Inscrições abertas para a 1ª Mostra de Dança de Cotia

Da Redação

O evento será realizado no dia 1º de dezembro, a partir das 13h, na Praça da Matriz

Estão abertas as inscrições para a 1ª Mostra de Dança de Cotia realizada pela Secretaria de Esportes, Cultura e Lazer. A mostra está marcada para o dia 1º de dezembro, a partir das 13h, na Praça da Matriz.

A ideia do evento não é competição, mas apresentar à população o trabalho desenvolvido por grupos independentes, academias de dança, escolas, entre outros, promovendo a troca de experiências entre estudantes e estimulando o desenvolvimento cultural e da dança no município.

A participação é livre para todas as idades, as apresentações terão que ter no máximo 5 minutos e serão permitidas quatro apresentações por grupo, escolas, academias. Ao final, todos os participantes receberão certificados. “Estamos dispostos a cada dia auxiliar a arte em Cotia a se popularizar, todas as expressões de dança podem participar”, disse o secretário de Esportes, Cultura e Lazer, Cabo Givaldo.

No dia, além das apresentações, também haverá uma feira de livros, no Calçadão Central (Av. Senador Feijó), e a tradicional Feira de Artesanatos.

Para participar da 1ª Mostra de Dança de Cotia basta se inscrever no Departamento de Cultura da Prefeitura pelos telefones 4148-8929/4148-6638 ou, pessoalmente, no endereço Rua Jorge Caixe, 306.

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1º Festival Árabe de Cotia

Da Redação

Evento é tradicional em São Paulo e chega a Cotia neste final de semana. Programação será no Ginásio de Esportes do Parque São George

Nos dias 10 e 11 de novembro, o Ginásio de Esportes do Parque São George, na Granja Viana, irá receberá o 1º Festival Árabe de Cotia. O evento já é tradicional na Capital e será promovido pela Comunidade Islâmica de Cotia com o apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria de Esportes, Cultura e Lazer.

A programação começa às 18h, no sábado (10/11) e se estende até à meia noite. Já no domingo (11/11), o festival começa mais cedo, ao meio dia com encerramento às 22h.

A entrada é gratuita, mas os organizadores pedem a doação de 1kg de alimento não perecível que será doado ao Fundo Social de Solidariedade de Cotia e, de lá, será revertido às famílias carentes.

O evento irá contar com apresentações de danças típicas, tendas com comidas típicas, roupas e acessórios, e um espaço com decoração temática. O público também terá a oportunidade de conhecer e se aproximar da cultura de países do oriente médio.

“Este evento vem ao encontro com tudo o que a nova gestão acredita, unir as pessoas, unir religiões e trazer conhecimento cultural de povos diferentes para a população. Todos estão mais do que convidados a participar de um evento tão grandioso e que acontece pela primeira vez em Cotia”, disse Gilmar de Almeida, secretário adjunto de Esportes, Cultura e Lazer.

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Eleição de Caboclo na CBF corre risco de ser anulada pela Justiça

Ministério Público questiona mudança no colégio eleitoral da entidade

RIO DE JANEIRO A eleição de Rogério Caboclo para presidente da CBF corre risco de ser anulada. Até o final do mês, uma ação proposta pelo Ministério Público que contesta mudança no colégio eleitoral da entidade poderá ser destravada no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e desencadear na anulação do pleito realizado em abril.

O Ministério Público argumenta que a confederação não respeitou os princípios de publicidade e transparência, previstos no Estatuto do Torcedor, já que os clubes da Série A não foram convocados para a assembleia que reduziu sua representatividade nas eleições da entidade.

A CBF, no entanto, entrou com recurso na Justiça alegando que o Estatuto do Torcedor não pode ser aplicado para questionar mudanças estatutárias, como alteração no colégio eleitoral.

rrr-15309697375b40be8Rogério Caboclo assume a presidência da CBF em 2019 Lucas Figueiredo – 16.abr.2018/Divulgação/CBF

Na última quinta-feira (1º), o desembargador Juarez Fernandes Folhes determinou que a 19ª Câmara Cível julgue o recurso da CBF. O caso deverá ser apreciado no dia 27 de novembro.

