PF faz operação para coibir fraudes em saques do PIS em SP

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Agentes cumpriram 13 mandados de busca e apreensão

A Polícia Federal fez na manhã de hoje (25) duas operações simultâneas para desarticular grupos que fraudavam saques do abono salarial do PIS (Programa de Integração Social), sem o conhecimento do titular do crédito. Agentes da PF cumpriram 13 mandados de busca e apreensão na capital, Embu das Artes e Taboão da Serra.

Os criminosos conseguiam informações dos beneficiários do abono salarial do PIS e, com o uso de documentos falsos faziam saques nas agências bancárias. Parte da busca e apreensão de hoje é desdobramento da Operação Golpes Master, ocorrida em agosto a partir da prisão de um dos integrantes do grupo em Guaratinguetá. O material apreendido apontou outros fraudadores e mais de 100 vítimas do grupo.

Outros cinco mandados de busca e apreensão surgiram após uma tentativa de saque fraudulento em Aparecida. As informações repassadas pela Caixa identificaram participantes do golpe, além de vítimas.

Os agentes encontraram, nas duas operações, quase 150 saques fraudulentos do abono do PIS. A investigação agora fará análise do material apreendido para verificar a ligação entre o grupo preso em agosto e os integrantes da operação desta manhã.

O PIS é um programa do governo federal voltado para o financiamento do pagamento do seguro-desemprego, abono salarial e participação na receita dos órgãos e entidades. O abono salarial é pago anualmente, no valor máximo de um salário mínimo, para pessoas cadastradas há mais de cinco anos e remuneração média no ano anterior até dois salários mínimos.

 
Da Agência Brasil São Paulo

A água no Brasil: da abundância à escassez

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Garantir o acesso à água de qualidade a todos os brasileiros é um dos principais desafios para os próximos gestores do país. Culturalmente tratado como um bem infinito, a água é um dos recursos naturais que mais tem dado sinais de que não subsistirá por muito tempo às intervenções humanas no meio ambiente e às mudanças do clima.

Em várias regiões do país, já são sentidos diferentes impactos, como escassez, desaparecimento de nascentes e rios, aumento da poluição da água. Os especialistas alertam que os problemas podem se agravar se não forem tomadas medidas urgentes e se a sociedade não mudar sua percepção e comportamento em relação aos recursos naturais.

O Brasil tem 12 regiões hidrográficas que passam por diferentes desafios para manter sua disponibilidade e qualidade hídrica. Mapeamento do Ministério do Meio Ambiente mostra que, nas bacias que abrangem a Região Norte, o impacto vem principalmente da expansão da geração de energia hidrelétrica. Na Região Centro-Oeste, é a expansão da fronteira agrícola que mais desafia a conservação dos recursos hídricos. As regiões Sul e Nordeste enfrentam déficit hídrico e a Região Sudeste apresenta também o problema da poluição hídrica.

Em nível global, o desafio é conter o aumento da temperatura do clima, fator que gera ondas de calor e extremos de seca que afetam a disponibilidade de água. O relatório especial do Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas, das Nações Unidas, divulgado recentemente, mostra que, se a temperatura global subir acima de 1,5°C, em todo o mundo mais de 350 milhões de pessoas ficarão expostas até 2050 a períodos severos de seca.

Brasil: o mito da abundância

“As gerações mais antigas foram criadas com o mito do país riquíssimo em água, que água seria um problema crônico, histórico, só no Nordeste, no semiárido. Obviamente, desde 2013, na primeira crise que a gente teve, o apagão, que na verdade foi um “secão”, porque não foi resultado só de uma questão elétrica, ficou claro que o Sudeste e o Centro-Oeste têm problemas concretos, intensificados nos últimos dois anos, de disponibilidade de água”, destacou Ricardo Novaes, especialista em Recursos Hídricos do WWF-Brasil.

O pesquisador explica que a crise resulta também da falta de adequada gestão do uso da água, sobretudo em períodos de estiagem – tendência que deve se manter tendo em vista o baixo índice de precipitação registrado no início desta primavera.

“Temos indicativos de que há um risco de, no próximo verão, ou talvez no outro ano, termos novamente um quadro muito complicado em São Paulo, talvez em todo o Sudeste. Os reservatórios estão com níveis abaixo do que estavam há dois anos, antes da crise de 2014 e 15”, afirmou.

