Vendas internas de veículos novos têm melhor resultado desde 2015

A comercialização de veículos novos atingiu neste ano o melhor desempenho desde 2015, compensando de certa forma o fraco desempenho das exportações no setor. De janeiro a novembro, foram licenciados 2,3 milhões de unidades ante 2,2 milhões, em 2017, com alta de 15%. Essa taxa superou a meta do setor, que era crescer 13,7%.

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Venda de carros novos tem o melhor resultado desde 2015, diz Anfavea – Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil

“Fomos surpreendidos por esse resultado e estamos vendo um consumidor interessado em comprar e condições favoráveis aos negócios, já que temos oferta de crédito e baixa inadimplência”, afirmou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale.

Megale manifestou otimismo com a possibilidade de ser mantido esse aquecimento e de melhora nas vendas externas no próximo ano. De acordo com Megale, a crise na Argentina, para onde seguem 70% das encomendas externas, contribuiu para que as exportações fechem o ano abaixo da meta inicial de vendas, que era de 700 mil – a previsão é de 650 mil unidades comercializadas.

No acumulado até novembro, o volume financeiro alcançou US$ 13,8 bilhões, o que é 5,2% menos do que em igual período do ano passado. Entre novembro e outubro último, houve recuo de 1,4%. Isso ocorreu também com o mercado doméstico, onde houve baixa de 9,3%, somando o escoamento de 230,9 mil unidades. O presidente da Anfavea considerou pontuais os resultados do mês, lembrando que novembro teve dois dias úteis a menos.

Megale acrescentou que, enquanto não ocorre a retomada da economia argentina, as montadoras estão “fazendo um esforço” para explorar novos mercados. Entre os clientes onde se espera uma compensação pela queda das vendas na Argentina, estão sendo feita negociações com o Chile e a Colômbia e até mesmo parcerias incomuns, caso da Rússia, que mostrou interesse na compra de caminhões pesados.

No mês passado, a produção de veículos caiu 6,9% em relação à de outubro e foi 1,6% inferior à de novembro do ano passado, sob a influência da falta de dinamismo nas exportações. No acumulado até novembro, porém, o resultado já é o melhor desde 2015, tendo atingido 2,7 milhões de unidades, com aumento de 8,8% sobre 2017.

Segundo Megale, o otimismo do setor está ancorado na expectativa de uma boa interlocução com a equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e na execução do programa Rota 2030, que ele acredita ser definido até o final deste ano para ser transformado de medida provisória em lei, levando o setor a implementar mais eficiência tecnológica e a se impor perante o mercado mundial.

Megale disse ainda que espera do novo governo apoio às reformas estruturais, entre as quais a tributária.

 

Da Agência Brasil São Paulo

Produção industrial cresce 0,2% de setembro para outubro, diz IBGE

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A produção industrial brasileira cresceu 0,2% na passagem de setembro para outubro deste ano. Essa foi a primeira taxa positiva do indicador, depois de três meses de quedas que acumularam uma redução de 2,7% na produção do setor. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, divulgada hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção industrial teve uma queda de 0,7% na média móvel trimestral, mas apresentou altas de 1,1% na comparação com outubro do ano passado, de 1,8% no acumulado do ano e de 2,3% no acumulado de 12 meses.

A alta de 0,2% na passagem de setembro para outubro, foi puxada pelos crescimentos de 4,4% dos bens de consumo duráveis e de 1,5% dos bens de capital, isto é, das máquinas e equipamentos. Por outro lado, os bens de consumo semi e não duráveis recuaram 0,2% e os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo, caíram 0,3%.

Dezessete das 26 atividades industriais pesquisadas tiveram alta de setembro para outubro, com destaque para as indústrias extrativas (3,1%), máquinas e equipamentos (8,8%), veículos automotores, reboques e carrocerias (3%) e bebidas (8,6%).

Já entre os nove ramos que tiveram queda nesse mês, os desempenhos de maior relevância foram de produtos alimentícios (-2%), metalurgia (-3,7%) produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,2%).

