Palmeiras tenta virada contra o Boca por 1ª final de Libertadores no século

O Palmeiras busca classificar para sua primeira final de Copa Libertadores neste século. Nesta quarta-feira, o Verdão encara o Boca Juniors às 21h45 (de Brasília), no Allianz Parque, pela partida de volta da semifinal do torneio sul-americano.

No primeiro duelo, na Bombonera, o Palmeiras não correu grandes riscos até a entrada do inspirado atacante Dario Benedetto, autor dos dois gols argentinos. Para avançar sem decisão por pênaltis, o time alviverde precisa ganhar por três tentos de diferença em sua casa nesta quarta-feira.

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A tarefa está longe de ser simples. Em 17 confrontos da fase mata-mata da Libertadores contra equipes brasileiras, os xeneizes foram derrotados apenas em três oportunidades: 1963 (Santos), 2008 (Fluminense) e 2012 (Corinthians). Em todos os outros duelos, incluindo encontros com Palmeiras na final de 2000, deu Boca Juniors.

“Com calma e tranquilidade, a gente pode conseguir os dois gols ou, quem sabe, até fazer o terceiro. Mas sabemos que vai ser muito difícil. Com a confiança e os jogadores que temos, esperamos passar por essa dificuldade e classificar”, disse o atacante Dudu.

O Palmeiras deve ter como única novidade em relação ao time que foi derrotado em Buenos Aires o meia Lucas Lima. Moisés, que não teve boa atuação na Bombonera, atuou no segundo tempo contra o Flamengo, quando disse ter entrado em campo no sacrifício. O descanso de Lucas Lima diante do Rubro-Negro, portanto, deve garantir sua titularidade.

No Boca Juniors, a única baixa será seu treinador. A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) suspendeu Guillermo Barros Schelotto por ser reincidente em atrasos da equipe para retornar do vestiário após o intervalo em jogos da Libertadores.

Com 15 pontos ganhos, oito a menos do que o líder Racing, o Boca Juniors aposta todas as suas fichas na Copa Libertadores, sendo o atual nono colocado do Campeonato Argentino. Na última rodada do torneio nacional, com alguns atletas poupados para o duelo com o Palmeiras, o time de Schelotto perdeu do Gimnasia por 2 a 1.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS X BOCA JUNIORS

Data: 31 de outubro de 2018, quarta-feira
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Wilmar Roldan (Colômbia)
Assistentes: Alexander Guzman (Colômbia) e John Alexander Leon (Colômbia)
VAR: Julio Bascuñan (Chile)

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima (Moisés); Dudu, Willian e Borja
Técnico: Felipão

BOCA JUNIORS: Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nández, Barrios e Pablo Pérez; Pavón, Villa e Ábila
Técnico: Guillermo Schelotto

 

 

Gazeta Esportiva SP

Grêmio leva virada em casa e River Plate vai à final da Libertadores

O Grêmio tinha a vantagem por ter vencido na Argentina por 1 a 0, mas perdeu nessa terça-feira para o River Plate por 2 a 1, na Arena, em Porto Alegre, pelo jogo de volta da semifinal da Copa Libertadores da América. Depois de um primeiro tempo que os argentinos criaram as melhores chances, o Tricolor Gaúcho abriu o placar com Leonardo Gomes. O cenário da partida indicava, até os 35 minutos do segundo tempo, a passagem gremista à final, mas o tento de Borré fez os visitantes crescerem. Mais uma vez, o VAR entrou em ação e desta vez beneficiou o River numa penalidade cometida por Bressan. Pitty Martinez executou bem a cobrança, sem chance para Grohe.

Classificado para a final, o River Plate espera o vencedor do confronto entre Palmeiras e Boca Juniors, que se enfrentam nesta quarta, às 21h45 (de Brasília), no Allianz Parque, depois da vitória xeneize por 2 a 0 em Buenos Aires. As datas das finais estão marcadas para os dias 7 e 28 de novembro.

Pelo Brasileirão, o Tricolor Gaúcho visita o Atlético-MG no sábado, às 17h (de Brasília), no Independência.

rivv-000_1AG5IN-1-1024x681 rivvv000_1AG5J5-1024x681Fotos: Nelson Almeida/AFP

O Jogo

Os argentinos começam pressionando os gaúchos na Arena. Um personagem ilustre se encontra no estádio gremista o técnico da Seleção Brasileira, Tite.

