Borja surpreende e Palmeiras inicia preparação para pegar o Colo-Colo

O líder do Campeonato Brasileiro voltou aos treinos. Nesta segunda-feira, a equipe do Palmeiras se reapresentou na Academia de Futebol e deu início aos preparativos para o jogo contra o Colo-Colo, pela volta das quartas de finais da Copa Libertadores.

Nenhum dos titulares que venceram o Cruzeiro no Pacaembu, resultado que garantiu a ponta do torneio nacional do Maior Campeão do Brasil, vieram a campo. Destes, apenas Bruno Henrique e Dudu devem começar atuando contra os chilenos.

Como habitual, o técnico Luiz Felipe Scolari liberou apenas os 15 primeiros minutos de aquecimento para a imprensa. Enquanto os jornalistas estiveram no gramado, o centroavante Miguel Borja não apareceu, mas as fotos do treinamento mostram que o colombiano foi a campo.

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Borja treinou normalmente após a imprensa sair do gramado (Foto: Cesar Greco/SEP)

Serão apenas três desfalques contra o Colo-Colo: Gustavo Scarpa, Artur e Felipe Melo. O meia não treina há mais de 50 dias e segue em tratamento de uma inflamação no calcanhar direito. Já o atacante operou o braço e está em recuperação, enquanto o volante cumprirá o segundo jogo de suspensão pela expulsão contra o Cerro Porteño.

Com isso, o Palmeiras que deverá ir a campo contra o Colo-Colo deve ter: Weverton, Mayke, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Thiago Santos, Bruno Henrique e Moisés, Dudu, Willian e Borja.

Graças à vitória por 2 a 0 em Santiago (CHI), o Palmeiras pode até perder por um gol de diferença no Allianz Parque, que mesmo assim garante uma vaga na semifinal da Libertadores. O adversário será o vencedor do confronto entre Boca Juniors (ARG) e Cruzeiro – na ida, em Buenos Aires, os argentinos ganharam também por 2 a 0.

 
Bruno Calió
Da Gazeta Esportiva – São Paulo, SP

Confira os últimos resultados dos jogos do Campeonato Brasileiro

Da Redação
Veja os resultados dos jogos da 27ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A

SÁB – 29/09/2018

Brasileiro Série A
16H00-Fluminense 0 x 1 Grêmio GRE NILTON SANTOS
19H00-América-MG 0 x 0 Corinthians COR INDEPENDÊNCIA
21H00-Bahia 0 x 0 Flamengo FLA ARENA FONTE NOVA

DOM – 30/09/2018

11H00-Palmeiras 3 x 1 Cruzeiro CRU PACAEMBU
16H0-Atlético-MG 5 x 2 Sport SPT INDEPENDÊNCIA
16H0-Botafogo 2 x 2 São Paulo SAO NILTON SANTOS
16H00-Santos 1 x 0 Atlético-PR CAP VILA BELMIRO
16H00-Internacional 2 x 1 Vitória VIT BEIRA RIO
19H00-Ceará 3 x 1 Chapecoense CHA CASTELÃO

SEG – 01/10/2018
20H00-Paraná 1 x 1 Vasco-DURIVAL DE BRITTO

Campanha do PT em 2010 custou o quádruplo do declarado, afirma Palocci

Trecho da delação foi tornado público pelo juiz Sergio Moro nesta segunda-feira

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O ex-ministro Antonio Palocci durante depoimento prestado ao juiz Sérgio Moro, em 2017 – Reprodução

CURITIBA e SÃO PAULO Em trecho de delação premiada divulgado nesta segunda-feira (1º), o ex-ministro Antonio Palocci afirma que as campanhas presidenciais do PT em 2010 e 2014, que elegeram a ex-presidente Dilma Rousseff, custaram até quatro vezes o valor declarado à Justiça Eleitoral.

