GCM prende acusado de furto a uma residência no bairro do Gramado em Cotia

Da Redação

Um homem foi preso, na manhã desta quinta-feira (18/10), no bairro do Gramado em Cotia, pela Guarda Civil Municipal, suspeito de integrar um grupo que invadiu uma residência na avenida Doutor Altair Martins. Dois de seus comparsas conseguiram fugir se embrenhando pela mata sentido Rodoanel Mário Covas.

O crime foi percebido pelos próprios moradores da casa que chegavam na residência no momento em que um dos criminosos vigiava na parte externa, enquanto seus comparsas já estavam no interior do imóvel. O carro do ‘vigia’ estava estacionado do outro lado da rua, em frente à casa invadida. Os moradores estranharam o nervosismo do homem e a sua tentativa súbita de entrar no carro e o abordaram, impedindo que ele saísse do local.

Os comparsas do suspeito, que estavam no interior da casa, perceberam a movimentação na rua e saíram correndo pela mata, sem levar nada da residência.

O GCM Tadeu Santos passava pelo local, à paisana, e acionou a Central de Comunicação da GCM. Em poucos minutos uma guarnição chegou ao endereço e conduziu o suspeito ao 2º Distrito Policial de Cotia. No local, o delegado Marcos Alexandre Cattane determinou que ele fosse recolhido à cadeia pública. O suspeito vai responder por furto qualificado. Participaram da ocorrência os GC’s Meirelles e Lucas, além do comandante José Roberto, que prestou apoio.

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GC’s que conduziram a ocorrência, Meirelles e Lucas (Foto: Divulgação GCM)

MP denuncia três pessoas por assassinato de policial em Paraisópoli

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O Ministério Público de São Paulo (MP) ofereceu hoje (8) denúncia contra três acusados de participar do assassinato da policial militar Juliane Duarte em agosto. Ela estava na comunidade de Paraisópolis, zona sul paulistana, em um bar com amigos quando foi sequestrada, torturada e morta.

Segundo os relatos das testemunhas que compõem o processo, Juliane estava em um bar se divertindo com amigos quando foi reconhecida como policial. Na denúncia, há três versões sobre esse reconhecimento. Em todas elas, a suspeita com relação à profissão de Juliane surgiu após frequentadores do estabelecimento perceberem que ela estava armada. A situação envolve ainda o furto do celular de um dos amigos de Juliane, que teria causado uma confusão e atraído atenção de membros do crime organizado.

A primeira versão diz que o cabo da pistola foi notado enquanto ela dançava. Em outra, ela teria mostrado ostensivamente a arma para exigir a devolução do telefone furtado. Há ainda testemunhas que dizem que um grupo ligado ao PCC foi ao bar e revistou os presentes em busca do aparelho roubado, durante esse processo teriam revelado a arma da policial.

Sequestro e tortura
Cerca de 40 minutos após a confusão envolvendo o celular, quatro pessoas foram ao bar em busca da Juliane. Entre eles estavam, segundo o MP, Felipe da Silva, conhecido como Tirulipa, e Elaine Figueiredo, apelidada de Neguinha. Junto com duas outras pessoas não identificadas, eles avançaram sobre a policial e a balearam na virilha com a própria arma. Depois do ataque, eles encontraram a identificação funcional de Juliane.

O grupo arrasta a moça para um veículo, mas, antes mandam o dono do bar lavar o local e fechar o estabelecimento. O sequestro aconteceu na noite de 1º de agosto. No dia seguinte, a moto de Juliane foi encontrada no bairro de Pinheiros, na zona oeste paulistana. O corpo da moça foi encontrado na noite do dia 6 no porta-malas de um carro no bairro Campo Grande, zona sul da cidade.

Ordens do tráfico
O laudo necroscópico indicou, de acordo com o MP, que Juliane foi espancada antes de ser executada com um tiro à queima-roupa na cabeça. Ela teria ficado cerca de três dias em poder dos criminosos. As investigações ainda não conseguiram identificar os autores da tortura e da execução. No entanto, a apuração descobriu que os atos foram praticados sob as ordens Everaldo Felix, o Sem Fronteira, apontado como gerente do tráfico de drogas em Paraisópolis.