Postado defensivamente, o Tricolor Gaúcho espera o River que tem mais posse de bola e mais iniciativa. Aos nove, Ponzio recebeu na intermediária e arriscou, mas Grohe espalmou. Melhor no jogo, os visitantes chutam de longe e quase surpreenderam o arqueiro gremista. Aos 12, Palácios recebeu em frente à área e arriscou. A bola bateu na rede, mas pelo lado de fora.

Adotando uma postura mais agressiva, os comandados de Gallardo são mais incisivos ofensivamente. Por sua vez, os donos da casa ficam com as linhas mais recuadas e apostam em jogadas de contra-ataque. Com dores na coxa direita, Ponzio é substituído por Enzo Pérez. Quase o River não abriu o placar, aos 27, após troca de passes envolvente, Pratto acionou Palácios, que buscou o ângulo de Grohe, mas a bola saiu.

Na primeira vez que chegou no ataque o Grêmio foi letal. Aos 35, após cruzamento da direita, a bola desviou em Casco e sobrou para Leonardo Gomes, que chutou no canto de Armani e morreu no fundo da rede. Apesar de ter levado o gol, o River não desistiu e seguiu atacando. Aos 42, Borré recebeu de Pratto e chutou, mas a bola saiu. Na sequência, Grohe se chocou contra o gol e desabou.

Dois minutos depois, Quintero recebeu na pequena área e chutou. A bola passou por Marcelo Grohe, mas Paulo Miranda, mais uma vez salvou a defesa gremista. O sistema defensivo está garantindo o triunfo dos anfitriões.

Nessa etapa inicial o River iniciou tomando a iniciativa e buscando o gol. Os argentinos desperdiçaram boas chances de pular na frente do placar. Enquanto o Grêmio foi objetivo na oportunidade que teve e fez o tento.

Suspenso, Gallardo descumpriu a determinação da Conmebol e foi no vestiário do River. As imagens TV flagraram a presença do treinador e acabou sendo notada pelo delegado da partida.

O panorama segue o mesmo, os argentinos ficam mais tempo com a bola, porém não consegue penetrar no ferrolho gremista. Pelo lado do Tricolor Gaúcho apostou nas jogadas de velocidade.

Em jogada de contra-ataque, aos 16, Everton recebeu fora da área e chutou cruzado. Armani se atirou e evitou o segundo gol. Que chance para matar o jogo desperdiçou a equipe gremista. Aos 21, Everton recebeu lançamento de Jael e, sozinho, arrancou em velocidade. Cara a cara com Armani, chuta, mas o goleiro evitou mais um tento.

A insistência do River acabou sendo premiada, aos 36, Pity cobrou falta na cabeça de Borré, que aproveitou a desatenção de Jael e superou Grohe. Na reta final de partida, os argentinos levantam bola aérea na defesa do Grêmio.

Que mudança de cenário na Arena, após chamar o VAR, Andrés Cunha vê o toque de mão de Bressan no chute de Scocco e marcou penalidade. O árbitro expulsou o defensor e apitou a penalidade em favor do River. A partida ficou mais de dez minutos parado. Aos 49, Pity Martínez chutou no canto esquerdo de Grohe, que saltou para a direita.

Numa virada sensacional, o River segurou o resultado, fez cera e conseguiu manter o resultado. Já o Tricolor Gaúcho vacilou depois 35 minutos, permitiu um revés improvável e os jogadores gremistas perderam a cabeça. Em uma última tentativa, o Grêmio fez força, mas não teve êxito no objetivo.

Ficha Técnica
Grêmio 1 x 2 River Plate

Local: Estádio da Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Data: 30 de Outubro de 2018, terça-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Andrés Cunha (URU)
Assistentes: Nicolas Taran (URU) e Richard Trinidad (URU)
VAR: Leodan González (principal), auxiliado por Estebean Ostojich e Richard Trinidad (todos do Uruguai)
Renda: R$ 4.477.119,50
Público Total: 53.571
Cartão amarelo: Paulo Miranda, Cortez, Bressan, Cícero (Grêmio)Enzo Pérez, Pinola (River Plate).
Cartão vermelho: Bressan (Grêmio).

GOL:
Grêmio: Leonardo Gomes, aos 35 minutos do primeiro tempo.
River Plate: Borré, aos 36 minutos, e Pity Martinez, aos 49 minutos do segundo tempo.