Segundo ele, a campanha de 2010 custou R$ 600 milhões, e a de 2014, R$ 800 milhões. Os gastos declarados, porém, foram de R$ 153 milhões e R$ 350 milhões, respectivamente.

Palocci, que foi ministro dos governos Dilma e Lula, afirmou que era um dos arrecadadores do PT, sendo responsável por tratar de “doações de grande porte junto aos empresários”.

Essas doações, segundo ele, tinham, em sua maioria, origem ilícita, resultante da negociação de contratos e percentuais com o governo.

“Ninguém dá dinheiro para campanhas esperando relações triviais com o governo”, disse o ex-ministro petista, segundo o termo assinado com a Polícia Federal.

Um dos esquemas de arrecadação seria a venda de emendas legislativas e medidas provisórias, de acordo com Palocci. Segundo ele, 90% das medidas provisórias propostas pelos governos petistas envolveram pagamentos de propina.

Os contratos de publicidade da Petrobras também envolveriam repasses de 3% ao PT. Nessa parte do relato, Palocci cita que a área estava sob comando de Wilson Santarosa, descrito como “pessoa ligada” a Lula, ao ex-prefeito de Campinas Jacob Bittar e ao atual candidato do PT ao governo de São Paulo, Luiz Marinho.

Santarosa deixou a função na Petrobras em 2015.

O relato do ex-ministro também afirma que a proposta de nacionalizar a exploração do pré-sal envolveu “um interesse social e um interesse corrupto”, já que atender a pleitos das empreiteiras nacionais facilitaria doações para as campanhas do PT.

A delação de Palocci foi homologada em junho pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região. Lá tramita a apelação do ex-ministro contra sua condenação a 12 anos e dois meses de prisão imposta pelo juiz Sergio Moro, em 2017. Nesta segunda, foram tornados públicos os primeiros trechos do acordo, em uma ação na qual Palocci é réu, que trata de supostas irregularidades envolvendo a compra de um terreno para o Instituto Lula em São Paulo.

No despacho que derruba o sigilo do depoimento, o juiz afirma que a medida é necessária para a “ampla defesa dos acusados”, e diz não ver risco às investigações, tampouco de exploração política do processo.

“Ninguém está sendo processado ou julgado por opiniões políticas. Há sérias acusações por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Se são ou não procedentes, é questão a ser avaliada na sentença”, escreveu Moro.

O acordo prevê o pagamento de indenização de R$ 37,5 milhões, mas a cláusula foi excluída pelo TRF, que considerou que a reparação dos danos atribuídos ao ex-ministro em processos judiciais deve bloquear “tantos bens e valores quantos necessários”, sem estabelecer limite. Ele está preso no Paraná há dois anos.

Os termos do compromisso firmado também citam a possibilidade de uso das informações do ex-ministro em cinco casos sob apuração, incluindo um inquérito sobre a hidrelétrica de Belo Monte, um procedimento sobre a relação do grupo Schahin com o PT e uma outra apuração sobre a atuação da Petrobras na África.

O acordo difere dos demais da Lava Jato porque foi firmado com a Polícia Federal –anteriormente apenas o Ministério Público tinha essa prerrogativa.

NOME DO PMDB

Ao narrar sua trajetória no início do primeiro mandato de Lula, Palocci afirma que o governo se dividiu à época entre “programáticos” e “pragmáticos”.

“O caminho programático se basearia essencialmente na aprovação da reformas constitucionais estruturais, como a reforma da Previdência, tributária, do Judiciário, demandadas naquele momento e eram de interesse de grandes partidos”, disse ele.

Já os pragmáticos, disse ele, procuravam “basicamente a aliança com pequenos partidos visando a composição de governo” e entendiam que “deveria existir antagonismo entre PT e PSDB”.

O depoimento do ex-ministro tornado público também traz uma menção ao presidente Michel Temer, ao narrar a chegada à Diretoria Internacional da Petrobras de Jorge Zelada, que está preso na Lava Jato. Palocci diz que a indicação ocorreu porque o PMDB queria ter poder na Petrobras.