 

 

Da Agência Brasil Rio de Janeiro

Celular irregular será bloqueado a partir de sábado em 10 estados

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Começa no próximo sábado (8), o bloqueio de celulares irregulares (piratas) nos estados do Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e Tocantins, habilitados a partir de 23 de setembro. A informação foi dada hoje (3) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Os usuários já estão recebendo mensagens de SMS, informando que o aparelho irregular será bloqueado. “Operadora avisa: Pela Lei 9.472 este celular está irregular e não funcionará nas redes celulares em 75 dias”, diz a mensagem. A primeira delas foi encaminhada no dia 23 de setembro. Outros alertas chegaram 50 dias e 25 dias antes.

Na véspera do bloqueio, o usuário receberá a seguinte mensagem: “Operadora avisa: Este celular IMEI XXXXXXXXXXXXXXX é irregular e deixará de funcionar nas redes celulares”. A agência informou que os usuários que aparelhos habilitados antes do dia 23 de setembro, mesmo que estejam irregulares, não serão afetados, desde que o número não seja alterado.

De acordo com a Anatel, a medida visa combater o uso de aparelhos falsificados ou com IMEI adulterado, clonado ou outras formas de fraude. A medida também busca inibir a comercialização de aparelhos móveis não homologados no país.

O IMEI (do inglês International Mobile Equipment Identity) é o número de identificação do celular. É composto por um código de 15 números, utilizado internacionalmente, que permite identificar a marca e modelo. Todas as mensagens são enviadas pelo número 2828.

Para saber se o número de IMEI é legal, basta discar *#06#. Se a numeração coincidir com a que aparece na caixa, o aparelho é regular. Caso contrário, há uma grande chance de ser irregular.

A Anatel informou ainda que o usuário de serviço móvel com situação irregular deve procurar a empresa ou pessoa que vendeu o aparelho e buscar seus direitos como consumidor.

A Anatel criou em seu Portal na Internet um espaço com informações do projeto de bloqueio de celulares, o projeto Celular Legal. No Portal da Anatel também é possível verificar se o celular apresenta alguma irregularidade.

Cronograma

O bloqueio de celulares irregulares começou pelo Distrito Federal e por Goiás. Os aparelhos começaram a ser bloqueados no dia 8 de maio. Segundo a Anatel, os aparelhos já foram excluídos das redes das prestadoras móveis 103 mil “piratas” nas duas unidades da federação.

Nos estados da Região Nordeste e demais estados das regiões Norte e Sudeste, incluindo São Paulo, o encaminhamento de mensagens aos usuários ocorrerá a partir de 7 de janeiro de 2019. O impedimento do uso começará a partir de 24 de março de 2019, no caso de aparelhos irregulares habilitados a partir de 7 de janeiro de 2019.

Estrangeiros

Aparelhos móveis comprados no exterior vão continuar funcionando no Brasil, desde que sejam certificados por organismos estrangeiros equivalentes à agência reguladora. Um celular só é considerado irregular quando não tem número IMEI registrado no banco de dados da GSMA, associação global de operadoras.

Não serão considerados irregulares os equipamentos adquiridos por particulares no exterior que, apesar de ainda não certificados no Brasil, tenham por origem fabricantes legítimos.

 
Da Agência Brasil Brasília

Mercado reduz de 4,94% para 3,89% estimativa de inflação para 2018

A estimativa de instituições financeiras para a inflação este ano caiu pela sexta vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), divulgada todas as segundas-feiras, em Brasília, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 3,89%. Na semana passada, a projeção estava em 4,94%.

Para 2019, a projeção da inflação passou de 4,12% para 4,11%. Não houve alteração na estimativa para 2020: 4%. Para 2021, passou de 3,86% para 3,78%.

A meta de inflação, que deve ser perseguida pelo BC, é 4,5% este ano. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%.

Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Já para 2020, a meta é 4%, e, para 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Taxa básica de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano.

Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano na última reunião de 2018 do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 11 e 12 deste mês.

Em 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 7,75% ao ano, a mesma previsão da semana passada. Para o término de 2020 e 2021, a expectativa segue em 8% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Crescimento econômico

As instituições financeiras ajustaram a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, de 1,39% para 1,32% em 2018.

Para o próximo ano, a estimativa de crescimento do PIB passou de 2,50 para 2,53%. Em 2020 e 2021, a estimativa segue em 2,50%.

Dólar
A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 3,70 para R$ 3,75, no fim deste ano, e passou R$ 3,78 para R$ 3,80, no término de 2019.

 
Da Agência Brasil Brasília

Viaduto cede e interdita trânsito na Marginal do Pinheiros

O desnível da via, próxima ao Parque Villa-Lobos, provocou bloqueio da pista expressa no sentido da Rodovia Castelo Branco; ainda não há previsão de normalidade da situação

Um viaduto cedeu e provocou a interdição do trânsito na pista expressa na Marginal do Pinheiros, próximo ao Parque Villa-Lobos, por volta das 3h30 da madrugada desta quinta-feira, 15. Não houve feridos.

vvv4sig20181115002Foto: Marcelo Gonçalves/Sigmapress / Estadão Conteúdo

Segundo a Companhia da Engenharia de Tráfego (CET), os carros estão sendo desviados para a pista local. O desvio é realizado desde a ponte da Cidade Universitária. Não há previsão de quando a via será liberada.

De acordo com a Defesa Civil Estadual, as placas do viaduto sofreram uma grande dilatação. O descolamento entre as partes da estrutura provocou um desnível e formou uma espécie de “degrau” de quase dois metros no viaduto. As autoridades ainda investigam as causas do ocorrido. O Corpo de Bombeiros também foi acionado para acompanhar a ocorrência.

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Foto: Marcelo Gonçalves/Sigmapress / Estadão Conteúdo

De acordo com o secretário de Transportes, João Octaviano, que foi imediatamente ao local na manhã desta quinta-feira, uma das placas de apoio cedeu e ainda não é possível ter uma prévia do que poderia ter causado o desabamento.

“Só com a chegada das equipes técnicas é que vamos saber as medidas de proteção da cabeça desse pilar onde houve o rebaixamento do viaduto. Aparentemente, a estrutura se deslocou. Por isso, vamos tomar todas as medidas necessárias para o entorno porque é uma área de grande circulação. Vai ter uma intervenção bastante importante”, afirmou o secretário, em entrevista à TV Globo.

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Foto: Marcelo Gonçalves/Sigmapress / Estadão Conteúdo

Ainda de acordo com o titular da pasta municipal, não havia nenhum indício de que a queda parcial do viaduto poderia ocorrer. “Essa estrutura estava funcionando normalmente. Aconteceu alguma coisa fora dos padrões e as equipes precisam entender o que aconteceu para oferecer uma nova estrutura de sustentação. É uma situação totalmente atípica”, diz Octaviano, que assumiu o posto em abril deste ano, substituindo Sérgio Avelleda, chamado para a chefia do gabinete do prefeito Bruno Covas.

Segundo ele, as fiscalizações de engenharia e infraestrutura são regulares e estavam “seguramente”, segundo o secretário, no cronograma de avaliação periódica.

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Foto: Marcelo Gonçalves/Sigmapress / Estadão Conteúdo

Depoimento

A CET diz que, pelo menos, cinco carros acabaram passando pelo viaduto e se acidentaram. Apesar de não haver vítimas nem feridos, a jornalista e youtuber Raissa Andrade foi ao Twitter reclamar da situação.

Seu pai, o analista de sistemas Ronaldo Andrade, estava sozinho transitando pela via quando o carro desabou e bateu toda a parte da frente, por causa do desnível do viaduto. Segundo ela, em entrevista ao Estado, o pai está bem e não ficou ferido.