A partir da quebra de sigilo de três telefones celulares encontrados com o acusado foram achadas mensagens em que ele ordena a morte da policial. A maior parte das mensagens foram trocadas com pessoas ainda não identificadas. Entretanto, há registros de conversas entre Sem Fronteira e Elaine Figueiredo.

Pela participação no crime, Everaldo, Elaine e Felipe são acusados de homicídio qualificado, associação criminosa e tortura. Todos estão presos preventivamente.

 

Da Agência Brasil São Paulo

Secretário admite que pode fechar o ano sem elucidar caso Marielle

“Crime foi elaborado com cuidado para evitar investigação”

Carioca, o general Richard Nunes está desde fevereiro à frente da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. Nesta entrevista, ele revela que vive 24 horas e sete dias por semana os problemas da segurança do estado. Durante pouco mais de uma hora, o general conversou com a equipe de reportagem da Agência Brasil e não descartou a possibilidade de concluir o ano sem a elucidação do duplo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes. “Eu sempre falei com essa cautela. Eu nunca fiquei dizendo negócio de data. Existe a possibilidade de fechar? Existe. E existe a possibilidade de a gente ter um pouco mais de dificuldade e levar um pouco mais de tempo.”

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O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, general Richard Nunes – Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil

Marielle Franco e Anderson foram assassinados a tiros, em 14 de março deste ano, após um evento político no centro do Rio de Janeiro. O crime causou comoção internacional. O papa Francisco se manifestou sobre o episódio ao apelar por providências. Mais de uma vez, houve a discussão da transferência do comando das investigações, sob tutela da Polícia Civil do Rio, para a Polícia Federal.

Richard Nunes, entretanto, se demonstra prudência na solução do duplo assassinato, esbanja firmeza ao falar do legado que deixará em 31 de dezembro, quando termina a intervenção federal no Rio. O principal é a retomada do orgulho e da credibilidade das polícias Civil e Militar. E também o fortalecimento das corporações, com a efetivação de novos policiais como oficiais de cartório, praças, papiloscopista e um concurso para delegados.

O chefe da Segurança no estado disse também que está tudo pronto para as eleições de outubro. Haverá um gabinete de crise, nos moldes do implementado durante a paralisação dos caminhoneiros, em maio, mas desta vez, sem crise. Serão empregados 20 mil militares. No Rio, muitos candidatos são investigados por associação com traficantes e milicianos.

O general está otimista quanto aos números do Instituto de Segurança Pública (ISP) em relação a este mês de setembro. Segundo ele, as prévias mostram “que todos os índices devem baixar”, inclusive os de homicídios por confrontos no estado, que em agosto, subiram mais de 150%.

Homicídios em confronto com policiais

“Foi o único índice que destoou. Estamos fazendo duas grandes manobras. E é um paradigma daquilo que a gente vinha tolerando. O estado estava quebrado. Não tinha recursos. O policiamento caiu muito, e o criminoso é um ser adaptável ao ambiente. Agora vamos atuar em cima das manchas criminais e aí nós estamos nos defrontando com aqueles criminosos que estavam tendo uma certa liberdade. E eles têm sido resistentes a se adaptar a um novo cenário. O suporte logístico da atividade criminosa foi muito afetado. Na realidade, a gente quebrou a autonomia dessas facções. Em nenhum momento nós temos política de enfrentamento”.

Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs)

“É preciso redesenhar o patrulhamento. E isso tem dado problema. Vamos falar o português claro: a gente fingia que tinha polícia e a sociedade acreditava. Certas UPPs nossas não passam de uma coletânea de bases. O policial tem de tomar conta daquela instalação e é incapaz de patrulhar aquela área. No momento em que a gente transforma a UPP em companhia de batalhão, passa a ter patrulhamento. Passa a dar mobilidade. E aquelas UPPs de áreas restritas em que é possível manter, nós vamos manter. A Providência vai continuar. Santa Marta vai continuar. A Rocinha a gente está estudando, mas é difícil imaginar que a gente possa ter uma UPP numa área tão grande. A solução definitiva para a Rocinha ainda não está definida. Na Cidade de Deus e Vila Kennedy, também não dá. É complicado”.

