CCA realiza palestra sobre Autocuidado das Mamas

Da Redação

Amanhã, dia 22 de outubro, das 12h30 às 13h30, o Centro Comercial Alphaville e a Prefeitura Municipal de Barueri realizam a palestra Autocuidado das Mamas, com Zulmira Braga. O objetivo é falar sobre o diagnóstico precoce da doença que pode salvar vidas. O encontro está marcado na Praça das Orquídeas e a entrada é gratuita.

O Centro Comercial Alphaville está participando da Campanha Outubro Rosa em parceria com a Prefeitura Municipal de Barueri. Neste mês de outubro as portarias ganharam luzes rosadas, os funcionários do Condomínio estão utilizando um lacinho cor de rosa para remeter ao movimento e os veículos do CCA também foram enfeitados com o símbolo da campanha.

A Campanha Outubro Rosa visa orientar as mulheres sobre o prevenção do Câncer de Mama. A doença é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. Somente esse ano, o INCA (Instituto Nacional do Câncer) estima que surjam 57 mil novos casos da doença. Para mais informações entre em contato através do telefone 4199-2800.

 

 

Segundo exame descarta suspeita de ebola no Brasil

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O Ministério da Saúde informou hoje (13) que deu negativo o resultado do segundo exame feito no paciente com suspeita de ebola. O Instituto Evandro Chagas, em Belém, confirmou que o homem de 47 anos, procedente da Guiné, não tem o vírus.

Segundo o ministro Arthur Chioro, os critérios para a alta do paciente serão analisados pela equipe médica do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio, onde está internado. As pessoas que tiveram contato com ele, e que ficaram em observação, foram liberadas do monitoramento.

O ministro disse que as medidas de prevenção da doença permanecem iguais. “Todas as medidas de prevenção e de vigilância em relação ao ebola permanecem. Ao mesmo tempo em que passamos tranquilidade à população, entendemos que se trata de uma enfermidade de risco pequeno, mas que não podem ser descartadas as medidas de prevenção”, avaliou o ministro.

O homem natural da Guiné chegou ao Brasil no dia 19 de setembro. Em Cascavel, o africano sentiu febre no dia 8 de outubro, e, no dia seguinte, procurou uma Unidade de Pronto-Atendimento. O Ministério da Saúde foi acionado e o paciente transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, onde permanece internado para a identificação do problema que o levou ao hospital.

Foram feitos dois exames de sangue no paciente, um no dia em que o ministério foi avisado da suspeita e outro 48 horas depois. É o procedimento indicado pela Organização Mundial da Saúde para confirmação ou descarte de um caso da doença.

A Guiné é um dos países da África Ocidental onde há uma epidemia de ebola. No país, pelo menos 1.350 pessoas foram contaminadas e 778 morreram com a febre hemorrágica, desde o começo do ano.

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Da Agência Brasil

Primeiro resultado para confirmar suspeita de ebola no país dá negativo

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O Ministério da Saúde divulgou na manhã deste sábado (11) o resultado do exame para diagnóstico de ebola no paciente da Guiné, suspeito de infecção pelo vírus. O resultado do teste preliminar deu negativo, no entanto, a confirmação só deve ocorrer depois de um segundo exame, cuja amostra será coletada amanhã (12), 48 horas portanto após a coleta da primeira.

Nota do ministério informa também que o estado de saúde de Souleymane Bah, de 47 anos, é bom. Ele não apresenta febre e continua em isolamento total no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro (RJ). Se o caso também for descartado como ebola no segundo exame, o paciente sairá do isolamento e o sistema de vigilância montado para acompanhar as 64 pessoas que tiveram contato com Souleymane Bah será desmontado.

Amanhã será colhida a segunda amostra de sangue, que também será enviada para análise laboratorial no Instituto Evandro Chagas, em Belém, no Pará, que pertence à Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde.

O caso suspeito de ebola foi notificado na quinta-feira (9), em uma Unidade de Pronto-Atendimento em Cascavel, no Paraná, e o paciente foi transferido ontem (10) para tratamento no Rio de Janeiro Souleymane Bah saiu da Guiné, na África Ocidental, no dia 18 de setembro, com conexão no Marrocos, e chegou ao Brasil em 19 de setembro. Por apresentar febre e ter vindo de um dos países com casos da doença, o caso foi classificado como suspeito.

