Temer edita MP para socorrer santas casas e hospitais filantrópicos

O Diário Oficial da União publicou hoje (27) o texto da medida provisória (MP) 859/2018 que socorre com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) as santas casas de misericórdia e os hospitais filantrópicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Na prática, a MP complementa uma outra, a 848/18, que cria linha de crédito de R$ 4,7 bilhões para o setor. O texto está na pauta de votações da Câmara.

santa_casa (1)

Medida provisória socorre com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço santas casas de misericórdia e hospitais filantrópicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (Arquivo/Tomaz Silva/Agência Brasil)

Segundo a nova MP, as aplicações do FGTS nessa ajuda ocorrerão até o fim de 2022. O risco das operações de crédito ficará a cargo dos agentes financeiros – Caixa, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O Conselho Curador do FGTS poderá definir o percentual da taxa de risco, limitado a 3%, que ainda será acrescido à taxa de juros efetiva, que, por sua vez, não poderá ser maior que a cobrada na modalidade pró-cotista dos financiamentos habitacionais.

Histórico

A primeira MP de socorro às santas casas já havia passado pela Câmara e seguido para a apreciação dos senadores, mas como sofreu mudanças no Senado, precisou retornar à Câmara. Se aprovada, irá à sanção presidencial.

Pelo Projeto de Lei de Conversão da MP, 5% do programa anual de aplicações do FGTS serão destinados a essa linha de financiamento. Segundo dados do governo, as santas casas acumulam dívidas de R$ 21 bilhões.

 
Da Agência Brasil Brasília

Quase 300 cidades ficaram sem médicos com saída de cubanos

Maior parte dos municípios fica no Rio Grande do Sul

Pelo menos 285 cidades e 36 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) ficaram sem médicos em equipes de prevenção com a saída de profissionais cubanos. O levantamento foi realizado pelo Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A entidade acredita, entretanto, que com o novo edital lançado pelo Ministério da Saúde a reposição será rápida e não haverá grandes prejuízos à população.

No dia 14 deste mês, o governo cubano decidiu encerrar o acordo com o Brasil que viabilizava a atuação dos profissionais no Mais Médicos, celebrado por meio da Organização Panamericana de Saúde (Opas) junto ao Ministério da Saúde, depois de declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro de que alteraria as regras do programa.

Levantamento

O levantamento do Conasems abarcou a situação de 22 estados e do Distrito Federal. Não repassaram informações municípios do Amazonas, Amapá, Ceará e Espírito Santo. O estudo mapeou as cidades onde as equipes de saúde da família tinham como único médico um profissional cubano. As equipes são compostas ainda por profissionais de outras áreas da saúde como enfermeiros e dentistas.

O estado com mais municípios nessa situação é o Rio Grande do Sul, com 92 cidades. Em seguida vêm São Paulo, com 43, Paraná, com 26, Minas Gerais, com 23, e Santa Catarina, com 21. Já no caso dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, o estado com maior prejuízo foi o Amazonas, com 9 localidades cuja equipe de saúde da família ficou sem médico. Estão no topo do ranking também Pará e Mato Grosso, estados onde cinco equipes também ficarão desfalcadas.

O governo cubano determinou que os profissionais cessassem as atividades na terça-feira com vistas a se deslocar para quatro polos de retorno: Brasília, Manaus, Salvador e São Paulo. A primeira leva partiu da capital federal rumo a Havana ontem. Contudo, parte dos médicos ainda deve atuar por mais alguns dias, até a saída definitiva. A expectativa da Opas é que o processo de regresso termine no dia 12 de dezembro.

Poucos transtornos

Na avaliação do Conasems, a abertura do novo edital aponta para um processo de reposição desses profissionais sem grandes impactos negativos. O novo processo seletivo está com inscrições abertas até 7 de dezembro. Segundo o Ministério da Saúde, no terceiro dia, o sistema já havia registrado mais de 7 mil inscrições.

“Os municípios estão recebendo informações dos médicos que vão substituir. E tem secretário de saúde já validando e esses médicos já podem se apresentar para iniciar o trabalho. O tempo que vai ficar sem médico será pequeno, até porque eles só atuam na estratégia de saúde da família. É possível superar esses dias sem médico sem grandes transtornos”, avaliou Mauro Junqueira.