Delegacias de polícia

“Isso está sendo resolvido agora com o Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social (Fised)). É aquele fundo de 5% dos royalties do petróleo. Ele só vai sair pelo esforço da intervenção. Até para reunir o conselho foi uma luta. A primeira parcela, de R$ 92 milhões, já está em execução. A segunda parcela, de R$ 103 milhões, nós vamos bater o martelo no dia 3 de outubro. A terceira parcela depende da arrecadação até o final do ano, só vai entrar praticamente em janeiro. Se considerarmos uns R$ 300 milhões de royalties, para a segurança pública são uns R$ 225 milhões. É bastante dinheiro. Este ano a gente está amortizando muito coisa. Quem entrar no próximo ano já vai pegar uma situação muito mais estabilizada”.

Combate à criminalidade

“Aquela prisão em Japeri foi um divisor de águas. Nós identificamos um prefeito ligado ao narcotráfico, o presidente da Câmara de Vereadores e mais um vereador. Essa quadrilha foi toda presa. Prender um prefeito, com toda sua estrutura de mando, sinaliza para o estado que os ventos estão mudando”.

Legado da intervenção

“O principal é um exercício eficaz de liderança. Hoje, estive numa cerimônia no Batalhão de Choque. O comandante do Batalhão de Choque, ao me cumprimentar, disse: ‘General eu queria te dizer uma coisa. Muitos destes aqui são pais e eles estão resgatando o orgulho e dizendo para os filhos que são policiais’. Isso é um legado que, para mim, é o mais importante de todos – a retomada da autoestima e de querer ter a credibilidade perdida”.

Esquema de segurança nas eleições

“Vamos atuar de maneira integrada à semelhança do que fizemos na greve dos caminhoneiros. Vamos instalar um gabinete de crise, não que haja uma crise. Com todos os órgãos envolvidos. Já temos o trabalho de inteligência integrada funcionando faz tempo. Temos um levantamento completo das áreas de risco. Onde nós vamos empregar as Forças Armadas. Onde a PM [Polícia Militar] vai se encarregar. Apoio da Guarda Municipal. Em que pontos a Polícia Rodoviária Federal vai ser importante. E a coalizão com o TRE [Tribunal Regional Eleitoral] já está funcionando há vários meses. O efetivo de 20 mil militares que está aqui. Do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. A gente vai para áreas onde o histórico mostra mais problemas: São Gonçalo, Baixada Fluminense”.

Transição para o novo governo

“Nós já temos um plano preparatório para a transição, assinado entre o general Braga Netto e o governador Pezão, que sinaliza secretarias e tudo o que tem de ser feito. No momento em que nós tivermos o governador eleito aí este plano, que é provisório, vai ter de ser consolidado. A parte administrativa, necessariamente, tem de ir até 30 de junho do ano que vem. Porque estamos comprando coisas e contratos estão sendo celebrados. É dinheiro federal. Não temos como passar isso para o estado, ainda mais um estado em recuperação fiscal. Um quarto do efetivo vai poder tocar. É que claro que o governador eleito vai ter a sua vontade política, mas se tiver o mínimo de bom senso nesta transição, vai pegar o nosso plano, trocar o seis por meia dúzia e botar adiante”.

Índices devem baixar

Todos os índices devem baixar, inclusive o confronto. Se continuar do jeito que está aí, a gente vai ter uma redução bastante boa em relação a agosto (deste ano) e a setembro do ano passado. O indicativo está muito bom. Aquele 150% foram uma distorção. O problema da estatística é que ela pode ser usada para qualquer coisa. O observatório da Cândido Mendes está com a lente quebrada. Eu afirmo. Eles só estão focados em uma visão e conseguem abstrair todo o mais, que é muito mais consistente. É impressionante. Estes 150% são um ponto fora da curva até porque, no ano passado, naquele momento não havia nem policiamento. Por isso que estava tudo estourando. A criminalidade atingiu níveis dramáticos porque a policia não tinha viatura, não tinha salário. O regime adicional de serviço, que a gente resgatou, é fundamental.