Depois da grave crise hídrica de 2015 que afetou a população de São Paulo, os moradores do Distrito Federal (DF) também passaram pelo primeiro racionamento nos últimos 30 anos devido à falta de água nas principais bacias que abastecem a região. Por mais de um ano, os moradores da capital do país tiveram que se adaptar a um rodízio de dias sem água devido ao esgotamento dos reservatórios das principais bacias que abastecem a cidade.

Na área rural, o governo do DF decretou estado de emergência agrícola. Na época, foi estimado um prejuízo de R$ 116 milhões com a redução de 70% na produção de milho, segundo estudo da Secretaria do Meio Ambiente do DF.

Berço de águas escassas

Os especialistas apontam que uma das principais causas para a crise hídrica é o uso inadequado do solo. No Centro-Oeste, por exemplo, estão concentradas as nascentes de rios importantes do país, devido a sua localização no Planalto Central. Conhecida como berço das águas, a região tem vegetação de Cerrado, bioma que ocupa mais de 20% do território e atualmente é um dos principais pontos de expansão da agropecuária, atividade que usa cerca de 70% da água consumida no país.

Como consequência do avanço da fronteira agrícola, o Cerrado já tem praticamente metade de sua área totalmente devastada. Os efeitos da ausência da vegetação nativa para proteger o solo já são percebidos principalmente na diminuição da vazão dos rios e na escassez de água para abastecimento urbano.

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Os especialistas apontam que uma das principais causas para a crise hídrica é o uso inadequado do solo – Arquivo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Segundo a coordenadora do programa Cerrado e Caatinga do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Isabel Figueiredo, que integra a Rede Cerrado, o desmatamento acelerado está impactando tanto a frequência de chuvas, que vem diminuindo nos últimos cinco anos na região, quanto na capacidade do solo de absorver e armazenar a água no subsolo e devolvê-la para os rios.

“A mudança do uso da terra tem alterado demais o ciclo da água e faz com que a gente tenha menos água nos rios, os rios muito assoreados e menor disponibilidade de chuva. Então, o ciclo da água está num pequeno colapso”, afirmou Isabel.

Projeções do Painel Brasileiro de Mudança Climática (PBMC) apontam que nas próximas três décadas o bioma do Cerrado poderá ter aumento de 1°C na temperatura superficial com diminuição percentual entre 10% a 20% da chuva.

“A contribuição do Cerrado para as bacias hidrográficas importantes do Brasil, como São Francisco, Tocantins, por exemplo, vai diminuir muito, se esse processo de desmatamento continuar nesse nível”, completou.

A especialista lembra ainda que o desmatamento do Cerrado não afeta somente as comunidades locais, que já relatam dificuldades para plantar, mas também outras regiões. “Os biomas e ecossistemas brasileiros estão todos interligados. O desmatamento do Cerrado afeta a chuva que cai em São Paulo, o desmatamento na Amazônia afeta a chuva que cai aqui no Cerrado”, explica.

Outros desafios

O desafio de garantir o funcionamento do ciclo hidrológico natural também tem impacto na manutenção dos aquíferos subterrâneos. Os pesquisadores lamentam que o assunto não tenha destaque no debate público e na agenda eleitoral e alertam que, para evitar a próxima crise, é necessário criar um modelo de gestão das águas subterrâneas.

Outro problema que leva à escassez de água é a estrutura precária de saneamento. Considerando as metas estabelecidas pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Nações Unidas, do qual o Brasil é signatário, uma das principais preocupações com relação à água é garantir a universalização do saneamento.

Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), mais de 35 milhões de pessoas ainda não têm acesso à água tratada no Brasil e o sistema de abastecimento de água potável gera 37% de perdas, em média. A falta de tratamento do esgoto compromete mais de 110 mil quilômetros dos rios brasileiros que recebem os dejetos.

A agência estima que, para regularizar a situação, seriam necessários pelo menos R$ 150 bilhões de investimentos em coleta e tratamento de esgotos até 2035.

“Um objetivo absolutamente fundamental, mas que vai exigir um nível de investimento, comprometimento de agentes públicos e desenvolvimento de tecnologias – e não estamos vendo energia sendo colocada pra atingir isso. E não adianta você investir em saneamento e ter de buscar água cada vez mais longe, por causa do desmatamento”, criticou Novaes.

