Brasil pode fechar acordo com EUA sobre Centro de Alcântara

A expectativa é fechar o acordo até início de 2019

O Brasil espera fechar um acordo com os Estados Unidos para a utilização comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, até o início de 2019.

“É um pais [EUA] que domina plenamente a área de espaço e queremos começar com boas parcerias. Nossa expectativa é que [o acordo]ele esteja pronto no início do ano que vem”, afirmou hoje (14) o major-brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, presidente da Comissão de Coordenação de Implantação de Sistemas Espaciais.

Após o fracasso da primeira tentativa em 2000 – que teve pontos questionados e não foi aprovado – o Ministério da Defesa brasileiro iniciou uma nova negociação no fim do ano passado.

O compromisso previa área exclusiva para os americanos dentro do centro de lançamento e a possibilidade de transitarem com material pela área sem passar por inspeção do Exército brasileiro.

Esses pontos foram eliminados do novo projeto, segundo o militar.

“Esse acerto de 2000 era muito desigual para o Brasil, com propostas impossíveis de serem atendidas. Fizemos um apanhado das críticas das comissões dentro do Congresso e ele foi modificado para se tornar mais palatável e ser aprovado pelos parlamentares. Os EUA flexibiizaram e [o documento]avançou significamente”, disse.

Transferência de tecnologia

A exigência dos EUA em relação ao novo compromisso é que não haja transferência de tecnologia.

Pelo que ficou preliminarmente acertado, os países estabelecem compromisso mútuo de proteger as tecnologias e patentes contra uso ou copia não autorizadas.

“A preocupação deles é que a tecnologia aqui embarcada não vaze. Essa condição é o acordo de Salvaguarda”, afirmou Aguiar

Segundo o militar, assim que a nova proposta seja aprovada pelos Estados Unidos, será submetida pela Casa Civil ao Congresso Nacional por meio de um projeto de Lei.

Aguiar acredita que isso acontecerá independente do resultado das eleições de outubro e afirma que está dialogando com candidatos sobre a questão.

“Não existe presidente que venha a governar esse pais que não coloque na pauta de prioridades o espaço. Precisamos de comunicação para toda a nossa vida. É uma pauta positiva para qualquer presidente”, finalizou.

 
Da Agência Brasil Alcântara (MA)

Maior evento de tecnologia do país, Campus Party começa hoje em São Paulo

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Temas como ciência, inovação e universo digital mobilizaram o público em edições anteriores da Campus Party Rovena Rosa/Arquivo/Agência Brasil

O principal evento de internet e tecnologia do país, a Campus Party, começa nesta terça-feira (30) na capital paulista. A programação de palestras, debates e oficinas atrai o público para acompanhar temas como inovação, ciência, cultura, universo digital e empreendedorismo. De acordo com a organização, serão mais de 900 horas de conteúdo em nove palcos temáticos no Pavilhão de Exposições do Anhembi, até o próximo domingo (4).

Neste ano, uma das novidades é o espaço Educação do Futuro, que vai reunir diversas atividades promovidas pelo Centro Paula Souza e MIT Media Lab (do Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Oficinas de robótica e linguagem de programação, além de batalhas de robocode serão realizadas no espaço. O objetivo é apresentar elementos de programação aos participantes de uma forma lúdica.

No mesmo espaço, a Campus Kids, em parceria com a TRON Robótica Educacional, vai permitir o debate sobre a educação aliada à tecnologia. A área terá atividades de robótica educativa, gamificação (uso de elementos dos jogos para resolver problemas e melhorar o aprendizado) e tecnologias de apoio para escolas destinadas a agentes da educação, além de espaço para interação com as crianças.

Convidados em destaque

Autor do livro A Revolução Blockchain: Como a Tecnologia por do Trás Bitcoin está Mudando o Dinheiro, os negócios e o mundo, Don Tapscott dará palestra na quinta-feira (1), às 20h30. Ele é um consultor canadense especializado em estratégia corporativa e no papel da tecnologia nos negócios e na sociedade e vai abordar o chamado Blockchain, em que qualquer tipo de ativo pode ser armazenado, transacionado e gerenciado sem envolver intermediários como bancos, e cartórios.

Na sexta-feira (2), o cofundador da Apple Steve Wozniak, que projetou a primeira linha de computadores pessoais da marca, vai falar ao público da Campus Party. Em 1985, Wozniak foi condecorado por Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos na época, com a Medalha Nacional de Tecnologia, a maior honraria conferida aos principais inovadores do país.