Na nota divulgada hoje, “o Ministério da Saúde esclarece que adotou todos os procedimentos necessários para a interrupção de uma possível cadeia de transmissão do vírus. E adotou todos os procedimentos previstos no Regulamento Sanitário Internacional”.

Na quinta-feira, o secretário-geral da Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que é preciso reforçar, pelo menos 20 vezes mais, a mobilização de recursos para enfrentar a doença que infectou mais de 8 mil pessoas e matou quase 3,9 mil. Ele cobrou investimentos em equipamentos médicos, laboratórios móveis, helicópteros e veículos, além de treinamento do pessoal da área de saúde.

O ebola é transmitido por meio do contato com o sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos doentes, ou pelo contato com superfícies e objetos contaminados. O vírus é transmitido quando surgem os sintomas.

Da Agência Brasil

Cremesp autoriza médicos a receitar derivado da maconha para epilepsia

Em decisão inédita, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) publicou norma autorizando os 119 mil médicos paulistas a prescrever o canabidiol (CBD), um dos 80 princípios ativos da maconha. A substância não tem efeitos psicotrópicos.

A resolução, publicada no “Diário Oficial do Estado” nesta quinta (9), vale apenas para os casos graves de epilepsias refratárias aos tratamentos convencionais.

Também o Conselho Federal de Medicina (CFM) pode autorizar a prescrição da substância no fim deste mês. A diretoria estuda o tema desde julho. Se aprovada, a prescrição poderá ser feita por médicos de todo o Brasil.

Segundo o Cremesp, ensaios clínicos demonstram que o CBD reduz as crises convulsivas em pacientes epiléticos com segurança adequada e boa tolerabilidade.

“Isso não é incentivo para o uso da maconha fumada, seja recreativo, seja medicinal. Estamos falando de um componente [CBD] que pode ser isolado ou sintetizado por métodos laboratoriais seguros e confiáveis e que não causa efeitos alucinógenos”, afirma Mauro Aranha, coordenador da Câmara Técnica de Psiquiatria da Cremesp.

Ele diz que a decisão veio para atender pais aflitos com com uma doença rara, que pode evoluir para retardo mental grave e morte.

A epilepsia atinge um a cada grupo de mil nascidos vivos. As formas mioclônicas graves (que causam contrações musculares incontroláveis), atendidas na resolução, afetam um em 20 mil.

Para Aranha, a nova norma também tranquilizará os médicos. “Eles ficavam receosos em prescrever [o CBD]porque a substância não tem registro no país”, diz.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permite a importação do CBD mediante prescrição e laudo médico, justificativa para o uso do CDB, termo de responsabilidade e formulário de solicitação de importação para remédios controlados.

De abril até agora, a agência autorizou a importação excepcional da pasta com CBD para 113 pessoas, de um total de 167 pedidos.

O canabidiol, porém, ainda consta na lista de substâncias proibidas da Anvisa e só tem a importação liberada para uso médico e pesquisa.

Em maio, a diretoria da agência discutiu a reclassificação do composto, mas não houve decisão. A agência informa que o tema deve entrar novamente em pauta mas que, em razão da complexidade do tema, não há prazo para que isso ocorra.

Para o médico José Alexandre Crippa, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, há evidências suficientes de que o CBD tem potencial para tratar diversas doenças, com um bom perfil de segurança e não há razão para que permaneça proibido. Segundo ele, a decisão do Cremesp é “histórica”.

A USP de Ribeirão Preto realiza pesquisas com o canabidiol desde os anos 1970. Crippa também foi o médico que fez o laudo para que Anny Fischer, 6, portadora de uma das formas graves de epilepsia, conseguisse importar o CBD.

Anny foi a primeira a conseguir usar o composto legalmente. Ela sofre com a doença desde os 45 dias de vida e tinha até 80 convulsões por semana. Com o CBD, a última foi em maio. A família comemora a decisão. “Espero que seja aprovada no Brasil inteiro”, afirma a mãe, Katiele Fischer. “É uma nova postura, antes a maconha era tabu”, diz o pai, Norberto Fischer.
CLÁUDIA COLLUCCI/MONIQUE OLIVEIRA
DA FOLHA DE SÃO PAULO

Anvisa suspende medicamentos e produtos irregulares

 

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Anvisa suspende distribuição e comércio de uma série de medicamentos Fábio Pozzebom/Agência Brasil

Em resoluções publicadas na edição de hoje (9) do Diário Oficial da União, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a distribuição e o comércio de diversos medicamentos por razões como a falta de registro e resultados insatisfatórios em testes.

