Polícia cumpre mandado de busca em endereços de Marcello Siciliano

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil cumpriram hoje (14) mandado de busca e apreensão na casa e no gabinete do vereador fluminense Marcello Siciliano (PHS), na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. A ação é parte das investigações da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Pedro Gomes, que completa nove meses nesta sexta-feira.

O MPRJ apura informação de uma testemunha que Siciliano estaria envolvido no planejamento dos assassinatos ao lado do ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o vereador Marcello Siciliano enviou um áudio negando qualquer ligação com a morte de Marielle. “Continuo indignado com essa exposição toda da minha família. Depois de nove meses, eles não terem nada contra mim, inventarem agora uma operação pela Delegacia do Meio Ambiente, para tentar me incriminar em alguma coisa, para achar um motivo para eu ter feito essa tamanha covardia”, disse.

Em outro trecho do áudio, ele diz que não é criminoso e que não tinha qualquer rivalidade com Marielle. “Os votos não batem, a disputa territorial não bate. Não tive voto onde me acusam. As pessoas que me acusam de ligação, eu não tenho. Não tenho ligação com ninguém. Agora estão inventando outro tipo de possibilidade”, disse.

Marielle e o motorista foram mortos na noite de 14 de março deste ano, no bairro do Estácio, na região central do Rio. Ambos foram alvejados quando voltavam para casa, de carro, na Tijuca, após participar de evento na Lapa. Os tiros foram disparados de outro veículo.

 

Da Agência Brasil Rio de Janeiro

Catedral de Campinas celebra missa em homenagem às vítimas de ataque

 

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Lentamente, a Catedral Metropolitana de Campinas retoma a rotina de atividades após o atentado de ontem (11) – quando um atirador matou quatro pessoas dentro do templo e depois tirou a própria vida. A missa de hoje (12), em homenagem às vítimas, foi celebrada no mesmo horário do ataque.

“Sabemos que vocês, familiares, choram e nós choramos também”, disse o padre Rafael Capelato durante a cerimônia.

“Tristeza” e “tragédia” eram palavras ouvidas com frequência nos comentários dos fiéis que lotaram a igreja. A história da catedral, inaugurada em 1883, com piso e altares de madeira foi lembrada. “Fizemos esse gesto de reconsagração do templo que foi violado por um ato tão violento e trágico”, disse.

Depoimento

att-rvrsa_abr_1212188803Missa na Catedral Metropolitana de Campinas após ataque de ontem (12) que deixou 5 mortos dentro da igreja. – Rovena Rosa/Agência Brasil

O analista de contas Altair Dias, 45 anos, estava hoje na missa em homenagem às vítimas. Ele disse que ontem (11) chegou a se sentar ao lado do atirador, mas saiu da igreja antes do início do atentado. “Eu venho sempre de manhã ou à noite. Estou afastado [do trabalho]porque eu descobri que tenho um câncer”, disse.

Altair Dias afirmou que Euler Fernando Grandolpho, autor do ataque, estava “sereno” e não dava pistas de que agiria com violência minutos depois.

O analista disse que soube da tragédia depois, alertado pela filha e por amigos. “A minha filha e amigos sabem que eu venho esse horário e ficaram preocupados.”

Ataque

Imagens das câmeras de segurança da Central de Monitoramento de Campinas (CinCamp) mostram o momento em que o agressor se levanta de um dos bancos, nas últimas fileiras da igreja, vira-se em direção às pessoas e começa a atirar. Em seguida, dois agentes da Guarda Municipal entram na igreja e perseguem o atirador. As imagens não mostram o que ocorreu depois do ataque.

 

Da Agência Brasil

 

PCC planeja matar promotor e coordenador dos presídios

Bilhete em código, apreendido com mulheres de presos, foi decifrado pela inteligência e mostra que facção mobilizou pistoleiros

O Primeiro Comando da capital (PCC) prepara uma série de atentados contra autoridades em São Paulo, caso a Justiça determine a transferência da cúpula da facção para o sistema prisional federal. Carta apreendida ontem pela polícia indica que os alvos seriam o promotor Lincoln Gakiya e o coordenador dos presídios na região oeste do Estado, Roberto Medina.