 
Da Agência Brasil

Mais de 9 milhões de celulares foram bloqueados em dezembro no Brasil

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São Paulo foi o estado com mais celulares bloqueados: 116.967 Arquivo/Agência Brasil

Em dezembro do ano passado, foram bloqueados mais de 9,2 milhões de aparelhos celulares, um aumento de 20,97% em relação ao mesmo período de 2016. Os número constam do Cadastro Nacional de Estações Móveis Impedidas (Cemi) e foram divulgados hoje (25) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O cadastro mantém o registro de aparelhos perdidos, furtados ou roubados que estão bloqueados. No total, foram bloqueados, 9.259.697, um aumento de 1.604.875 em relação a dezembro de 2016.

O número abrange os aparelhos impedidos por solicitação direta dos usuários às empresas de telefonia móvel e pelo registro de boletins de ocorrência na polícia nos estados e no Distrito Federal.

De acordo com a Anatel, até dezembro do ano passado, as polícias estaduais e do Distrito Federal bloquearam 180.508 celulares no Cemi. Os estados com maior número de celulares bloqueados pela policia foram São Paulo, com 116.967 aparelhos; Rio de Janeiro, com 27.785 bloqueios; e Espírito Santo, com 10.179 celulares.

Desde quando o sistema de bloqueio começou a funcionar, em março de 2016, 23 secretarias de Segurança estaduais e a do Distrito Federal assinaram o convênio com a Anatel para inscrição no Cemi. Ainda não firmaram o termo de adesão ao cadastro as secretarias do Acre, de Alagoas, do Amapá, do Maranhão e do Pará

 
Da Agência Brasil

Lei traz novas regras para compra de produtos pela internet

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As novas regras sobre o comércio eletrônico foram incluídas na Lei 10.962, de 2004 Arquivo/Agência Brasil

Já está em vigor a Lei 13.543, que traz novas exigências para a disponibilização de informações sobre produtos em sites de comércio eletrônico,. Pela norma, sancionada na semana passada pelo presidente Michel Temer, o preço dos produtos postos à venda nos sites têm de ser colocados à vista, de maneira ostensiva, junto à imagem dos artigos ou descrição dos serviços. Segundo a lei, as fontes devem ser legíveis e não inferiores ao tamanho 12.

A norma inclui essas exigências relativas às vendas online na Lei 10.962, de 2004, que disciplina as formas de afixação de preço de comerciantes e prestadores de serviços. Entre as obrigações gerais de empresas estão a cobrança de valor menor, se houver anúncio de dois preços diferentes, e a necessidade de informar de maneira clara ao consumidor eventuais descontos.

A Lei é um detalhamento do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078, de 1990), que também versa sobre requisitos a serem seguidos pelos vendedores, como a disponibilização de informações corretas e claras quanto aos produtos, incluindo preço e características.

Benefícios

O Ministério da Justiça argumenta que a lei será um importante instrumento para facilitar a busca de informações pelos consumidores nesse tipo de comércio. “Hoje em dia temos dificuldades de conseguir essas informações porque há produtos em sites ou plataformas sem preço. Isso já era vedado pelo Código de Defesa do Consumidor, e essa lei veio para deixar tais obrigações mais claras, garantindo o direito à informação de quem compra”, afirmou a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do ministério, Ana Carolina Caram.

Para a supervisora do Procon de São Paulo, Patrícia Alvares Dias, a Lei é positiva. “Os consumidores estão tendo dificuldade, porque, em sites de comércio eletrônico, em geral, há as características do produto, mas dados sobre o preço não são apresentados com tanto destaque.”

Expansão

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), 25,5 milhões de pessoas fizeram compras pela internet no primeiro semestre deste ano. Apesar do número representativo, a entidade ressalta que as transações são concentradas nos dois principais centros urbanos do país: São Paulo foi responsável por 35,5% das vendas e o Rio de Janeiro, por 27,6%.

De acordo com a consultoria Ebit, o comércio eletrônico no Brasil no primeiro semestre do ano cresceu 7,5% em comparação com o mesmo período no ano anterior, com faturamento total de R$ 21 bilhões.