Grêmio: Grohe; Leonardo Gomes, Geromel, Paulo Miranda (Bressan) e Cortez; Michel, Maicon(Everton), Cícero, Ramiro e Alisson; Jael (Thaciano).
Técnico: Renato Portaluppi

River Plate: Armani, G. Montiel, Maidana, Pinola e Casco, Ponzio (Enzo Pérez), Palacios, Fernández (Pity Martínez), Quintero (Scocco), L. Pratto e Borré.
Técnico: Marcelo Gallardo

 
Do correspondente Cesar Esteves – Porto Alegre, RS
Gazeta Esportiva SP

Saiba quem é Onyx Lorenzoni, aliado de primeira hora de Bolsonaro

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Futuro ministro da Casa Civil, deputado tem discurso antipetista

Conhecido pela contundência de suas opiniões contrárias aos governos do PT, o deputado federal Onyx Dornelles Lorenzoni (DEM-RS) deve assumir um dos principais cargos do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Anunciado como ministro Casa Civil, ele trabalhará, a partir de janeiro, no Palácio do Planalto, no fundo do quarto andar, bem acima do gabinete da Presidência, que ocupa todo o terceiro andar. A pasta é responsável por acompanhar, de forma integrada, as principais políticas públicas dos demais ministérios, coordenar os balanços de ações governamentais, publicar nomeações e exonerações, além de auxiliar na tomada de decisões do Chefe do Executivo.

Nascido no dia 3 de outubro de 1954, Onyx Lorenzoni tem 64 anos e construiu carreira política ao longo de vários mandatos parlamentares. Deputado federal desde 2003, ele está finalizando o quarto mandato na Câmara. Nestas eleições, foi reeleito com mais de 180 mil votos, sendo o segundo deputado mais votado do Rio Grande do Sul.

História

Entre 1995 e 2003, ele foi deputado estadual durante duas legislaturas. Formado em Veterinária e nascido em Porto Alegre, Onyx iniciou a sua atuação política como presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do estado, na década de 1980. Antes da vida pública, ele trabalhou no Hospital Veterinário Lorenzoni, empresa de que é sócio.

O parlamentar gaúcho está há 21 anos no DEM, que até o ano de 2007 se chamava Partido da Frente Liberal (PFL). Antes, era filiado ao PL. Onyx é defensor da flexibilização do Estatuto do Desarmamento e de outras posições do campo liberal e conservador, como redução da maioridade penal, contra as cotas raciais e a favor de projetos ligados à pauta ruralista.

Recentemente, foi o responsável por relatar o projeto que reunia dez medidas de combate à corrupção, que chegou ao Congresso por meio de iniciativa popular. Na atuação parlamentar, o deputado é conhecido como uma pessoa acessível à imprensa e que consegue atuar nos bastidores. “Ele é estudioso, tem dinamismo, coragem e procura estudar [os temas que precisa discutir]”, disse à Agência Brasil o deputado Darcísio Perondi (MDS), que também é do Rio Grande do Sul.

Onyx faz parte da Frente Parlamentar da Segurança Pública, conhecida como Bancada da Bala, que conta com dezenas de deputados. O grupo é coordenado pelo deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que também é cotado para assumir algum cargo no governo Bolsonaro. Crítico ao Estatuto do Desarmamento, costuma argumentar que a posse e o uso de armas de forma legalizada não está relacionada ao aumento ou redução da criminalidade no país.

Em 2014, quando a doação empresarial a campanhas eleitorais ainda era permitida, o deputado recebeu R$ 100 mil de duas das maiores empresas de armas e munições do Brasil: a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e a Forjas Taurus S.A. Quatro anos antes, a Taurus repassou R$ 150 mil para a campanha de Onyx, mesmo valor doado pela Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições.

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Onyx Lorenzoni acompanha senadores chilenos em visita a Jair Bolsonaro – Fernando Frazão/Agência Brasil

Posições

O deputado Efraim Filho (DEM/PB), que foi líder do Democratas na Câmara em 2017 e 2018, dez anos após ter sido liderado por Onyx, ainda no PFL, elogia a firmeza com que ele defende as posições em que acredita. Ele afirma que o parlamentar aliado de Bolsonaro teve a capacidade de se antecipar nos últimos anos a movimentos que posteriormente ganharam força a nível nacional, como as críticas ao petismo, a defesa do impeachment e o sentimento de “renovação da política” que vinha da sociedade.

