Campanha Nacional de vacinação contra a gripe termina hoje

A campanha nacional de vacinação contra a gripe termina hoje (22) em todo o país. Dados do Ministério da Saúde apontam que 45,8 milhões de um total de 54,4 milhões receberam a dose.

O principal alerta é entre crianças – o país já contabiliza 44 mortes de menores de 5 anos por complicações relacionadas à gripe. O número é mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado (14 óbitos).

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Dados do Ministério da Saúde apontam que 45,8 milhões de um total de 54,4 milhões receberam a dose da vacina contra a gripe – Rovena Rosa/Agência Brasil

De acordo com a pasta, até o momento, 3,6 milhões de crianças com idade entre 6 meses e menores de 5 anos ainda não foram imunizadas. Este é o grupo prioritário com menor cobertura vacinal (67,7%), seguido pelas gestantes (71%).

Os grupos com maior cobertura são professores (98%), puérperas (96,2%), idosos (91%), indígenas (90,5%) e trabalhadores da saúde (88,6%).

A partir da próxima semana, o governo federal recomenda aos municípios que ainda tiverem doses disponíveis ampliem a vacinação para crianças de 5 a 9 anos e para adultos de 50 a 59 anos.

“O Ministério da Saúde reforça a importância da proteção com a chegada do inverno, período de maior circulação dos vírus da gripe e orienta estados e municípios que continuem a ofertar a vacina para grupos prioritários, em especial as crianças, gestantes, idosos e pessoas com comorbidades, público com maior risco de complicações para a doença.”

Balanço
A Região Sudeste é a que tem menor cobertura vacinal contra a gripe até o momento, com 77,2%. Em seguida estão Norte (78,4%), Sul (84,8%), Nordeste (89,3%) e Centro-Oeste, com a melhor cobertura (96,5%).

Os estados de Goiás, do Amapá, Distrito Federal, Ceará, Espírito Santo, Tocantins, Maranhão, da Paraíba, e de Alagoas possuem cobertura vacinal contra a gripe acima de 90%. Roraima, com 60,4% e Rio de Janeiro, com 62,4%.

Casos
O último boletim do ministério aponta que, até 16 de junho, foram registrados 3.122 casos de influenza em todo o país, com 535 óbitos. Do total, 1.885 casos e 351 óbitos foram por H1N1 e 635 casos e 97 óbitos por H3N2. Foram registrados 278 casos e 31 óbitos por influenza B e 324 de influenza A não subtipado, com 56 óbitos.

 
Da Agência Brasil Brasília

 

Justiça fixa teto de 5,72% para reajuste de planos de saúde

Liminar concedida pela Justiça Federal de São Paulo determina que o reajuste dos planos de saúde individuais e familiares de todo o país devem ser de 5,72%, no máximo, em 2018. A Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) deverá aplicar a inflação setorial de saúde como teto para a correção.

O aumento autorizado não poderá ultrapassar o percentual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA) relativo à saúde e cuidados pessoais. A decisão foi proferida na terça-feira (12) pelo juiz José Henrique Prescendo, da 22ª Vara Cível Federal de São Paulo, que acatou pedido do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

A Ação Civil Pública (ACP) movida pelo Idec teve como base relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que aponta distorções, abusividade e falta de transparência na metodologia usada para calcular o percentual máximo de reajuste de 9,1 milhões de beneficiários de planos individuais. Em 2015, 2016 e 2017, os reajustes permitidos pela agência superaram 13% ao ano.

“A decisão faz justiça a milhões de consumidores lesados pela agência, seja por impedir que uma metodologia equivocada continue prejudicando consumidores em todo o país, seja por reconhecer que a agência vem, há anos, faltando com a transparência e privilegiando os interesses das empresas em detrimento dos consumidores”, afirmou a presidente do Conselho Diretor do Idec, Marilena Lazzarini.

Segundo o Idec, a metodologia utilizada pela ANS para calcular o índice é a mesma desde 2001 e leva em consideração a média dos percentuais de reajuste aplicados pelas operadoras aos planos coletivos com mais de 30 usuários.

“O problema, constatou o TCU, é que os reajustes dos planos coletivos, base para calcular o aumento dos individuais, são informados pelas próprias operadoras à ANS e sequer são checados ou validados de forma adequada pela agência”, disse o Idec, em nota.