Reclamações

O consumidor que encontrar uma situação em que o preço do produto não está apresentado de maneira clara e em destaque, ou que a fonte seja menor do que o tamanho 12, deve acionar órgãos de proteção e defesa como os Procons, o Ministério Público e a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça. Os sites que estiverem violando artigos da lei podem ser multadosm, ou até suspensos.

 

 

Da Agência Brasil

Festival interativo de arte eletrônica atrai público na Avenida Paulista

 

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São Paulo – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, no Centro Cultural Fiesp, convida os espectadores para experimentar mistura da arte eletrônica com a arte contemporânea (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Um imenso túnel feito com fita adesiva transparente foi instalado próximo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista. A decoração é a grande atração da 17ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File). A obra, chamada Tape São Paulo, é dos artistas Sven Jonke, Christoph Katzler e Nikola Radeljkovic e tem atraído multidões de pessoas e divertido crianças, jovens, adultos e até idosos.

Para entrar na Tape São Paulo, o público enfrenta uma fila que pode durar até uma hora no interior do File. Não há contraindicação: os visitantes da Tape precisam apenas tirar os sapatos e objetos pontiagudos para escorregar pelos túneis feitos com fita adesiva resistente, capaz de suportar o peso de quatro ou cinco pessoas por sessão.

Esta não é a única instalação que tem atraído a curiosidade dos visitantes. O festival, que este ano chega a sua 17ª edição, tem várias obras interativas. Outra que tem gerado filas grandes é a Be Boy Be Girl, dos holandeses Frederik Duerinck e Marleine van der Werf, uma instalação multissensorial na qual o visitante usa um óculos especial para ser transportado a um cenário de uma praia no Havaí e experimenta sensações que envolvem não somente a visão, mas também a audição, o tato e o olfato. Há também uma imensa parede onde são projetadas diversas imagens, obra do artista japonês Norimichi Hirakawa. As pessoas aproveitam as imagens coloridas para posarem em selfies. E além destas, há ainda muitos games, animações e videoartes.

“Estamos há 17 anos com este evento e há 14 anos aqui na Fiesp. O que tem acontecido é que cada vez está tendo um aumento do público”, disse Ricardo Barreto, um dos organizadores do File. Só na primeira semana de exibição, por exemplo, a exposição já atraiu 11 mil pessoas.

O tema do festival deste ano é Venha Passar do Limite. “A proposta é essa brincadeira de sair da galeria. Quando fizemos essa escultura e arquitetura [a obra Tape], nós passamos do limite da galeria”, disse o organizador.

Para Barreto, a exposição é uma expressão da época atual. “Estamos em uma época de boom da revolução digital. Todo mundo agora tem seu celular, e está ligado na rede. Tudo isso fez com que as pessoas tivessem uma necessidade de estarem ligadas na cultura dessa proposta. E o File é a expressão dessa cultura.”

Impressões

A reportagem visitou a exposição na tarde de quinta-feira (21). Uma grande fila estava formada do lado de fora da entrada do festival. Do lado de dentro, diversas pessoas se divertiam e usavam seus celulares para registrar as cores e toda a interatividade do File.

A aposentada Juracema Bragaglia, 76 anos, participou Junto com o neto, ela contou que está adorando a exposição. “Estou achando fantástico esse mundo virtual. Nunca tinha vindo e, no meu tempo, a gente não se interessava muito porque não existia nada disso. Mas ele [o neto]sabe tudo e está até me ensinando. Estou emocionada de ver a evolução e a tecnologia”, disse ela. “E agora quero ir na praia”, brincou ela, sobre a obra Be Boy Be Girl.

A empresária Ana Valença, 46 anos, também aproveitou um momento de folga para levar suas duas sobrinhas para a exposição. Elas enfrentaram uma fila para entrar na exposição de aproximadamente uma hora e meia. “Mas valeu a pena”, disse Ana. Uma das instalações de que ela mais gostou foi a Tape. “Achei o máximo. Adoramos. Em princípio fiquei com um pouco de medo porque deu a sensação de que iria arrebentar. Mas depois, quando você se entrega, é super divertido.”

Uma de suas sobrinhas, Ana Carolina Valença, 14 anos, também gostou muito do festival. “Estou achando sensacional. Nunca tinha passado por uma experiência assim. É diferente ver as coisas se mexendo na sua frente. É incrível.”

O técnico em informática Carlos Alberto Boarroli, 46 anos, esteve no File com a namorada e o filho dela. Eles só conseguiram entrar após esperar duas horas na fila. Apesar disso, ele contou ter gostado da exposição. “Estou achando legal, interessante”, falou à reportagem.