Se os desembargadores entenderem que o estatuto se aplica às práticas da CBF, a questão será encaminhada para o Juizado do Torcedor. Depois disso, a ação deve ser julgada em até uma semana.

O Ministério Público alega também que a inclusão de pesos diferentes no pleito foi uma forma de o atual grupo político que comanda a CBF manter o poder das federações na eleição.

Isso entraria em conflito com o objetivo da legislação que obrigou a participação dos clubes da Série B na eleição: dar maior protagonismo às agremiações na entidade.

Em nota enviada à Folha, a CBF afirmou que tem autonomia constitucional de gestão, lembrou que chapa de Caboclo foi eleita com 95,7% dos votos, uma “maioria incontestável”, e disse que confia plenamente na Justiça.

A entidade diz também que a ação do MP não contesta a eleição, mas a assembleia realizada em 2017, que mudou seu colégio eleitoral.

Em março do ano passado, a CBF incluiu os 20 clubes da Série B do Campeonato Brasileiro no seu colégio eleitoral, mas sem reduzir a participação das federações. Isso numa reunião que contou apenas com representantes das entidades estaduais.

Mensalmente, cada federação recebe R$ 75 mil dos cofres da entidade, que tem Caboclo como principal executivo atualmente.

Para formar a sua chapa, Caboclo colocou apenas cartolas ligados às federações. Ele deixou os clubes e personalidades do esporte fora da sua chapa.

A lista de vices conta até com dirigentes folclóricos, como o presidente da Federação de Futebol do Acre, Antônio Aquino Lopes, o Toniquim. Ele comanda o modesto futebol da sua região desde 1984.

Com o apoio de 25 das 27 federações ao homologar sua chapa, ele inviabilizou a oposição. Para registrar candidatura na CBF, o postulante ao cargo precisa ter o apoio de oito federações e cinco clubes.

Candidato único na eleição da CBF, o paulista venceu com facilidade. Apenas Corinthians, Flamengo e Atlético-PR não votaram em Caboclo.

O futuro presidente da CBF obteve a vitória após receber o apoio de Marco Polo Del Nero, afastado o comando da entidade desde dezembro. Sem chance de continuar no comando da CBF, Del Nero apressou o processo para fazer o seu substituto.

deee-574480-970x600-1Del Nero durante depoimento à CPI do Futebol no Senado, em dezembro de 2015 

Acusado pelo FBI de receber propina na venda de direitos de torneios, o ex-presidente da entidade foi banido pela Fifa logo após a vitória de Caboclo. Ele nega as acusações.

Se o Ministério Público conseguir que os clubes sejam maioria no pleito, a CBF terá que realizar nova eleição. A entidade terá até abril, quando termina o atual mandato, para escolher o seu novo comandante.

Enquanto isso, a confederação é comandada pelo paraense Antonio Carlos Nunes, vice de Del Nero.

Em caso de nova eleição, Caboclo deverá enfrentar um adversário indicado pelos clubes.

O presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, tentou viabilizar sua candidatura no início do ano para concorrer com Caboclo, mas não teve sucesso na ocasião.

Leia abaixo a nota da CBF:

1. A ação não contesta a eleição da CBF, realizada em 16 de abril de 2018. Ela contesta uma Assembleia Administrativa, realizada mais de um ano antes, em março de 2017, que alterou diversos pontos do estatuto da CBF e não teve interferência no resultado do processo eleitoral.

2. A CBF não argumenta que o Estatuto do Torcedor não se aplica às suas normas internas. Ao contrário, a entidade cumpriu estritamente as determinações da lei.