O documento estava com Maria Elaine de Oliveira e Alessandra Cristina Vieira, mulheres de presos da Penitenciária 2 (P2) de Presidente Venceslau, onde cumprem penas os chefes da facção criminosa, entre eles Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. A polícia o encontrou na bolsa de Maria Elaine, guardada no carro dirigido por Alessandra.

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O líder do PCC, Marcola
Foto: Jorge Santos/Oeste Notícias / Estadão Conteúdo

De acordo com a inteligência da polícia, nele havia a transcrição de dois “salves”, comunicados da facção com ordens ou pronunciamentos de sua cúpula e a resposta dos subordinados. No primeiro, os bandidos afirmam à cúpula que estão com o levantamento completo do primeiro alvo, chamado pelos bandidos de “frango”. “Dá pra fazer ele a hora que quiser. Nóis (sic) já tem o carro e o orário (sic) tudo dele.” O alvo seria Medina, que, como coordenador dos presídios da região oeste, tem sob suas ordens a P2.

A comunicação continua afirmando que o outro “frango”, o “japonês” (o promotor Lincoln Gakiya, responsável por investigar a atuação da cúpula da facção) “é um pouco mais complicado”. O problema aqui seria a rota de fuga depois do ataque. “A cidade dele é bem maior”, diz o documento, que estava criptografado e foi decodificado pelos agentes.

O segundo “salve” codificado mostra que a missão de matar as duas autoridades seria cumprida pelo setor do PCC conhecido como “sintonia restrita”, responsável por assassinatos de integrantes do sistema penitenciário federal em 2016 e 2017. Ele havia sido enviado pela cúpula da facção ao grupo. “Essa missão é de extrema, pois se o amigo aqui for para a federal, essa situação tem que ser colocada no chão de qualquer forma”, diz o “salve”.

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Carta apreendida com visitante da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, em São Paulo, escrita em código
Foto: Reprodução / Estadão Conteúdo

O documento prossegue mostrando a importância que a cúpula dá para a missão. “Os amigos querem informações toda semana para saber se vocês estão chegando com a sintonia com lealdade já demonstrada em outras situações importantes da família. Infelizmente a carona não deu certo. Existe (sic) traidores no meio de nois (sic) mas esses na melhor hora vão ter a resposta à altura”.

Pedido

Na semana passada, o Ministério Público Estadual (MPE) apresentou um pedido assinado por uma dezena de promotores em que se solicitava à Justiça a transferência de Marcola e outros 13 integrantes da cúpula da facção. O Judiciário ainda não decidiu o que fazer. Em novembro, a Justiça havia determinado a ida de seis presos da chamada Sintonia de Outros Estados e Países para o sistema federal, em razão da participação deles nos crimes descobertos durante a Operação Echelon, como a execução de dezenas de rivais em outros Estados e o tráfico de drogas.

A cúpula da facção de imediato começou a planejar uma represália. Seu plano era matar o ex-secretário da Segurança Pública Antonio Ferreira Pinto. Também planejou um resgate da cúpula, por meio do ataque à P2 de Presidente Venceslau. Para tanto, mercenários foram contratados para explodir a muralha e extrair de suas celas os chefes da facção, que seriam transportados para o exterior em aviões. Desde que os dois planos foram descobertos, Ferreira foi posto sob segurança e quase uma centena de homens do Comando de Operações Especiais (COE), armados com metralhadoras, e das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), blindados e helicópteros foram levados para Presidente Venceslau a fim de proteger o perímetro.

A inteligência desconfia que a descoberta desses planos é o que explica a referencia à “carona” feita em um dos “salves” apreendidos. Com as duas havia ainda bilhetes com anotações sobre o “bob geral dos pavilhões”. Segundo a polícia, trata-se de contabilidade de venda de maconha (bob) nos presídios. Ao lado de indicações sobre quilos, havia anotações sobre valores das vendas de até R$ 7,5 mil.