 

Leonardo Pinto e Igor Moraes

Estadão Conteúdo

Boletos vencidos de todos os tipos serão pagos em qualquer banco

A partir do próximo sábado (10), boletos vencidos poderão ser pagos em qualquer banco ou correspondente e não apenas na instituição financeira em que foram emitidos.

Isso será possível com a conclusão da implementação da Nova Plataforma de Cobrança (NPC), sistema desenvolvido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em parceria com os bancos.

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A partir de sábado, boletos vencidos poderão ser pagos em qualquer banco ou correspondente e não apenas na instituição financeira em que foram emitidos (Valter Campanato/AgênciaBrasil)

Na última fase do processo, passa a ser obrigatório o cadastramento de títulos referentes a faturas de cartão de crédito e doações no novo sistema.

Segundo a Febraban, além da praticidade, a implementação da NPC torna o processo de pagamento via boleto mais seguro, sem risco de fraudes.

Outra mudança diz respeito ao comprovante de pagamento, que será mais completo, apresentando todos os detalhes do boleto, (juros, multa, desconto, etc) e as informações do beneficiário e pagador.

O projeto da Nova Plataforma de Cobrança começou há quatro anos.

Desde 2016 ele vem incorporando na sua base de dados os boletos de pagamentos já dentro das normas exigidas pelo Banco Central, ou seja, com informações do CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) do emissor, data de vencimento e valor, além do nome e número do CPF ou CNPJ do pagador.

A Febraban diz que essas informações são importantes para checar a veracidade dos documentos na hora de se fazer o pagamento.

Caso os dados do boleto a ser pago não coincidam com aqueles registrados na base da Nova Plataforma, ele é recusado, pois o boleto pode ser falso.

Para fazer a migração do modelo antigo de processamento para o atual, os bancos optaram por incluir os boletos no novo sistema por etapas, de acordo com o valor a ser pago.

Esse processo começou em meados do ano passado para boletos acima de R$ 50 mil (os de menor volume) e termina no dia 10 de novembro, com a incorporação dos boletos de cartão de crédito e doações.

A previsão inicial era que o processo fosse concluído em 22 de setembro. Entretanto, em junho deste ano, após dificuldades de clientes para pagar boletos, a Febraban alterou o cronograma.

Última fase
Com uma participação de cerca de 40% do total de títulos emitidos no país, os boletos de cartões de crédito e doações têm uma característica em comum: o valor a ser pago pelo consumidor pode não ser exatamente o que consta em cada boleto.

No caso dos cartões, porque há opções de pagamento, como valor mínimo, duas ou três parcelas. No caso das doações, ele também pode escolher um valor diferente do que está impresso no boleto.

Segundo a Febraban, da mesma forma que nas fases anteriores, se os boletos não estiverem cadastrados na base do novo sistema, os bancos irão recusá-los.

Se isso acontecer, o pagador deve procurar o beneficiário, que é o emissor do boleto, para quitar o débito ou solicitar o cadastramento do título.

 

 

Da Agência Brasil Brasília

Queixas à Sabesp por falta de água sobem e chegam a uma por minuto em SP

De janeiro e agosto o aumento nas reclamações foi de 12% em relação a 2017

Sabesp tem uma reclamação por minuto por falta de água em São Paulo

SÃO PAULO Aumentou 12% o número de reclamações sobre falta de água registradas pela Sabesp na capital entre janeiro e agosto deste ano, se comparado com o mesmo período de 2017.

Foram 317.086 queixas à companhia, sob a gestão Márcio França (PSB), nos primeiros oito meses do ano, ante a 283.304 em igual período de 2017. Isso equivale a um registro por minuto. Os números foram obtidos via Lei de Acesso à Informação.

O sistema Cantareira, maior reservatório na Grande SP, entrou em alerta há quatro meses, quando ficou abaixo dos 40% da capacidade de armazenamento.