Um problema de percepção

Doutor em ecologia e autor de vários livros sobre educação ambiental, Genebaldo Freire destaca que todos estes problemas só serão resolvidos quando os governos e sociedade mudarem sua percepção sobre a importância dos recursos naturais para a sobrevivência humana.

“Nós estamos vivendo uma falha de percepção e temos algumas evidências objetivas que comprovam isso: nós dependemos de água pra tudo e qual é o nosso comportamento? Desperdício, consumismo, poluição e desmatamento, e isso tudo numa pressa danada, com uma população que cresce em 75 milhões de pessoas a cada ano no mundo”, constata.

Segundo o professor, não há lugar seguro no planeta e, além da falta de percepção, há uma absoluta falta de governança na gestão da água. O escritor também critica a indiferença e incapacidade da classe política em lidar com o tema da educação ambiental.

“A história dos problemas ambientais passa por essa falha de percepção por várias razões: conveniência, ignorância ou apatia. Todo o processo de educação ambiental hoje tem de estar obrigatoriamente centrado na ampliação da percepção, senão não vai mudar coisa alguma”, avalia Freire.

O professor ressalta que vários colapsos já estão ocorrendo devido à grande pressão da população mundial de sete bilhões de pessoas sobre os sistemas naturais, que estão assumindo “configurações diferentes das que nós estamos acostumados para neutralizar nossas ações”.

Para evitar o agravamento da situação, é necessária uma evolução do ponto de visto ético e moral e não somente científico e tecnológico. “A mudança do clima é a maior falha de mercado da espécie humana, porque é algo em que a inteligência estratégica de sobrevivência do ser humano não funcionou e continua errando de forma insistente. E qual a consequência disso? E você ter o crescimento de conflitos que já estão estabelecidos, como disputa por água, energia e espaço, aumento de refugiados”, comenta.

 

 

Da Agência Brasil Brasília

Benedetto sai do banco e dá vitória ao Boca contra o Palmeiras na Bombonera

O Boca Juniors está próximo da final da Copa Libertadores da América. Nesta quarta-feira, Palmeiras e os argentinos fizeram uma partida morna e ruim tecnicamente, mas com apenas 15 minutos finais para jogar, o centroavante Benedetto deixou o banco de reservas e marcou duas vezes para os xeneizes contra o Verdão, decretando a vitória na Bombonera.

O jogo de volta da semifinal é na próxima quarta-feira, dia 31, às 21h45 (de Brasília). O Palmeiras terá de vencer por três gols de diferença para se classificar (um 2 a 0 a favor leva a decisão para os pênaltis). Empate ou vitória alviverde por um gol classificam o Boca Juniors – para enfrentar Grêmio ou River Plate na finalíssima (o Grêmio venceu o jogo de ida, em Buenos Aires, por 1 a 0).

O primeiro tempo teve o nervosismo que se espera de uma partida semifinal de Copa Libertadores da América. Nada além disso. Palmeiras e Boca Juniors não jogaram o futebol que são capazes e os primeiros 45 minutos foram marcados por uma única chance real de gol, motivada por falha de Weverton.

Com 15 jogados, os argentinos levantaram bola na área, o goleiro palestrino tentou tirar de soco, mas não achou nada pelo alto. Isquierdoz cabeceou no canto e bola passou perto da meta alviverde.

Empurrado pela Bombonera lotada, o Boca tentou pressionar a equipe brasileira, mas se limitou a bolas levantadas na área e chutes de longa distância, sem perigo. A inédita dupla de zaga escalada por Felipão na Libertadores, formada por Luan e Gustavo Gómez, não brincou lá atrás e rebateu todas de primeira.

Antes do intervalo, o Verdão conseguiu equilibrar o jogo e teve 52% de posse de bola, mas também sem criar. Na etapa final, o Maior Campeão do Brasil finalizou duas bolas de longe, logo nos primeiros minutos, o que poderia indicar uma mudança de postura, mas os visitantes mantiveram o ritmo do duelo.

A melhor oportunidade do jogo até então, e lance mais bonito plasticamente aconteceu apenas aos 36 minutos do segundo tempo. Olaza cobrou falta na entrada da área com a canhota, a bola foi no ângulo, mas Weverton voou para fazer uma defesa espetacular.