ANS
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disse, em nota, que vai recorrer da decisão proferida da Justiça. “A agência reguladora repudia ações desprovidas de fundamentação técnica que acabam causando comoção social e viés pró-judicialização de temas sob responsabilidade do órgão.”

Segundo a ANS, as decisões do órgão são baseadas em informações técnicas. “É preciso considerar que o setor de planos de saúde possui características específicas que influenciam a formação do percentual de reajuste, como a variação da frequência de utilização e variação de custos em saúde, crescente em todo o mundo.”
Da Agência Brasil São Paulo

Entra em vigor a partir de hoje suspensão de 31 planos de saúde

A partir desta sexta-feira (8), 12 operadoras de saúde suplementar estão proibidas de comercializar 31 planos de saúde. A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com base em reclamações recebidas pelo Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento da agência reguladora, durante o primeiro trimestre deste ano.

Os planos atendem a 115,9 mil beneficiários, que não serão afetados pela medida, uma vez que os planos são obrigados a manter a assistência aos clientes. A decisão da ANS proíbe apenas a venda para novos clientes.

A suspensão é temporária e pode ser revertida se as operadoras comprovarem melhoria no atendimento. Trinta e três planos de 16 operadoras, que haviam sido suspensos anteriormente, por exemplo, serão reativados a partir de sexta-feira.

A ANS analisou aproximadamente 14 mil reclamações, das quais a maioria (39,53%) de queixas por questões gerenciais, como autorização prévia, franquia e coparticipação.

Houve ainda reclamações de problemas relacionados ao rol de procedimentos e coberturas (15,85%) e prazos máximos para atendimento (15,04%).

Veja a lista dos planos de saúde com venda suspensa

 

 
Da Agência Brasil Brasília

Semana do Glaucoma alerta para doença que atinge mais de 2 milhões de brasileiros

Da Redação

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Considerada uma das principais causas de cegueira no mundo, doença afeta a visão de forma lenta e progressiva
O engajamento no tratamento da doença é essencial para prevenir graves consequências, como a cegueira
Segundo a OMS, existem quase 4,5 milhões de pessoas cegas por causa do glaucoma

São Paulo, 21 de maio de 2018 – A semana de 21 a 27 de maio marca o Combate Nacional ao Glaucoma e serve de alerta para lembrar a importância da prevenção à cegueira causada pela doença. Geralmente assintomática em estágio inicial, ela afeta a visão de forma lenta e progressiva. No Brasil, a estimativa é de que o glaucoma afete mais de 2 milhões de pessoas e a desistência do tratamento pode afetar permanentemente a vida de quem convive com a doença.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, é estimado que 4,5 milhões de pessoas no mundo estão cegas por causa dessa enfermidade. Estudos internacionais já mostraram que, após seis meses de cuidados com o glaucoma, 50% dos pacientes deixam o tratamento, o que pode levar à perda da visão em fases avançadas da doença.

Apesar de não apresentar grandes sintomas inicialmente, o glaucoma pode dar sinais de seu avanço.

Sintomas:

* Perda da visão periférica progressiva;
* Dor intensa nos olhos e ao redor dos olhos;
* Dor de cabeça;
* Vermelhidão no olho;
* Dificuldade para enxergar no escuro;
* Náusea e vômito;
* “Aumento” da pupila (parte preta do olho, bem central, no meio da íris);
* Visão turva e embaçada;
* Observação de arcos em volta das luzes;
* Diminuição da visão periférica.

A Novartis e sua divisão de cuidados com os olhos, a Alcon, estão cada vez mais investindo em inovação para trazer novas opções de tratamentos aos pacientes, além de criar e apoiar iniciativas de conscientização sobre a doença e, principalmente sobre a prevenção. Durante a semana, além de eventos científicos para os profissionais de saúde, a empresa está patrocinando a Corrida pelo Verde – Correndo pelo Glaucoma, que será realizada no dia 27 de maio, no Jardim Botânico (SP), como iniciativa para conscientização da sociedade.

Circuito inclusivo
No Jardim Botânico haverá também um modelo de sensibilização sobre a deficiência visual. Participantes da Corrida e visitantes poderão entrar neste minicircuito inclusivo no qual vão correr vendados em parceira com outros corredores que poderão fazer o papel de guias.