Anvisa publica resolução com medidas para retorno da venda de emagrecedores
Foi determinada a suspensão da distribuição, do comércio e do uso dos lotes do medicamento Arcalion (sulbutiamina) 200 mg fabricados entre 13 de setembro de 2012 e 7 de fevereiro de 2014. De acordo com a Anvisa, a empresa fabricante do produto, Laboratórios Servier do Brasil Ltda, comunicou que os lotes apresentaram resultados fora de especificação, no estudo de estabilidade de longa duração.

Também foi determinada a suspensão da distribuição, comercialização e do uso de todos os lotes do medicamento Usmedina (dipirona sódica) 500 miligramas por mililitro (mg/ml), solução oral, fabricados a partir de 1º de dezembro de 2011pelo Laboratório Usmed. Foi comprovado que o medicamento citado estava sendo fabricado e comercializado mesmo após ter sido interditado cautelarmente pela agência.

Já o produto Mata Mosca, bem como todos os produtos saneantes fabricados pelo Laboratório e Distribuidora Ustok, foram suspensos por não possuírem registro ou notificação na Anvisa. O fabricante também não possui Autorização de Funcionamento.

Por não possuir registro, foi suspenso o Energy Meter 200, fabricado pela empresa Vera de Mattos Vanique Costa – ME. Foi constatado que o produto irregular estava sendo divulgado e comercializado em um site, na internet.

Outro medicamento suspenso foi o lote 245044 do Asetisin (ácido acetilsalicílico) de 500 mg, com 100 comprimidos, por apresentar resultado insatisfatório no ensaio de dissolução. O remédio é fabricado pelo laboratório Pharlab Indústria Farmacêutica.

Da Agência Brasil

Hospital Municipal de Barueri pede doação de leite materno para bebês prematuros

Da Redação

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Banco de Leite Materno de Barueri precisa de doações(fotos: PMB Edivaldo Santana)

O Hospital Municipal de Barueri (HMB) está intensificando a campanha para a captação de leite materno. Hoje, há cerca de 30 bebês que precisam deste alimento apenas no HMB. “Temos aqui bebês prematuros extremos, com menos de um quilo. Este leite é essencial para a sobrevivência destas crianças”, diz o médico Marco Antônio Cianciarullo, coordenador da UTI neonatal do HMB.

A captação é simples. Basta que a mulher vá até o Banco de Leite do HMB, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Lá, ela passará por exames (gratuitos), receberá orientações e terá o leite coletado. O processo é rápido. O leite será pasteurizado e armazenado. Só depois será dado aos bebês que estão no HMB. “Caso haja excedente, distribuiremos para a rede municipal”, informou a médica Lia Lopes, uma das responsáveis pela UTI neonatal do HMB.

O ideal, segundo Lia, é que sejam doados 13 litros por dia. “Estamos longe dessa meta. O HMB é o único da região que faz essa captação, e as crianças que nascem aqui precisam muito deste leite. Todos os partos que realizamos são de alto risco, e o leite é fundamental para fortalecer os bebês que, muitas vezes, nascem bastante enfraquecidos”, explicou.

A captação do leite é feita no 6° andar do HMB (rua Ângela Mirella, 354, Vila Porto, Barueri), de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Para mais informações, basta entrar em contato por meio do telefone 2575-3269.

Por que é importante doar leite materno?
Estudos demonstram que o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida pode evitar, anualmente, mais de 1,3 milhão de mortes de crianças menores de 5 anos apenas nos países em desenvolvimento. Os bebês até os seis meses não precisam de chás, sucos, outros leites, nem mesmo de água. Após essa idade, deverá ser dada alimentação complementar apropriada, mas a amamentação deve continuar até o segundo ano de vida da criança ou mais.