Visita

Com base nos documentos, a Seccional de Presidente Venceslau prendeu em flagrante as duas sob as acusações de colaboração com tráfico e organização criminosa. Uma das mulheres estava registrada como visita na P2 de um detentos que divide a cela com Marcola, o que seria outro indício de que o líder do PCC estaria por trás dos planos de atentados contra as autoridades.

 
Marcelo Godoy
Estadão

Palocci deve prestar depoimento em SP no processo da Operação Zelotes

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(Foto Arquivo)

A Justiça Federal do Distrito Federal confirmou para hoje (6) o depoimento do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Ele é testemunha de acusação no processo da Operação Zelotes, no qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é réu por corrupção passiva. Há também a previsão de depoimento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como testemunha de defesa.

Os depoimentos serão tomados na Justiça Federal de São Paulo. O juiz Vallisney de Souza Oliveira, que conduz a ação penal na 10ª Vara Federal, indicou que Palocci prestará depoimento por videoconferência como testemunha de acusação de Lula.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi indicado como testemunha de defesa do lobista Mauro Marcondes, que é réu no mesmo processo. Não há informações sobre seu comparecimento. .

Há dois dias, a Justiça Federal aceitou o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ele ser dispensado de comparecer pessoalmente à audiência.

Depoimentos

Também estão previstos os depoimentos de João Bastista Gruginski, apontado como operador, durante as investigações da Operação Zelotes.

O ex-ministro Palocci prestará depoimento por videoconferência, enquanto Gruginski será ouvido presencialmente. Também serão ouvidas nesta quinta-feira as testemunhas de defesa Aloisio Masson, César Augusto Rabello Borges e Miguel João Jorge Filho.

Amanhã (7) estão previstos os depoimentos das seguintes testemunha de defesa Luiz Antonio Rodrigues Elias, Ivo da Motta Azevedo Corrêa, Nelson Machado, Marcos Augustos Hernandes Vilarinho e Eduardo Garcia Ruiz. Todos serão ouvidos em São Paulo.

De acordo com a assessoria, o juiz Vallisney de Souza Oliveira estará de férias durante os depoimentos, e a condução das audiências ficará a cargo do juiz federal substituto Ricardo Augusto Soares Leite.

Zelotes

A Operação Zelotes foi deflagrada em 2015 pela Polícia Federal para investigar a venda de medidas provisórias e supostas irregularidades em julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Federais (Carf), vinculado ao Ministério da Fazenda.

Segundo as investigações, houve intensa negociação envolvendo empresas e conselheiros do Carf, no esforço de reduzir e até anular multas.

Da Agência Brasil Brasília

PCC planeja assassinar ex-secretário do governo de SP

Polícia descobriu o plano após interceptar mensagens trocadas pela cúpula da facção

SÃO PAULO - A cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) planeja assassinar o ex-secretário da segurança Pública Antonio Ferreira Pinto para ameaçar o governo de São Paulo, com o objetivo de impedir a transferência de líderes da facção criminosa de penitenciárias estaduais para o sistema prisional federal.

O plano para matar o ex-secretário foi descoberto há cerca de 20 dias quando comunicações entre integrantes da organização foram detectadas pela Polícia Militar. Desde então, Ferreira Pinto está sob proteção policial. Procurador de Justiça, ele havia dirigido a secretaria entre 2009 e 2012 – antes foi secretário da Administração Penitenciária de 2006 a 2009.

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O ex-secretário de Segurança Pública de SP, Antonio Ferreira Pinto, acompanhado de policiais militares
Foto: Nilton Fukuda / Estadão Conteúdo

A Segurança Pública não revelou quantos homens estão fazendo a proteção do secretário. Também não informou se outras autoridades estão sob a mira da facção. A escolha de Ferreira Pinto como alvo é simbólica.

Foi ele quem decidiu pela primeira vez enviar ao sistema prisional federal líderes da facção envolvidos em assassinatos de agentes públicos em São Paulo.