A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Saúde para ter acesso a informações sobre o impacto da saída dos cubanos, mas não obteve retorno.

 
Da Agência Brasil Brasília

Inscrições para o Programa Mais Médicos começam nesta quarta-feira

Vagas atenderão 2.824 municípios e 34 distritos indígenas

As inscrições do Programa Mais Médicos para preencher vagas abertas com a saída dos médicos cubanos começam a partir das 8h desta quarta-feira (21) e vai até o dia 25 deste mês. Conforme o edital publicado nessa terça-feira (20) pelo Diário Oficial da União, poderão se inscrever os médicos brasileiros com CRM Brasil ou com diploma revalidado no país.

De acordo com o Ministério da Saúde, os profissionais habilitados podem se inscrever por meio do site maismedicos.gov.br. O início das atividades está previsto para 3 de dezembro. São ofertadas 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que antes eram ocupadas por médicos da cooperação com Cuba. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição.

“O edital é a medida emergencial adotada pelo governo brasileiro para garantir a assistência em locais que contam com profissionais de Cuba, após o comunicado da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no qual o governo cubano informa que encerrou a cooperação no programa Mais Médicos”, diz nota publicada pelo ministério.

Gilberto Occhi

Durante entrevista à imprensa na segunda-feira (19), em Brasília, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, detalhou o novo edital do programa e informou que caso as vagas disponíveis não sejam preenchidas elas serão oferecidas, por meio de um novo edital a ser lançado no próximo dia 27.

vac_abr_1911187250
Entrevista coletiva com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, que fala sobre o programa Mais Médicos. – Valter Campanato/Agência Brasil

“Estamos disponibilizando um sistema que o médico poderá acessar, fazer seu cadastro e escolher o estado e cidade que quer atuar. Se houver vaga, poderá acessar. Vamos dizer que numa cidade há 10 vagas. Os 10 primeiros médicos que acessarem e atenderem aos requisitos vão consumir essas vagas e elas serão retiradas do sistema”, explicou o ministro.

O prazo para que os médicos assumam os novos postos de trabalho é curto, segundo o ministro, para evitar que a população fique desassistida após o anúncio do governo cubano de sair do programa no Brasil, por discordar de exigências feitas pelo governo eleito de Jair Bolsonaro. Com isso, mais de 8 mil médicos cubanos que atuavam no programa vão deixar o país.

Os médicos aprovados deverão se apresentar nos municípios escolhidos a partir do dia 3 de dezembro para homologar a contratação e começar a trabalhar. O prazo final para que os médicos aprovados se apresentem é dia 7 de dezembro, às 18h, ou serão eliminados do processo e a vaga será disponibilizada novamente no sistema de inscrição do Ministério da Saúde.

O ministro informou que na próxima segunda-feira (26) o Ministério vai divulgar um relatório consolidando o interesse dos médicos no programa. “Ao final do dia 26, nós iremos publicar esse resultado com todos os inscritos e as respectivas lotações”, disse Occhi.

Segundo ele, os médicos que se inscreverem no segundo edital também terão que fazer o Revalida, mas poderão trabalhar enquanto isso não acontece mediante a apresentação de cerca de 17 documentos exigidos pelo governo. “O profissional brasileiro formado no exterior que não tenha CRM nem Revalida só poderá exercer sua atividade legalmente no Brasil por meio do Mais Médicos”, explicou.

 

*Colaborou repórter Maiana Dini

 

Da Agência Brasil Brasília

Barueri:Policlínica do Engenho realiza teste de bactéria para assegurar ainda mais a higiene

Da Redação

A higiene anda de mãos dadas com a segurança, especialmente em ambientes clínicos. É por isso que a Policlínica Cruz Preta / Engenho Novo, ligada à Secretaria de Saúde de Barueri, solicitou um teste para medir a eficácia dos produtos de limpeza utilizados em sua rotina.

O teste foi realizado, na segunda-feira (dia 12), nas chamadas áreas críticas, ou seja, nos locais de maior circulação de pessoas e de procedimentos mais delicados. É o caso do RPA (Repouso Pós Anestésico), as salas de endoscopia e colonoscopia, a CME (Central de Material Esterilizado), a sala de pequenas cirurgias e o consultório de oftalmologia.