3. A Lei Pelé prevê diferentes pesos nas eleições de entidades esportivas.

4. A mudança no estatuto não aumentou o peso das federações. Pela regra anterior, elas tinham 27 de 47 votos, ou 57,4% do total. Na regra nova, elas têm 81 de 141 votos possíveis. Os mesmos 57,4%.

5. A ação não contesta a regra de cláusula de barreira, que existe há décadas na CBF. Por essa regra, para se inscrever uma chapa precisa ter o apoio de 8 das 27 federações e 5 dos 40 clubes das séries A e B. A única chapa apresentada obteve apoio de 25 federações e 37 dos 40 clubes.

6. A chapa foi eleita com 95,7% dos votos possíveis, numa maioria incontestável.

7. A CBF tem autonomia constitucional de gestão e confia plenamente na Justiça.

RELEMBRE A ELEIÇÃO DE ROGÉRIO CABOCLO
Colégio eleitoral
Obrigada por lei a incluir clubes da Série B, a CBF faz em 23.mar.2017 assembleia sem convocar clubes da Série A e muda o peso dos votos, mantendo representatividade das federações

Banimento de Del Nero

Presidente da CBF é banido provisoriamente pela Fifa em 17.dez.2017. Logo depois, começa a articular a eleição de Rogério Caboclo, então diretor-executivo de gestão

Oposição abafada

Em março, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, tenta articular candidatura de oposição, mas Caboclo e Del Nero conseguem apoio de 25 federações e inviabilizam inscrição da chapa rival

Eleição

Candidato único, Caboclo é eleito presidente da CBF em 17.abr.2018 com 135 de 141 votos possíveis (Corinthians, Flamengo e Atlético-PR não votam nele) para mandato de quatro anos, começando em abril de 2019. O Ministério Público tenta suspender o pleito contestando a mudança do colégio eleitoral em assembleia sem a presença dos clubes, mas não consegue

Banimento definitivo
Dez dias depois da eleição, em 27.abr.2018, Del Nero é banido do futebol em definitivo pela Fifa

 

Sérgio Rangel

Da Folha de São Paulo

Transferência de Marcola e outros chefes do PCC divide Segurança em SP

Integrantes da PM e da Promotoria querem ida a presídios federais; secretários resistem

SÃO PAULO A possível transferência de integrantes do PCC de uma penitenciária estadual do interior de São Paulo para presídios federais, devido à descoberta de um plano de resgate de chefões da facção criminosa, provocou uma divisão entre as forças de combate ao crime organizado.

Há uma tensão entre grupos que defendem remanejar os presos para fora do estado e os que são contra essa medida por temerem represálias do crime, já que no topo desta lista estaria Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e considerado principal chefe da facção.fff-ma-15193937405a901Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, conversa com detentos dada facção em Presidente Venceslau, interior de SP Reprodução/

O estudo para a remoção de 15 presos da chefia do PCC começou a ser feito no mês passado, quando equipes de inteligência do governo Márcio França (PSB) detectaram um possível plano de resgate de Marcola e de outros comparsas dele, todos confinados na penitenciária 2 de Presidente Venceslau.

O secretário da Administração Penitenciária, Lourival Gomes, que sempre se manifestou contrário à transferência dos chefões do PCC para presídios federais, concordou inicialmente em pedir à Justiça essa remoção, segundo a Folha apurou. Em seguida, porém, acabou demovido dessa intenção.

O recuo, que teria aval do secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, contrariou integrantes do Ministério Público e da Polícia Militar, que defendem a transferência imediata dos presos em razão do grande esforço e recursos empregados pela PM para evitar as tentativas de resgate.

Eles argumentam que São Paulo não pode ficar refém de um criminoso como Marcola e que demonstrações de medo levaram ao crescimento do crime organizado.

O plano de resgate detectado no mês passado seria apenas um de uma série já descoberta pelos serviços de inteligência do governo paulista anteriormente.