Para lá foram Roberto Soriano, o Tiriça, e Francisco Antônio Cesário da Silva, o Piauí. Em 2016, foi a vez de o Estado mandar para o sistema federal outro líder do grupo: Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka, sob a acusação de ele ter ordenado a rebelião no Centro de Detenção de São José dos Campos.

Na semana passada, parte do segundo escalão do PCC teve a transferência a prisões federais deferida pela Justiça com base em dados da Operação Echelon, em que o Ministério Público Estadual investigou a atuação da chamada Sintonia dos Estados e outros países, setor responsável pelo controle da facção fora de São Paulo. O grupo era acusado de ordenar dezenas de homicídios de bandidos rivais e atentados contra agentes penitenciários federais.
Outro pedido de transferência da cúpula da facção está sendo preparado pelo Ministério público Estadual, que quer mandar o líder máximo do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, para o sistema federal. Nas unidades mantidas pela União, de segurança máxima, estão os chefes das demais facções do País – a única exceção é Marcola. A decisão de mandá-lo ao sistema federal enfrenta resistência dentro do governo do Estado. A atual gestão da Segurança Pública acredita poder controlar melhor a facção se a cúpula do PCC continuar no sistema prisional paulista.

Planos

O atentado contra Ferreira Pinto não é o primeiro plano terrorista que estava sendo preparado pela facção e foi descoberto pela polícia este ano. Antes do 1º turno das eleições, a Polícia Federal havia interceptado comunicações da cúpula do PCC. As gravações mostravam que os bandidos planejavam ações contra autoridades, órgãos públicos e integrantes do sistema penitenciário federal. O motivo era a suspensão de visitas íntimas de membros das organizações criminosas detidos nas penitenciárias federais.

Depois, no início de outubro, nova ameaça foi descoberta: o plano de resgate de parte da cúpula da facção, detida na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, na região oeste de São Paulo. É lá que está presa a cúpula do PCC. Temendo endurecimento no tratamento após a posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, os bandidos teriam contratado mercenários para atacar a prisão e retirar Marcola de lá. O grupo usaria um avião para levar o bandido ao exterior, provavelmente a Bolívia.

Para impedir isso a Segurança Pública fechou a pista do aeroporto de Presidente Venceslau e enviou à cidade homens das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e do Comando de Operações Especiais (COE). Especialistas em salvamento em selvas e em luta antiguerrilha, homens do COE levaram metralhadoras MAG, de calibre 7,62 mm, para proteger o perímetro da prisão, além de blindados da tropa de choque. No começo do mês, a Rota detectou o sobrevoo de um drone na área e o perseguiu. A prisão continua cercada pela tropa de choque.

 
Marcelo Godoy
Estadão Conteúdo

TJ-SP determina realização de novo júri sobre Massacre do Carandiru

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A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve hoje (27), em novo julgamento de embargos infringentes do caso do Massacre do Carandiru, a determinação de que os policiais militares condenados sejam submetidos a um novo júri popular.

Por por 4 votos a 1, a maioria dos desembargadores entendeu que o caso deve ser novamente analisado pelo Tribunal do Júri, em respeito à soberania do júri, prevista na Constituição Federal. No julgamento da apelação deste caso, ocorrido em 2016, a 4ª Câmara decidiu, por unanimidade, anular os júris por entender que as decisões dos jurados foram manifestamente contrárias às provas dos autos.

Conforme o TJ-SP, os embargados infringentes do julgamento de hoje discutiram se os réus deveriam ser submetidos a novo julgamento ou se haveria a extensão da absolvição de três réus – ocorrida em primeiro grau – aos demais policiais acusados, ponto que causou divergência na ocasião do julgamento da apelação. Embargados infringentes são um tipo de recurso cabível quando a decisão não é unânime.

Participaram do julgamento os desembargadores Luis Soares de Mello Neto (relator), Euvaldo Chaib Filho, Camilo Léllis dos Santos Almeida e Edison Aparecido Brandão acompanharam o voto do relator para realização de novo júri, além de Ivan Ricardo Garisio Sartori, que votou pela extensão da absolvição sem realização de novo julgamento.