Foi dessa forma que ele convenceu colegas e abriu um canal de comunicação com grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL), ainda na época das manifestações contra Dilma Rousseff. “O Onyx sempre foi um político muito convicto dos seus princípios e valores. É um visionário em termos de estratégia e articulação política. É um cara que tem uma profunda formação liberal, tendo feito diversos cursos com o partido liberal alemão”, disse.

De acordo com Efraim, as posições do futuro ministro na própria bancada do DEM são até hoje reconhecidas – como o momento em que o partido avaliava se fundir a outro para evitar a extinção. Na época, Onyx avaliou que a legenda colheria os frutos de se manter de forma firme na oposição.

“Ele conseguiu capitanear, capitalizar esse sentimento da sociedade. Acreditou nesse projeto Bolsonaro e, com justiça, hoje é apontado com articulador. Enquanto o PSDB às vezes vacilava na condução da oposição, o Onyx quando liderou o DEM nunca titubeou e sempre previu que essa agenda que ele sempre defendeu seria acolhida pela sociedade brasileira”, afirmou.

Caixa 2

Em maio do ano passado, quando vieram à tona as delações de executivos do Grupo JBS em que Onyx foi citado como tendo recebido dinheiro dos executivos, ele confessou o uso do dinheiro. Na época, deu entrevistas e gravou um vídeo reconhecendo que recebeu R$ 100 mil durante a campanha eleitoral de 2014 de um empresário e não declarou o valor na sua prestação de contas, o que configura o crime de caixa 2. O parlamentar disse que entregaria uma declaração ao Ministério Público Federal (MPF) assumindo o erro e que pagaria por ele.

Dez medidas

Após intensas negociações, o plenário da Câmara aprovou em novembro de 2016 o texto que continha dez medidas de combate à corrupção, que chegou ao Congresso com dois milhões de assinaturas. Ony foi o relator da medida. Durante a tramitação, seis medidas sugeridas pelo MPF foram retiradas, após críticas dos parlamentares. A proposta, que está parada no Senado à espera de um relator, manteve a criminalização do eleitor pela venda do voto, a transformação em crime hediondo para certos tipos de corrupção e a tipificação do caixa 2 como crime eleitoral.

Mesmo antes da relatoria, Onyx já era apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) como um dos parlamentares mais influentes, tendo participado de 12 Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), com destaque para a dos Correios e a da Petrobras.

Coordenador de campanha

Desde que a candidatura de Jair Bolsonaro ganhou força, Onyx se tornou um aliado de primeira hora. Ainda durante a pré-candidatura à Presidência de Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara, a avaliação do deputado gaúcho e de outros integrantes do DEM era de que o partido não deveria apoiar o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. O DEM acabou compondo a coligação do presidenciável tucano, mas a cúpula do Democratas soube que haveria integrantes da sigla trabalhando pela campanha do PSL.

Nas últimas semanas, o trabalho de Onyx junto à campanha se intensificou. Foi ele o responsável, na semana passada, por organizar encontros de Bolsonaro com diferentes grupos, dentre eles a bancada da bala e integrantes do agronegócio. No último domingo (28), o próprio Bolsonaro confirmou o nome do deputado para a Casa Civil. A partir desta quarta-feira (31), o processo de transição do governo se iniciará com uma reunião entre Onyx e o atual ocupante do cargo, ministro Eliseu Padilha.

 

Da Agência Brasil Brasília

Supermercados preveem alta de 10% nas vendas de produtos natalinos

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) junto a 102 empresas do setor indicam melhora na estimativa de vendas de produtos natalinos em 2018, na comparação com o ano anterior. Os dados do Departamento de Economia da Abras indicam que as vendas desses produtos do devem crescer 10,27% neste ano, ante uma projeção de 8,34%, em 2017. As consultas foram feitas entre 4 de setembro e 5 de outubro.

Na avaliação do presidente da Abras, João Sanzovo Neto, os empresários estão mais otimistas quanto à possibilidade de aumento do consumo nessa época, com base na leve recuperação do emprego e do poder aquisitivo diante de uma inflação mais controlada.

A maioria dos supermercadistas (66%), no entanto, manteve o mesmo nível de encomendas do ano passado. Apenas 18% apostaram em vendas superiores às de 2017. Pela projeção, entre os itens que deverão ser mais procurados estão o vinho importado e o panetone, seguidos de refrigerante, carne bovina, cerveja e frango congelado. Para promover o escoamento dos produtos, várias lojas trabalham com estratégias como degustação, promoção e brindes.