Sobre a Novartis
A Novartis provê soluções inovadoras de saúde que atendem a necessidades em constante evolução dos pacientes e sociedades. Sediada na Basileia, na Suíça, a companhia oferece um portfólio diversificado para melhor atender a essas necessidades: medicamentos inovadores; medicamentos econômicos, como genéricos e biossimilares; e soluções para o cuidado com os olhos. A
Novartis lidera globalmente cada uma dessas áreas. Em 2017, o Grupo alcançou vendas líquidas de US$ 49,1 bilhões, com investimentos em P&D de aproximadamente US$ 9 bilhões. As empresas do Grupo Novartis empregam cerca de 122 mil colaboradores. Os produtos da Novartis são comercializados em aproximadamente 155 países ao redor do mundo. Para mais informações, visite http://www.novartis.com/> http://www.novartis.com.

Sobre a Alcon
A Alcon é líder global em produtos oftalmológicos. Divisão da Novartis, oferece produtos inovadores que melhoram a qualidade de vida ajudando as pessoas do mundo todo a enxergar melhor. Seus produtos melhoram a vida de mais de 260 milhões pessoas em todo o mundo com problemas de catarata, glaucoma, retina, entre outros. A Alcon busca soluções para o cuidado com os olhos, através de produtos inovadores, com parceiros, profissionais e programas de alta qualidade. Há 70 anos, a empresa trabalha para desenvolver soluções e produtos que contribuem para o bem-estar da saúde ocular e a evolução da oftalmologia. Mais informações acesse: <http://www.br.alcon.com> http://www.br.alcon.com

Corrida pelo Verde – Correndo pelo Glaucoma Domingo, dia 27 de maio – Jardim Botânico – SP.

Vacinação contra gripe mobiliza hoje 65 mil postos em todo o país

Sessenta e cinco mil postos de saúde em todo o país abrem as portas hoje (12) para a vacinação contra a gripe. No chamado Dia D de mobilização nacional, 37 mil postos de saúde de rotina e 28 mil unidades volantes estarão funcionando. A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 54,4 milhões de pessoas até 1º de junho.

Devem receber a dose crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos a partir de 60 anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.

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Ministério da Saúde espera vacinar 54,4 milhões de pessoas até 1º de junho em todo o país (Arquivo/Elza Fiúza/Agência Brasil)

Pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais também devem ser imunizadas. Neste caso, é preciso apresentar uma prescrição médica no ato da vacinação.

Pacientes cadastrados em programas de controle de doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos em que estão registrados para receber a dose, sem necessidade de prescrição médica.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A definição, segundo o governo federal, também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento de infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

A vacina
O Ministério da Saúde informou que a vacina contra a gripe é segura e reduz complicações que podem provocar casos graves da doença, internações e óbitos.

Estudos demonstram que a imunização pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em aproximadamente 50% das doenças relacionadas à gripe Influenza.

A dose utilizada na rede pública de saúde protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no Hemisfério Sul ao longo do último ano, conforme determinação da OMS, incluindo o H1N1 e o H3N2.

Reações adversas
Ainda de acordo com o ministério, após a aplicação da dose, podem ocorrer, de forma rara, dor, vermelhidão e endurecimento no local da injeção. As manifestações são consideradas benignas e os efeitos costumam passar em 48 horas.

A vacina da gripe é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É importante procurar o médico para mais orientações.

Proteção contra a gripe
O Ministério da Saúde alerta que a imunização antecipada é importante para garantir proteção contra a gripe antes que as temperaturas comecem a cair –período de maior circulação do vírus.

Ele recomenda ainda que a população adote cuidados simples, como lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; e evitar locais com aglomeração de pessoas.

 
Da da Agência Brasil Brasília

Número de atendimentos por doença respiratória cresce 30% em São Paulo

Os atendimentos nas unidades de saúde da cidade de São Paulo aumentaram cerca de 30% devido às doenças respiratórias que se desenvolvem no período entre o outono e o inverno, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. A capital paulista registra queda na temperatura e baixa umidade relativa do ar, situação agravada pela poluição atmosférica.

No Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, região central da cidade, a procura por atendimento em razão de doenças como bronquite, asma, gripe, resfriado e pneumonia se intensificou. De janeiro a fevereiro, foram atendidas cerca de 3,5 mil crianças por mês. Em março e abril, o número supera 5 mil a 6 mil atendimentos. O número de casos devem continuar subindo até o começo de agosto.