Julgamentos

Após o julgamento da apelação, em setembro de 2016, a 4ª Câmara Criminal também já havia julgado outros dois recursos sobre o caso Carandiru: Embargados de Declaração (novembro de 2016) e os Embargos Infringentes (abril de 2017). No entanto, o Ministério Público (MP) entrou com outro recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob o argumento de que, no julgamento dos Embargados de Declaração, o TJ-SP teria deixado de se pronunciar sobre aspectos apresentados no recurso.

Em abril deste ano, o STJ acolheu o pedido do MP e determinou que o tribunal paulista realizasse novo julgamento dos embargos. Os Embargos de Declaração foram então novamente analisados em maio, sendo rejeitados, e hoje foi refeito o julgamento dos embargos infringentes.

 

 

Da  Agência Brasil  São Paulo

Brasil e Argentina fazem operação de combate à pedofilia

Desde cedo policiais civis cumprem mandados em 18 estados e no DF

A terceira fase da Operação Luz na Infância foi deflagrada na manhã desta quinta-feira pelo Ministério da Segurança Pública. Policiais civis de 18 estados e do Distrito Federal (DF) estão desde as primeiras horas da manhã cumprindo 69 mandados de busca e apreensão

Nota divulgada pelo ministério diz que a operação dá “continuidade aos trabalhos de identificação de crimes relacionados ao abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados no meio cibernético”.

Também participa da operação o Corpo de Investigações Judiciais (CIJ) do Ministério Público Fiscal da Cidade Autônoma de Buenos Aires, na Argentina. O CIJ cumpre simultaneamente no pais vizinho 41 mandados de busca.

“Os alvos internacionais foram identificados após atuação conjunta entre a Diretoria de Inteligência da Senasp e autoridades policiais da Argentina. As ações simultâneas realizadas no Brasil e na Argentina mobilizam um efetivo aproximado de mil policiais”, diz a nota.

Todas as ações no Brasil estão sendo coordenadas entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e as Polícias Civis dos estados e do DF.

Luz na Infância

A Operação Luz na Infância teve início em outubro de 2017, quando foram cumpridos 157 mandados e presos 112 abusadores. Na segunda edição, ocorrida em maio de 2018, houve cumprimento de 579 mandados de busca, resultando na prisão de 251 pessoas.

 

Da Agência Brasil Brasília

Transferência de Marcola e outros chefes do PCC divide Segurança em SP

Integrantes da PM e da Promotoria querem ida a presídios federais; secretários resistem

SÃO PAULO A possível transferência de integrantes do PCC de uma penitenciária estadual do interior de São Paulo para presídios federais, devido à descoberta de um plano de resgate de chefões da facção criminosa, provocou uma divisão entre as forças de combate ao crime organizado.

Há uma tensão entre grupos que defendem remanejar os presos para fora do estado e os que são contra essa medida por temerem represálias do crime, já que no topo desta lista estaria Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e considerado principal chefe da facção.fff-ma-15193937405a901Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, conversa com detentos dada facção em Presidente Venceslau, interior de SP Reprodução/

O estudo para a remoção de 15 presos da chefia do PCC começou a ser feito no mês passado, quando equipes de inteligência do governo Márcio França (PSB) detectaram um possível plano de resgate de Marcola e de outros comparsas dele, todos confinados na penitenciária 2 de Presidente Venceslau.

O secretário da Administração Penitenciária, Lourival Gomes, que sempre se manifestou contrário à transferência dos chefões do PCC para presídios federais, concordou inicialmente em pedir à Justiça essa remoção, segundo a Folha apurou. Em seguida, porém, acabou demovido dessa intenção.

O recuo, que teria aval do secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, contrariou integrantes do Ministério Público e da Polícia Militar, que defendem a transferência imediata dos presos em razão do grande esforço e recursos empregados pela PM para evitar as tentativas de resgate.

Eles argumentam que São Paulo não pode ficar refém de um criminoso como Marcola e que demonstrações de medo levaram ao crescimento do crime organizado.

O plano de resgate detectado no mês passado seria apenas um de uma série já descoberta pelos serviços de inteligência do governo paulista anteriormente.