A mesma versão foi dada por outros delatores da Lava Jato. Temer vem negando ter cometido qualquer irregularidade.

Após a indicação, segundo o ex-ministro, a Diretoria Internacional fechou um contrato com participação da Odebrecht e “larga margem para propina”.

pall-lll150669883459cEm 4.set.2003, Lula e Antonio Palocci participam de reunião do Conselho Econômico e Social, no Palácio do Planalto, em Brasília /Sergio Lima/Folhapress

 

OUTRO LADO

Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, afirmou que a maneira como o juiz Sergio Moro agiu, ao levantar o sigilo das informações, reforça “o caráter político dos processos” relacionados ao ex-presidente.

“Moro juntou ao processo, por iniciativa própria (‘de ofício’), depoimento prestado pelo sr. Antônio Palocci na condição de delator com o nítido objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados, até porque o próprio juiz reconhece que não poderá levar tal depoimento em consideração no julgamento da ação penal. Soma-se a isso o fato de que a delação foi recusada pelo Ministério Público.”

Para a defesa, o ex-ministro mentiu mais uma vez, “sem apresentar nenhuma prova”, para obter benefícios, como a possibilidade de perdão judicial.

A ex-presidente Dilma, que é candidata ao Senado em Minas, chamou o acordo de Palocci de “delação implorada” e disse que as acusações sobre suas campanhas são “absolutamente falsas” e caracterizam um “factoide eleitoral”.

“[Palocci] tenta incriminar Lula, Dilma e outros dirigentes do PT para obter o prêmio da liberdade”, afirmou Dilma, em nota.

 

Estelita Hass Carazzai
Felipe Bächtold
Da Folha de São Paulo

 

Exportar café de alta qualidade é desafio do Brasil, diz Abic

Maior produtor mundial de café, o Brasil colheu neste ano safra recorde de mais de 60 milhões de sacas do grão nas lavouras de todo o país. Desse total, 60% foram exportados, com destaque para os mercados norte-americano, alemão, italiano e japonês, que compram quase metade do montante.

Os 40% restantes são absorvidos pelo mercado interno, o que coloca o Brasil como segundo maior consumidor de café do planeta, com cerca de 23 milhões de sacas do produto ao ano, atrás apenas dos Estados Unidos.

caa-mcsp0006O café é, provavelmente, a cultura que mais emprega gente no campo, diz a Abic – Arquivo/Agência Brasil

Apesar da posição destacada no setor, o país exporta pouco o produto industrializado, que tem maior valor agregado. “O Brasil é o maior exportador de café em grão cru, que agrega pouco valor, porque praticamente não há muita industrialização do produto, que é vendido conforme sai da lavoura. O trabalho de industrialização acaba sendo feito no país que comprou a matéria-prima”, diz o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Hersckowic.

O empresário foi um dos participantes da comemoração do Dia Mundial do Café, celebrado nesta segunda-feira (1º), em recepção promovida pelo Ministério das Relações Exteriores, no Palácio do Itamaraty. O evento contou com a participação de embaixadores dos principais países compradores, além de autoridades do governo federal e representantes da cafeicultura brasileira. Atividades semelhantes foram promovidas por embaixadas brasileiras em diversos países. A data foi instituída há quatro anos pela Organização Internacional do Café (OIC) e busca desenvolver o mercado do produto em todo o mundo.

Para Hersckowicz, um dos principais desafios da cafeicultura no Brasil é fomentar a exportação do produto industrializado. Apenas o café solúvel, que representa cerca de 10% das exportações, tem algum valor agregado além do grão cru. “O café torrado moído tem uma exportação pequena, ainda é o nosso ponto fraco e tem exigido da indústria um cuidado especial no sentido de tentar entrar [no mercado internacional]e crescer”, afirma.