Para impedir o gol, Weverton se chocou com a trave e ficou dois minutos caído recebendo atendimento médico. Quando o árbitro autorizou novamente, aos 38, Benedetto, que estava em campo há sete minutos, antecipou Moisés e cabeceou livre para as redes.

pal-000_1AA4M6-1024x647Palmeirenses deixaram Benedetto sozinho para marcar (Foto: Juan Mabromata/AFP)

Mesmo com a desvantagem no placar, Felipão sacou Bruno Henrique e colocou Thiago Santos em campo. Aos 42, porém, Benedetto de novo, deixou o Boca Juniors muito perto da final da Copa Libertadores. O centroavante recebeu na entrada da área, deu drible desconcertante em Luan, de futebol de salão, e bateu muito forte no canto de Weverton.

FICHA TÉCNICA
BOCA JUNIORS 2 X 0 PALMEIRAS

Data: 24 de outubro de 2018, quarta-feira
Local: Estádio La Bombonera, em Buenos Aires-ARG
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Tobar
Assistentes: Christian Schiemann e Claudio Rios

Cartões amarelos: Olaza, Villa e Zárate (BOCA JUNIORS); Gustavo Gómez e Bruno Henrique (PALMEIRAS)

GOLS
BOCA JUNIORS: Benedetto, aos 38 e 42 minutos do segundo tempo

BOCA JUNIORS: Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallan e Olaza; Barrios, Nandez e Perez; Pavon (Buffarini), Zarate (Villa) e Ábila (Benedetto)
Técnico: Guillermo Schelotto

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique (Thiago Santos) e Moisés (Lucas Lima); Dudu, Willian e Borja (Deyverson)
Técnico: Felipão

 

 

Da Gazeta Esportiva SP

Na Bombonera, Palmeiras inicia briga por vaga na final contra o Boca

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(Foto: Divulgação)

O Palmeiras inicia a disputa por uma vaga na decisão da Copa Libertadores às 21h45 (de Brasília) desta quarta-feira. Na temida Bombonera, o time comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari entra em campo para enfrentar o Boca Juniors e sua fanática torcida.

Em Buenos Aires, o Palmeiras defende um retrospecto de 100% como visitante no torneio continental. Sob o comando de Roger Machado, o time alviverde ganhou de Junior Barranquilla (3 x 0), Boca Juniors (2 x 0) e Alianza Lima (3 x 1). Já com Felipão, bateu o Cerro Porteño (2 x 0) nas oitavas e o Colo-Colo (2 x 0) nas quartas.

“Não dá para falar em favoritismo. Em uma competição mata-mata, fica difícil o favoritismo entrar em campo”, disse Bruno Henrique, apesar do retrospecto palmeirense fora de casa. “O Boca é uma equipe muito grande, nós sabemos da grandeza do clube”, completou o volante.

Em busca da vaga na decisão, Felipão deve mexer no miolo da defesa. A tendência é que Luan e Gustavo Gomez sejam escalados como titulares diante do Boca Juniors, já que ambos descansaram na última rodada do Campeonato Brasileiro. Assim, Antônio Carlos e Edu Dracena ficariam na reserva.

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Zarate, com passagem pela Inter de Milão, é uma das novidades do Boca (Foto: Alejandro Pagni/AFP)

No Boca Juniors, o técnico Guillermo Schelotto praticamente confirmou sua escalação. Embora o goleiro boliviano Carlos Lampe tenha condições de jogo, Rossi seguirá como titular. Na direita, Jara deixa Buffarini no banco. Perez jogará no meio de campo e Zarate, no ataque.

“Temos muito tempo de trabalho e estamos chegando ao objetivo principal, que é a final da Libertadores. Faltam dois passos. A torcida sempre apoiou, apesar de alguns resultados. Não tenho dúvidas de que na quarta-feira e Bombonera vai explodir e vamos nos matar por essa camiseta”, disse Schelotto.

Com 15 pontos ganhos, cinco a menos do que o líder Racing, o Boca Juniors figura na quinta colocação do Campeonato Argentino. Na última rodada do torneio nacional, com alguns atletas poupados para o duelo com o Palmeiras, o time de Schelotto empatou por 0 a 0 com o Rosario Central, na Bombonera.