O grupo que defende a transferência diz que ela se tornou premente porque há possibilidade real de uma ação criminosa para resgate de presos, tanto que, afirmam, foi enviado pelo governo paulista um efetivo jamais visto em Presidente Venceslau, incluindo quase todo o efetivo da Rota e do COE (operações especiais), além do uso de armas de guerra emprestadas pelo Exército.

Um indicativo de que o plano não teria sido abortado pelos criminosos seria a presença de drones flagrados sobrevoando a região do presídio, além de disparos de arma com rastro de fogo, chamados de traçantes, característicos de tiros de fuzil.

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Policiais militares de SP recebem treinamento do Exército para utilização de metralhadoras calibre .50 – Reprodução

Os defensores da transferência de Marcola argumentam ainda que, além de ser custoso para os cofres do estado manter um efetivo tão grande no interior, também há risco de desmoralização das forças de segurança caso o plano dos criminosos, mesmo com tal aparato, dê certo.

Marcola está preso em São Paulo há quase 20 anos e continua cumprindo uma pena superior a 300 anos, por uma série de roubos, além de crimes ligados ao comando do PCC.

Integrantes do grupo que são contrários à transferência defendem que mandar os criminosos do PCC para presídios federais demonstraria uma fragilidade de São Paulo e dificuldades de resolver um problema com origem nos próprios presídios paulistas.

Esse grupo também vê risco de essa transferência desencadear outra megarrebelião, como a ocorrida no início dos anos 2000, e ataques às forças de segurança, como em 2006. Seria uma decisão complicada e, assim, melhor deixá-la para ser resolvida por João Doria (PSDB), governador recém-eleito, no início de 2019.

Na semana passada, o governador Márcio França (PSB) disse à Folha que não havia falado sobre transferência de Marcola com os secretários da Segurança e da Administração Penitenciária, mas que o faria.

Na tarde desta terça (6), França se reuniu com os dois, mas o teor do assunto não foi divulgado. Segundo a Folha apurou, eles teriam decidido não pedir a transferência por enquanto.

Também nesta terça, o deputado federal e senador eleito Major Olímpio (PSL) encaminhou ofício ao procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Poggio Smanio, para que ele peça as transferências do chefes do PCC. “Para que haja desarticulação da ação idealizada, enfraquecimento do crime organizado e preservação de vidas.”

Também foi o parlamentar que enviou ao governador e aos comandos do Exército e Aeronáutica detalhes do suposto plano de resgate de chefões do PCC, que inclui até um exército de mercenários.

“Desafio o secretário a mostrar de onde tirou informações de que há possibilidade de retaliação por parte dos presos. O estado não pode se prostrar diante de um criminoso”, disse Olímpio à Folha.

No país existem cinco prisões federais espalhadas pelo país (Porto Velho/RO, Mossoró/RN, Campo Grande/MS, Catanduvas/PR e Brasília/DF), que foram projetadas para evitar fugas, incluindo obstáculos para inibir tentativas de resgates.

Um diferencial das unidades federais é haver um maior isolamento dos presos, com celas individuais, restrição de visita íntimas (em algumas unidades) assim como proibição a TVs, jornais e revistas. O acesso a familiares e advogados é monitorado.

Em São Paulo, o sistema parecido é o do RDD (regime disciplinar diferenciado).

Para envio de um preso ao sistema, um decreto federal estipula alguns requisitos, como pertencer a organização criminosa e quando houver risco, como é o caso dos presos do PCC em São Paulo. A determinação é feita por juiz estadual, que solicita vaga ao governo federal.

ARMAS DE GUERRA

Em meio à ameaça de resgate de chefes do PCC, equipes da Rota, tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, estão recebendo treinamento desde a semana passada para o uso de armamento de guerra em operação no interior do estado.

Dois tipos de armas são utilizadas nos treinos: metralhadoras calibre .50, que são capazes de derrubar aeronaves, e metralhadoras MAG 7.62, também de grande poder de destruição por funcionar em modo rajada de disparos.