O procedimento foi executado pela bióloga Marília Bixilia Sanchez. “Hoje realizamos um monitoramento microbiológico dos pontos críticos aqui da unidade. Avaliamos se está livre de contaminação de fungos e bactérias”, explicou a especialista.

Segundo ela, o método utilizado é chamado Suab, que demora de dois a cinco dias para emitir os resultados. “A gente pega uma determinada área, faz o Suab e vai ver se tem crescimento de microrganismos naquele ponto mostrado, daí consegue dizer se a limpeza do local está sendo eficaz – tanto a limpeza por parte da equipe de limpeza quanto a limpeza de rotina da enfermagem no uso de bancada e equipamentos”, detalhou Marília.

Para a diretora administrativa da Policlínica, Patrícia Machado, os cuidados com a higiene nunca são demais, principalmente porque lá existe um rigoroso programa de segurança ao paciente.

“A Policlínica tem uma preocupação constante com a segurança do paciente. A gente percebeu que esse era um protocolo usado em várias unidades e resolvemos chamar a empresa para fazer esse monitoramento. Foi a primeira vez e nós pretendemos continuar fazendo para conhecer realmente a nossa unidade”, garante Patrícia.

Marília atesta a atitude. “Essa é uma prática que diversas unidades utilizam porque você consegue fazer o monitoramento e identificar se vai propagar alguma contaminação, tanto para a equipe de trabalho quanto para o paciente. Para não ter esse fluxo microbiológico você faz esse monitoramento para checar e deixar tudo em ordem”, diz.

A Policlínica contou com a parceria da empresa que fornece os produtos de limpeza para a realização do teste. O objetivo é garantir que os produtos comprados tenham 100% de eficácia na esterilização de todos os ambientes do equipamento de saúde, garantindo a segurança e o bem-estar de todos.

barueri-4496337350Foto: Lourivaldo Fio / Secom

 

Aliz Lambiazzi

 

 

Prefeitos devem conversar com Temer sobre mudanças no Mais Médicos

ttte-45731965672_58dc85508b_o

Eles participam do Encontro dos Municípios Brasileiros, em Brasília

O presidente Michel Temer participa hoje (19) à tarde do Encontro dos Municípios Brasileiros – Avanços da Pauta Municipalista, na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM), em Brasília. Participam também ministros, parlamentares e prefeitos. Uma das principais preocupações dos prefeitos e secretários municipais de Saúde são as mudanças no Programa Mais Médicos.

A CNM, na semana passada, divulgou notas em que demonstrou preocupação com a saída dos profissionais cubanos do programa. Segundo a nota de sexta-feira (16), foi feito um apelo ao Ministério da Saúde e à Presidência da República para novas medidas sejam apresentadas até sexta-feira (23).

A entidade protocolou ofício na Embaixada de Cuba solicitando a permanência dos profissionais cubanos até o fim do ano, bem como a abertura de negociação com a confederação e o governo brasileiro para que busquem alternativas para garantir o atendimento à população brasileira.

De acordo com a nota do CNM, entre os 1.575 municípios que têm somente médico cubano do programa, 80% possuem menos de 20 mil habitantes. O receio é que a ausência dos profissionais de Cuba leve à desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas.

O presidente eleito Jair Bolsonaro reiterou ontem (19) a decisão de manter as exigências aos profissionais de Cuba. Entre as medidas, estão fazer o Revalida – prova que verifica conhecimentos específicos na área médica, receber integralmente o salário e poder trazer a família para o Brasil. Também disse que sua decisão é baseada no fato de os médicos cubanos serem tratados como escravos pelo governo de Cuba que decidiu deixar o programa após as declarações de Bolsonaro.

PPPs municipais

No encontro com os prefeitos, o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, vai apresentar o Programa Federal de Apoio às Concessões e PPPs Municipais. A política pública de apoio às concessões e PPPs tem como foco incentivar investimentos em infraestrutura e a melhoria na qualidade dos serviços nos municípios.

A disposição é para estimular a estruturação de projetos de parceria principalmente para os setores de saneamento básico (ênfase em abastecimento de água, esgotamento sanitário e resíduos sólidos urbanos), iluminação pública e mobilidade urbana.