FICHA TÉCNICA
BOCA JUNIORS X PALMEIRAS

Data: 24 de outubro de 2018, quarta-feira
Local: Estádio La Bombonera, em Buenos Aires-ARG
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Tobar
Assistentes: Christian Schiemann e Claudio Rios

BOCA JUNIORS: Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallan e Olaza; Barrios, Nandez e Perez; Pavon, Zarate e Ábila
Técnico: Guillermo Schelotto

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gomez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Moisés; Dudu, Willian e Borja
Técnico: Felipão

 

Gazeta Esportiva – São Paulo, SP

Grêmio bate River e está próximo de nova final da Libertadores

FBL-LIBERTADORES-RIVER-GREMIO grem-000_1A9358-1024x741(Fotos: APF)

O Grêmio derrotou nesta terça-feira o River Plate por 1 a 0 no Estádio Monumental de Nuñez pela primeira partida da semifinal da Libertadores. Superando os desfalques de Everton e Luan, o Tricolor Gaúcho adotou uma estratégia que não permitiu os argentinos de impor o seu toque de bola. A grande surpresa na escalação foi o volante Michel, que não atuava cinco meses e marcou o tento gremista.

Em vantagem, os gaúchos jogam pelo empate para chegar Na final da competição. Caso os argentinos vençam pelo mesmo placar, a decisão será nas penalidades. O River classifica se fizer 2 a 1 no tempo normal por causa do saldo qualificado.

A partida de volta pela semifinal da Libertadores entre Grêmio e River Plate será no dia 30, terça, às 21h45 (de Brasília), na Arena. Pelo Brasileirão, o Tricolor Gaúcho recebe no sábado o Sport, às 16h30 (de Brasília), em Porto Alegre.

O Jogo – Adotando uma escalação mais defensiva com a presença do volante Michel, o técnico Renato Portaluppi segurou o ímpeto dos argentinos. Os gaúchos tem uma postura de forte marcação o que dificultou as jogadas de velocidade do River.

Depois dos 10 minutos, os donos da casa se soltam para o ataque. Por sua vez, o Tricolor Gaúcho tentou explorar lances de bola aérea e jogadas de contra-ataque. Aos 17, Pity rolou para Palacios, que cruzou fechado. Marcelo Grohe tentou segurar, mas soltou e a bola quase entrou.

Apesar de ter mais posse de bola, o River não conseguiu furar o bloqueio defensivo gremista. Entretanto quem levou perigo foi o Grêmio, aos 24, Alisson tocou para Cícero que soltou a bomba. Armani espalmou e mandou para escanteio.

Com dificuldade de entrar na área, os argentinos levaram perigo em chute de fora da área. Aos 30, após troca de passes, Palacios recebeu na intermediária e soltou a bomba. Grohe espalmou para escanteio. Nove minutos depois, o River chegou perigosamente e obrigou o arqueiro gremista a trabalhar. Aos 39, Pity recebeu de Scocco e soltou a bomba. Marcelo Grohe faz milagre.

Na etapa inicial o Grêmio soube segurar o River Plate e não correu grandes riscos no sistema defensivo. As duas equipes arriscaram chutes de longe e os goleiros mostraram muita elasticidade para manter o zero no placar.

Mais agressivo, os anfitriões vão para cima em busca do primeiro gol nesse começo do segundo tempo. Aos 04, Quintero cobrou escanteio na cabeça de Maidana que, sozinho, mandou por cima do gol de Grohe. Já os visitantes marcam bem, porém não conseguem segurar a bola do meio pra frente.

Durante o jogo, o Tricolor Gaúcho soube explorar a deficiência na bola aérea dos argentinos e abriu o placar. Aos 16, Alisson cobrou escanteio no primeiro poste. Michel ganhou da zaga e estufou as redes de Armani.

Os comandados de Marcelo Gallardo nitidamente se abateram depois de ter levado o gol. Muito seguro na defesa, a equipe gremista tem procurado cavar faltas e fazer o tempo passar. Por outro lado, o River facilitou o trabalho da defesa do Grêmio porque começou a cruzar várias bolas altas.

Por pouco, os gaúchos não ampliaram o marcador. Aos 33, Jael bateu falta na barreira. Leonardo pegou o rebote e tirou tinta da trave de Armani. Impotentes na partida, o River não encontrou soluções em campo para chegar a igualdade.