Homicídios em confrontos

“Foi porque a gente começou a operar com ostensividade. Agora, a coisa começa a se acomodar um pouco mais. A nossa expectativa é esta. Ninguém aqui quer o enfrentamento. Desde o início nós achamos. O enfrentamento pelo enfrentamento é uma bobagem. Às vezes, ele se produz de maneira legítima e necessária. Lógico, vamos fazer uma ação numa área, que a gente sabe, que temos dados concretos, investigação, que tem um grupo criminoso, armado e ameaçando as pessoas…nós vamos nos omitir? Determinados noticiários ficam buscando o flagrante da criminalidade. O radar deles fica ali atrás. Localizado um ato criminoso, fica uma cobrança. “ E aí? Não vão fazer nada?”. A gente não pode se pautar por isso. Se chegar lá simplesmente para dar uma resposta midiática, aí sim dá um risco colateral muito grande”.

Rio de Janeiro em 2019

“Vamos entregar [o estado]em situação muito melhor do que encontramos porque tudo que fizemos até agora, em termos estruturantes, teve uma repercussão favorável. O mais importante é que as próprias instituições se deram conta de que isso era relevante. Elas se apropriaram do plano. Isso é que é bom. Então, qualquer que seja o cenário, eu acredito que a gente fez uma ruptura de tendência importantíssima”.

Prisão dos assassinos de Marielle e Anderson

“Tenho a expectativa. Nós temos feito o máximo de esforço possível. As coisas têm caminhado. Agora estamos mais fortalecidos porque o Ministério Público [MP] se vinculou fortemente à investigação com o Gaeco [Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado]. Então, isso nos dá um ânimo muito grande. Eu conversei com o nosso procurador-geral de Justiça sobre isso e ele colocou o MP junto conosco. Eles entraram, fizeram uma avaliação da investigação e perceberam que a gente está no caminho certo. Mas qual é grande problema do caso? A deficiência estrutural que ainda temos em várias áreas, principalmente essa questão de câmeras pela cidade, são câmeras da prefeitura, isso nos atrapalhou muito, porque há crimes que estamos elucidando com muito mais facilidade porque esses sistemas estão funcionando bem. A grande dificuldade hoje é coletar e produzir as provas necessárias para que os nossos suspeitos possam ser efetivamente condenados no futuro. E não irresponsavelmente dar por concluído o inquérito com provas frágeis e, no final, isso não resultar em nada. Vai ser muito pior para a sociedade. A gente entende o clamor da sociedade. O clamor da família. Eles têm confiança de que a gente está fazendo a coisa certa. E a nossa expectativa é de elucidar. Agora, para termos sucesso pleno na investigação ainda faltam detalhes técnicos. Isso é que não é simples. A apuração está sendo custosa porque, realmente, foi um crime elaborado com cuidado para evitar a investigação. Eles conseguiram criar grande dificuldade pela maneira como praticaram esse crime”.

Eu sempre falei com essa cautela. Eu nunca fiquei dizendo negócio de data. Existe a possibilidade de fechar? Existe. E existe a possibilidade de a gente ter um pouco mais de dificuldade e levar um pouco mais de tempo. Ambas existem”.

 

Da Agência Brasil Rio de Janeiro

Homem é assassinado após assalto na saída do shopping Granja Viana

Da Redação

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Um homem foi assassinado na noite deste domingo (19) na Rua Adib Auada, na saída do shopping Granja Viana. A mulher da vítima informou à Polícia Militar que ele havia entregado o celular e a carteira, mas mesmo assim os bandidos atiraram e mataram o rapaz.

Os dois bandidos estavam em uma moto e já haviam tentado assaltar outras pessoas na região, segundo a polícia. Por volta das 19h abordaram o casal que estava dentro do carro e pediram que entregassem os celulares e carteiras.
Na hora da fuga, um deles virou e atirou no peito de Rogério Ferreira Gama, de 35 anos, que foi socorrido à UPA 24h do Atalaia, mas não resistiu ao ferimento e morreu.