Os programas são coordenados pelo Ministério do Planejamento, em parceria com o Ministério das Cidades, e executados pela Caixa.

Reuniões

Além de participar do encontro com os prefeitos, Temer coordena hoje reunião com três ministros e dois secretários, no Palácio do Planalto. Participam os ministros de Minas e Energia, Moreira Franco, dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro, e da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Marun.

Também estarão presentes o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Marcos Abbott Galvão, o secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional, General Stumpf, e o presidente da Eletrobrás, Wilson Ferreira Júnior.

O presidente também tem uma reunião marcada com a advogada-geral da União (AGU), Grace Mendonça, no Planalto.

 

 

Da Agência Brasil Brasília

Após pré-natal, 80% dos homens passaram a cuidar mais da saúde

ssss-38765

Envolvimento do pai no nascimento da criança é principal estímulo

Oito em cada dez homens presentes em consultas de pré-natal passaram a ficar mais cuidadosos com a própria saúde, segundo pesquisa divulgada hoje (8) pelo Ministério da Saúde. O estudo indica que 72,25% dos pais ou cuidadores entrevistados pela pasta participaram das consultas de pré-natal com suas parceiras. Desse total, 80,71% afirmaram que esse envolvimento os motivou a cuidar melhor de sua saúde.

“Os dados demonstram que a paternidade é a principal porta de entrada do homem na unidade de saúde para que ele também se cuide”, informou o ministério.

Nesta terceira etapa da pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado, foram feitas 37.322 entrevistas com pais ou cuidadores que assumiram a figura paterna e que acompanharam o pré-natal, parto e pós-parto de crianças nascidas no Sistema Único de Saúde (SUS) no ano de 2015.

O objetivo do estudo, de acordo com a pasta, é obter dados sobre acesso, acolhimento e cuidados com a saúde masculina nos serviços públicos de saúde e levantar informações sobre o envolvimento do pai no pré-natal e no nascimento da criança. A coleta de informações foi feita entre março de 2017 e março deste ano.

Falhas

Embora a pesquisa aponte maior conscientização em relação à saúde, ainda é alto o número de homens que não têm na sua rotina o cuidado com a saúde. Quando questionados sobre o costume de buscar estabelecimentos públicos de saúde, 36,36% dos entrevistados afirmaram não ter o hábito de ir a esses locais. Desse total, 47,57% (6.455) informaram como motivo nunca ter precisado, falta de interesse ou não gostar de hospital.

“Muitos agravos poderiam ser evitados caso os homens realizassem, com regularidade, as medidas de prevenção”, destacou o ministério.

Novembro Azul

O tema da campanha Novembro Azul este ano é Homem, da Infância à Velhice, Cuide de Sua Saúde, de Novembro a Novembro. A proposta, segundo a pasta, é chamar a atenção da população, dos gestores e dos profissionais de saúde para a importância de olhar para a saúde do homem de forma integral, e não apenas para a questão da próstata.

Ao longo de todo o mês, o ministério vai intensificar ações de comunicação nas redes sociais, na TV e no rádio, além da realizar eventos relacionados à campanha. No próximo dia 14, ocorre o 4º Fórum Ser Homem: Discutindo Políticas Públicas para a Saúde do Homem, no Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília. O encontro é uma parceria com o Instituto Lado a Lado, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Serviço Social do Comércio (Sesc) e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Já nos dias 21 e 22, a pasta promove o Simpósio Internacional: Saúde do Homem Integral e a Construção e Planejamento de Linha de Cuidado Participativa. O evento será no Hospital Regional do Paranoá, em Brasília, com a presença de Noel Richardson, representante da Irlanda, primeiro país a implantar a política de saúde do homem. Também participa do encontro o professor da Universidade de Brasília (UnB) Muna Muhammad Odeh.

Números

Dados do ministério mostram que, em 2017, foram registrados, no SUS, 533 milhões de atendimentos ambulatoriais e 4,3 milhões de procedimentos hospitalares em homens. No mesmo período, no âmbito da estratégia Pré-Natal do Parceiro, foram registradas 3.795 consultas e 31.732 exames de detecção do HIV e sífilis no parceiro ou na gestante.