Em junho, a Sabesp passou a reduzir a retirada de água para 22.650 litros por segundo, em média. No mês anterior, havia retirado 24.270 litros por segundo e, exatamente um ano antes, 24.540 litros por segundo.

Junho foi justamente quando houve o maior aumento no número de reclamações por desabastecimento na comparação com igual mês do ano anterior _pulou de 30.372 para 39.952, um crescimento de 32%.

sabbb-15329875975b5f88Represa de Jaguarí/Jacareí, do sistema Cantareira, com o nível abaixo da média Eduardo Anizelli/Folhapress

Na terça (6) o Cantareira tinha 34,3% da capacidade, com 336,72 bilhões de litros. Há um ano, era de 45,4%, com 445,46 bilhões. Em 12 meses, perdeu água suficiente para abastecer toda a Grande SP por cerca de três semanas.

A assessora comercial Maria Deusa Miranda, 39 anos, mora no Jabaquara (zona sul) e, desde o começo do ano, às 22h, para de receber água, que só volta às 6h30. “Na torneira quente da pia, quando ligo de manhã, vem com tanta pressão que os estouros jogavam a tampa da torneira longe. Há três meses ela não resistiu e queimou.”

ESPECIALISTA DIZ QUE AUMENTO DE RECLAMAÇÕES NÃO PREOCUPA
Especialista em engenharia hidráulica e professor de engenharia mecânica no Centro Universitário FEI, Jorge Giroldo disse que o aumento nas reclamações de abastecimento por parte da Sabesp não chega a ser alarmante. “É uma situação normal da época, nada de alerta.”

Com relação a capacidade do sistema Cantareira estar abaixo de 40% nos últimos três meses, Giroldo diz que “diminui de um lado e compensa de outro reservatório”. “A Sabesp fez novas interligações desde a crise hídrica, como por exemplo do sistema Rio Claro que fornece água para o Alto Tietê e alivia o fornecimento que antes era de cobertura do Cantareira.”

O engenheiro civil Julio Cerqueira Cesar Neto, também especialista em hidráulica, endossou o discurso de Giroldo de que os 12% a mais de queixas não é novidade. “A crise hídrica não acabou. Há dois anos sofremos com a falta de chuvas.”

“O que tenho visto é que muitas pessoas continuam sofrendo com o abastecimento, principalmente na região metropolitana. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse, em março de 2016, que a crise acabou, mas ela é praticamente a mesma.” Ele diz que não sabe como, após tantos problemas, o Cantareira ainda tem água.

SABESP DIZ QUE ABASTECIMENTO É NORMAL

Por meio de nota, a Sabesp admite que “nos últimos 18 meses vem retirando muito menos água do Cantareira do que poderia”. E que “se tivesse utilizado o máximo autorizado nesse período, o sistema estaria com 6% de reservação, não com os atuais 34,3%”.

A nota diz ainda que “não existe relação entre o nível dos sistemas e as ligações dos clientes” e que o abastecimento “ocorre normalmente”. Em outubro, lembra que o nível do Cantareira subiu, assim como a soma de todos os sistemas.

Jéssica Lima
William Cardoso

AGORA

Comissão Interamericana de Direitos Humanos está no Brasil

Visita é para verificar situação nas áreas rural e urbana em 8 estados

A convite do governo federal, a delegação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA) visita o Brasil de hoje (5) até o próximo dia 12, para observar áreas urbanas e rurais em oito estados. Antes, porém, o grupo tem uma série de reuniões, em Brasília, com autoridades de vários setores.

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, recebe os integrantes da comissão no Itamaraty. Há ainda conversas com especialistas na Procuradoria-Geral da República, Defensoria Pública da União, Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e Supremo Tribunal Federal. O último compromisso será no Conselho Nacional dos Direitos Humanos.

Até o dia 12, os representantes da comissão irão ainda a Minas Gerais, ao Maranhão, a Roraima, ao Pará, a Mato Grosso do Sul, à Bahia, a São Paulo e ao Rio de Janeiro. Eles vão se reunir com integrantes de entidades de defesa dos direitos humanos e também dos governos federal, estadual e municipal.