O treinamento da tropa está sendo ministrado por homens do Exército, por determinação do Comando Militar Sudeste, que também cedeu o armamento para ser empregado na operação em Presidente Venceslau, conforme solicitada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Procurado pela Folha, o secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, disse não poder dar detalhes da utilização do armamento por fazer parte de informações estratégicas de segurança.

As metralhadoras já estão sendo empregadas no interior paulista desde o final de semana. O número exato dessas armas também não foi informado pelo Exército e nem pela PM, mas estima-se que sejam cerca de dez.

O uso desse tipo de armamento é importante na operação realizada no interior porque, segundo o plano descoberto pelo governo, a facção criminosa teria contratado um grupo de mercenários internacionais para resgatar a cúpula presa em Presidente Venceslau. Para a ação estaria previsto o uso de dois helicópteros de guerra.

Embora descoberto, o plano ainda não teria sido abortado pelos criminosos. O principal alvo do resgate seria Marcola. No entanto, a quantidade de presos que poderiam ser resgatados é imprevisível.

A Penitenciária 2 de Venceslau tem capacidade para 1.280 detentos, mas, segundo dados da Secretaria da Administração Penitenciária, tem atualmente 804.

Tanto a metralhadora calibre .50 quanto a MAG calibre 7.62 são armas de uso restrito às Forças Armadas para utilização em guerras. A PM paulista não possui esse armamento e nem autorização para comprá-lo.

GARANTIA DA SEGURANÇA

Na semana passada, a Secretaria da Segurança Pública confirmou a solicitação de apoio às tropas da PM empregadas em Presidente Venceslau. “As medidas têm como objetivo garantir a segurança dos presos que estão em unidades prisionais, agentes públicos, assim como da população da região.”

“Salienta ainda que conta com o apoio e suporte logístico do Exército Brasileiro, sem envolvimento de efetivo. Por questões de estratégia e segurança mais detalhes não serão passados”, disse em nota.

No início do mês, ao ser procurado pela Folha, o governo paulista disse que as operações eram de rotina para treinamento de pessoal da região do estado.

O pedido de ajuda do governo paulista para combate ao PCC é incomum, ao contrário do que acontece no Rio de Janeiro. Nem mesmo em 2006, quando as forças de segurança paulistas foram atacadas pela facção, o governo paulista aceitou ajuda federal. Disse considerá-la desnecessária porque as polícias do estado seriam capazes de enfrentar o problema.

Agora, segundo o governador Márcio França (PSB), a ajuda é bem-vinda. “Sou a favor de toda e qualquer ajuda federal”, disse à reportagem na semana passada. “O Exército Brasileiro tem como função subsidiária auxiliar os estados na segurança pública. Acho bom isso, sempre nos apoiam. Temos ótimo relacionamento.”

AEROPORTO FECHADO

A possibilidade desse resgate de presos levou a Justiça de Presidente Venceslau a interditar, desde o início do mês passado, o aeroporto da cidade. “Há enorme preocupação com o aeroporto municipal, pois [fica]muito próximo ao estabelecimento prisional, permitindo logística para atuação de referida organização criminosa”, diz despacho do juiz. “A medida se mostra absolutamente necessária, pois evitará problemática maior.”

A interdição, que deveria ter terminado no final do mês, foi prorrogada por mais 10 dias.

As medidas de fechamento do aeroporto e envio de maior efetivo ao oeste do estado foram tomadas após os setores de inteligência da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) detectarem as intenções de fuga dos criminosos.

A secretaria também descobriu que os detentos planejam uma rebelião no presídio para que, ao mesmo tempo, criminosos do lado de fora tentem romper os muros da penitenciária.

Criminosos pretendem ainda usar metralhadoras .50 para impedir os policiais de sair dos quartéis e os helicópteros da PM de levantarem voo, como já teria ocorrido em Araraquara e Bauru em outras ações do tipo.

Eles usariam explosivos para destruir as torres de vigilância dos presídios. Também queimariam veículos para impedir o acesso nesses locais, outra tática comum.