O Sistema de Informações de Mortalidade da pasta msotra que, em 2016, 736.842 homens morreram em todo o país. Entre as principais causas de morte estão: tipos diversos de câncer (112.272), como próstata, fígado, pulmonar e de pele; doenças do coração (68.018); agressões (56.409); acidentes (84.139), em especial de transporte (31.565); doenças cerebrovasculares (51.753) e gripe e pneumonia (41.695).

 

 
Da Agência Brasil Brasília

Pesquisa retrata agressões a profissionais de saúde no trabalho

dsc_6013 (1)

Segundo estudo, 71,6% deles já sofreram agressão física ou verbal

Uma pesquisa realizada com enfermeiros, médicos e farmacêuticos do estado de São Paulo mostra que 71,6% desses profissionais já sofreram agressão física ou verbal no ambiente de trabalho. Falta de estrutura, filas e demora no atendimento são apontados como principais motivos.

O estudo encomendado pelos conselhos regionais das categorias entrevistou 6.832 profissionais (4.107 enfermeiros, 1.640 médicos e 1.085 farmacêuticos) em agosto deste ano. Diante dos dados preocupantes, os conselhos lançaram hoje (18) uma campanha, que será veiculada na mídia com objetivo de conscientizar a população.

Entre os enfermeiros, 21,1% foram vítimas de agressão física e 90,9% sofreram agressão verbal. O percentual de vítimas de agressão física é de 18,3% entre os médicos, e 47,2% responderam ser vítimas de ofensas.

No setor de farmácia, 7,2% já passaram por agressões físicas e 89,5% por agressões verbais. As agressões a farmacêuticos são motivadas, sobretudo, pela negação do fornecimento de medicamentos sem receita médica. A ausência de remédios em farmácias do Sistema Único de Saúde (SUS) também é apontada como causa.

A presidente do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), Renata Pietro, cita outras razões para as agressões. “Quando vamos conversar e entender o motivo, a fila, o material que está faltando, as condições de sucateamento do sistema de saúde. Esse cenário ocorre tanto na rede pública, como na privada”, disse.

Mulheres e jovens

As profissionais mulheres estão mais sujeitas às agressões. Elas são 84% das vítimas em enfermagem, 57% em medicina e 77% em farmácia. Os mais jovens, com idade até 40 anos, também são as principais vítimas por estarem, geralmente, na linha de frente do atendimento. Em enfermagem, eles respondem por 76% dos casos; em medicina representam 63% das situações e, em farmácia, são 84%.

Sônia Regina Espírito Santo, 56 anos, é técnica de mobilização ortopédica há 32 anos e trabalha num Pronto-Socorro público na cidade de Santos, litoral paulista. Ela disse ter sofrido muitos insultos no exercício da profissão, inclusive racistas por ser negra. Sônia contou que, certa vez, foi agredida fisicamente por duas mulheres que acompanhavam o pai doente.

“Eu fui tentar acalmar, porque já tínhamos chamado a polícia. Elas estavam no centro cirúrgico, num corredor, onde tem parto e sai muita maca. Eu pedi calma. Ali saem muitas mães com o bebê já no peito. Ela falava palavras de baixo calão, deu um salto e caiu em cima de mim, queria me rasgar. Pegou pelo cabelo e bateu, deu um soco na minha bacia. Eu não conseguia reagir”, lembrou Sônia.

A cirurgiã Edwiges Dias da Rosa, 61 anos, foi agredida por um sargento da Polícia Militar. Ela se recusou a fornecer o prontuário de uma paciente, documento sigiloso que não pode ser entregue a terceiros, segundo a legislação. A médica trabalhava em plantão noturno na unidade de Pronto-Atendimento de São Bernardo do Campo. “Ele me agrediu, me machucou, me pegou pelo braço e me tirou do atendimento a uma senhora em estado grave, que eu estava atendendo. Ele queria me levar para a delegacia presa”, disse ela.