Diferente do primeiro tempo, os donos da casa tomaram a iniciativa na etapa final, porém o Tricolor Gaúcho com muita maestria, inteligência e experiência amarrou taticamente o River. Na insistência os gaúchos tiram proveito da deficiência na bola alta da defesa argentina. Os pilares desse triunfo foram Geromel, Kannemann e Michel. A última tentativa de empate acabou parando nas mãos de Grohe. Aos 48, Quintero cobrou falta no canto esquerdo do goleiro gremista, que voou e faz grande defesa.

FICHA TÉCNICA
RIVER PLATE 0 X 1 GRÊMIO

Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires
Data: 23 de Outubro (Terça-feira)
Horário: 21h45(de Brasília)
Árbitro: Victor Carrillo (Peru)
Assistentes: Jonny Bossio (Peru) e Victor Raez (Peru)
VAR: Leodan González (principal), auxiliado por Estebean Ostojich e Richard Trinidad (todos do Uruguai)
Cartões amarelo: Borré, Maidana, Ponzio (River Plate), Alisson, Kannemann (Grêmio)
Gol:
GRÊMIO: Michel (Grêmio), aos 16 minutos do segundo tempo.

RIVER PLATE: Armani; Montiel, Maidana, Pinola e Casco; Ponzio (Enzo Pérez), Quintero, Ezequiel Palacios (Ignacio Fernandez) e Pity Martínez; Borré e Scocco (Lucas Pratto)
Técnico: Marcelo Gallardo

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Leonardo, Geromel, Kannemann e Cortez; Michel, Maicon, Ramiro (Thaciano) e Cícero, Alisson e Jael (Thonny Anderson).
Técnico: Renato Portaluppi

 

Do correspondente Cesar Esteves – Porto Alegre, RS
Gazeta Esportiva

Veja o que Bolsonaro e Haddad propõem para ciência e tecnologia

Candidatos apontam caminhos diferentes para o setor

Os programas para a área de Ciência, Tecnologia e Inovação dos candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) apresentam ênfases diferentes no tocante às prioridades e ao papel do Estado e do governo federal. Nos dois planos de governo, há seções específicas para o tema, que aparecem junto com desafios de desenvolvimento econômico e à estruturação do ensino superior.

Jair Bolsonaro condena o que chama de “centralização em Brasília” e propõe o estímulo a polos descentralizados nos quais haveria parceria entre universidades e a iniciativa privada. Enquanto o programa de Haddad defende uma retomada de investimentos públicos em pesquisa, especialmente por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Em relação à estrutura responsável, os dois candidatos mencionam um ministério específico para a área. Fernando Haddad (PT) fala na recriação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), desmembrando o atual MCTIC, criado após a fusão da antiga pasta com a das Comunicações. No programa de Bolsonaro, há uma proposta de cortar o número de ministérios para 15. O documento não traz a listagem de quais seriam estes. Em entrevistas à imprensa, o candidato chegou a mencionar a indicação do astronauta Marcos Pontes para comandar o ministério.

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Jair Bolsonaro (PSL)

O plano do candidato avalia que o modelo de pesquisa e inovação no Brasil está “esgotado”. A área não deveria ser baseada em uma estratégia centralizada, organizada por Brasília e centrada em recursos públicos. No lugar, defende o fomento de “hubs” tecnológicos nos quais universidades se aliam à iniciativa privada “para transformar ideias em produtos”. O texto cita experiências de países como Japão e Coreia do Sul, advogando por um foco nas ciências exatas.

O programa coloca a necessidade de se criar um ambiente favorável ao empreendedorismo no Brasil, com estímulo a que alunos busquem abrir negócios próprios. Quem deseja seguir carreira acadêmica deve fazê-lo em programas de mestrado e doutorado “sempre perto das empresas”. O documento defende que o campo da ciência não deve ser “estéril”. O texto indica a busca de especificidades em cada região, citando como exemplo a exploração de energia renovável solar e eólica no Nordeste.