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Pela projeção, entre os itens que deverão ser mais procurados estão o vinho importado e o panetone – Rovena Rosa/Agência Brasil

Ainda de acordo com as expectativas, as frutas nacionais deverão ter uma saída 11,38% maior do que no Natal do ano anterior e também acima do estimado em relação às frutas secas (9,7%). No segmento de carnes, espera-se alta de 11,91%. Já para pescados, as vendas de peixes frescos devem aumentar 11,25%; de pescado congelado, 9,1%; e do bacalhau 8,85%.

O setor também acredita que, em 2018, a procura por produtos importados deve ter um incremento de 6,92%, ante uma estimativa de 5,83%, no ano passado. Como o dólar em alta, principalmente, no período pré-eleitoral, as projeções indicam preços mais elevados para itens importados. Na média, o consumidor deverá pagar 10% mais por esses produtos.

Fora da lista de alimentos, as previsões mostram alta de 10% nos eletrônicos e de 8,27% nos brinquedos.

De acordo com a sondagem da Abras, houve aumento na proporção de empresários com intenção de contratar empregados temporários nas funções de operador de caixa, repositor, empacotador e entregador. Do total entrevistado, 33% disseram que vão ampliar esses postos de trabalho ante 23%, em 2017. A estimativa é de que sejam abertas entre 11 mil e 14 mil vagas.

Índice Nacional de Vendas

As informações foram divulgadas na manhã de hoje, durante o anúncio do Índice Nacional de Vendas da Abras, que aumentou de 1,92%, de janeiro a setembro, já descontado no cálculo o impacto inflacionário com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O presidente da entidade, João Sanvoso Neto, informou que o ritmo de crescimento está abaixo do esperado. Mesmo assim, ele manteve a meta de alta de 2,53%, taxa que havia sido revisada para baixo, em julho último. No começo do ano a estimativa era de 3%.

O empresário justificou que o setor foi muito afetado pela greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio deste ano, e o impacto dessa paralisação deverá se refletir no desempenho anual. “Estamos com um crescimento estável e acreditamos ficar próximo dessa meta. Com parte do PIB [Produto Interno Bruto] retido pela greve dos caminhoneiros, o nosso setor sofreu um impacto”.

O executivo também comentou que o reajustes de preços estão em níveis compatíveis com a inflação oficial. A pesquisa mostra que, em setembro, os 35 produtos que compõe a cesta da Abras oscilaram em média 0,39% na comparação com o mês anterior e 3,07% na comparação com setembro de 2017.

Entre as maiores quedas estão: cebola (-24%); sabão em pó (-17,48%); farinha de mandioca (-5,7%) e batata (-3,29%). Já as maiores altas foram observados em: arroz (+4,39%); frango congelado (+3,64%): queijo prato (+3,44%) e margarina cremosa (+2,97%).

 

 
Da Agência Brasil São Paulo

Mudanças no Estatuto do Desarmamento podem voltar à pauta da Câmara

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Na volta das atividades parlamentares após o segundo turno das eleições, possíveis mudanças no Estatuto do Desarmamento, uma das propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), podem voltar à pauta da Câmara dos Deputados ainda neste ano.

O coordenador da Frente Parlamentar da Segurança Pública, deputado Alberto Fraga (DEM-DF), disse hoje (30) que as alterações no estatuto, em vigor desde 2003, podem ser analisadas ainda em novembro. Segundo ele, não há chance de revogação da lei.

O estatuto prevê que a pessoa declare a efetiva necessidade da arma, mas este requisito será suprimido. “Por ser muito subjetivo, estamos suprimindo do texto do estatuto o requisito que diz que precisa comprovar necessidade para o uso da arma”, disse Fraga.

Segundo o deputado, os outros requisitos para a posse e porte de arma deverão ser mantidos, como a exigência de não ter antecedentes criminais, comprovação de curso de tiro e exame psicotécnico e ter, no mínimo, 25 anos de idade para a compra de armas. Ontem, no entanto, em entrevista a emissora Record, Jair Bolsonaro falou em diminuir a idade mínima para compra de arma para 21 anos.

A tramitação da votação em plenário ainda pode ter alterações com a apresentação de substitutivos. Fraga informou que irá apresentar emenda para o que chamou de “porte rural”. “Para o morador do campo ter direito de portar uma arma nos limites da sua propriedade. Saiu dos limites, é porte ilegal de armas”, disse.

O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já sinalizou que o debate sobre o projeto que flexibiliza o estatuto pode ser levado a plenário ainda este ano.

 

Da Agência Brasil Brasília