A polícia não tem pistas dos bandidos e através de câmeras de segurança do shopping e comércios vizinhos na Adib Auada, vai tentar identificar os autores do crime.

 

Do G1

GCM de Osasco prende casal suspeito de tráfico de drogas

 Da Redação

Em patrulhamento pela Rua Aristides Bellini, no Pestana, os agentes da Guarda Civil Municipal da Viatura 031 cruzaram com um Ford Ka, ocupado por uma mulher, que demonstrou nervosismo com a aproximação dos GCMs.

A equipe decidiu questionar a motorista, que caiu em contradições. Por conta disso, os GCMs revistaram o veículo e fizeram buscas nas proximidades. Dentro do carro encontraram R$ 291,00 e nas proximidades 7 tabletes de produto similar a maconha, além de 51 eppendorfs de substância análoga a cocaína.

Após da revista, aproximou-se do local um indivíduo que se identificou como esposo da abordada. O casal foi conduzido ao 1° DP para averiguação e apreciação da autoridade de plantão que, após constatação do instituto de criminalística, ratificou voz de prisão para ambos. O veículo foi apreendido no 1° DP.

 

Foto:Arquivo SecontruOsasco_1530108108_[35]

 

 

 

Por Felipe Barbosa

Caminhonete capota e deixa pelo menos 6 feridos na zona sul de SP

Segundo PM, a motorista perdeu o controle do veículo; oito crianças e adolescentes eram transportados na caçamba do carro no momento do acidente

SÃO PAULO – Uma caminhonete Saveiro com dez passageiros, incluindo oito crianças, capotou nesse domingo, 12, na Vila Prel, zona sul de São Paulo. Pelo menos seis pessoas ficaram feridas no acidente.cami-1534137545006

Acidente ocorreu na avenida Carlos Caldeira Filho, na Vila Prel, zona sul de São Paulo.
Foto: Google Street View / Reprodução / Estadão Conteúdo

Segundo a Polícia Militar, a motorista perdeu o controle do veículo antes de capotar. Ela transportava oito crianças e adolescentes na caçamba. As crianças foram arremessadas para fora do carro durante acidente. A mulher sofreu ferimentos graves nas pernas e foi encaminhada ao Pronto-Socorro Boi-Mirim. Um homem que estava com ela foi socorrido para a mesma unidade de saúde, informam os Bombeiros.

Pelo menos quatro crianças e adolescentes ficaram feridos e foram levados para o Hospital do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. O estado de saúde delas é desconhecido. Não há informações sobre as outras crianças que estavam na caminhonete.

O caso foi encaminhado para a 89º DP (Portal do Morumbi), que investigará as causas do acidente.
Paulo Roberto Netto
Estadão Conteúdo

MP denuncia três pessoas pela morte de menina no interior paulista

vvvv-1528890176391A menina Vitória Gabrielly, de 12 anos, foi morta após sair de casa para andar de patins  Foto: Beto Vaz.

O Ministério Público (MP) ofereceu denúncia contra três acusados de matar a jovem Vitória Gabrielly Guimarães, de 12 anos, em Araçariguama, interior paulista. A garota desapareceu no dia 8 de junho, depois de sair para andar de patins na quadra da escola, e teve o corpo encontrado somente no dia 16.

A 1ª promotora de Justiça de São Roque, Suzana Peyrer Laino Ficker, informou, por meio de nota, que os acusados são Bruno Marcelo de Oliveira, Mayara Borges de Abrantes e Julio César Lima Ergesse, que responderão por sequestro qualificado, homicídio qualificado por motivo torpe, com meio cruel e que impossibilitou a defesa da vítima, e por ocultação de cadáver.

A denúncia será analisada pela Vara Criminal de São Roque. Os autos estão sob sigilo para preservar as provas obtidas durante o inquérito policial.

Caso a denúncia seja recebida, os três acusados podem ser levados a júri popular.