Integrantes

A delegação é chefiada pela presidente da comissão, Margarette May Macaulay. Também fazem parte do grupo a primeira vice-presidente, Esmeralda Arosemena de Troitiño, o segundo vice-presidente, Luis Ernesto Vargas Silva, os comissários Francisco José Eguiguren Praeli, Joel Hernández García e Antonia Urrejola Noguera, relatora para o Brasil.

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A presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Margarette May Macaulay – Governo da Guatemala/Direitos reservados

No grupo estão ainda a chefe de gabinete da comissão, Marisol Blanchard, a secretária executiva adjunta, María Claudia Pulido, o relator especial para a Liberdade de Expressão, Edison Lanza, a relatora especial para os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, Soledad García Muñoz, além de especialistas da Secretaria Executiva da CIDH.

Missão

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos acompanha e analisa todos os temas relacionados à área nos 35 países-membros. Venezuela, Nicarágua e Brasil mereceram nos últimos meses atenção especial do grupo.

Os temas que têm sido mais mencionados são a fuga de imigrantes oriundos da Venezuela, as dificuldades pelas quais passam e a tensão política e social na Nicarágua em decorrência dos conflitos contínuos provocados por manifestações contrárias ao governo do presidente Daniel Ortega.

No caso do Brasil, os assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Pedro Andrade em março deste ano, ainda sem solução foram mencionados em várias ocasiões. Em agosto, a comissão recomendou a adoção de medidas protetivas à família de Marielle e à viúva dela, Mônica Benício.http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2018-08/comissao-da-oea-pede-adocao-de-medidas-protetivas-viuva-de-marielle

Na semana passada, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anunciou que, seguindo orientação da Procuradoria-Geral da República, o caso Marielle e Anderson passará a ser investigado pela Polícia Federal. A iniciativa gerou reações entre delegados da Polícia Civil, acusado de politização do processo.

 

 

Da Agência Brasil Brasília

Supermercados preveem alta de 10% nas vendas de produtos natalinos

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) junto a 102 empresas do setor indicam melhora na estimativa de vendas de produtos natalinos em 2018, na comparação com o ano anterior. Os dados do Departamento de Economia da Abras indicam que as vendas desses produtos do devem crescer 10,27% neste ano, ante uma projeção de 8,34%, em 2017. As consultas foram feitas entre 4 de setembro e 5 de outubro.

Na avaliação do presidente da Abras, João Sanzovo Neto, os empresários estão mais otimistas quanto à possibilidade de aumento do consumo nessa época, com base na leve recuperação do emprego e do poder aquisitivo diante de uma inflação mais controlada.

A maioria dos supermercadistas (66%), no entanto, manteve o mesmo nível de encomendas do ano passado. Apenas 18% apostaram em vendas superiores às de 2017. Pela projeção, entre os itens que deverão ser mais procurados estão o vinho importado e o panetone, seguidos de refrigerante, carne bovina, cerveja e frango congelado. Para promover o escoamento dos produtos, várias lojas trabalham com estratégias como degustação, promoção e brindes.

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Pela projeção, entre os itens que deverão ser mais procurados estão o vinho importado e o panetone – Rovena Rosa/Agência Brasil

Ainda de acordo com as expectativas, as frutas nacionais deverão ter uma saída 11,38% maior do que no Natal do ano anterior e também acima do estimado em relação às frutas secas (9,7%). No segmento de carnes, espera-se alta de 11,91%. Já para pescados, as vendas de peixes frescos devem aumentar 11,25%; de pescado congelado, 9,1%; e do bacalhau 8,85%.

O setor também acredita que, em 2018, a procura por produtos importados deve ter um incremento de 6,92%, ante uma estimativa de 5,83%, no ano passado. Como o dólar em alta, principalmente, no período pré-eleitoral, as projeções indicam preços mais elevados para itens importados. Na média, o consumidor deverá pagar 10% mais por esses produtos.