O festival, que começou na terça-feira (12), termina no dia 28 de agosto, com entrada gratuita.

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 São Paulo – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, no Centro Cultural Fiesp, convida os espectadores para experimentar mistura da arte eletrônica com a arte contemporânea (Rovena Rosa/Agência Brasil)Rovena Rosa/Agência Brasil

 
Da Agência Brasil

Tecnologia via satélite monitora irregularidades ambientais no estado

Sistema MAIS da Secretaria de Estado do Meio Ambiente permite que sejam fiscalizados cerca de 24.800 hectares de todo o território paulista

Foto: Secretaria do Meio Ambiente / Divulgação SMA

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Exemplo de área identificada como possível supressão de vegetação

Na Semana Mundial do Meio Ambiente, a SMA (Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo) relembra a importância de garantir a conservação da biodiversidade, por meio da manutenção dos serviços ecossistêmicos.

SP alcança nível de desmatamento quase zero em áreas de Mata Atlântica

E para contribuir com o cumprimento deste desafio, a SMA desenvolveu uma metodologia que possibilita a identificação e fiscalização dos desmatamentos e queimadas ilegais: o MAIS – Monitoramento Ambiental por Imagens de Satélites.
A rotina de monitoramento com este sistema associa rapidez e baixo custo, permitindo que cada um dos cerca de 24.800.000 hectares de todo o território paulista seja monitorado entre cinco e doze vezes ao ano, e qualquer desmatamento com áreas superiores a 0,3 hectares, ou o equivalente a pouco mais que 1/3 de campo de futebol, seja localizado e fiscalizado em campo.
Como funciona
A metodologia do MAIS foi inspirada em experiências consagradas, como as realizadas pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), e consiste na comparação de imagens de satélites com fotografias aéreas, identificando onde a vegetação natural foi alterada.
Imagens atuais de satélites diversos são sobrepostas a fotografias aéreas, capturadas entre os anos de 2010 e 2011 pelo projeto Mapeia São Paulo da EMPLASA (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano), possibilitando a identificação de áreas que sofreram alterações na vegetação natural, como desmatamento, bosqueamento, queimada ou grandes movimentações de terra.

 

O processo ainda permite, por meio da integração dos dados da SMA e CETESB, verificar se a área alterada está localizada no interior de unidade de conservação, em Área de Preservação Permanente (APP), se possui outras autuações, ou se a atividade já foi licenciada.

 

As informações e documentos relacionados às alterações detectadas pelo MAIS são recebidos diretamente pela Polícia Militar Ambiental, por meio do Módulo de Denúncias do Sistema Integrado de Gestão Ambiental – SIGAM, para que sejam iniciados os procedimentos para a fiscalização em campo. Uma vez constatada a infração, a Polícia lavra o Auto de Infração Ambiental, indicando a multa a ser paga e as providências cabíveis para arecuperação da área.
Com informações do Portal do Governo do Estado de SP

Transações bancárias por meio de celulares e tablets crescem 138% em um ano

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As transações bancárias por celulares e tablets tiveram crescimento de 138% em 2015, ao chegar a 11,2 bilhões de operações, ante as 4,7 bilhões em 2014, de acordo com dados divulgados hoje (31) pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Segundo a pesquisa, as movimentações bancárias feitas por internet banking e mobile banking atingiram 54% do total. O estudo contou com a participação de 17 bancos, 93% dos ativos do setor no país.

Segundo o estudo, o internet banking foi o canal responsável pelo maior número de transações no ano passado, com 33% do total (17,7 bilhões). O mobile banking foi o segundo canal preferido com participação de 21% no total de operações. Em 2015 já eram 33 milhões de contas ativas com o recurso mobile, 32% a mais do que no ano anterior.

Segundo o diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da Febraban, Gustavo Fosse, um dos fatores que explicam esse crescimento está relacionado com o fato de os bancos funcionarem como indutores de inovações tecnológicas da indústria, com a preocupação de trazer comodidade aos clientes. “Outro fator é o crescimento do acesso à internet no Brasil, que já está acessível para 56% da população. O uso de smartphones também tem contribuído para o aumento”.