 
Da Agência Brasil São Paulo

Presidente da GE e executivo da Philips são presos em operação da PF

A Operação Ressonância investiga fraude no sistema de saúde do Rio

A Operação Ressonância, desencadeada na manhã de hoje (4), em ação conjunta envolvendo o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal, prendeu o ex-presidente da Philips Medical Systems no Brasil e atual presidente e CEO da GE para a América Latina, Daurio Speranzini Júnior. Também foi preso o executivo da Philips Frederik Knudsen, além de outras 20 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraudes em contratos e licitações para fornecimento de equipamentos médicos e hospitalares no âmbito da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro e do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into).

Desencadeada a partir de investigações e dados colhidos na Operação Fratura Exposta, que levou à prisão de Sérgio Côrtes, ex-secretário de Saúde do governo Sérgio Cabral, a operação de hoje foi um desdobramento da Operação Fratura Exposta, na qual órgãos de controle como o Conselho de Defesa Administrativa (Cade), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) identificaram um cartel de fornecedores que atuou entre os anos de 1996 e 2017 no Into.

A operação de hoje contou com a participação de cerca de 180 agentes federais, para cumprir 13 mandados de prisão preventiva; nove mandados de prisão temporária e 43 mandados de busca e apreensão em cinco estados da Federação: Rio de Janeiro, São Paulo, Paraíba, Minas Gerais e Distrito Federal. Segundo informações do Ministério Público, do total de 22 mandados de prisão, 20 foram cumpridos e apenas dois não foram levados adiante porque os envolvidos se encontram fora do país.

Os mandados foram expedidos pela 7° Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que também determinou a intimação do ex-secretário de Saúde do Rio, que, no entanto, não foi localizado em sua residência na Lagoa, zona Sul da Cidade. Côrtes foi preso em abril de 2017, mas obteve habeas corpus em fevereiro deste ano por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Na ação de hoje são investigadas 37 empresas e a possibilidade de envolvimento das mesmas em crimes de formação de cartel objetivando manipular valores e direcionar os vencedores em licitações, corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro e que, segundo o MPF, opera no estado desde 1996. A Justiça Federal também decretou o bloqueio de bens dos investigados no valor de 1,2 bilhão de reais.

Gerente da Phillips
Os agentes envolvidos na operação cumpriram ainda mandados de busca e apreensão em 44 diferentes endereços, inclusive nos prédios da Philips e da Johnson & Johnson do Brasil, realizando ainda a prisão do supervisor de vendas da Philips à época dos fatos investigados, e atual gerente de contas estratégicas da empresa, Frederik Knudsen.

O procurador da República Felipe Bogado disse que o grupo promoveu uma verdadeira apropriação privada dos serviços de saúde no estado. “O que a gente tem visto nesta operação é uma verdadeira apropriação privada dos serviços de saúde pública no estado do Rio de Janeiro, principalmente no Into e na Secretaria de Saúde. O sr. Miguel Iskin [presidente da Oscar Iskin], a partir de suas empresas, de seus funcionários e de outras 33 empresas cartelizadas inviabilizaram a competitividade nas licitações promovidas pelo Into e afastaram completamente os interesses públicos destas licitações”.

Em entrevista coletiva, os procuradores da República afirmaram que existem “robustas provas da participação” dos acusados na prática dos crimes de corrupção, fraudes a licitações e organização criminosa. Afirmaram, ainda, que os “principais executivos de fabricantes multinacionais de equipamentos médicos” atuaram no esquema “por meio de acordos que direcionava os vendedores das licitações mediante o pagamento de propina a agentes públicos.

Eles avaliam que, nos nove contratos analisados pelo MPF até agora, somente no Into os processos licitatórios fraudulentos levaram ao desvio de R$ 420 milhões. Outros R$ 47 milhões foram desviados da Secretaria Estadual de Saúde. Já o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), Márcio Pacheco, disse que o tribunal está solicitando a devolução aos cofres públicos de R$ 85 milhões.