O grupo que defende a transferência diz que ela se tornou premente porque há possibilidade real de uma ação criminosa para resgate de presos, tanto que, afirmam, foi enviado pelo governo paulista um efetivo jamais visto em Presidente Venceslau, incluindo quase todo o efetivo da Rota e do COE (operações especiais), além do uso de armas de guerra emprestadas pelo Exército.

Um indicativo de que o plano não teria sido abortado pelos criminosos seria a presença de drones flagrados sobrevoando a região do presídio, além de disparos de arma com rastro de fogo, chamados de traçantes, característicos de tiros de fuzil.

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Policiais militares de SP recebem treinamento do Exército para utilização de metralhadoras calibre .50 – Reprodução

Os defensores da transferência de Marcola argumentam ainda que, além de ser custoso para os cofres do estado manter um efetivo tão grande no interior, também há risco de desmoralização das forças de segurança caso o plano dos criminosos, mesmo com tal aparato, dê certo.

Marcola está preso em São Paulo há quase 20 anos e continua cumprindo uma pena superior a 300 anos, por uma série de roubos, além de crimes ligados ao comando do PCC.

Integrantes do grupo que são contrários à transferência defendem que mandar os criminosos do PCC para presídios federais demonstraria uma fragilidade de São Paulo e dificuldades de resolver um problema com origem nos próprios presídios paulistas.

Esse grupo também vê risco de essa transferência desencadear outra megarrebelião, como a ocorrida no início dos anos 2000, e ataques às forças de segurança, como em 2006. Seria uma decisão complicada e, assim, melhor deixá-la para ser resolvida por João Doria (PSDB), governador recém-eleito, no início de 2019.

Na semana passada, o governador Márcio França (PSB) disse à Folha que não havia falado sobre transferência de Marcola com os secretários da Segurança e da Administração Penitenciária, mas que o faria.

Na tarde desta terça (6), França se reuniu com os dois, mas o teor do assunto não foi divulgado. Segundo a Folha apurou, eles teriam decidido não pedir a transferência por enquanto.

Também nesta terça, o deputado federal e senador eleito Major Olímpio (PSL) encaminhou ofício ao procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Poggio Smanio, para que ele peça as transferências do chefes do PCC. “Para que haja desarticulação da ação idealizada, enfraquecimento do crime organizado e preservação de vidas.”

Também foi o parlamentar que enviou ao governador e aos comandos do Exército e Aeronáutica detalhes do suposto plano de resgate de chefões do PCC, que inclui até um exército de mercenários.

“Desafio o secretário a mostrar de onde tirou informações de que há possibilidade de retaliação por parte dos presos. O estado não pode se prostrar diante de um criminoso”, disse Olímpio à Folha.

No país existem cinco prisões federais espalhadas pelo país (Porto Velho/RO, Mossoró/RN, Campo Grande/MS, Catanduvas/PR e Brasília/DF), que foram projetadas para evitar fugas, incluindo obstáculos para inibir tentativas de resgates.

Um diferencial das unidades federais é haver um maior isolamento dos presos, com celas individuais, restrição de visita íntimas (em algumas unidades) assim como proibição a TVs, jornais e revistas. O acesso a familiares e advogados é monitorado.

Em São Paulo, o sistema parecido é o do RDD (regime disciplinar diferenciado).

Para envio de um preso ao sistema, um decreto federal estipula alguns requisitos, como pertencer a organização criminosa e quando houver risco, como é o caso dos presos do PCC em São Paulo. A determinação é feita por juiz estadual, que solicita vaga ao governo federal.

ARMAS DE GUERRA

Em meio à ameaça de resgate de chefes do PCC, equipes da Rota, tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, estão recebendo treinamento desde a semana passada para o uso de armamento de guerra em operação no interior do estado.

Dois tipos de armas são utilizadas nos treinos: metralhadoras calibre .50, que são capazes de derrubar aeronaves, e metralhadoras MAG 7.62, também de grande poder de destruição por funcionar em modo rajada de disparos.