Amamentar os bebês imediatamente após o nascimento pode reduzir em 22% a mortalidade neonatal – aquela que acontece até o 28º dia de vida. No Brasil, do total de mortes de crianças com menos de 5 anos, 64% ocorrem no primeiro mês de vida. Apesar disso, o país reduziu em 77% a taxa de mortalidade na infância (menores de cinco anos), de acordo com o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

No período de 1990 a 2012, o número de óbitos passou de 62 a cada mil nascidos vivos para 14 mortes, nesta faixa etária. Com isso, o Brasil alcançou o índice de redução definido pelas metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM 4), em relação à mortalidade na infância, três anos antes do prazo estabelecido.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social Prefeitura de Barueri

 

Em Barueri, mulheres que enfrentam câncer de mama receberão mensagens de apoio

Da Redação

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Munícipes poderão escrever cartas de apoio a mulheres que lutam contra o câncer de mama(foto: Flávio Costa)

Em uma ação promovida pela Secretaria da Mulher, as mulheres de Barueri que estão enfrentando o câncer de mama receberão cartas com mensagens de apoio, força e carinho. Trata-se da campanha “Pra você que está lutando”, que será realizada neste mês em que a Prefeitura organiza o movimento Outubro Rosa.

Usuárias dos cursos da Secretaria da Mulher e munícipes poderão escrever cartas de apoio às mulheres que lutam contra a doença. Em estruturas especialmente montadas durante seis datas de outubro (veja abaixo), quem quiser participar receberá papel rosa em que poderá escrever uma mensagem, de próprio punho ou com a ajuda de um funcionário, com palavras de apoio e estímulo para a destinatária.

Essa mensagem será acondicionada em um envelope rosa e entregue em mãos, por funcionários designados pela Secretaria

Mais informações pelo 4199-0863.

Confira dias e locais para participar:

Dias 14, 21 e 28 de outubro
Horário: das 18 às 21 horas
Local: Feira Noturna – em frente ao Ginásio Poliesportivo José Corrêa
Avenida Guilherme P. Giglielmo, 1.000, Centro

Dia 16 de outubro
Horário: das 9 às 20 horas
Local: Secretaria da Mulher
Avenida Sebastião Davino dos Reis, 756, Vila Porto

Dia 17 de outubro
Horário: das 9 às 17 horas
Local: Secretaria da Mulher
Avenida Sebastião Davino dos Reis, 756, Vila Porto

Dia 18 de outubro
Horário: das 10 às 16 horas
Local: Parque Municipal Dom José
Rua Ângela Mirella, 500, Vila Porto

Com informações de Georgia Pedro

 

Santa Casa devolve hospitais à Secretaria de Saúde

Da Redação: Com dívida estimada em R$ 440 milhões a instituição também abriu mão de um centro psiquiátrico

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A instituição fechou o Pronto-Socorro no dia 22 de julho / Divulgação

Devido à baixa produtividade e à dívida de R$ 440 milhões, quatro hospitais e um centro psiquiátrico serão devolvidos pela Santa Casa de Misericórdia à gestão da Secretaria de Estado da Saúde, nos próximos 45 dias, a partir desta sexta-feira (3), de acordo com informações da Folha Online.

Para sorte dos pacientes, a rotina de atendimentos não será prejudicada pela mudança nos hospitais Estadual de Franco da Rocha, Estadual de Francisco Morato, Penitenciário, em São Paulo, e Geral de Guarulhos, além do Centro Integral em Saúde Mental de Franco da Rocha.

A transferência, decidida na quinta-feira (2), foi discutida em assembleia que contou com a presença de David Uip, secretário da pasta, e Irineu Massaia, superintendente da Santa Casa.

Crise / Com o fechamento do Pronto-Socorro do hospital, no dia 22 de julho, por causa da falta de pagamento aos fornecedores, foi apontado que a dívida da Santa Casa atingiu R$ 433,5 milhões, até dezembro de 2013.

A dívida fez com que os casos de urgências e emergências fossem encaminhados a outros locais por falta de recursos.

Fonte: Diário SP Online

Auditoria na Santa Casa de SP revela dívida de mais de R$ 433 milhões

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Uma auditoria feita na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e divulgada hoje (29), em São Paulo, revelou que a instituição tinha, até o final do ano passado, uma dívida de R$ 433,5 milhões. Em 2009, a dívida era R$ 146,1 milhões. Já o prejuízo da instituição passou de R$ 12,8 milhões em 2009 para R$ 167,9 milhões em 2013.