Outra proposta é que o país invista na pesquisa e desenvolvimento em grafeno e nióbio. O primeiro é uma forma cristalina do carbono, forte, leve e bom condutor. O nióbio é usado em ligas de aço. No capítulo sobre economia, o programa prevê a abertura comercial para importação de equipamentos para a migração para a indústria 4.0, requalificação de mão-de-obra para tecnologias de ponta e apoio a startups (pequenas empresas de tecnologia).

Nas propostas para segurança, elenca investimento em equipamentos e tecnologia, entre outros itens. Ao tratar da Defesa Nacional, o texto prevê que as Forças Armadas precisam de equipamentos modernos diante das ameaças digitais. Essas instituições precisariam estar preparadas por meio de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

pro-924923-embrapa-9763Candidatos apontam caminhos diferentes para a ciência e tecnologia no país – Arquivo/Wilson Dias/Agência Brasil

Fernando Haddad (PT)

O programa do candidato tem como proposta principal o que chama de “remontagem do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação” (CT&I), articulando universidades e centros de pesquisa e políticas públicas com ecossistemas de inovação para atuar em áreas produtivas com alto grau de conhecimento, como manufatura avançada, biotecnologia, nanotecnologia, energia e defesa nacional.

Para isso, a candidatura tem como intuito ampliar os investimentos na área de CT&I. O texto menciona o aumento das verbas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), duas principais responsáveis pelo custeio de projetos de pesquisa e bolsas de pós-graduação. No caso do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), o objetivo é a majoração dos recursos com repasse do Fundo Social do Pré-sal.

O programa prevê também um plano de 10 anos de ampliação dos recursos no setor, incluindo verbas governamentais e empresariais. A meta é atingir 2% do Produto Interno Bruto em CT&I até o ano de 2030. Esse patamar é caracterizado pelos autores do texto como necessário assegurar condições de competição do Brasil no mercado mundial em transformação em razão de tecnologias digitais e áreas de conhecimento de ponta.

Além disso, a candidatura promete recriar o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), extinto na gestão de Michel Temer e fundido com o Ministério das Comunicações para criar o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

 

Da Agência Brasil Brasília

Polícia Federal investiga crimes eleitorais em SP, MG, PE e RS

Tendo por base acompanhamentos feitos nas redes sociais, a Polícia Federal deflagrou hoje (24) a Operação Olhos de Lince, com o objetivo de coibir crimes relacionados às eleições. Entre os crimes apurados estão os de violação do sigilo do voto e de incitação a homicídio.

Ao todo, nove ações estão sendo cumpridas de forma simultânea: quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de São Paulo e Sorocaba/SP; em Uberlândia (MG) e em Caxias do Sul (RS).

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Operação da Polícia Federal é feita em quatro estados e envolve combate a crimes eleitorais (Imagem de Arquivo/Agência Brasil)

Também foram expedidos cinco Termos Circunstanciados de Ocorrência (registros de infração de menor potencial ofensivo), com a intimação de investigados em Juiz de Fora (MG), Varginha (MG), Recife (PE) e Caxias do Sul (RS).

“Para a identificação dos investigados foram utilizadas técnicas de reconhecimento facial, que, por meio de critérios científicos, permitem a realização de análises e comparações das características faciais, tais como cicatrizes, manchas e proporções, possibilitando a identificação de forma técnica e precisa dos suspeitos”, informou, por meio de nota, a PF.

Tais ações, implementadas no âmbito do Centro Integrado de Comando e Controle Eleitoral, decorrem do trabalho de acompanhamento, via redes sociais, com o objetivo de identificar e evitar possíveis crimes eleitorais e ameaças aos candidatos que concorrem ao pleito de 2018.

 

 

Da Agência Brasil Brasília

Com gols do aniversariante, líder Palmeiras vence o Ceará

No Pacaembu, Verdão vence o time cearense por 2 a 1 em jogo da 30ª rodada do Campeonato Brasileiro

Pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras venceu o Ceará por 2 a 1, neste domingo (21), e segue firme na liderança da competição. Os dois gols do Verdão no Pacaembu foram marcados pelo aniversariante do dia, Bruno Henrique. Arthur descontou para o Vozão.

Com o resultado, o Palmeiras chegou a 62 pontos, seis a mais que o vice-líder Internacional, que entra em campo nesta segunda-feira (22), contra o Santos, no Beira-Rio. O Ceará, com 31, permanece no 17º lugar da tabela.