O treinamento da tropa está sendo ministrado por homens do Exército, por determinação do Comando Militar Sudeste, que também cedeu o armamento para ser empregado na operação em Presidente Venceslau, conforme solicitada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Procurado pela Folha, o secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, disse não poder dar detalhes da utilização do armamento por fazer parte de informações estratégicas de segurança.

As metralhadoras já estão sendo empregadas no interior paulista desde o final de semana. O número exato dessas armas também não foi informado pelo Exército e nem pela PM, mas estima-se que sejam cerca de dez.

O uso desse tipo de armamento é importante na operação realizada no interior porque, segundo o plano descoberto pelo governo, a facção criminosa teria contratado um grupo de mercenários internacionais para resgatar a cúpula presa em Presidente Venceslau. Para a ação estaria previsto o uso de dois helicópteros de guerra.

Embora descoberto, o plano ainda não teria sido abortado pelos criminosos. O principal alvo do resgate seria Marcola. No entanto, a quantidade de presos que poderiam ser resgatados é imprevisível.

A Penitenciária 2 de Venceslau tem capacidade para 1.280 detentos, mas, segundo dados da Secretaria da Administração Penitenciária, tem atualmente 804.

Tanto a metralhadora calibre .50 quanto a MAG calibre 7.62 são armas de uso restrito às Forças Armadas para utilização em guerras. A PM paulista não possui esse armamento e nem autorização para comprá-lo.

GARANTIA DA SEGURANÇA

Na semana passada, a Secretaria da Segurança Pública confirmou a solicitação de apoio às tropas da PM empregadas em Presidente Venceslau. “As medidas têm como objetivo garantir a segurança dos presos que estão em unidades prisionais, agentes públicos, assim como da população da região.”

“Salienta ainda que conta com o apoio e suporte logístico do Exército Brasileiro, sem envolvimento de efetivo. Por questões de estratégia e segurança mais detalhes não serão passados”, disse em nota.

No início do mês, ao ser procurado pela Folha, o governo paulista disse que as operações eram de rotina para treinamento de pessoal da região do estado.

O pedido de ajuda do governo paulista para combate ao PCC é incomum, ao contrário do que acontece no Rio de Janeiro. Nem mesmo em 2006, quando as forças de segurança paulistas foram atacadas pela facção, o governo paulista aceitou ajuda federal. Disse considerá-la desnecessária porque as polícias do estado seriam capazes de enfrentar o problema.

Agora, segundo o governador Márcio França (PSB), a ajuda é bem-vinda. “Sou a favor de toda e qualquer ajuda federal”, disse à reportagem na semana passada. “O Exército Brasileiro tem como função subsidiária auxiliar os estados na segurança pública. Acho bom isso, sempre nos apoiam. Temos ótimo relacionamento.”

AEROPORTO FECHADO

A possibilidade desse resgate de presos levou a Justiça de Presidente Venceslau a interditar, desde o início do mês passado, o aeroporto da cidade. “Há enorme preocupação com o aeroporto municipal, pois [fica]muito próximo ao estabelecimento prisional, permitindo logística para atuação de referida organização criminosa”, diz despacho do juiz. “A medida se mostra absolutamente necessária, pois evitará problemática maior.”

A interdição, que deveria ter terminado no final do mês, foi prorrogada por mais 10 dias.

As medidas de fechamento do aeroporto e envio de maior efetivo ao oeste do estado foram tomadas após os setores de inteligência da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) detectarem as intenções de fuga dos criminosos.

A secretaria também descobriu que os detentos planejam uma rebelião no presídio para que, ao mesmo tempo, criminosos do lado de fora tentem romper os muros da penitenciária.

Criminosos pretendem ainda usar metralhadoras .50 para impedir os policiais de sair dos quartéis e os helicópteros da PM de levantarem voo, como já teria ocorrido em Araraquara e Bauru em outras ações do tipo.

Eles usariam explosivos para destruir as torres de vigilância dos presídios. Também queimariam veículos para impedir o acesso nesses locais, outra tática comum.