Em junho deste ano os setores de inteligência da PM e da SAP já tinham detectado um outro plano de resgate de integrantes do PCC na mesma unidade prisional —atribuído ao preso Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden, um dos chefes da facção e também preso em Venceslau.

Naquele plano a ideia dos criminosos era usar um caminhão guincho, grande e pesado, preparado com chapas de aço. A proteção serviria para resistir a tiros da polícia e, ao mesmo tempo, ajudar a derrubar os muros da prisão. O veículo teria janelas para tiros contra as forças de segurança.

Em 2014, o governo paulista detectou outro suposto esquema para o resgate de Marcola e mais três comparsas. Os criminosos planejavam utilizar dois helicópteros blindados, camuflados com as cores das aeronaves da Polícia Militar, para pousar no presídio e tirá-los de lá com o uso de uma cesta de resgate.

 

 Rogério Pagnan
Da Folha de São Paulo

Queixas à Sabesp por falta de água sobem e chegam a uma por minuto em SP

De janeiro e agosto o aumento nas reclamações foi de 12% em relação a 2017

Sabesp tem uma reclamação por minuto por falta de água em São Paulo

SÃO PAULO Aumentou 12% o número de reclamações sobre falta de água registradas pela Sabesp na capital entre janeiro e agosto deste ano, se comparado com o mesmo período de 2017.

Foram 317.086 queixas à companhia, sob a gestão Márcio França (PSB), nos primeiros oito meses do ano, ante a 283.304 em igual período de 2017. Isso equivale a um registro por minuto. Os números foram obtidos via Lei de Acesso à Informação.

O sistema Cantareira, maior reservatório na Grande SP, entrou em alerta há quatro meses, quando ficou abaixo dos 40% da capacidade de armazenamento.

Em junho, a Sabesp passou a reduzir a retirada de água para 22.650 litros por segundo, em média. No mês anterior, havia retirado 24.270 litros por segundo e, exatamente um ano antes, 24.540 litros por segundo.

Junho foi justamente quando houve o maior aumento no número de reclamações por desabastecimento na comparação com igual mês do ano anterior _pulou de 30.372 para 39.952, um crescimento de 32%.

sabbb-15329875975b5f88Represa de Jaguarí/Jacareí, do sistema Cantareira, com o nível abaixo da média Eduardo Anizelli/Folhapress

Na terça (6) o Cantareira tinha 34,3% da capacidade, com 336,72 bilhões de litros. Há um ano, era de 45,4%, com 445,46 bilhões. Em 12 meses, perdeu água suficiente para abastecer toda a Grande SP por cerca de três semanas.

A assessora comercial Maria Deusa Miranda, 39 anos, mora no Jabaquara (zona sul) e, desde o começo do ano, às 22h, para de receber água, que só volta às 6h30. “Na torneira quente da pia, quando ligo de manhã, vem com tanta pressão que os estouros jogavam a tampa da torneira longe. Há três meses ela não resistiu e queimou.”

ESPECIALISTA DIZ QUE AUMENTO DE RECLAMAÇÕES NÃO PREOCUPA
Especialista em engenharia hidráulica e professor de engenharia mecânica no Centro Universitário FEI, Jorge Giroldo disse que o aumento nas reclamações de abastecimento por parte da Sabesp não chega a ser alarmante. “É uma situação normal da época, nada de alerta.”

Com relação a capacidade do sistema Cantareira estar abaixo de 40% nos últimos três meses, Giroldo diz que “diminui de um lado e compensa de outro reservatório”. “A Sabesp fez novas interligações desde a crise hídrica, como por exemplo do sistema Rio Claro que fornece água para o Alto Tietê e alivia o fornecimento que antes era de cobertura do Cantareira.”

O engenheiro civil Julio Cerqueira Cesar Neto, também especialista em hidráulica, endossou o discurso de Giroldo de que os 12% a mais de queixas não é novidade. “A crise hídrica não acabou. Há dois anos sofremos com a falta de chuvas.”