Hersckowicz ressalta que é preciso investir no desenvolvimento de um produto de alta qualidade, o chamado café gourmet, que tem três vezes mais valor agregado que o café tradicional. Isso inclui a fabricação de cápsulas de café gourmet, já que a maior parte do consumo doméstico é de produtos importados ou fabricados no país por empresas estrangeiras. “O mercado internacional rejeita os cafés de qualidade menor. É como no mercado de vinho, em que os produtos de alta qualidade têm mais espaço e preços melhores.”

Desde 2006, a Abic premia as melhores marcas de café do país com base na avaliação do Programa de Qualidade do Café (PQC), que incentiva e estimula a melhoria da qualidade do produto nacional. São quatro categorias: gourmet, superior, tradicional e extra forte. “A gente notou que começou a ter uma disputa entre os próprios torrefadores de quem faria o melhor café. A cada ano, o nível da nota [no PQC]tem aumentado”, diz o presidente da Abic, Ricardo Silveira.

Além de ser uma paixão nacional, o café é um dos principais produtos do agronegócio brasileiro e envolve uma grande força de trabalho. “Apesar da modernidade, o café ainda é a cultura que provavelmente mais emprega gente no campo. Trigo, soja e milho são grandemente mecanizadas, mas o café tem uma colheita que depende muito da mão do produtor. Estima-se que essa cultura empregue 6 milhões de trabalhadores no país”, destaca Nathan Hersckowicz.

 

Da Agência Brasil Brasília

Superávit da balança comercial cai 20% nos nove primeiros meses do ano

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O aumento das importações em ritmo maior que o das exportações fez o superávit da balança comercial acumular queda nos nove primeiros meses do ano. De janeiro a setembro, o país vendeu para o exterior US$ 42,648 bilhões a mais do que comprou, recuo de 19,9% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 53,258 bilhões).

Os números foram divulgados hoje (1º) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Apenas em setembro, o superávit comercial somou US$ 4,971 bilhões, queda de 3,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar do recuo, esse é o segundo melhor resultado da história para o mês, perdendo apenas para setembro de 2017 (US$ 5,171 bilhões).

No acumulado do ano, as exportações somaram US$ 177,991 bilhões, aumento de 8,1% sobre os mesmos meses de 2017 pelo critério da média diária. Beneficiadas pela recuperação da economia, as importações totalizaram US$ 135,343 bilhões, alta de 21,6% também pelo critério da média diária.

No resultado mensal, as exportações totalizaram US$ 19,087 bilhões em setembro (crescimento de 7,7% pela média diária). As importações somaram US$ 14,116 bilhões (alta de 10,2% na mesma comparação).

Composição

O crescimento das exportações em setembro foi puxado pelas vendas de produtos básicos (+21,1%), beneficiadas pela valorização das commodities (bens primários com cotação internacional). As vendas de semimanufaturados aumentaram 3%. No entanto, as exportações de manufaturados recuaram 4,2% em relação a setembro do ano passado.

Em relação às importações, o crescimento foi puxado pela compra de combustíveis e lubrificantes (24,7%), influenciado pela alta na cotação internacional do petróleo. A aquisição de bens intermediários subiu 10%, seguida da compra de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção), com alta de 5,9%. A importação de bens de consumo cresceu 1,1%.

Estimativas

Em 2017, a balança comercial fechou com saldo positivo de US$ 67 bilhões, o melhor resultado da história para um ano fechado desde o início da série histórica, em 1989. Para este ano, o MDIC estima superávit em torno de US$ 50 bilhões, o que seria o segundo melhor resultado da história.

O mercado está mais otimista. Na última edição do boletim Focus, pesquisa semanal divulgada pelo Banco Central, as instituições financeiras projetaram superávit de US$ 54,6 bilhões para este ano. No Relatório de Inflação, divulgado na semana passada, o Banco Central previu resultado positivo de US$ 55,3 bilhões, com exportações de US$ 231 bilhões e importações em US$ 175,7 bilhões.

 
Da Agência Brasil Brasília