O jogo

Mesmo jogando fora de casa, o Ceará partiu para o ataque e quase saiu na frente logo aos quatro minutos, quando Samuel Xavier encontrou Juninho Quixadá, que chutou cruzado e acertou a rede por fora. Depois, Calyson recebeu na entrada da área e finalizou para boa defesa de Weverton. O Palmeiras, que ficou pouco com a bola nos minutos iniciais, conseguiu abrir o placar aos 17, com o aniversariante Bruno Henrique cobrando pênalti: 1 a 0. Depois, aos 34, o volante ainda fez mais um. Ele recebeu passe de frente para o gol, ajeitou e mandou uma pancada de fora da área, no cantinho do goleiro Éverson: 2 a 0.

Na volta do intervalo, o Ceará voltou a pressionar. Após boas tentativas, o Vozão conseguiu descontar aos nove minutos, com Arthur, que aproveitou cruzamento de Leandro Carvalho para a área e completou para o gol. A equipe alvinegra ainda teve chance de empatar após cobrança de escanteio de Arthur, quando Edinho e Quixadá não alcançaram e desperdiçaram a chance. O Palmeiras também ficou perto de ampliar com Willian, duas vezes, que foi parado em boas defesas de Éverson. E, apesar das tentativas, o placar não foi mais alterado.

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(Foto da capa: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)

 

Da CBF

Confira os últimos resultados dos jogos do Campeonato Brasileiro Série A

 

Da Redação
Veja os últimos resultados dos jogos da 30ª rodada do Brasileirão de 2018

SÁB – 20/10/2018

Brasileiro Série A
30ª rodada
16H00-América-MG 1 x 1 Grêmio-INDEPENDÊNCIA
16H00-Botafogo 0 x 1 Bahia-NILTON SANTOS
SÁB-19H00-São Paulo 0 x 0 Atlético-PR-MORUMBI
SÁB-19H00-Sport 2 x 1 Vasco-ILHA DO RETIRO

DOM – 21/10/2018

16H00-Palmeiras 2 x 1 Ceará-PACAEMBU
16H0-Fluminense 1 x 0 Atlético-MG CAM NILTON SANTOS
17H00-Vitória 2 x 2 Corinthians -BARRADÃO
19H00-Cruzeiro 3 x 0 Chapecoense- INDEPENDÊNCIA
19H00-Paraná 0 x 4 Flamengo-DURIVAL DE BRITTO

SEG – 22/10/2018
20H00-Internacional x Santos-BEIRA RIO

Vitória e Corinthians empatam em confronto direto contra a degola

Pela 30ª rodada, times ficaram no 2 a 2 em Salvador, com dois gols marcados nos minutos finais da partida

Neste domingo (21), Vitória e Corinthians se enfrentaram em um confronto direto contra a tão temida zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Pela 30ª rodada, os times empataram em 2 a 2, no Manoel Barradas, e ambos seguem perto da degola.

Com o resultado, o Corinthians fica com 36 pontos, na 12ª posição. O Vitória, com 33, aparece no 16º lugar. O primeiro time dentro do Z-4 é o Ceará, com 31.

O jogo

Jogando em casa, o Vitória começou dominando as ações da partida e saiu na frente logo aos oito minutos, depois de ver Cássio fazer duas grandes defesas. Rhayner recebeu passe de Erik de frente para a área e arriscou dali mesmo, acertando o canto direito do gol corintiano: 1 a 0. Buscando espaço, o Timão tentou pressionar, mas viu o Leão ser muito mais ofensivo. Até que, aos 30 minutos, Jadson recebeu cruzamento da esquerda e pegou de primeira, de trivela, para deixar tudo igual em Salvador.

O segundo tempo seguiu movimentado, com o o Vitória criando as melhores chances. No entanto, a bola insistia em não entrar ou era parada nas boas defesas de Cássio. A partir dos 45 minutos, o jogo ficou ainda mais emocionante. Araos avançou pela esquerda e deu ótimo passe para Roger tocar na saída de Ronaldo e colocar o Corinthians na frente. E, aos 47, Jeferson cruzou na área, Fabiano escorou, e Neilton pegou de primeira para deixar tudo igual e dar números finais à partida: 2 a 2.

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(Foto da capa: Mauricia da Matta/EC Vitória)