Segundo a médica Maisa Kairalla, presidente da Sociedade de Geriatria e Gerontologia de São Paulo, além das crianças, idosos estão entre os mais prejudicados pelo aumento do número de casos das doenças respiratórias. “Idoso morre, ou de queda, ou de pneumonia. E a pneumonia é a terceira causa de internação hospitalar no Brasil, sendo que 60% dos internados são idosos”, disse ela.

A médica aponta que, mesmo quando o idoso consegue recuperar a capacidade respiratória após o tratamento de uma pneumonia, ele quase sempre sai com a saúde geral pior do que quando deu entrada no hospital. “O melhor é prevenir. Existe vacinação gratuita no postos de saúde contra a influenza, que predispõe à pneumonia bacteriana”, esclarece Maísa. “O idoso acamado demora, depois, seis meses para se recuperar da internação”, disse.

Circulação de vírus
Nos dias frios, as doenças respiratórias crescem por causa do ciclo de vida dos vírus e bactérias. Outro fator que contribui para o aumento dessas patologias é que as pessoas permaneçam em ambientes confinados.

Por isso, a orientação é manter sempre os ambientes arejados e limpos. Nos dias secos, utilizar umidificadores de ar ou colocar bacias com água nos cômodos, além tomar bastante água. As principais formas de prevenção incluem lavar as mãos, não fumar e evitar aglomerações. A vacinação contra a gripe reduz a hospitalização e a internação por pneumonias.

Balanço de casos
A Secretaria da Saúde de São Paulo informa que contabiliza somente casos de gripe grave, caracterizados como Síndrome Respiratórias Aguda Grave, com notificação obrigatória. Em 2018, foram notificados 146 casos no Estado até o momento atribuídos ao vírus Influenza, que causou 25 óbitos.

O Centro de Vigilância Epidemiológica monitora a circulação do vírus desde 2011. A campanha de vacinação contra a gripe para grupos considerados vulneráveis, como gestantes, idosos e crianças menores de cinco anos, começou em 23 de abril e já imunizou mais de 2 milhões de pessoas. A vacina está disponível na rede pública.

 

 

Da Agência Brasil São Paulo

Postos de saúde de São Paulo vacinam contra febre amarela no fim de semana

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A campanha contra a febre amarela começou em setembro do ano passado na zona norte da capitalTomaz Silva/Agência Brasil

Com a meta de imunizar 95% da população contra a febre amarela ainda neste semestre, mais de 80 postos de saúde da capital paulista estarão abertos no sábado (14). A maior parte das unidades vai funcionar de 8h às 17h ou das 7h às 14h. Há postos com horários diferenciados. A lista com as unidades de plantão estão publicadas no site da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

O Parque Mário Covas, na Avenida Paulista, vai receber no domingo (15) uma tenda para aplicação da vacina. A ação faz parte do encerramento da quarta edição da Virada da Saúde, promovida pela Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, e funcionará das 11h às 14h. Para participar, é preciso levar documento de identificação e, se possível, carteira de vacinação e cartão SUS.

A campanha contra a febre amarela começou em setembro do ano passado na zona norte da capital e foi ampliada gradativamente, priorizando as áreas de maior vulnerabilidade. Desde março deste ano, a medida foi estendida para todos os 96 distritos do município.

A secretaria pediu que os moradores que ainda não receberam a dose procurem uma unidade para se proteger da doença. Até quarta-feira (11), 6.340.952 pessoas foram vacinadas na capital, o que representa 54,2% do público-alvo. A meta é imunizar 95% dos moradores de São Paulo até 30 de maio, data prevista para o término da campanha.

“As filas desnecessárias do início do ano desapareceram. Porém é muito importante que as pessoas procurem as unidades para se imunizarem contra a doença. Todos os postos de saúde da capital estão aplicando a dose”, disse o secretário de saúde, Wilson Pollara.

Para localizar a Unidade Básica de Saúde mais próxima do endereço, basta acessar a ferramenta  Busca Saúde.

A vacina contra a febre amarela não é indicada para crianças menores de 9 meses de idade, gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e pacientes com imunodepressão de qualquer natureza, com câncer, com HIV, em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomoduladores) e submetidos a transplante de órgãos. Em caso de dúvida, é importante consultar o médico antes de se vacinar.