Segundo o relatório feito por uma comissão técnica formada por representantes da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Ministério da Saúde, Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e Conselho Estadual de Saúde, se a Santa Casa fosse uma empresa, “estaria à beira da falência”. “A instituição encontra-se em situação extremamente drástica, com indícios de falhas graves de gestão e evidente deterioração financeira”, diz o documento.

O relatório apontou que o patrimônio líquido da Santa Casa de São Paulo, que corresponde ao capital disponível com exceção dos imóveis, despencou 98,5% no período analisado, passando de R$ 220,3 milhões em 2009 para R$ 323 mil em 2013.

Em julho deste ano, a Santa Casa, que é o maior centro de atendimento filantrópico da América Latina, fechou o pronto-socorro e suspendeu as cirurgias eletivas e os exames laboratoriais, o que afetou em torno de 6 mil pessoas. Um dia depois de ter anunciado o fechamento, a Santa Casa reabriu o seu pronto-socorro e retomou os atendimentos.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa da Santa Casa não foi encontrada para comentar sobre o resultado da auditoria.

Da Agência Brasil

Em Barueri, 18 pessoas apresentam problema de visão após cirurgia

Dezoito pessoas com mais de 60 anos apresentaram problemas no olho após um mutirão para catarata no Hospital Municipal de Barueri, na Grande São Paulo, ocorrido no dia 6 de agosto. A informação foi confirmada pela própria prefeitura da cidade.

Segundo a prefeitura, 18 de 20 pacientes que se submeteram à cirurgia estão sendo analisados para avaliar se poderão ficar cegos de um olho. Caso seja confirmado ou eles apresentem algum outro comprometimento no olho operado, os pacientes poderão ser encaminhados para um transplante de córnea. “Cabe ressaltar que estes pacientes estão sendo avaliados, e que, até o momento, apresentam quadro de baixa visão e não de cegueira como foi veiculado”, diz a prefeitura.

O órgão informou que os 18 pacientes começaram a apresentar dor intensa logo após o procedimento. Em 12 deles, o quadro evoluiu para síndrome tóxica do segmento anterior (Tass), uma complicação rara que pode ser causada por medicamentos, materiais cirúrgicos, talco de luvas ou lubrificante de lente, entre outros.

De acordo com a administração municipal, o médico responsável pelas cirurgias comunicou o episódio ocorrido ao hospital e aguarda a apuração dos fatos e laudos conclusivos do que possa ter levado aos problemas apresentados pelos pacientes que “poderão vir a ser acometidos de cegueira parcial, uma vez que só se opera um olho por vez”.

A Secretaria de Saúde de Barueri informou, por meio de nota, que está tomando “todas as providências cabíveis” para apurar o que ocasionou o problema. “É igualmente importante que fique claro que são muitas as variáveis que podem ter levado ao lamentável problema ocorrido, e que, por esta razão, é fundamental investigar todas as variáveis existentes, que vão desde problemas relacionados ao anestésico até o próprio material cirúrgico (como o pó encontrado nas luvas cirúrgicas), dentre outras”, informaram assessores da secretaria. De acordo com o órgão, todas as instâncias competentes já foram acionadas para investigar o caso.

A Pró-Saúde, que é uma Organização Social de Saúde (OSS) e administrava o hospital até o final de agosto, disse que uma sindicância interna foi instaurada e está sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde de Barueri. Segundo a organização, o Conselho Regional de Medicina irá avaliar a conduta do médico e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) irá analisar os medicamentos e materiais utilizados nas cirurgias.

A catarata é a alteração do cristalino, uma das principais lentes do olho, onde a imagem é focalizada. Com o envelhecimento, essa lente fica mais opaca provocando dificuldades para a chegada da luz à retina, fazendo a visão diminuir. A doença é mais comum a partir dos 60 anos.

Segundo o Ministério da Saúde, a cirurgia da catarata, que pode ser feita no Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede particular, consiste em colocar uma lente, que é um novo cristalino artificial, como se fosse uma prótese no olho. O índice de recuperação satisfatória chega a 90% dos casos, informou o ministério em seu site.

Da Agência Brasil