Em junho deste ano os setores de inteligência da PM e da SAP já tinham detectado um outro plano de resgate de integrantes do PCC na mesma unidade prisional —atribuído ao preso Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden, um dos chefes da facção e também preso em Venceslau.

Naquele plano a ideia dos criminosos era usar um caminhão guincho, grande e pesado, preparado com chapas de aço. A proteção serviria para resistir a tiros da polícia e, ao mesmo tempo, ajudar a derrubar os muros da prisão. O veículo teria janelas para tiros contra as forças de segurança.

Em 2014, o governo paulista detectou outro suposto esquema para o resgate de Marcola e mais três comparsas. Os criminosos planejavam utilizar dois helicópteros blindados, camuflados com as cores das aeronaves da Polícia Militar, para pousar no presídio e tirá-los de lá com o uso de uma cesta de resgate.

 

 Rogério Pagnan
Da Folha de São Paulo

PF faz operação para coibir fraudes em saques do PIS em SP

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Agentes cumpriram 13 mandados de busca e apreensão

A Polícia Federal fez na manhã de hoje (25) duas operações simultâneas para desarticular grupos que fraudavam saques do abono salarial do PIS (Programa de Integração Social), sem o conhecimento do titular do crédito. Agentes da PF cumpriram 13 mandados de busca e apreensão na capital, Embu das Artes e Taboão da Serra.

Os criminosos conseguiam informações dos beneficiários do abono salarial do PIS e, com o uso de documentos falsos faziam saques nas agências bancárias. Parte da busca e apreensão de hoje é desdobramento da Operação Golpes Master, ocorrida em agosto a partir da prisão de um dos integrantes do grupo em Guaratinguetá. O material apreendido apontou outros fraudadores e mais de 100 vítimas do grupo.

Outros cinco mandados de busca e apreensão surgiram após uma tentativa de saque fraudulento em Aparecida. As informações repassadas pela Caixa identificaram participantes do golpe, além de vítimas.

Os agentes encontraram, nas duas operações, quase 150 saques fraudulentos do abono do PIS. A investigação agora fará análise do material apreendido para verificar a ligação entre o grupo preso em agosto e os integrantes da operação desta manhã.

O PIS é um programa do governo federal voltado para o financiamento do pagamento do seguro-desemprego, abono salarial e participação na receita dos órgãos e entidades. O abono salarial é pago anualmente, no valor máximo de um salário mínimo, para pessoas cadastradas há mais de cinco anos e remuneração média no ano anterior até dois salários mínimos.

 
Da Agência Brasil São Paulo

Polícia Federal investiga crimes eleitorais em SP, MG, PE e RS

Tendo por base acompanhamentos feitos nas redes sociais, a Polícia Federal deflagrou hoje (24) a Operação Olhos de Lince, com o objetivo de coibir crimes relacionados às eleições. Entre os crimes apurados estão os de violação do sigilo do voto e de incitação a homicídio.

Ao todo, nove ações estão sendo cumpridas de forma simultânea: quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de São Paulo e Sorocaba/SP; em Uberlândia (MG) e em Caxias do Sul (RS).

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Operação da Polícia Federal é feita em quatro estados e envolve combate a crimes eleitorais (Imagem de Arquivo/Agência Brasil)

Também foram expedidos cinco Termos Circunstanciados de Ocorrência (registros de infração de menor potencial ofensivo), com a intimação de investigados em Juiz de Fora (MG), Varginha (MG), Recife (PE) e Caxias do Sul (RS).

“Para a identificação dos investigados foram utilizadas técnicas de reconhecimento facial, que, por meio de critérios científicos, permitem a realização de análises e comparações das características faciais, tais como cicatrizes, manchas e proporções, possibilitando a identificação de forma técnica e precisa dos suspeitos”, informou, por meio de nota, a PF.

Tais ações, implementadas no âmbito do Centro Integrado de Comando e Controle Eleitoral, decorrem do trabalho de acompanhamento, via redes sociais, com o objetivo de identificar e evitar possíveis crimes eleitorais e ameaças aos candidatos que concorrem ao pleito de 2018.

 

 

Da Agência Brasil Brasília