Hospitais públicos, como os que Sônia e Edwiges trabalham, são onde os profissionais estão mais vulneráveis. Entre os médicos, 75,6% das agressões ocorreram no Sistema Único de Saúde. Entre os enfermeiros, o percentual é de 68,4% e, entre os farmacêuticos, é de 37%.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Lavínio Nilton Camarim, acredita que as agressões revelam um problema mais profundo do sistema de saúde brasileiro. “As autoridades têm que saber, acima de tudo, que a saúde tem que ser uma política de estado e não uma política de governo”.

Camarim é contra a mera construção de hospitais sem planejamento. “Não adiantar sair construindo hospitais e postos de saúde se não tiver, depois, como tocar. Por isso, o sucateamente está ficando cada vez maior”, criticou o presidente do Cremesp.

 
Da Agência Brasil São Paulo

Suspensa a comercialização de 26 planos de saúde a partir de hoje

A decisão da ANS é temporária e decorre de queixas dos usuários

A partir desta segunda-feira (10) passa a valer a suspensão temporária da comercialização de 26 planos de saúde de 11 operadoras definida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida foi tomada a partir das elevadas queixas relativas à cobertura assistencial. Os 26 planos, juntos, têm 75.500 beneficiários.

A ANS informou, há cinco dias, que os usuários terão a assistência regular garantida. No entanto, para que os planos voltem a ser comercializados para novos clientes, as operadoras deverão comprovar melhorias no atendimento.

Paralelamente, houve a reativação de 20 planos de 11 operadoras, que ficarão liberados para comercialização a partir de hoje (10).

Monitoramento

As operadoras são avaliadas por meio do Monitoramento da Garantia de Atendimento partir das reclamações registradas pelos beneficiários nos canais da ANS. Nessa etapa, foram consideradas as queixas sobre cobertura e demoras de atendimento no segundo trimestre de 2018.

De acordo com a ANS, o objetivo da suspensão é também estimular que as operadoras qualifiquem o atendimento prestado aos consumidores.

Queixas

No trimestre compreendido entre 1º de abril a 30 de junho de 2018, a ANS recebeu 17.171 reclamações de natureza assistencial. Desse total, 16.189 foram consideradas para análise pelo Programa de Monitoramento.

No período, 93,2% das queixas foram resolvidas pela mediação feita pela ANS via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), garantindo respostas aos problemas dos consumidores.

Lista

A lista completa dos 26 planos que serão suspensos está disponível no site da ANS.

 
Por Agência Brasil Brasília

Sarampo e pólio: 80% das crianças já foram imunizadas

Nesta sexta-feira (31), dia previsto para o encerramento da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo, dados do Ministério da Saúde mostram que 80% das crianças com idade entre 1 ano e menos de 5 anos foram imunizadas. A meta é vacinar 95% do público-alvo, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Até o momento, Amapá, Rondônia e Pernambuco já vacinaram mais de 95% das crianças. Nove estados brasileiros e o Distrito Federal, entretanto, permanecem abaixo da média nacional de 80%: Rio de Janeiro, Roraima, Amazonas, Acre, Pará, Bahia, Piauí, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

vacina_polio
Crianças com idade entre 1 e 5 anos devem receber a vacina contra a poliomielite – Arquivo/Agência Brasil

Estados e municípios que ainda não atingiram a cobertura vacinal recomendada foram orientados pelo governo federal a abrir os postos de saúde amanhã (1º). O ministério alertou que a organização da mobilização no fim de semana é de responsabilidade de cada município e que, portanto, é necessário verificar com as secretarias municipais quais postos estarão abertos.

Este ano, a vacinação é feita de forma indiscriminada, o que significa que, mesmo as crianças que já estão com esquema vacinal completo, devem ser levadas aos postos de saúde para receber mais um reforço.

No caso da poliomielite, as crianças que não tomaram nenhuma dose ao longo da vida vão receber a vacina injetável, e as que já tomaram uma ou mais doses devem receber a oral. Para o sarampo, todas as crianças com idade entre um ano e menos de 5 anos vão receber uma dose da tríplice viral, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

Casos de sarampo

Até o dia 28 deste mês, foram confirmados 1.553 casos de sarampo no Brasil, enquanto 6.975 permanecem em investigação. O país enfrenta dois surtos da doença: no Amazonas, que já tem 1.211 casos confirmados e 6.905 em investigação, e em Roraima, onde há 300 casos confirmados e 70 em investigação.

Casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos seguintes estados: São Paulo (2); Rio de Janeiro (18); Rio Grande do Sul (16); Rondônia (2); Pernambuco (2); e Pará (2).

Foram confirmadas ainda sete mortes por sarampo – quatro em Roraima (três em estrangeiros e uma em brasileiro) e três no Amazonas (todos brasileiros, com dois óbitos em Manaus e um no município de Autazes).

 
Da Agência Brasil Brasília

Postos de saúde abrem hoje para vacinar contra sarampo e pólio

Mais de 36 mil postos vão funcionar no Dia D de Mobilização Nacional

Os mais de 36 mil postos de saúde em todo o país abrem as portas hoje (18) para o chamado Dia D de Mobilização Nacional contra o sarampo e a poliomielite. Todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem receber as doses, independentemente de sua situação vacinal. A campanha segue até 31 de agosto.

Este ano, a vacinação será feita de forma indiscriminada, o que significa que mesmo as crianças que já estão com esquema vacinal completo devem ser levadas aos postos de saúde para receber mais um reforço. No caso da pólio, as que não tomaram nenhuma dose ao longo da vida vão receber a vacina injetável e as que já tomaram uma ou mais doses devem receber a oral.

Para o sarampo, todas as crianças com idade entre 1 anos e menores de 5 anos devem receber uma dose da tríplice viral – desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

saude_0608182718df
A campanha nacional de vacinação vai até dia 31 de agosto – Tomaz Silva/Arquivo/Agência Brasil

Casos de sarampo
Atualmente, o país enfrenta surtos de sarampo em Roraima e no Amazonas. Até a última terça-feira, foram confirmados 910 casos no Amazonas, onde 5.630 permanecem em investigação. Em Roraima, são 296 casos confirmados e 101 em investigação.

Há ainda, de acordo com o Ministério da Saúde, casos isolados e relacionados à importação nos seguintes estados: São Paulo (um), Rio de Janeiro (14); Rio Grande do Sul (13); Rondônia (um); e Pará (dois). A Secretaria de Saúde de Pernambuco também confirmou ontem (17) dois casos de sarampo.

Até o momento, no Brasil, foram confirmadas seis mortes por sarampo, sendo quatro no estado de Roraima (três de estrangeiros e uma de brasileiro) e duas no Amazonas (de brasileiros).

Veja a seguir algumas das principais perguntas e respostas relacionadas à campanha, com base em informações divulgadas pelo Ministério da Saúde:

Quando e onde ocorre a campanha?
Entre 6 e 31 de agosto, com o Dia D agendado para 18 de agosto, em postos de saúde de todo o país.

Qual o foco da campanha?

Crianças com idade entre 1 ano e 5 anos incompletos (4 anos e 11 meses).

Crianças que já foram vacinadas anteriormente devem ser levadas aos postos?
Sim. Todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem comparecer aos postos. Quem estiver com o esquema vacinal incompleto receberá as doses necessárias para atualização e quem estiver com o esquema vacinal completo receberá outro reforço.

Qual a vacina usada contra a pólio?

Crianças que nunca foram imunizadas contra a pólio vão receber a vacina inativada poliomielite (VIP), na forma injetável. Crianças que já receberam uma ou mais doses contra a pólio vão receber a vacina oral poliomielite (VOP), na forma de gotinha.

Qual a vacina usada contra o sarampo?

A vacina contra o sarampo usada na campanha é a tríplice viral, que protege também contra a rubéola e a caxumba. Todas as crianças na faixa etária estabelecida vão receber uma dose da tríplice viral, independentemente de sua situação vacinal, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

Adultos participam da campanha?

Não. A campanha tem como foco crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos.

Mesmo não sendo foco da campanha, adultos precisam de alguma das duas doses?
Sim. Conforme previsto no Calendário Nacional de Vacinação, adultos com até 29 anos que não tiverem completado o esquema na infância devem receber duas doses da tríplice viral e adultos com idade entre 30 e 49 anos devem receber uma dose. O adulto que não souber sua situação vacinal deve procurar o posto de saúde mais próximo para tomar as doses previstas para sua faixa etária.

 

 

Da Agência Brasil Brasília