Fora da lista de alimentos, as previsões mostram alta de 10% nos eletrônicos e de 8,27% nos brinquedos.

De acordo com a sondagem da Abras, houve aumento na proporção de empresários com intenção de contratar empregados temporários nas funções de operador de caixa, repositor, empacotador e entregador. Do total entrevistado, 33% disseram que vão ampliar esses postos de trabalho ante 23%, em 2017. A estimativa é de que sejam abertas entre 11 mil e 14 mil vagas.

Índice Nacional de Vendas

As informações foram divulgadas na manhã de hoje, durante o anúncio do Índice Nacional de Vendas da Abras, que aumentou de 1,92%, de janeiro a setembro, já descontado no cálculo o impacto inflacionário com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O presidente da entidade, João Sanvoso Neto, informou que o ritmo de crescimento está abaixo do esperado. Mesmo assim, ele manteve a meta de alta de 2,53%, taxa que havia sido revisada para baixo, em julho último. No começo do ano a estimativa era de 3%.

O empresário justificou que o setor foi muito afetado pela greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio deste ano, e o impacto dessa paralisação deverá se refletir no desempenho anual. “Estamos com um crescimento estável e acreditamos ficar próximo dessa meta. Com parte do PIB [Produto Interno Bruto] retido pela greve dos caminhoneiros, o nosso setor sofreu um impacto”.

O executivo também comentou que o reajustes de preços estão em níveis compatíveis com a inflação oficial. A pesquisa mostra que, em setembro, os 35 produtos que compõe a cesta da Abras oscilaram em média 0,39% na comparação com o mês anterior e 3,07% na comparação com setembro de 2017.

Entre as maiores quedas estão: cebola (-24%); sabão em pó (-17,48%); farinha de mandioca (-5,7%) e batata (-3,29%). Já as maiores altas foram observados em: arroz (+4,39%); frango congelado (+3,64%): queijo prato (+3,44%) e margarina cremosa (+2,97%).

 

 
Da Agência Brasil São Paulo

Caixa anuncia isenção de taxa para investimentos no Tesouro Direto

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A Caixa anunciou hoje (19) a isenção da taxa de custódia para todos os seus clientes que aplicam no Tesouro Direto, programa do governo federal de compra e venda de títulos públicos. Até então, o banco cobrava um taxa de 0,4% ao ano para manter a aplicação.

Segundo o vice-presidente de Finanças e Controladoria do banco estatal, o objetivo é manter uma cesta de produtos e serviços competitivos, associada à solidez do banco. “Atenta às condições de mercado, a Caixa aprovou a isenção da taxa de custódia para todos os seus clientes, indistintamente. Assim, tornamos essa alternativa de investimento ainda mais rentável, fortalecendo o relacionamento com nossos clientes investidores”, comentou. A medida já está em vigor e vale para os clientes que possuem estes produtos e também os novos negócios.

A Caixa foi o último entre os maiores bancos do país a zerar a taxa de investimento para o Tesouro Direto. Bradesco, Itaú, Santander e Banco do Brasil já praticam a isenção. Foi a concorrência com corretoras independentes que fez com que os grandes bancos zerasssem suas taxas de aplicação nesse tipo de investimento.

Para aplicar no Tesouro Direto pela Caixa, o cliente deve realizar seu cadastramento no serviço de forma eletrônica, pelo Internet Banking. Todas as operações e acompanhamentos também são realizados eletronicamente pelo próprio cliente.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a Bolsa de Valores (denominada B3) para negociação (compra e venda) de títulos públicos federais para pessoas físicas, por meio da internet. O valor mínimo para investimento é de R$ 30, desde que seja múltiplo de 1% do valor do título a ser adquirido. Neste tipo de aplicação, o próprio cliente realiza a compra e venda de seus títulos de forma eletrônica, como desejar, com liquidez diária.

 

 
Da Agência Brasil Brasília