Em nota, a Johnson & Johnson Medical Devices Brasil disse que “segue rigorosamente as leis do país e está colaborando integralmente com as investigações em andamento”. A Agência Brasil manteve contato com a GE, que informou estar ainda preparando uma resposta para a imprensa. Até o fechamento da matéria a empresa ainda não havia respondido à solicitação. Com relação à Philips Medical Systems, a Agência Brasil não conseguiu estabelecer contato.

Balanço da operação
Balanço divulgado pela Polícia Federal (PF) ao final desta manhã indicava que, até o momento, foram cumpridos 20 dos 22 mandados de prisão decretados e todos os 43 mandados de busca.

Na cidade do Rio de Janeiro foram cumpridos 12 mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão; no município de Rio Bonito (RJ) foi cumprido um mandados de busca e apreensão; e no município de Itaperuna foi cumprido um mandado de busca e apreensão.

Na capital paulista, por sua vez, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão. Na Paraíba, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no município de Cabedelo.

Em Minas Gerais, foram cumpridos 1 mandado de prisão e 1 mandado de no município de Juiz de Fora, enquanto no Distrito Federal, foram cumpridos 2 mandados de busca e apreensão.

Informa, ainda, que, nas ações de hoje, foram apreendidos documentos, mídias e pequena quantidade de moeda estrangeira.

 

Da Agência Brasil Rio de Janeiro

Polícia e MP deflagram operação contra facção criminosa em 14 estados

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram Operação Echelon, no início da manhã de hoje (14), contra as ramificações interestaduais da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). São cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em 14 Estados, além de 75 prisões preventivas de integrantes da facção.

Segundo as investigações, a cúpula do grupo mantém contato com bandidos em outros estados, atuando no tráfico de armas e drogas. Em São Paulo, a facção tem 10,9 mil integrantes, mas, no restante do país, o número de participantes cresceu seis vezes nos últimos quatro anos. Houve aumento de 3 mil membros para pouco mais de 20 mil em 2018.

Depois de São Paulo, os estados que concentram o maior número de integrantes do PCC são Paraná (2.829), Ceará (2.582) e Minas Gerais (1.432). Este último, sofreu uma série de atentados contra ônibus e ataques contra postos policiais na semana passada. A facção conta ainda com membros em outros cinco países: Bolívia, Colômbia, Guiana, Paraguai e Peru.

De acordo com as investigações, a expansão do PCC culminou na reação de gangues locais, que se aliaram ao Comando Vermelho, iniciando uma guerra que atinge principalmente os estados do Norte e do Nordeste do país.

As investigações tiveram início em junho de 2017, quando o líder máximo da facção, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, foi mantido isolado pela sexta vez no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) do presídio de Presidente Bernardes, motivo pelo qual Marcola não figura entre os procurados na operação.

 

 
Da Agência Brasil São Paulo

 

PRF apreende 500 quilos de maconha em carro na Washington Luiz

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu na noite de ontem (4), na Rodovia Washington Luiz (BR-040), na altura de Duque de Caxias, no Estado do Rio de Janeiro, meia tonelada de maconha.

A droga estava escondida em um carro acidentado abandonado na estrada, uma vez que o motorista fugiu do local antes da chegada da polícia.

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Maconha estava escondida dentro do carro abandonado na estrada Divulgação/PRF

Segundo informações da PRF, policiais da 6ª Delegacia (Petrópolis) faziam uma ronda quando viram um carro batido no canteiro.

Ao se aproximar da viatura, verificaram que não havia ninguém ferido e que o motorista havia abandonado o veículo. “Devido aos danos causados pela colisão, o automóvel estava aberto e os policiais constataram que havia centenas de tabletes de maconha no interior” diz a nota da PRF.

Levantamento encontrou mais de 500 tabletes de maconha no banco traseiro e dentro do porta-malas do veículo. No total, ainda segundo a PRF, foi contabilizada cerca de meia tonelada do entorpecente.

Após levantamento da documentação do veículo, os policiais ainda averiguaram que o carro era roubado e circulava com placas clonadas. A ocorrência foi registrada na 61ª DP (Xerém).

 
Da Agência Brasil Rio de Janeiro