A pesquisa mostrou ainda que o Brasil ocupa o 7º lugar em investimentos em tecnologia da informação no setor bancário. Em 2015, a soma desses investimentos totalizou R$ 19,2 bilhões, dos quais 44% destinados a software, 35% a hardware e 20% a telecom. Mesmo assim o número foi mais baixo do que o registrado em 2014: R$ 21 bilhões.

Os dados apontam que o total de transações feitas em agências, pontos de venda no comércio, autoatendimento e correspondente foi de 23,6 bilhões, 45% do total.

 

 

Da Agência Brasil

Anatel suspende franquia de banda larga fixa

Empresas não poderão reduzir velocidade da conexão até atenderam todas exigências da Agência

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Para voltar a praticar sistema de franquia, empresas precisarão atender exigências da Ana / Bruno Fortuna/Fotos Públicas

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) determinou que operadoras de banda larga fixa não reduzam a velocidade da conexão e não suspendam o serviço mesmo após o fim da franquia contratada.

A suspensão terá duração de 90 dias e, se as empresas descumprirem a determinação, a Anatel poderá cobrar uma multa de R$ 150 mil por dia, até o limite de R$ 10 milhões.

A determinação publicada nesta segunda-feira (18), no Diário Oficial da União, é direcionada às empresas Algar Telecom; Brasil Telecomunicações; Cabo Serviços de Telecomunicações; Claro; Global Village Telecom; OI Móvel; Sky Serviços de Banda Larga; Telefônica Brasil; Telemar Norte Leste; TIM Celular; Sercomtel e Oi S.A.

As empresas terão de obedecer às ordens impostas pela Anatel até disponibilizar meios para que o consumidor acompanhe o consumo do serviço, identifique o perfil de consumo, obtenha o histórico detalhado da utilização, e seja notificado quando estiver próximo do prazo do plano se esgotar.

As operadoras também precisarão instruir os funcionários de modo que eles estejam aptos a orientar os clientes.

Só após atender todas as exigências da Anatel, dentro do prazo de 90 dias, que as empresas serão liberadas a praticar novamente o sistema de franquia na banda larga fixa.

 

Do: Diário SP Online

USP desenvolve equipamento que faz cegos perceberem obstáculos por meio dos sons

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O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, está desenvolvendo um equipamento que possibilitará a pessoas com deficiência visual enxergar obstáculos por meio do som. O aparelho detecta os objetos ao redor da pessoa e produz sons, ouvidos via um fone de ouvido, que dão ao usuário a sensação de estarem saindo dos objetos.

“A pessoa consegue sentir a posição de onde vem o som. O som não está sendo emitido pelo obstáculo, é o equipamento que detecta a posição do obstáculo e produz artificialmente um som que parece estar vindo dali”, explicou o coordenador do projeto, professor do ICMC Francisco José Mônaco.

O sistema, batizado de SoundSee, funciona em um dispositivo portátil, menor do que um aparelho de celular, que pode ser carregado no bolso. Segundo o professor, o equipamento usa um mecanismo de ecolocalização, o mesmo do qual se utilizam alguns animais, como os morcegos, que emitem sons e escutam o eco produzido pelos obstáculos para se guiarem. Com o auxílio de um software, que calcula a posição dos obstáculos, o aparelho gera sons tridimensionais que auxiliam o usuário a detectar a presença dos obstáculos.

“O usuário, o deficiente visual, no caso, tem a sensação, por meio dos sons, como se visse um obstáculo à direita dele, uma porta à frente. Com o passar do tempo, com um pouco de treino, o usuário começa a enxergar ou sentir o ambiente, sem que o aparelho precise buzinar, ou falar obstáculo à direita, à esquerda. São as sensações espaciais do som”, disse.

De acordo com o coordenador, para aprimorar o sistema, estão sendo realizados estudos sobre o funcionamento da orientação espacial psicoacústica, que é a capacidade do ser humano perceber a direção de onde determinado som provem. “Por exemplo, é interessante saber como criar sons que permitam ao usuário sentir a geometria do ambiente e verificar como é possível propiciar uma substituição sensorial que, de certo modo, permita ao deficiente visual enxergar por meio do som”.

O sistema começou a ser construído em 2014, e está hoje na sua terceira versão de hardware. Os testes do aparelho com deficientes visuais começarão a ser realizados ainda no primeiro semestre. Até o final do ano, os pesquisadores esperam já ter um produto praticamente pronto para ser fabricado em larga escala. “A equipe do projeto está se preparando para realizar experimentos com deficientes visuais, o que envolve rígidos protocolos de experimentação, pré-requisitos éticos e cuidados especiais”.