“O que tenho visto é que muitas pessoas continuam sofrendo com o abastecimento, principalmente na região metropolitana. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse, em março de 2016, que a crise acabou, mas ela é praticamente a mesma.” Ele diz que não sabe como, após tantos problemas, o Cantareira ainda tem água.

SABESP DIZ QUE ABASTECIMENTO É NORMAL

Por meio de nota, a Sabesp admite que “nos últimos 18 meses vem retirando muito menos água do Cantareira do que poderia”. E que “se tivesse utilizado o máximo autorizado nesse período, o sistema estaria com 6% de reservação, não com os atuais 34,3%”.

A nota diz ainda que “não existe relação entre o nível dos sistemas e as ligações dos clientes” e que o abastecimento “ocorre normalmente”. Em outubro, lembra que o nível do Cantareira subiu, assim como a soma de todos os sistemas.

Jéssica Lima
William Cardoso

AGORA

Tereza Cristina (DEM-MS) será ministra da Agricultura de Bolsonaro

 Segundo aliado, nome do Meio Ambiente precisará de aval da futura ministra

BRASÍLIA A deputada Tereza Cristina (DEM-MS) foi anunciada na tarde desta quarta-feira (7) como a ministra da Agricultura do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Nome defendido pela bancada ruralista, a parlamentar é presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) e, segundo aliados, terá a prerrogativa de dar o aval para o titular da pasta do Meio Ambiente.

O grupo ligado ao agronegócio declarou apoio a Bolsonaro antes do primeiro turno das eleições.

A escolha de Tereza Cristina foi anunciada pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS), vice-presidente da FPA, após reunião no gabinete de transição, que funciona no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em Brasília. Segundo Moreira, Bolsonaro garantiu que a futura ministra Tereza Cristina homologará ou não a indicação para comandar o Meio Ambiente.

“A fusão [do Meio Ambiente com a Agricultura]não haverá”, afirmou Moreira. “Ele [Bolsonaro] não disse que indicaríamos o nome do novo ministro do Meio Ambiente, mas disse que homologaríamos esse nome.”

A junção das pastas de Agricultura e Meio Ambiente era uma promessa de campanha de Bolsonaro. O presidente eleito, porém, já recuou em relação ao tema e, após pressão de ambientalistas e aliados do agronegócio, indicou que manteria os ministérios separados.

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Deputada Tereza Cristina – Bruno Poletti – 16.out.18/Folhapress

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), vice-presidente da FPA, afirmou que Bolsonaro garantiu que Tereza Cristina dará o aval para o nome que for escolhido para o Meio Ambiente.

A nomeação foi confirmada pela assessoria de imprensa do futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Em seguida, o presidente eleito fez o anúncio por meio do Twitter.

“Boa noite! Informo a todos a indicação da senhora Tereza Cristina da Costa Dias, Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, ao posto de Ministra da Agricultura”, escreveu Bolsonaro.

O presidente eleito havia dito, em 31 de outubro, que anunciaria os nomes oficialmente em sua rede social.

“Anunciarei os nomes oficialmente em minhas redes. Qualquer informação além é mera especulação maldosa e sem credibilidade”, escreveu.

A nomeação da primeira mulher para compor o primeiro escalão do governo ocorre após críticas de que a equipe de transição de Bolsonaro era composta apenas por homens, o que poderia sinalizar o mesmo cenário na Esplanada a partir de 2019.

Na manhã desta quarta-feira, Bolsonaro usou o Twitter para rebater essa avaliação.

“Não estou preocupado com a cor, sexo ou sexualidade de quem está na minha equipe, mas com a missão de fazer o Brasil crescer, combater o crime organizado e a corrupção, dentre outras urgências”, escreveu.