 
Da Agência Brasil

Secretário diz que monitoramento descarta febre amarela urbana em SP

O secretário estadual de Saúde de São Paulo, David Uip, disse hoje (5) que não há registros de que o vírus da febre amarela circule por meio do mosquito Aedes aegypti, o que poderia fazer com que a doença migrasse para área urbana. Segundo ele, a possibilidade é constantemente checada pelos especialistas do estado.

“Eles vigiam os mosquitos. Eles ficaram em Mairiporã, vigiando não só o Haemagogus [mosquito transmissor da febre amarela silvestre], mas o Aedes aegypti, para saber se ele também estava infectado. Então, há uma vigilância no estado inteiro para saber se o Aedes aegypti, que é o transmissor da febre amarela urbana, está infectado ou não. Nesse momento, não encontramos nenhum caso”, ressaltou após participar da abertura de um simpósio sobre a doença. O Aedes aegypti é o mesmo mosquito que transmite a dengue, a zika e a chikungunya.

Segundo o secretário, a meta é imunizar toda a população do estado contra a febre amarela. Em janeiro e fevereiro, 6,6 milhões de paulistas tomaram a vacina. Ao longo do ano passado, 7,4 milhões de pessoas foram imunizadas.

Baixada Santista

O governo estadual estuda, agora, estratégias para fazer a imunização em áreas de litoral como a Baixada Santista. De acordo com o monitoramento do avanço da doença, a região é um dos locais para os quais o vírus está se deslocando. “Nós estamos conversando para ampliar a informação e ver qual é a estratégia. A Baixada Santista é complexa, há uma população flutuante de fim de semanas, feriado e férias. Então, é uma estratégia especial, que tem que ser particularizada”, enfatizou Uip.

A região com menor cobertura vacinal no estado é a Baixada Santista, com 36,8% da população imunizada. No Vale do Paraíba e litoral norte, a cobertura é de 47,6%. O Grande ABC tem 44,1% e a capital, 62,1%.

Casos

Segundo o último balanço da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado na sexta-feira (2), os casos autóctones (contraídos no próprio local) de febre amarela silvestre no estado de São Paulo somam 286, de 2017 até o momento. Desses, 102 resultaram em morte.

O maior número de ocorrências foi em Mairiporã (46,5%) e Atibaia (17%), municípios que respondem por quase dois terços dos casos de febre amarela silvestre no estado. De acordo com a secretaria, ações de vacinação estão em curso desde o ano passado nos dois municípios.

 

 

Da Agência Brasil

STF julgará esta semana prisão domiciliar para detentas grávidas

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar na próxima terça-feira (20) um habeas corpus coletivo que busca garantir prisão domiciliar a todas as mulheres grávidas que cumprem prisão preventiva e às que são mães de crianças de até 12 anos. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 622 mulheres presas em todo o país estão grávidas ou amamentando.

A ação constitucional chegou ao STF em maio do ano passado e é relatada pelo ministro Ricardo Lewandowski. O julgamento é motivado por um habeas corpus protocolado por um grupo de advogados militantes na área de direitos humanos, com apoio da Defensoria Pública da União (DPU).

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Lei prevê a substituição da prisão preventiva pela domiciliar para gestantes Divulgação/Fiocruz

As partes pedem que seja aplicada a todas as mulheres presas no país a regra prevista no Artigo 318, do Código de Processo Penal (CPP), que prevê a substituição da prisão preventiva pela domiciliar para gestantes ou mulheres com filhos de até 12 anos incompletos.

A Defensoria argumenta que o ambiente carcerário impede a proteção à criança que fica com a mãe no presídio. O órgão também destaca que algumas mulheres são mantidas algemadas até durante o parto.

De acordo com a DPU, na maioria dos casos, as mulheres são presas por tráfico de drogas e, após longo período no cárcere, acabam condenadas apenas a penas restritivas de direito.

“Já as gestantes estão em um momento especial de suas vidas, que demanda acompanhamento próximo. Tal cuidado já fica a desejar em se tratando da população carente, que sofre para conseguir atendimento médico tempestivo, sendo ainda mais desastroso em se tratando de mulheres presas”, diz a DPU.

Julgamento caso a caso

Apesar de estar previsto no Código de Processo Penal, a Justiça entende que a concessão dos benefícios às gestantes não é automática e depende da análise individual da situação de cada detenta.