A pesquisa do projeto, que terá os resultados divulgados gratuitamente, teve a participação das professoras Vanessa Nunes de Souza e Tarsila Curtu Miranda, do Centro Universitário Central Paulista (UNICEP), e dos alunos-pesquisadores Renê de Souza Pinto, Rafael Miranda Lopes e Lucas Crocomo, além de outros colaboradores.

Os estudos são realizados no Laboratório de Sistemas Distribuídos e Programação Concorrente (LaSDPC), do Departamento de Sistemas de Computação (SSC) do ICMC, com apoio do Núcleo de Apoio a Pesquisa em Software Livre (NAPSoL) da USP.

 

Da Agência Brasil

Comércio eletrônico registra crescimento de 15% em 2015

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O e-commerce se mostrou uma excelente alternativa na busca de bons negócios para o consumidorArquivo/Agência Brasil

O comércio eletrônico registrou crescimento nominal de 15% no faturamento, movimentando R$ 41,3 bilhões em 2015. A previsão é que, até o fim do ano, o e-commerce nacional fature R$ 44,6 bilhões, o que representa um acréscimo nominal de 8%, em relação ao período anterior, de acordo com a 33ª edição do relatório WebShoppers, elaborado pela E-bit/Buscapé

“Dentro do cenário de crise econômica, com aumento de inflação, desemprego e incertezas ao longo de 2015, o e-commerce se mostrou uma excelente alternativa na busca de bons negócios para o consumidor, apresentando faturamento muito acima do registrado no varejo tradicional”, disse o fundador da E-bit, presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP e vice-presidente de Relações Institucionais do Buscapé Company, Pedro Guasti.

Compras online

Entre os destaques, aparece o crescimento das vendas por dispositivos móveis, que passaram a representar 12% do faturamento, na média do ano, e 14,3%, em dezembro. O número de consumidores com pelo menos uma compra pela internet chegou a 39,1 milhões, volume 3% maior na comparação com 2014. A quantidade de pedidos cresceu 3%, alcançando 106,2 milhões.

Segundo os dados, o valor médio das compras atingiu R$ 388, 12% mais alto se comparado ao ano anterior. Para 2016, estima-se que o tíquete médio das compras gire em torno de R$ 419, o que representa um crescimento de 8%, em relação ao ano passado.

“O crescimento no número de consumidores ativos foi menor se comparado a outros anos. Isso tem relação com a redução da participação da classe C nas compras online nesse período. Em contrapartida, o público de renda mais elevada comprou mais pela Internet. Essa é uma das explicações para o crescimento do tíquete médio”, esclareceu o diretor executivo da E-bit/Buscapé, André Ricardo Dias.

Outro destaque foi a elevação no NPS (Net Promoter Score), que mede a satisfação e a fidelização dos clientes no comércio eletrônico, que, em 2015, chegou a 65%, decorrente da diminuição no atraso das entregas e da melhoria dos serviços prestados pelas lojas.

Sites estrangeiros

Os dados indicam ainda que o volume de compradores em sites estrangeiros aumentou de 38%, em 2014, pra 54% em 2015, com 14,9 milhões de consumidores únicos de sites externos (Aliexpress, Amazon e eBay, entre outros), e gasto total de US$ 2,02 bilhões, 18% a mais que em 2014. As categorias mais procuradas foram eletrônicos, moda e acessórios e informática.

O estudo revelou ainda que, no meio online, as categorias mais populares são viagens e turismo, eletrônicos e assinatura de revistas, decorrente do alto valor agregado dos produtos, que faz com que os consumidores usem a internet como ferramenta de pesquisa e busca pelo melhor preço.

A preferência pelo varejo físico ficou com as categorias petshop, alimentos e bebidas e joalheria, pela necessidade de visualização de muitos produtos ou, por exemplo, por causa da dificuldade na logística para produtos alimentícios perecíveis.

De acordo com o relatório, a alta dos preços no varejo chegou no comércio eletrônico, registrando elevações de 8,94%, o que contribuiu para a redução do poder de compra dos trabalhadores. A classe C terminou o ano com 39% de participação nas compras (dezembro de 2015), diferente dos 54% anteriores (novembro de 2013).

 

 

Da Agência Brasil