Tereza Cristina não tem a simpatia de um importante aliado de Bolsonaro, o presidente da UDR (União Democrática Ruralista), Luiz Antônio Nabhan Garcia. Ele também já tinha sido cotado para o posto.

‘MUSA DO VENENO’

Engenheira agrônoma e empresária, Tereza Cristina é presidente da FPA e tem uma longa trajetória no setor. Ela foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul durante o governo de André Puccinelli (MDB).

Neste ano, Tereza Cristina foi uma das lideranças que defenderam a aprovação do Projeto de Lei 6.299, que flexibiliza as regras para fiscalização e aplicação de agrotóxicos no país.

Em junho, a deputada ganhou o apelido de “Musa do Veneno”, durante comemoração da aprovação do projeto que facilita o uso de agrotóxicos na comissão especial da Câmara.

Ela ganhou o epíteto, irônico, dos colegadas da bancada ruralista, pois a oposição chama o texto de “PL do Veneno”.

O texto aprovado pela comissão especial —muito criticado por ambientalistas e entidades de saúde como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)— cria um rito sumário para o registro de agrotóxicos. Também prevê a mudança na nomenclatura do produto, que passa a se chamar “pesticida”.

Além disso, o Ministério da Agricultura assume o processo de registro dos agrotóxicos. Ainda passa a existir um prazo máximo para que novos produtos sejam analisados pelo governo. Se isso não ocorrer em até dois anos, eles receberão um registro provisório.

Segundo a bancada, as mudanças modernizam as normas do setor. Eles dizem que a atual legislação de agrotóxicos está defasada e impede que produtos mais modernos cheguem ao mercado.

Laís Alegretti , Talita Fernandes e Marina Dias
Com Agência Brasil

 

Crimes de ódio são intoleráveis, diz Sergio Moro

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“Não há qualquer possibilidade de discriminação de minorias”, afirmou

Em sua primeira entrevista à imprensa, o futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, disse que “não existe qualquer possibilidade de discriminação contra minorias.” “Todos têm direito à segurança pública. Crimes de ódio são intoleráveis”, afirmou. Moro acrescentou que, se for necessário, acionará a Polícia Federal (PF) para combater esse tipo de crime.

“Não existe nada de política persecutória contra homossexuais e outras minorias. Não existe nada disso na mesa ou sendo gestado; nenhuma intenção de política discriminatória. As minorias vão poder exercer seus direitos livremente. Não vejo a nada além de receios infundados”, destacou.

Juiz responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância nos últimos quatro anos, Sergio Moro disse que aceitou o convite de Jair Bolsonaro por “ver a possibilidade de realizar no governo federal o que, em sua avaliação, não foi feito nos últimos anos – uma forte agenda contra a corrupção e o crime organizado”. “Não é um projeto de poder”, ressaltou.

Ele disse considerar seu trabalho na Justiça “técnico” e revelou que não tem “convergência absoluta” de convicções com o presidente eleito, mas que é possível chegar a “resultados nas divergências”. Entre as convergências, a defesa de flexibilizar a maioridade penal – para crimes violentos cometidos por jovens com mais de 16 anos – e a não progressão de pena para criminosos vinculados a organizações criminosas e que cometeram crimes de homicídio.

Moro confirmou que nomes da Lava Jato estão sendo considerados para ocupar cargos no futuro ministério. Ele defendeu que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) saia do Ministério da Fazenda e vá para o Ministério da Justiça.

Caso Marielle

Sergio Moro também disse que dará atenção especial para elucidar os assassinatos da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Para o futuro ministro da Justiça, o caso precisa ser solucionado. “Assumindo o ministério, vou me inteirar e ver o que podemos fazer”, garantiu.

Na semana passada, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que a Polícia Federal vai apurar interferências na investigação do crime. Segundo denúncias, uma organização criminosa teria atuado para desviar as investigações e dificultar a identificação dos autores e mandantes do assassinato.

Matéria republicada após inclusão de tópico sobre o caso Marielle Franco
Da Agência Brasil Curitiba