Na semana passada, por exemplo, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), votou hoje a favor da revogação da prisão domiciliar da ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo. Segundo a magistrada, os filhos de Adriana com o ex-governador Sérgio Cabral recebem os cuidados de uma pessoa que ganha cerca de R$ 20 mil. Além disso, a ministra disse que o filho mais novo tem 12 anos e não depende da companhia dos pais.

Na ação que será julgada esta semana, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também argumentou que cada caso deve ser analisado de forma individual porque muitas mães sequer deveriam ter a guarda das crianças por colocá-las sob risco. Além disso, a procuradoria entende que a mera condição de gestante ou de ter filho menor de 12 anos não dá o direito automático à revogação de preventiva.

“A concessão da prisão domiciliar deve ser analisada de acordo com as peculiaridades de cada caso, e isso normalmente envolve aspectos como as circunstâncias individuais da presa, a vulnerabilidade da situação em que se encontra o filho, a eventual impossibilidade de assistência aos filhos por outras pessoas e a situação econômica da família”, diz a PGR.

Apesar de estar prevista na pauta de julgamentos da Segunda Turma, a questão da prisão domiciliar para detentas grávidas pode ser paralisada na fase preliminar e não ser julgada no mérito. Isso porque o pedido das entidades envolve um habeas corpus coletivo, cuja jurisprudência da Corte entende que não é cabível, em função do princípio constitucional da individualização da pena. No entanto, diante da importância da matéria de fundo, essa questão preliminar poderá ser superada.

Além de Lewandowski, fazem parte da Segunda Turma do STF os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Celso de Mello e Edson Fachin.

 

Da Agência Brasil

OMS divulga recomendações de boas práticas para o parto normal

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A OMS recomenda o contato pele a pele do recém-nascido com a mãe na primeira hora após o nascimento, para prevenir hipotermia e para estimular o aleitamentoMarcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

A Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou nesta quinta-feira novas recomendações para garantir que grávidas saudáveis tenham uma experiência positiva na hora do parto natural. O principal objetivo é “reduzir intervenções médicas desnecessárias”. A agência pede que nem a ocitocina nem fluídos intravenosos sejam aplicados para estimular contrações. A informação é da ONU News.

Segundo a OMS, a checagem da dilatação deve acontecer a cada quatro horas na primeira fase do parto, isso para mulheres com gravidez de baixo risco. Em relação ao controle da dor, a OMS pede que a anestesia peridural ou o uso de opioides sejam aplicados quando mulheres saudáveis pedirem esse tipo de intervenção.

A agência recomenda ainda várias técnicas para o alívio da dor durante o trabalho de parto, como relaxamento muscular, música ambiente, técnicas de respiração, massagem e aplicação de bolsas de água quente. Mas isso tudo deve ser feito apenas a pedido da grávida. Além disso, se o trabalho de parto estiver ocorrendo sem problemas, a mulher deve ser estimulada a caminhar e até a receber líquidos e alimentos.

Menos intervenções

Segundo a OMS, cerca de 140 milhões de nascimentos ocorrem por ano, a maioria sem complicações para mulheres e bebês. Mas nos últimos 20 anos, os profissionais de saúde “aumentaram o uso de intervenções que antes eram utilizadas apenas para reduzir riscos ou tratar complicações”.

Com as novas orientações, a OMS busca reverter essa situação, visando inclusive reduzir o número de cesarianas quando o procedimento pode ser evitado. A Dra. Princess Nothemba Simelela, representante da agência da ONU, explica que “o aumento da medicação durante o parto natural está minando a capacidade da mulher de dar à luz, tendo um impacto negativo na experiência do parto”.

Segundo a médica, “se o parto está progredindo normalmente, com mãe e bebê em boas condições, não é necessária nenhuma intervenção para acelerar o processo”.

Contato pele a pele

Após o nascimento, a OMS pede que os recém-nascidos sem complicações façam o contato pele a pele com a mãe na primeira hora após o nascimento, para prevenir hipotermia e para estimular o aleitamento. O banho deve dado apenas 24 horas após o nascimento e, se isso não for possível por razões culturais, a OMS pede que sejam esperadas no mínimo seis horas.

Os bebês também precisam utilizar apenas uma ou duas camadas de roupa a mais que os adultos, além de um gorro. Mãe e bebê não devem ser separados no hospital e ficar juntos 24 horas por dia.

 

 

Da ONU News