratur. Em 2016, foi eleito prefeito de São Paulo, mas renunciou ao mandato para concorrer a governador.

Em 2003, fundou o Grupo de Líderes Empresariais (Lide), entidade com 1,7 mil empresas filiadas. Foi secretário de Turismo da capital paulista na gestão do então prefeito Mário Covas e presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) no governo do presidente José Sarney.

 

Da  Agência Brasil Brasília